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Relacionamento entre pais e filhos

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Projeto Sakura

Relacionamento entre pais e filhos

A família constitui o primeiro núcleo e contato social da criança, influenciando em seu processo de socialização e descobertas. Pensando nos diferentes ambientes e relações sociais das crianças e adolescentes, podemos destacar as escolares, sociais e familiares. A maneira com a qual a interação familiar ocorre é algo extremamente importante de se pensar. É preciso lembrar de que toda criança, seja qual for a idade, apresenta comportamentos “adequados” e “inadequados”, já que ela está em um processo de aprendizagem contínuo. A modelagem (todo comportamento realizado que se aproxime do comportamento desejado é reforçado), é uma das maneiras que as crianças aprendem, ou seja, a partir dos comportamentos dos adultos.

Então, como vocês estão se relacionando com os seus filhos?

Ao ensinar as diferentes habilidades sociais para os pequenos, facilitamos o convívio social e as interações com os pares em diferentes ambientes. Quando foi a última vez que você elogiou algo feito pelo seu filho? Elogios são muito importantes. Além de ser um reforçador natural de uma interação social, a criança percebe o que faz de bom e fica motivada para repetir o comportamento que foi aprovado pelos outros. O elogio bom é aquele que não vem junto com críticas.

Sabemos que existem maneiras e realidades diversas de como os pais direcionam a educação dos filhos: alguns são flexíveis, outros mais rígidos, permissivos, ausentes de afeto, enfim, cada um educa de uma forma diferente. Torna-se necessário que os pais desenvolvam modos assertivos e apropriados de educarem e orientarem. Ajustar a comunicação e o estabelecimento de regras, por exemplo, são fatores decisivos para uma educação de qualidade. Esse ponto é muito importante, pois a dinâmica muda conforme a faixa etária, uma vez que a maneira de lidar e manejar uma criança é diferente daquela utilizada com um adolescente.

Como incentivar a criança a ser participativa nas atividades do cotidiano?

Um ponto dessa dinâmica a ser pensado é, a criança ou adolescente tem condições de realizar a tarefa ou atividade proposta? É necessário ter isso claro para que no decorrer da execução, os pais ou responsáveis possam reforçar (elogiar) adequadamente os comportamentos desejados. Por exemplo, se a criança costuma deixar o quarto bagunçado, no início, valorize cada objeto que ela colocar no lugar; no caso de um adolescente, se ele tiver dificuldade em manter o quarto organizado, a dinâmica se mantém, acrescentando possibilidades de diálogo, explicando qual a finalidade da organização do quarto e quais são as possíveis consequências de arrumar ou não o cômodo. Ficar atento a essa dinâmica de interação torna o processo de aprendizado mais tranquilo para todos e aumenta a possibilidade da generalização de comportamentos adequados em diferentes situações.

Outro aspecto tão importante quanto o apresentado acima é o emocional das crianças e adolescentes. Se muitas vezes nós mesmos sentimos dificuldades de entender ou expressar nossos sentimentos, imagine eles que estão em um processo de desenvolvimento se conhecendo e descobrindo, isso se torna muito mais complicado.

Quando foi a última vez que você conversou com seus filhos sobre sentimentos?

Uma dica que pode auxiliar nesse sentido é a seguinte: ao conversar com uma criança sobre o sentimento, foque em como ela os expressa, pois para um mesmo sentimento, existem maneiras diversas de se comportar, exemplo: quando uma criança está feliz, como ela se comporta? E quando está triste? Muitos sentimentos podem ser parecidos, porém, cada pessoa aprende uma maneira diferente de expressá-los. Desenvolver essa habilidade é essencial para ajudar os pequenos a entenderem seus sentimentos. Lembre-se sempre de que crianças que sabem entender seus sentimentos conseguirão resolver conflitos futuros de forma mais pacífica.

Caso você tenha alguma dúvida, dificuldade ou necessitar de orientação no relacionamento com seus filhos, procure a equipe de psicólogos do Projeto Sakura!
Gomide, P.I.C. (2004). Pais presentes, pais ausentes. Petrópolis: Vozes.

Psicólogo
Gabriel Goldstein Barros
CRP- 08/28170
Psicólogo do Projeto Sakura.

Projeto Sakura – Atendimento psicológico no Japão

www.projetosakura.com.br

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