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Yamagata – natureza e fé nas montanhas

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Dezessete por cento do território de Yamagata é protegido por lei através de parques nacionais. Isso já dá a dimensão da importância da natureza para o povo e a economia local. Com boa parte de seu território formado por montanhas cobertas de vegetação, a província é um convite para quem quer se desligar e relaxar, seja num passeio pelas florestas na estação quente ou, então, num banho de águas termais nas épocas mais frias. Aliás, dividir o clima de Yamagata dessa forma está longe de ser errado. A província fica numa área de transição climática com características interessantes: tem temperaturas na casa dos 30 durante o verão e mais de 8 metros de neve nas áreas montanhosas. Outono e primavera são curtos, o primeiro mais puxado para o frio e o último, para o calor. Assim, visitar Yamagata é sempre trafegar pelos extremos. Celeiro de bons ingredientes, dentre eles o arroz, a província também é um local a ser descoberto por quem curte gastronomia e saquês.

Monstros de gelo em Zao (foto: Pixta)
Numa fria com os monstros de gelo

A área de atração turística mais conhecida de Yamagata é, sem dúvidas, Zao Onsen. “Onsen” em japonês são as fontes de águas termais, e elas são uma atração da região. O Monte Zao fica na fronteira entre Yamagata e Miyagi e existem duas formas de chegar até lá. Por Miyagi, a viagem é linda no outono pela Zao Echo Road. A estrada, que sobe a serra, é coberta de vegetação, e a folhagem fica amarelada em boa parte de sua extensão.

Num dos picos da montanha, chamado de Kattadake, é possível ter uma bela vista do Okama, um lago de cratera vulcânica considerado um dos mais belos do Japão. Durante abril e novembro, quem vem da estação de Kamiyama pode usar um serviço gratuito de ônibus até o Zao Liza, um restaurante que serve como base para quem sobe montanha acima. De lá, é possível usar o Katta Lift, um teleférico aberto até um ponto de observação do Okama. No entanto, os serviços são limitados, com o máximo de dois horários por dia, e restrito aos fins de semana em algumas épocas do ano. Portanto, pesquise bem antes de usar.

Zao Onsen
O lago de cratera de Zao é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Tohoku (foto: Pixta)
O lago de cratera de Zao é um dos pontos turísticos mais conhecidos de Tohoku

Zao Onsen, no entanto, é mais popular no inverno. A qualidade de neve transformou o local num resort de esqui que recebe visitantes de todo o país. A área é muito bem equipada para a prática de esportes da neve com lojas para locação de utensílios. A grande atração, porém, são os chamados monstros de gelo, árvores congeladas que “hibernam” cobertas de neve durante a estação fria. Os “monstros” ficam acima da cabeceira da pista de esqui e até podem ser acessados a pé. Na área do resort, é possível alugar uma sandália de neve, feita de madeira e usada pelos antepassados para caminhar na região. Os calçados são usados por cima da bota que, aliás, deve ser muito bem preparada. A caminhada na neve pode congelar o pé caso você não esteja usando um calçado adequado. À noite, os monstros de gelo são iluminados com luzes coloridas. O resort também oferece um passeio noturno, num veículo de neve, até os monstros.

Depois das aventuras, com neve ou não, sempre vale a pena dar uma relaxada nos banhos de águas termais da região. O Zao Onsen Dairotenburo é um banho a céu aberto que funciona entre os meses de abril e novembro. Já o Genshichi Roten no Yu também tem banhos internos e funciona o ano todo. Outra forma de conhecer o costume de se banhar em águas termais é visitar um dos banhos públicos da localidade. São três, chamados de Kawarayu, Kamiyu e Shimoyu. Eles ficam em pequenas construções de madeira com apenas um ofurô no formato de uma pequena piscina. Os banhos são segregados por gênero e a entrada em cada um deles custa ¥200.

Banho a céu aberto no Zao Onsen Dairotenburo
Banho a céu aberto no Zao Onsen Dairotenburo (foto: Pixta)

Caminhos de fé

Repleta de montanhas, Yamagata também é um destino para pessoas que buscam tranquilidade nos templos e santuários construídos ao longo dos séculos em áreas mais remotas. No nordeste da capital, na cidade de Yamagata, fica o Risshakuji, um templo budista fundado no século 9 e conhecido popularmente como Yamadera. A área sagrada começa no sopé de uma colina, onde fica uma das construções mais antigas do complexo, o Konponchudo. No entanto, o caminho até o topo é uma das principais atrações, em especial por conta da bela vista que se pode ter da varanda do Godaido, um salão incrustado na montanha. No entanto, vale ressaltar que a subida, de cerca de 1000 degraus, pode ser pesada para alguns visitantes.

Godaido entre as folhas de outono em Yamagata
Godaido entre as folhas de outono em Yamagata (foto: Pixta)

Uma experiência mais radical é fazer o Dewa Sanzan, um caminho que conecta três santuários sagrados nas montanhas. Dewa é o nome de uma antiga província formada pelos atuais territórios de Akita e Yamagata. Os três santuários são dedicados a uma fé conhecida como shugendo, que mescla elementos do budismo e do xintoísmo, a religião nativa do Japão. Cada um deles é conhecido pelo nome do monte em que se localiza.

De acordo com os preceitos, para transcender é preciso levar o corpo ao limite. Por isso, os monges do shugendo realizam práticas radicais, como longos períodos de jejum ou alimentação muito restritiva e atividades físicas, além da meditação.

Pagoda no caminho que leva ao santuário no Monte Haguro: mais um milênio de história
Pagoda no caminho que leva ao santuário no Monte Haguro: mais um milênio de história (foto: Pixta)

O Haguro-san (Monte Haguro) é o de mais fácil acesso dos três santuários. Ele representa a vida e o presente e fica aberto o ano todo, sendo acessível por um serviço de ônibus que parte da cidade de Tsuruoka. O transporte leva até a base da construção principal do complexo, mas, na verdade, fazer o caminho montanha acima também faz parte da experiência. A trilha na floresta de cedro é pavimentada com rochas e compreende cerca de 2100 degraus. Portanto, requer energia ou, pelo menos, paciência. No caminho, é possível ver uma das mais belas construções do santuário, uma pagoda de cinco andares, datada do século 10. Além da torre, a trilha ainda tem diversas esculturas e uma casa de chá. A visita ao santuário custa ¥300.

Quem quiser passar a noite no local, existe o Saikan, um espaço que oferece estadia simples, num quarto com piso de palha no estilo tatami e dormida num futon, uma espécie de colchonete tradicional. A reserva tem que ser feita antecipadamente. O Saikan também oferece o shojin ryori, um estilo de gastronomia vegano, com preparos baseados em ingredientes locais sazonais, desenvolvido nos monastérios. Quem acorda no local ainda pode assistir aos rituais matutinos dos monges.

Representando a morte, o Gas-san é o segundo santuário que deve ser visitado na rota do Dewa Sanzan. Ele fica localizado na área de maior altitude do caminho, a 1984 metros de altitude, e só é acessível a pé. Duas linhas de ônibus que circulam somente entre os meados dos meses de julho e setembro levam até a oitava estação, de onde é preciso fazer cinco quilômetros de caminhada morro acima. A rota é aberta e pavimentada, com as margens cobertas de gramíneas e árvores de pequeno porte. Muitas delas florescem na primavera e no verão trazendo beleza à jornada. É preciso, porém, ter cuidado na rota, já que a exposição aos fenômenos naturais pode fazer com que as rochas fiquem muito escorregadias depois de dias de chuva. Além disso, é bom se preparar caso vente muito. Ao chegar no santuário, o visitante passa por um ritual de purificação, que inclui acender um incenso e beber uma pequena dose de saquê. A entrada no santuário custa ¥500.

Do Gas-san é possível seguir em rota pela montanha até o Yudono-san, o terceiro e último dos Dewa Sanzan. São cerca de 3 horas montanha abaixo, num caminho relativamente íngreme e difícil para pessoas sem preparo e sem material adequado. O santuário representa o renascimento e é o mais sagrado (e secreto) dos três. Aqui, os visitantes também passam por um ritual de purificação na entrada, no qual precisam tirar os calçados. É expressamente proibido tirar fotos do Yudono-san, e tudo o que se vê dentro do santuário deve ser guardado em segredo pelo fiel. O espaço também fica fechado durante o inverno, embora seja relativamente de fácil acesso, já que fica próximo a uma rodovia.

Durante o verão e o outono, é possível visitar os três santuários usando o ônibus como deslocamento de apoio. Mas mesmo quem pretende caminhar entre os santuários a pé, pode fazê-lo com segurança. São necessários, porém, pelo menos dois dias e duas noites para a rota completa.

Por que a meditação é considerada um treino mental?

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A meditação pode ser entendida como uma ferramenta para conseguir estabelecer a calma. O uso dessa ferramenta, contudo, pressupõe uma prática constante, sem a qual não é possível usá-la.

Nesse sentido, o treino é imprescindível. Quando paramos alguns minutos diários para meditar, mantemos em forma a atenção, que é a responsável para nos sustentar no momento presente durante a meditação. Quando deixamos de ter a regularidade da prática, perdemos qualidade de atenção e temos dificuldade de nos manter focados no presente.

O treino mental na meditação é comparado com o treino físico: quando estamos em forma fisicamente, desempenhamos nossa atividade física com menos esforço e mais resultado, ao passo que se estamos fora de forma, sentimos cansaço e dificuldade para executar a mesma atividade, e muitas vezes, nem conseguimos executá-la.

Com a meditação é parecido. Ao meditarmos diariamente sustentamos a familiaridade com os nossos aspectos mentais, que são os pensamentos, as imagens, as lembranças e as emoções. Através dessa familiaridade, é possível perceber a distração, momento no qual deixamos de estar presente no agora. Isso ocorre quando conversamos com os pensamentos, por exemplo. Agora, se estamos em forma, percebemos a distração e recuperamos facilmente a atenção plena. Meditar é esse constante monitoramento de perceber e liberar as distrações.

Esse movimento da mente é incessante, não conseguimos parar de pensar na meditação, como muitos imaginam, mas desenvolvemos a habilidade de nos diferenciar de nossos pensamentos, observá-los com atenção e sem interação, ou seja, sem construir histórias com eles. Com isso, os pensamentos perdem o poder de nos distrair e conseguimos ampliar os espaços entre um pensamento e outro, o que é extremamente prazeroso e revigorante.

Somente uma mente treinada consegue superar a distração na prática, caso contrário, estamos suscetíveis a nos misturar com nossos conteúdos mentais, criando realidade com eles o tempo todo e deixando de estar presente.

É um treino simples, no sentido de que são poucos minutos diários — 20 minutos é o suficiente —, e pode ser feito em qualquer lugar, basta se recolher atentamente, estabelecer uma postura ereta e confortável, fechar os olhos para favorecer a introspecção e usar a sua atenção para se manter inoperante em relação aos seus conteúdos mentais.

O que comumente é considerado difícil na meditação é não fazer nada. Sim, temos dificuldade de parar, mas para que a nossa mente funcione bem, precisamos desenvolver essa habilidade, senão estaremos sujeitos às intempéries da mente.

Cercadas de arte por todos os lados

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Com suas águas de cor de esmeralda e ilhas de natureza elegante, o Mar Interior de Seto é conhecido como o “Mediterrâneo Japonês”. Projetos de arte contemporânea se espalharam pelas ilhas da região nas últimas décadas, trazendo possibilidades econômicas além da indústria, que por décadas contribuiu para a degradação da natureza local.

Teshima, a ilha “rica”

Vista do mar a partir de Teshima (foto: Roberto Maxwell)

Cerca de 20 minutos de barco separam Naoshima de Teshima. Das três “ilhas de arte”, Teshima foi a que sofreu mais profundamente com a questão industrial. Uma parte da ilha foi utilizada como depósito de lixo altamente contaminante por muitos anos, resultando em sérios problemas ambientais, que chegaram a atingir o lençol freático e, por consequência, o recurso pelo qual a ilha é conhecida: a água.

Em japonês, Teshima quer dizer “ilha abastada”, justamente pela pureza e abundância da água. A população organizada conseguiu arrancar da província de Kagawa, da qual a ilha faz parte, um acordo de descontaminação. O processo durou décadas e ainda não foi encerrado totalmente. Foi nesse meio tempo que o projeto de arte chegou a Teshima, criando uma janela para o futuro, fora da atividade industrial, e propiciando visibilidade e recursos para projetos de retomada da atividade agrícola, que inclui plantio do arroz, de hortaliças e cítricos.

Natureza e arte

Teshima é considerada por muitos a mais bela das três ilhas de arte do Mar de Seto. Montanhosa, a ilha tem uma costa recortada, com belas paisagens em que a natureza se mescla com as casinhas dos pescadores.

O principal centro de arte da ilha é o Museu de Arte de Teshima. A construção é um projeto colaborativo entre o arquiteto Ando Tadao e a artista Naito Rei e é, em si mesmo, uma instalação artística. Naito criou um ambiente em que discretos jatos de água desafiam as leis da física na enorme arena de concreto que forma o prédio. É uma poderosa obra contemplativa.

Museu de Arte de Teshima (foto: Roberto Maxwell)

Outras obras se espalham pela pequena ilha. Na Zona do Porto de Ieura, entre as residências locais, fica a Casa Yokoo foi restaurada pela arquiteta Nagayama Yuko e abriga obras do artista Yokoo Tadanori. Elementos o cinismo pop do artista fazem um forte contraste com o projeto original da construção, gerando um estranhamento interessante.

Já na outra ponta da ilha, a cerca de 20 minutos de caminhada do Porto de Karato, ficam os Arquivos do Coração, uma instalação do francês Christian Boltanski com gravações de batimentos cardíacos de pessoas de diversas partes do mundo. Boltanski também contribui com outra obra, no caminho para o pico do Monte Dan, chamada A Floresta dos Sussurros.

No vilarejo que se formou na encosta da montanha que dá pro Porto de Karato ficam outras obras, dentre elas o Shima Kitchen, uma antiga casa restaurada que funciona como restaurante e serve uma comida no estilo bistrô com ingredientes da ilha.

Refeição no Shima Kitchen (foto: Roberto Maxwell)

Charmosa e acolhedora, a pequena ilha pode ser visitada de bicicleta. Mas, cuidado. Teshima é montanhosa e, mesmo com a bicicleta elétrica, as ladeiras podem ser pesadas para quem não têm o hábito de se exercitar.

Inujima, pequena pérola

Menor das três ilhas de arte, Inujima tem cerca de 100 habitantes. Como Naoshima e Teshima, a ilha também foi usada na exploração mineral e na produção industrial. Uma usina de fundição de cobre foi aberta no local no século 19, os primórdios da industrialização do Japão. Acontece que a instalação não conseguiu ser competitiva na produção do metal e acabou sendo abandonada. Depois de décadas, suas ruínas acabaram incluídas na lista de Patrimônio da Industrialização Japonesa e, por isso, preservadas. Em 2008, as ruínas passaram a fazer parte do projeto de arte capitaneado pela Benesse em outras ilhas e se transformou no Museu Inushima Seirensho.

Para não descaracterizar as ruínas, a área de exibição do museu fica no subsolo e traz obras do artista Yanagi Yukinori, com projeto do arquiteto Sambuichi Hiroshi. Uma das inspirações para o projeto foi o escritor Mishima Yukio (de “Cores Proibidas”). O autor era uma das vozes mais críticas ao processo de modernização do Japão e ganhou uma instalação em sua homenagem.

Inujima também tem uma área de arte nas antigas casas, como em Naoshima e Teshima. São 6 pontos de interesse dentro da pequena vila de pescadores, que podem ser visitados calmamente a pé. Além disso, o Inujima Life Garden, criado em torno de uma antiga estufa desativada, foi criado como um espaço para integrar visitantes e locais, com atividades sobre a natureza da ilha e agricultura, dentre outros temas.

TESHIMA

Como chegar? Teshima fica a cerca de 20 minutos de barco de Naoshima e de Shodoshima. Do Porto de Uno, de onde também partem barcos para Naoshima e Shodoshima, a viagem até Teshima dura cerca de 40 minutos. O Porto de Uno fica a cerca de 40 minutos de Okayama de trem, pelas linhas JR Setouchi e Uno.

INUJIMA

Como chegar? O acesso direto a Enoshima é feito pelo Porto de Hoden, que fica a menos de 90 minutos da estação de Okayama. Do Porto de Miyanoura, em Naoshima, alguns horários de barca conectam a ilha à Inushima, via Porto de Ieura, em Teshima.

 

Fattione- pizza congelada em fatias

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Quando bate aqueeeela fome você pode contar com as pizzas e esfihas pré-assadas e congeladas da Fattione que garantem todo o sabor brasileiro a qualquer hora do dia.

Super práticos e saborosos, os produtos Fattione surpreendem a cada mordida, proporcionando uma experiência que vai muito além do paladar, com ingredientes selecionados e segredos culinários do nosso chef.

A sensação de estar em casa nunca foi tão saborosa!

 

Ethiopian Airlines – Companhia aérea

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Há mais de 70 anos, a Ethiopian Airlines é a companhia aérea que mais cresce na África, tornando-se uma das maiores empresas do continente, incomparável em eficiência e sucesso operacional.
Como companhia aérea nosso compromisso e prioridade é a segurança de todos os nossos passageiros e colaboradores,  oferecendo uma experiência aérea excepcionalmente agradável do embarque até o seu destino final.
A Ethiopian é, de fato, a primeira companhia aérea na África a possuir e operar uma frota com aviões ultra-modernos e amigáveis ao ambiente, como Boeing 787, Boeing 777-300ER, Boeing 777-200LR, Boeing 777-200 Cargueiro, Bombardier Q-400 de cabine dupla com uma idade média da frota de cinco anos.
 
 
Seja bem-vindo (a) a bordo. somos a Ethiopian Airlines.
 
 
 

Segunda  09:00 AM – 06:00 PM

Terça        09:00 AM – 06:00 PM

Quarta      09:00 AM – 06:00 PM

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Registro, apostilamento e legalização de documentos japoneses

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Uma das características mais marcantes da comunidade brasileira no Japão é o esforço que fazemos para manter vivos, mesmo à distância, os nossos laços com o Brasil. Parte importante desse esforço passa pela necessidade de garantir a validade jurídica no Brasil de registros e documentos emitidos por autoridades japonesas.

Seja para resolver questões familiares ou profissionais, seja para negociar propriedade ou empreender, o cidadão brasileiro residente no Japão inevitavelmente precisa submeter documentos japoneses a algum órgão público ou ente privado brasileiro. Para que os papéis sejam aceitos sem maior dificuldade no Brasil, porém, alguns procedimentos devem ser cumpridos previamente, a depender do tipo de documento em questão.

Documentos de registro civil, por exemplo, continuam sob responsabilidade dos Consulados do Brasil. Assim, após registrar nascimento, casamento ou óbito junto a uma prefeitura japonesa, é fundamental que o cidadão brasileiro solicite, o quanto antes, agendamento no Consulado do Brasil mais próximo para obter a respectiva certidão consular, que deverá ser apresentada para transcrição em cartório, no Brasil.

Quanto aos demais documentos emitidos por autoridades governamentais ou notariais japonesas – a exemplo dos documentos de escolas públicas de ensino fundamental e médio e dos atestados de antecedentes criminais, entre outros –, desde a adesão do Brasil à “Apostila da Haia”, em 2016, a legalização, agora denominada apostilamento, passou a ser feita diretamente pelo Setor de Certificação (領事局領事サービスセンター 証明班)do Ministério das Relações Exteriores do Japão, o Gaimusho (外務省). Nesses casos, não há mais necessidade de comparecimento ao Consulado brasileiro. Após o apostilamento pelo Gaimusho, o documento já pode ser enviado ao Brasil para ser traduzido ao português por um tradutor juramentado.

Uma exceção importante é o caso dos documentos escolares que não possam ser apostilados, como os documentos relativos à maior parte das universidades japonesas. Nesse caso, é preciso solicitar que os documentos sejam autenticados pelo Gaimusho, para posteriormente legalizá-los no Consulado do Brasil e enviá-los para tradução por tradutor juramentado no Brasil.

Portanto, pode-se resumir da seguinte forma os procedimentos para validação de documentos japoneses para uso no Brasil:

1. Certidões de nascimento, casamento e óbito – devem ser registradas junto a um Consulado do Brasil e posteriormente transcritas em cartório, no Brasil;

2. Demais documentos com selo oficial japonês – devem ser apostilados diretamente no Gaimusho e posteriormente traduzidos por tradutor juramentado no Brasil; e

3. Documentos escolares que não possam ser apostilados – devem ser submetidos ao Gaimusho para autenticação, posteriormente legalizados pelo Consulado do Brasil e, por fim, traduzidos por tradutor juramentado no Brasil.

No site do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio o cidadão poderá encontrar informações completas sobre cada um desses serviços, bem como links para a página de orientação do Gaimusho e para listas de tradutores juramentados por estado, no Brasil.

 

João de Mendonça Lima Neto

Cônsul-Geral do Brasil em Tóquio.

Assumiu o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio em fevereiro de 2018.

Graduou-se em filosofia e economia pela Universidade de Sofia nos anos 70 e serviu como diplomata na Embaixada em Tóquio nos anos 90.

Como Embaixador, serviu em Hanoi e Abu Dhabi e como diplomata em Paris, Assunção, Londres e Xangai.

Seu hobby é fotografia.

Publicou vários livros e textos.

Uma viagem na história em Kurashiki

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Na província de Okayama, não muito distante da capital, fica uma das zonas comerciais antigas mais bem preservadas do Japão. Estamos falando do Centro Histórico de Kurashiki, uma cidade que floresceu durante o Período Edo (1601 -1868) como um entreposto de distribuição do arroz. Kurashiki cresceu tanto em importância que acabou sendo uma área sob controle direto do xogum, quase que uma Zona Especial como as que existem no mundo moderno.

Os canais são uma parte distintiva da paisagem do centro histórico. Eles tinham a função fundamental de facilitar o transporte dos produtos entre os centros de distribuição e o porto, de onde eram enviados para grandes cidades como Osaka e Edo (a atual Tóquio).

Completando a paisagem, os armazéns (kura, em japonês) que dão nome à cidade. Poucos lugares no Japão têm tantas construções do tipo concentradas no mesmo espaço e preservadas nas mesmas condições. Isso faz de Kurashiki um dos principais pontos de interesse para viajantes de curtem história e arquitetura.

Uma viagem na história em Kurashiki
Uma das ruas do Centro Histórico de Kurashiki (foto:Roberto Maxwell)

Alguns dos antigos armazéns são hoje utilizados como espaços públicos. Um deles é o Museu de Artes Populares de Kurashiki. Fundado em 1948, o espaço exibe importantes itens do dia a dia dos japoneses, como cerâmicas, tecidos e outros, vindos de todas as partes do país. Já o Museu dos Brinquedos é outra atração interessante implantada em antigos armazéns. Quem gosta de brinquedos antigos, vai se maravilhar com exemplares de várias épocas.

Boa parte das antigas construções acabou dando lugar a lojinhas e restaurantes. Um passeio pelas ruas e você poderá provar desde sorvetes do tipo gelato até a mais tradicional cozinha japonesa. O local também é ótimo para quem gosta de cerâmicas e porcelanas. O Bizenyaki Chikuhodo é uma loja especializada no estilo de porcelana local — o bizenyaki do nome da loja. As peças variam de preço, de acordo com o modo de produção. Mas tem produto para todos os bolsos, além da simpatia do sr. Uno, o proprietário da loja e tutor da tímida cadelinha Kutchan que, de vez em quando, dá as caras.

Bizenyaki, a cerâmica típica da região (foto: Roberto Maxwell)

Em uma das ruas fica, ainda, uma fábrica de saquê, a Morita. Visitas à fábrica podem ser agendadas com antecedência, mas a simples entrada na loja já é uma viagem. O salão de exposição dos produtos da casa é coberto dos diplomas concedidos ao saquê da casa ao longo dos anos… muitos anos. As garrafas em si também são um espetáculo, com seu design retrô. Vale a pena conferir.

São tantas coisas legais para ver que vale a pena passar o dia explorando o local. É uma viagem pela história do país, com simplicidade e elegância.

 

KURASHIKI

como chegar? A linha Tokaido do trem-bala Shinkansen leva até Okayama. De lá, uma viagem de aproximadamente 15 minutos no trem local da linha Sanyo da JR leva até a estação de Kurashiki. O Centro Histórico (Bikan Historical Center) fica a 10 minutos de caminhada da estação.

Ethiopian

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#16 Renato Tanabe – Cofundador da Brastel

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Neste episódio, conversamos com Renato Tanabe, Cofundador da Brastel, uma das empresas mais inovadoras do Japão. Renato nos contou detalhes do início da empresa, que além de atender brasileitos no Japão, presta serviços a empresas japonesas, estrangeiras e tem clientes de várias nacionalidades. Saiba mais em https://brastel.com

#15 Como o Daniel conseguiu seu espaço profissional no Japão

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Neste 3o. Episódio da temporada 2, você descobrirá como um brasileiro chegou no Japão e conquistou seu espaço no concorrido mercado de vídeo e publicidade em Osaka. Daniel Simões nos dá dicas importantes sobre as diferenças de trabalhar no mercado japonês. Mais um intraempreendedor que nos brinda com suas experiências no arquipélago nipônico. Ele deixou seu email para contatos: dsimoesjapao@gmail.com