Que o whisky japonês está entre os melhores do mundo já não é novidade para ninguém. Prêmios internacionais e reconhecimento dos grandes produtores mundiais já nem são mais surpresa para quem acompanha o universo do whisky. Por isso, já é comum que os aficionados por esta bebida escocesa de nascimento queiram conhecer melhor seus polos de produção aqui no Japão. Várias fábricas de whisky realizam passeios guiados, quase sempre em japonês. Porém, a visita pode ser feita de várias outras maneiras, de acordo com a instalação. Na província de Hokkaido, no norte do Japão, fica a mais antiga fábrica de whisky do país. Localizada em Yoichi, numa extensa área ocupada por prédios que fazem a gente acreditar que está na Europa, a pioneira fábrica da Nikka é o local ideal para quem quer conhecer as origens da produção do whisky no Japão.
Assim como a cerveja, o destilado maltado chegou à Terra do Sol Nascente no século 19, junto com a abertura do país para o Ocidente. E não é coincidência que a sua produção tenha começado em Hokkaido. A região mais gelada do país era, na época, uma fronteira de expansão para qual o governo japonês tinha planos de ocupação e desenvolvimento. Sendo assim, havia diversos estímulos para quem desejasse abrir negócios na região. O projeto de colonização juntamente com as condições climáticas favoráveis ofereceram as condições necessárias para negócios que não tinham precedentes no país como a produção de whisky.
Mas não foi rápido que a ideia pegou por aqui. A primeira fábrica de whisky, hoje propriedade da marca Suntory, foi fundada somente em 1924 e na província de Kyoto. Quem participou dessa fundação foi um japonês chamado Taketsuru Masataka que, depois de alguns anos trabalhando na produção de saquê, foi para a Escócia conhecer melhor o whisky e seus segredos. Lá, ele conheceu a escocesa Jessie Roberta “Rita” Cowan e os dois se apaixonaram. Taketsuru voltou para o Japão anos depois, trazendo consigo seu grande amor, Rita, e sua grande paixão, o whisky. Masataka ajudou a atual Suntory a fundar sua destilaria e, depois, partiu para Hokkaido para começar junto de Rita o grande projeto de sua vida, a Nikka. Em 1934, eles fundaram a fábrica de Yoichi e, o que veio depois, virou história!
Tudo isso e mais é contado num aconchegante e muito bem organizado museu que fica no terreno da fábrica. Antes de visitar o museu, no entanto, é preciso participar do passeio guiado pelas instalações (gratuito). No final desse rolê, você pode tomar uma bebidinha na faixa. Quem quiser conhecer mais sobre os whiskies da empresa também pode aproveitar o espaço de degustação que é a entrada para o museu. Além dos rótulos clássicos, opções que só podem ser degustadas, de forma paga, estão disponíveis no local. Mesmo que você esteja meio de pilequinho, dê uma atenção para a exposição que é em japonês e inglês. Vale super a pena conhecer a história de perseverança que resultou no fato de um país sem nenhuma tradição na área se tornar num dos melhores produtores de whisky do mundo.
SERVIÇO
Nikka – Fábrica de Yoichi
endereço: Hokkaido Yoichi-cho Kurokawa-cho 7-6
entrada e tour gratuitos (com possibilidade de degustação paga)
reserva antecipada obrigatória pelo site da fábrica
No começo existia o reino… (Não exatamente no começo de tudo, vai? Mas no começo que interessa para essa história. Voltemos). Ele era formado por pequenas ilhas e era chamado de Ryukyu. Ryukyu ficava entre duas outras terras muito maiores, governadas por gente muito poderosa. Por isso, o reino aprendeu que a melhor arma para negociar com os mais fortes é a diplomacia. Ainda assim, os governantes dos países maiores tinham receios. Então, eles fizeram de tudo para evitar que os léquias — o povo de Ryukyu, no idioma de Camões — tivessem armas. Mas isso não foi problema. O povo das ilhas inventou um modo de se defender com as mãos vazias.
OKINAWA Lion on Ryukyu architecture Roof Art Okinawa island Japan
Os léquias viviam do comércio, tinham bons barcos vindos da China e navegavam por todo leste e sudeste da Ásia, trazendo e levando produtos. Durante séculos, foram, através de um sistema que os submeteu ao Domínio de Satsuma (atual província de Kagoshima), uma das poucas portas do Japão para o exterior. Próspero, o reino que andava no fio da espada, entre duas potências, somente perdeu sua autonomia no final do xogunato Tokugawa, quando o Imperador Meiji decidiu anexar definitivamente Ryukyu ao Japão, criando a atual província de Okinawa.
Mesmo parte do território japonês, Okinawa ainda é hoje cheia de especificidades que fazem de suas ilhas locais únicos para se conhecer. De hábitos alimentares até a língua própria, repleta de dialetos locais, para muitos o arquipélago é praticamente outro país. Além disso, muitas de suas ilhas são verdadeiros paraísos tropicais, uma imagem que pouca gente associa ao Japão. Isso sem contar com o caratê, arte marcial que tem origem no Reino de Ryukyu, e dá um tempero a mais a quem quer explorar essa parte do país cheia de peculiaridades.
Nesta edição, o JP GUIDE seleciona para você as principais ilhas e deixa as melhores dicas para fazer a sua viagem por Okinawa rica em cultura, aventura, belezas naturais e, claro, boa comida. Embarque nessa.
CARATÊ NA ILHA DE OKINAWA
Uma das artes marciais mais populares do planeta, transformada tardiamente em esporte olímpico, o caratê é originário do antigo Reino de Ryukyu. Desde o século 14 há registros de artes marciais sendo praticadas nas ilhas léquias. Desde antes da unificação que deu origem a Ryukyu, líderes locais mantinham acordos com a dinastia que comandava a China, o que ajudou a florescer o comércio das ilhas, além de ter criado pontes para importantes trocas culturais.
Neste movimento de famílias da região de Fujian, no sudeste chinês, passaram a imigrar para Ryukyu levando seus conhecimentos nos campos da ciência, da medicina e das artes marciais. Assim, as lutas praticadas em Ryukyu foram ganhando elementos vindos do continente e essa influência chinesa foi moldando uma nova forma de arte marcial.
Uma das artes marciais mais populares do planeta, transformada tardiamente em esporte olímpico
Ainda no século 15, dois atos políticos acabaram gerando uma série de consequências para as lutas no Reino de Ryukyu: o banimento do uso de armas por pessoas comuns e a proibição da prática de artes marciais. Com isso, a transmissão das técnicas de combate corporal passa a ser feita de forma clandestina. Na falta de armas, as pessoas praticantes precisam aprender a se defender com as próprias mãos ou, no máximo, com a ajuda de objetos encontrados em casa. Por conta disso, as técnicas marciais de Okinawa ganharam, muito tempo depois e já no século 19, o nome de caratê, escrito com os caracteres 空手 que, literalmente, significam “mãos vazias”.
No entanto, o nome dessa luta é ainda mais antigo. Inicialmente, era chamada de “tii” (te, em japonês, com o significado de “mão”). Depois da absorção das influências vindas da China, as técnicas de combate passaram a ser conhecidas como “tode” ou “tuutii”. “To/tuu” são diferentes pronúncias do caractere 唐, usado para designar a dinastia Tang que imperou na China por alguns século e, com o tempo, o próprio império chinês. Esse caractere pode ser lido em japonês como “kara”, dando origem ao nome caratê, igual ao atual mas com significado bem diferente: “luta chinesa”.
Com a anexação do Reino de Ryukyu ao Império Japonês e o recrudescimento das relações políticas entre o país e a China, a palavra “karate” passou a ser escrita como 空手 e ganhou o significado que conhecemos atualmente: “mãos vazias”.
Viajando pelo caratê de Okinawa
Praticantes de caratê do mundo inteiro costumam visitar Okinawa para conhecer melhor a história desta arte marcial e, de quebra, ter experiências únicas. No fim de semana mais próximo a 25 de outubro, o Dia Internacional do Caratê, praticantes de todo o planeta se juntam na Kokusai Dori — a principal avenida da capital, Naha — para um grande evento, com demonstrações de kata, as posições de luta. Quem participa diz que é uma emoção indescritível o momento em que todos se juntam para praticar a série de exercícios demonstrativos, uma coreografia fortemente ritmada. Gente de todas as etnias e idades podem ser vistas no evento, o que mostra a força internacional do caratê.
Outro ponto que atrai os praticantes de artes marciais é o Karate Kaikan, um espaço conhecido pelo dojô coberto de madeira quase imaculado e por um portal vermelho, a cor dos espaços mais luxuosos de Ryukyu, como o Palácio de Shuri, a residência oficial do rei. Quem visita o Karate Kaikan pode agendar horários de treino ou assistir às atividades que estiverem rolando. Mas o espaço mais valioso da instituição é, sem dúvidas, o Salão de Referência com uma exposição que conta a história da arte marcial em Okinawa e no mundo, exibindo também uma série de peças históricas e contemporâneas relacionadas à prática do caratê.
Praticantes de caratê do mundo inteiro costumam visitar Okinawa para conhecer melhor a história desta arte marcial e, de quebra, ter experiências únicas.
Quem pretende fazer uma imersão mais profunda pode treinar em dojôs, com praticantes locais. Apesar de muitos desses espaços não terem mestres fluentes em línguas estrangeiras, eles aceitam participantes por um número limitado de aulas. O intermédio entre visitantes e dojôs pode ser feito pelo Okinawa Karate Information Center. O site é multilíngue, tendo inclusive versão em português, mas o atendimento só rola em japonês ou inglês. As aulas podem ser agendadas online.
Se, depois do treino, você quiser confraternizar com caratecas locais e internacionais, o seu lugar é o Dojo Bar. Descontraído, o espaço foi fundado por Jamie Pankiewicz, um apaixonado por caratê, que se mudou para Okinawa para treinar e acabou se tornando uma figura folclórica na cena local. Pankiewicz também organiza eventos de caratê como acampamentos de férias e os 100 Kata Challenges (Desafios dos 100 Katas) que, neste ano de 2020, ganha versão online. Nesses eventos, que também rolam próximo ao Dia Internacional do Caratê, participantes escolhem um kata de sua preferência e fazem 100 repetições. As inscrições para quem deseja receber certificado de participação na edição online de 2020 estão abertas no site do evento.
Karate Kaikan
Okinawa-ken Tomigusuku-shi Tomigusuku 854-1
Horário de funcionamento: 9 às 18 horas (Salão de Referência), 9 às 21 horas (dojô); fechado às quartas e alguns feriados
Preços: (Salão de Referência): ¥310 (adultos), ¥210 (estudantes de ensino médio e superior), ¥100 (estudantes do ensino fundamental)
Okinawa Karate Information Center
localizado dentro do Karate Kaikan http://okic.okinawa/
Zamami é a mais conhecida ilha do arquipélago das Keramas
Localizada a apenas 50 minutos de barca da ilha de Okinawa, Zamami é a mais conhecida ilha do arquipélago das Keramas, famosa pelo azul da cor de suas águas. A expressão Kerama Blue (algo como “azul Kerama”) é conhecida em todo o país. Furuzamami é a praia mais popular da ilha. São cerca de 800 metros de praia num formato de enseada. Uma bela paisagem, sem dúvida, e mais linda ainda quando se mergulha e se observa os peixes e outros animais que escolheram o local para viver. Com sorte, você pode até encontrar uma tartaruga marinha.
VERDE E AZUL EM TOKASHIKI
Tokashiki tem um mar claro, azul
Também parte do arquipélago das Keramas, Tokashiki tem um mar, claro, azul. Mas aqui, além das praias, você terá a oportunidade de fazer um rolê com direito ao outro tipo de banho: o de verde. Chamado de shinrin-yoku em japonês, trata-se de um relaxante passeio na mata. Os córregos dão um refresco no calor e flores de diversas espécies podem ser vistas ao longo do ano. A ilha tem duas rotas de caminhada pelas montanhas e uma série de mirantes onde é possível ver o belo mar e tirar fotos incríveis.
NA SELVA EM IRIOMOTE
IRIOMOTE: SELVA
Segunda maior ilha da província em extensão, Iriomote tem quase 90% de seu território, aproximadamente 300 km², coberto por florestas. Quem visita tem a oportunidade de fazer passeios praticamente únicos em território japonês como, por exemplo, andar de caiaque em ecossistemas que lembram os manguezais. A floresta também tem um habitante raro: o gato-de-iriomote é um felino de pequeno porte que foi descoberto nos anos 1960 e só existe na ilha. No entanto, encontrá-lo é uma questão de sorte já que esse gatinho selvagem é um animal noturno e está em risco de extinção. Estima-se que existem menos de 100 remanescentes.
ESTRELAS EM ISHIGAKI
ISHIGAKI: ESTRELAS
Porta de entrada para o arquipélago de Yaeyama, Ishigaki tem, de acordo com os astrônomos, o céu mais estrelado do Japão. É possível ver 84 de 88 constelações possíveis quando a noite cai na ilha. As Plêiades, um grupo de estrelas da constelação de Touro, são amadas pelo povo local e aparecem em diversas lendas contadas na ilha. Mas seguindo a ideia de que “gente nasceu para brilhar”, Ishigaki também é conhecida por suas artes tradicionais. Tanto que é conhecida como “a pátria dos poetas, a ilhas das canções e a terra da dança”. Estilo musical tradicional das ilhas Yaeyama, a tubarama é uma espécie de canção do (des)encontro, sempre entoada como um dueto romântico. Estrelas, em Ishigaki, brilham no céu e nos palcos.
UVAS DO MAR EM KUME
A cerca de 3 horas de barco partindo de Naha, Kume é uma pequena ilha com praias bem aconchegantes e uma iguaria pouco conhecida por gente de fora do Japão: o umi-budô, as “uvas-do-mar”.
KUME: UVAS DO MAR
Também chamadas de caviar verde, essas algas são raras nas grandes cidades japonesas e, por isso, costumam ser caras. Em Kume, não só é possível ter acesso a uvas-do-mar super frescas como, também, comê-las como uma pessoa local. Além disso, a ilha tem praias lindas. Uma delas, Hatenohama, é somente uma faixa de areia no meio do oceano, acessível por barco. Ibu é outra praia famosa da ilha, sempre na lista das 100 melhores do Japão.
AS MAIS BELAS PRAIAS EM MIYAKO
Das mais de 160 ilhas que compõem a província de Okinawa, Miyako é considerada a que tem praias mais belas. Não é uma escolha fácil já que a província é conhecida como o Havaí do Japão, o que já dá uma ideia do que a gente pode ver por lá. A verdade é que o mar de Miyako é mais azul e mantém esta mesma cor ao longo de todo o ano.
Existe uma razão para isso. Ao contrário de outras ilhas que formam a província, Miyako é praticamente plana. Isso quer dizer que não tem rios que correm erodindo seus leitos e jogando sedimentos no mar. Sendo assim, mesmo depois de uma chuva forte, o mar da ilha continua azul e cristalino.
MIYAKO: AS MAIS BELAS PRAIAS
Mas não é só isso. A areia das praias de Miyako também são brilhantes. Isso se dá pela quantidade de fragmentos de conchas que compõem a mistura. Com o sol batendo a pino, já que não há montanhas para fazer sombra, o brilho da areia chega a ofuscar de longe a visão de quem insiste em não parar de olhar para ela.
Três são as principais praias da ilha. Maehama ou Yonaha-maehama é uma praia arenosa de 7 km de extensão, localizada na parte sudoeste da ilha. Sempre no topo da lista das mais belas praias do Japão, Maehama é muito apreciada para o banho e para a prática de esportes marinhos.
Já a Praia de Yoshino é conhecida como point de quem curte snorkeling. Basta pisar na água que peixinhos coloridos de diversas espécies vão se aproximando e, quando você percebe, eles estão ao seu redor te deixando com aquela dúvida na cabeça: quem veio observar quem? Equipamentos para a prática do snorkel podem ser alugados na própria praia, caso você tenha esquecido de trazer os seus.
Sunayama é outra praia popular. Aqui, além das águas azul-turquesa, a praia é composta por pequenas dunas e formações rochosas cobertas de vegetação. Bela e singela.
A praia é composta por pequenas dunas e formações rochosas cobertas de vegetação. Bela e singela.
Os únicos cuidados necessários nas praias de Miyako são as ondas e as águas vivas. Fique de olho na força do mar e, se parecer perigoso, não entre. Não são exatamente praias perigosas, mas discernimento é recomendado. Além disso, evite as águas vivas. Os locais não são exatamente repletos desses cnidários que podem ser venenosos, mas existem casos de pessoas ferroadas que acabam tendo que fazer uma visita ao hospital.
Além da observação dos peixes, Miyako é excelente para quem quer mergulhar em corais. No mar que circula a ilha vive a mais extensa colônia dessas equinodermas no Japão. Na pequena Ikemajima, uma das ilhas que formam o município de Miyako, ficam barcos com o fundo feito de piso de vidro, o que permite a observação dos corais de uma forma bem bacana. Os barqueiros sabem onde são os melhores pontos de observação, incluindo de outros animais como a tartaruga-gigante. Além disso, eles levam você até o maior coral do mundo, uma criatura de mais de 1400 anos que se espalha em um berço esplêndido formado pelo assoalho marinho. Vida mansa assim ninguém quer, né?
YONAGUNI: O FIM
A região tem uma topografia submarina misteriosa, para dizer o mínimo
Ponto mais ocidental do Japão, Yonaguni fica apenas 111 km de distância de Taiwan. Só para constar, essa é mais ou menos a distância entre Tóquio e Atami. A capital japonesa mais perto de Yonaguni é Naha que fica a mais de 500 quilômetros. Mergulhar é uma das atividades mais populares dentre as pessoas que visitam a ilha. Aqui, a vista é rara. É possível nadar com cardumes de tubarões-martelo, alguns deles com mais de 100 indivíduos. Além disso, a região tem uma topografia submarina misteriosa, para dizer o mínimo. Megalitos submersos a cerca de 100 metros de comprimento, 60 de largura e 25 de altura, se parecem com degraus e pilares feitos de pedra, com cortes perfeitos demais para serem obra da natureza. Estudos sobre as estruturas são inconclusivos, o que nos deixa ainda mais espaço para sonhar. Seriam as ruínas de uma cidade perdida?
Maior cidade da região Chubu, Nagoya fica na província de Aichi e tem uma população total de aproximadamente 2 milhões, 295 mil habitantes. Os estrangeiros somam 56 mil, 212 pessoas, sendo que 4 mil, 287 são brasileiros.
Capital de Aichi, Nagoya é a quarta maior cidade do Japão, abrigando grandes centros industriais, parques, templos e shoppings. É lar da Toyota, maior companhia Japonesa, além da NGK e da Mitsubishi Heavy.
A grande Nagoya é responsável por 27% da produção manufatureira do Japão (contra 11% de Tokyo e 10,2% de Osaka) e 24% do total das exportações do Japão. A província de Aichi, liderada por Nagoya, é a grande campeã em produção industrial no Japão desde 1977.
A cidade é reconhecida pela sua diversificada vida noturna, com as regiões de Sakae, Nagoya Station, Fushimi e Imaike.
Mais longe do centro da cidade, você encontrará ótimos restaurantes, bares e cafés – principalmente ao longo das linhas de metrô Higashiyama e Tsurumai, nos distritos luxuosos de Yagoto, Irinaka, Motoyama e Imaike. Os principais pontos de encontro para estrangeiros são a cadeia de bares HUB, Elephant’s Nest e Shooters em Fushimi.
A área da estação de Nagoya vive numa constante crescente. As torres centrais da Estação de Nagoya contêm a loja de departamentos Takashimaya com uma filial da Tokyu Hands e um excelente supermercado nos pisos inferiores para compras de alimentos. Existem restaurantes nos andares superiores das torres e o luxuoso Nagoya Marriott Associa Hotel no 15º andar. As estações Meitetsu e Kintetsu, nas proximidades, também possuem suas próprias lojas de departamento. Além disso, o shopping subterrâneo Meieki tem uma variedade de lojas, bares, cafés e restaurantes. Do outro lado da rua da estação de Nagoya, a imponente Midland Square tem um cinema multiplex e há outro grande multiplex em Sasashima Raibu.
Nagoya tem alguns museus excelentes, incluindo o altamente recomendado Museu de Arte Tokugawa, o Toyota Automobile Museum, o Noritake Garden – um espaço de destaque para a mundialmente famosa linha de cerâmica Noritake, o mais recente Nagoya SCMAGLEV & Railway Park e a Legoland Japan na área do porto de Nagoya. Perto da estação Kanayama está o Museu de Belas Artes de Nagoya.
O aeroporto que atende Nagoya é o Chubu Centrair. Também conhecido como Aeroporto de Nagoya entre os brasileiros, o Centrair fica em uma ilha artificial na Baía de Ise, na cidade de Tokoname.
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Um dos grandes dilemas que nós psicólogos atendemos no consultório, são problemas de relacionamentos. Sejam casados, namorados, ou iniciando uma relação, as inseguranças e questionamentos da relação a dois geram conflitos desgastantes.
Muitas vezes a resposta pra essas dificuldades é o DIÁLOGO e a COMUNICAÇÃO, mas além disso, é importante pensar em outras variáveis. O autor Gary Chapman, aponta outros assuntos que são importantes para a compreensão do seu parceiro e do seu relacionamento; eles seriam as linguagens do amor, que segundo o autor são 5 e diferentes pra cada pessoa, ou seja, nem sempre a sua necessidade de demonstração de afeto é a mesma do seu companheiro. Descobrir qual a linguagem do amor da pessoa que está ao seu lado, é importante pra ela se sentir validada e amada por você, assim como é importante que ela saiba qual a sua.
Vou explicar brevemente cada uma delas, pra ver se fica mais claro, e caso fiquem dúvidas ainda, você tenha dificuldades de identificar a sua ou de seu parceiro, você pode entrar em contato com um dos psicólogos do Projeto Sakura para agendar uma conversa, tanto individual quanto de casal.
Palavras de Afirmação: Quando a pessoa tem a necessidade de ouvir de seu companheiro o quão é importante, o quão bom é naquilo que faz e o quanto é amado; o outro, por sua vez, precisa aprender a expressar verbalmente os seus sentimentos.
Tempo de Qualidade: Vai além de passar tempo juntos, mexendo no celular ou vendo um filme, envolve se dedicar exclusivamente ao momento com o parceiro, falar, ouvir, prestar atenção, fazer alguma atividade que envolva a participação dos dois na mesma intensidade.
Presentes: É a materialização dos sentimentos, não necessariamente estão ligados ao preço que custaram, mas ao significado que representam, mas a forma de expressar esse sentimento. Para dar um presente, é importante pensar na pessoa antes, escolher algo que ela se identifique, etc.
Atos de Serviço: Está relacionado a fazer coisas que sabemos que nosso parceiro quer que a gente faça, e ao fazermos, demonstramos nosso interesse e desejo em fazer com que ele se sinta compreendido e amado. Geralmente, atos de serviço são ligados à divisão de responsabilidades da casa, do relacionamento e da família em geral.
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Foi em 2013, quando a apresentadora Christel Takigawa fez a defesa da candidatura japonesa aos Jogos Olímpicos de 2020, que a palavra omotenashi ganhou o mundo. Da noite para o dia, um monte de gente estava querendo saber os significados explícitos e implícitos deste vocábulo de cinco sílabas. Encontrar quem saiba definir exatamente o que é o omotenashi é um desafio mesmo no Japão. Porém, qualquer pessoa pode te enumerar diversos momentos em que sentiu na prática o que isso significa.
Quase sempre traduzido como “hospitalidade japonesa”, o significado da palavra omotenashi é muito mais profundo que isso. Acredita-se que a origem do vocábulo e da ideia que está por trás dele seja a cerimônia do chá, chamada de chadô (lê-se “tcha-dô”), em japonês. Com base nos pensamentos budista e taoista, essa cerimônia é, na realidade, uma recepção em que a pessoa anfitriã prepara um banquete que começa com o serviço do matchá, o chá verde em pó.
O final do século 16, quando as bases da cerimônia do chá foram criadas, é marcado pelos últimos suspiros do Período Sengoku, um dos mais beligerantes da história do Japão. Foi nesse momento, em que Sen no Ryu, considerado um dos mestres de chá mais influentes da história, também deu as direções para o que entendemos hoje como omotenashi. Foi ele quem definiu que cada cerimônia do chá é uma experiência única, que jamais se repetirá. Portanto, é preciso que todas as pessoas participantes, anfitriãs e convidadas, estejam envolvidas por completo no momento, com sinceridade e honestidade.
Em japonês, isso pode ser definido pela expressão omote-ura nashi que pode ser entendida literalmente como “não haver verso e reverso”. Nas relações humanas, ela pode significar não existir diferença entre conduta e pensamento ou entre o que se sente e o que se demonstra. Simplificada para a palavra omotenashi—nada a esconder — e adequada à atuação da pessoa anfitriã na cerimônia do chá, se tornou a ideia de oferecer o melhor, com verdadeira hospitalidade.
Em outras palavras, é o esforço feito para oferecer uma experiência única e personalizada a quem participa do evento que se reflete na escolha da louça, que é pensada para cada visitante; nos adornos de flores e nas mensagens escolhidas especialmente para aquela ocasião, dentre outros inúmeros detalhes, do preparo à despedida. Diz-se, por isso, que uma cerimônia do chá completa leva meses para ser planejada. Mas, certamente, a imagem mais perfeita para entender o omotenashi na cerimônia do chá é o momento em que a bebida é preparada. O mestre ou a mestra faz cada passo na frente das visitas, da limpeza dos utensílios ao momento em que o matchá está pronto para ser consumido. É assim porque, afinal, não há nada a esconder.
Além disso, tudo é feito com humildade e, ao mesmo tempo, com dignidade. Todo mundo se senta no chão de tatami, no mesmo nível. Quem prepara e oferece o chá e todo o banquete são as pessoas anfitriãs, não a criadagem. (Aliás, serviçais domésticos são raridade no Japão.) Uma pessoa é mestre de chá porque domina todas as técnicas de servir e é admirada por isso.
São esses detalhes históricos e filosóficos que fazem com que o omotenashi seja diferente da hospitalidade que é comum a todas as culturas do mundo. Uma situação que aconteceu comigo em um hotel de Tóquio ilustra bem essa diferença. Era um dia muito quente e eu entrei no hotel esbaforido. Como é de se esperar, o ar condicionado estava ligado, o que já é um grande alívio. Ao chegar na recepção fui cumprimentado pelo rapaz com muita cortesia, como de praxe. Porém, antes mesmo que eu conseguisse terminar de responder, o moço tinha colocado sobre o balcão uma pequena bandeja prateada com uma toalhinha branca e úmida, bem geladinha, a qual ele me ofereceu para que eu pudesse secar o rosto e aliviar o calor antes mesmo de fazer o check in.
Ter um bom ar condicionado e um funcionário a postos e cortês no atendimento é hospitalidade. Colocar à sua disposição uma toalhinha úmida e geladinha, num dia de calor, antes mesmo que você peça, é omotenashi. Em outras palavras, mais do que receber bem, omotenashi é pensar nas outras pessoas a ponto de se antecipar às suas necessidades. Esse é o diferencial e, podemos assim dizer, a arte da hospitalidade japonesa.
A província de Okinawa é uma ilha subtropical no sul do Japão (se estende entre a região de Kyushu no Japão e Taiwan). Consiste em mais de 160 ilhas (incluindo 49 ilhas habitadas), divididas em três grandes grupos de ilhas: as ilhas Okinawa, as ilhas Miyako e as ilhas Yaeyama.
Tem uma população total de 1 milhão, 448 mil habitantes, dos quais cerca de 11 mil são estrangeiros.
A ilha experimenta temperaturas acima de 20 ° C na maior parte do ano com um clima marinho subtropical.
Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Okinawa foi colocada sob a administração dos EUA e tornou-se o lar de muitas bases do exército americano. Somente em 1972 a ilha retornou à administração japonesa, mas uma forte presença de forças americanas permaneceu, as quais estão presentes até hoje.
Devido à sua distância do território principal do Japão, a cultura de Okinawa se desenvolveu em um estilo único, influenciando as culturas chinesa e tailandesa. Na arquitetura tradicional, muitos telhados exibem imagens de um leão ou dragão, chamado shisa, que, segundo se diz, protege a casa do perigo e tem origem chinesa.
Okinawa é o destino mais popular do país quando o assunto é férias na praia, atraindo milhões de visitantes ao longo do ano. As principais atrações da província de Okinawa são as deslumbrantes praias de areia branca, a água azul turquesa e o clima subtropical quente que atrai mergulhadores e amantes de praias do Japão e de todo o mundo.
Outro ponto imperdível de Okinawa, além das fantásticas ilhas, é o Aquário Churaumi. É o maior aquário do Japão localizado no Ocean Expo Park, na ilha principal de Okinawa, ao norte. É considerado o melhor aquário do Japão e recebeu mais de 20 milhões de visitantes desde a abertura em 2002.
Avião e balsa são as únicas maneiras de chegar à Ilha de Okinawa. Os aeroportos e terminais de balsas estão todos na capital Naha, no lado sudoeste da ilha. Os voos para Okinawa chegarão ao aeroporto de Naha e as balsas atracam em vários portos da cidade.
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A província de Kagoshima está localizada na ponta sudoeste de Kyushu e inclui uma cadeia de ilhas que se estendem para o sudoeste por algumas centenas de quilômetros. A província possui uma cadeia de vulcões ativos e inativos, incluindo o Sakurajima, que se eleva da baía de Kagoshima, em frente à cidade de Kagoshima, que envia regularmente nuvens de cinzas para a cidade.
Sua população total é de 1 milhão, 614 mil habitantes, com cerca de 5 mil, 847 estrangeiros, incluindo brasileiros.
A área sul de Kagoshima é a parte mais chuvosa do Japão (até 9000 mm), e também é atingida regularmente por tufões do verão ao outono.
Kagoshima é grande exportadora de alimentos como chá verde, batata doce, rabanete, arroz Pongee e carne de porco Berkshire (kurobuta).
A JAXA – Agência de Exploração Aeroespacial do Japão, possui várias instalações no município de Kagoshima, incluindo a principal instalação de lançamento de foguetes e satélites do país, além do Centro Espacial Uchinoura.
Graças à sua localização, a prefeitura foi uma porta de entrada para a cultura estrangeira através da qual a inovação entrou no Japão, como a introdução da primeira arma de fogo que mudaria drasticamente o equilíbrio de poder, dando ao clã local, o Satsuma, uma vantagem significativa sobre outras regiões. Com tanto interesse pelas culturas estrangeiras, é natural que, após o final do período de isolamento japonês durante a segunda metade do século 19, muitas pessoas da província tenham ido a países europeus para aprender sobre a cultura e a tecnologia ocidentais.
Se pretende visitar Kagoshima de avião, é mais conveniente viajar dos aeroportos de Narita ou Haneda de Tokyo, do aeroporto de Itami em Osaka e do aeroporto de Fukuoka até o aeroporto de Kagoshima.
De trem, a viagem de ida entre Fukuoka (Estação Hakata) e Kagoshima (Estação Kagoshima-Chuo) por Kyushu Shinkansen leva cerca de 80 a 100 minutos e é totalmente coberta pelo Japan Rail Pass e pela versão All Kyushu do Kyushu Rail Pass.
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Na região nordeste da ilha de Kyushu, está situada a província de Oita, cercada de florestas, fauna e flora exuberante, além das famosas fontes termais de areia, água e lama, que segundo os habitantes locais, têm propriedades rejuvenescedoras.
Os estrangeiros que residem em Oita somam mais de 8.600 pessoas (cerca de 70 brasileiros), e sua população total é de aproximadamente 1 milhão 1 144 mil habitantes, segundo o último censo realizado.
Oita é conhecida por suas relaxantes fontes termais. Uma das mais famosas e visitadas são as “Jigoku”, localizadas em Beppu, que somam sete ao todo. Não deixe de conhecer essa beleza natural e terapêutica da região.
Outra atração turística oferecida na província de Oita é a famosa cachoeira Harajiri No Taki, com uma queda de 20 metros de altura, que nasce dentre os majestosos campos de arroz da região. A vista pode ser admirada também por uma ponte construída em meio a esta beleza natural.
Um destino perfeito para curtir com as crianças é o famoso Harmony Land, também conhecido como a “Terra da Hello Kitty”. Esse parque abriga diversas atrações, como brinquedos, show da Hello Kitty e, no verão, um parque aquático temático é o destino ideal.
O principal aeroporto que atende à região é o Aeroporto de Oita, localizado em Kunikasi, com voos de 1h e meia até Tokyo. Os ônibus são o principal meio de transporte em Oita e também muitos navios partem do porto de Oita, para Kansai e Shikoku.
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Situada na parte central da ilha de Kyushu, a província de Kumamoto é conhecida como coração histórico e geográfico da ilha. A capital é a cidade de Kumamoto, localizada a oeste da província e às margens do rio Shirakawa.
A população total de Kumamoto é de aproximadamente 1 milhão, 757 mil habitantes, dos quais mais de 8 mil e 300 são de origem estrangeira, incluindo brasileiros.
Ao norte, abriga as cidades menores de Kikuchi e Yamaga, ao sul, Yatsushiro, Minamata e Hitoyoshi. Ao leste, Oguni e Aso e a oeste, Amakusa.
Por abrigar o vulcão mais ativo do Japão, o título alternativo de Kumamoto de Hi no Kuni – A Terra do Fogo, não é de surpreender. As montanhas vulcânicas de Aso e Kuju, no centro de Kyushu, são algumas das mais altas da região, atraindo milhares de turistas todos os anos.
Outra atração que conquista o coração dos visitantes é o majestoso Suizenji-jojuen. Um grande jardim japonês que fica ao redor de um lago, todo ornamentado com miniaturas de famosos marcos japoneses, como o Monte Fuji.
O aeroporto de Kumamoto, ou também conhecido como Aeroporto de Aso Kumamoto, está localizado na cidade de Mashiki e atende à província e região com voos há muitos anos. Além disso, a rede shinkansen foi concluída, estabelecendo uma ligação ferroviária direta de alta velocidade para Tokyo, através da estação Hakata de Fukuoka.
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A província de Miyazaki está localizada na costa leste da ilha de Kyushu. É cercada pelo Oceano Pacífico ao sul e leste. Miyazaki faz divisa com as províncias de Oita, Kumamoto e Kagoshima.
Sua população total é de 1 milhão e 81 mil habitantes, com cerca de 3 mil, 693 residentes estrangeiros, incluindo brasileiros.
Conhecida como a “terra ensolarada e verde”, a província de Miyazaki é caracterizada por seu rico ambiente natural, seus produtos agrícolas cultivados em terras férteis e ensolaradas e pelo temperamento caloroso de seus moradores. Em particular, a força de trabalho é grande, graças a uma alta taxa de natalidade. De olho nas gerações futuras, Miyazaki está promovendo o negócio de alimentos como uma indústria crescente e a energia solar como uma fonte de energia da próxima geração, e vários outros projetos estão em andamento, como o desenvolvimento de uma base da indústria médica.
Também devido às condições climáticas agradáveis, o município abriga muitos campos de treinamento profissional, especialmente relacionados ao beisebol, que recebem as principais equipes nacionais durante os períodos de Fevereiro/Março. Isso também é apoiado pelas autoridades locais que lançaram o projeto “Sports Land Miyazaki” para promover Miyazaki como uma região de esporte e lazer.
A Torre Heiwadai ou “Torre da Paz” (também conhecida como monumento Hakkō ichiu), no amplo parque Heiwadai, é imperdível para os turistas. Originalmente chamada de “Torre do Imperador”, simbolizando a expansão imperial japonesa, foi renomeada para a Torre da Paz após os eventos da Segunda Guerra Mundial.
O voo de Tokyo para Miyazaki leva apenas 2 horas, e as passagens costumam ser muito baratas.
Se quiser chegar até a província utilizando trens, pegue a linha JR Tokaido/Sanyo/Kyushu para Kagoshima. Você precisará fazer baldeação na estação Shin-Osaka ou na estação Hakata. De Kagoshima, pegue o trem JR Kirishima Limited Express para Miyazaki. Se você utiliza o JR Pass, precisará usar os trens Hikari ou Sakura.
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