O mês de outubro começou com uma atualização esperada por milhares de trabalhadores estrangeiros no Japão: o reajuste do salário mínimo regional (Saikou Chingen ou popularmente conhecido como Saichin). A decisão foi formalizada pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW), estipulando um aumento médio histórico para recompor o poder de compra afetado pela inflação.
Se você trabalha em fábrica, comércio ou prestação de serviços, vale a pena entender exatamente o que muda no valor da sua hora e como conferir se o ajuste já foi repassado na sua folha de pagamento (meisai).
O novo piso salarial nas regiões com mais brasileiros
O aumento não é unificado para todo o país, pois cada província estabelece seu próprio valor com base na economia local e no custo de vida regional.
Confira abaixo como ficaram as taxas mínimas por hora nas principais províncias com forte presença da comunidade brasileira:
- Aichi: subiu para ¥1.077 / hora
- Shizuoka: subiu para ¥1.034 / hora
- Saitama: subiu para ¥1.078 / hora
- Gunma: subiu para ¥985 / hora
- Mie: subiu para ¥1.023 / hora
- Gifu: subiu para ¥1.001 / hora
- Kanagawa: subiu para ¥1.162 / hora
(Fonte: dados oficiais do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão – MHLW).
Quem tem direito ao reajuste?
O salário mínimo regional aplica-se estritamente a todos os trabalhadores do Japão, independentemente do tipo de contrato de trabalho. Isso inclui:
- Haken (Trabalhadores terceirizados/empreiteiras): mesmo que o contrato tenha sido assinado antes de outubro, o valor por hora não pode ser inferior ao mínimo estipulado para a província onde a fábrica/empresa atua.
- Arubaito / Part-time: qualquer jornada reduzida também precisa respeitar o piso.
- Estrangeiros com qualquer tipo de visto: a lei trabalhista japonesa não faz distinção de nacionalidade ou status de residência.
Importante: Caso o seu contrato atual já pague um valor superior ao novo mínimo regional, a empresa não é obrigada por lei a aplicar um aumento proporcional, embora muitas empreiteiras reajustem as tabelas internas para manter a competitividade das vagas.
Como conferir no seu holerite (meisai)
Os novos valores passam a valer formalmente a partir das horas trabalhadas no início de outubro. Como a maioria das empresas fecha a folha de pagamento na metade ou no fim do mês (com pagamento no mês seguinte), o impacto real costuma aparecer nos comprovantes recebidos entre o final de outubro e meados de novembro.
Passo a passo para checar:
- Pegue seu meisai de pagamento das horas trabalhadas a partir de 1º de outubro.
- Localize o campo referente ao valor do salário-base por hora (kikyu ou jihou).
- Verifique se o valor listado é igual ou superior ao novo piso da província onde a fábrica está localizada.
Caso identifique que o valor hora permaneceu abaixo do piso legal, entre em contato direto com o setor de RH da sua empreiteira ou empregador para solicitar o acerto do valor retroativo.
💬 Você já conferiu se o seu salário-base por hora está acima do novo piso da sua região? Se tiver dúvidas sobre a legislação trabalhista, deixe seu comentário abaixo.
