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Guia de Passeios Românticos no Japão

Desde os mais práticos, que gostam de fazer compras, quanto para aqueles que adoram a natureza ou que se deliciam com a cultura. Todas as nossas sugestões são acessíveis e enchem de alegria os corações já preenchidos de muito amor.

Odaiba (お台場)
Odaiba e o centro de Tóquio estão ligados pela famosa Rainbow Bridge

Odaiba é muito mais do que parques e shoppings, a ilha artificial possui uma história de quase 170 anos. Originalmente, era um pequeno e estreito território insular na frente dos principais portos de Tóquio composta por seis fortalezas, que foram construídas em 1853 na era feudal ditatorial Tokugawa. Os fortes tinham como objetivo assegurar a proteção da antiga Edo contra invasões a partir do mar, que de fato, no mesmo ano, as embarcações militares do Comodoro Matthew Perry chegaram a região com poderosos canhões nos navios do alto oficial da marinha de guerra americana obrigando o Japão a abrir seus portos para o comércio dos Estados Unidos.

Daiba em japonês significa “bateria”, em referência as armas posicionadas nas construções fortificadas. Em 1928, a área em torno de uma das casamatas de canhões e armamentos leves, o Dai-San Daiba (第三台場) ou “terceira bateria de armas”, foi reformado e aberto ao público com o nome de parque metropolitano Daiba.

O ar moderno que Odaiba possui atualmente, foi sendo conquistado na década de 80 do século XX. A região foi reconstruída a partir de um grande projeto arquitetônico orçado em mais de 10 bilhões de dólares. Os planos, que estavam sendo executados, eram ousados e a ilha aumentou de tamanho através do aterramento de 110 milhões de metros cúbicos de terra e resíduos. Inicialmente, a previsão era tornar a cidade autossuficiente com uma população de mais de 100 mil habitantes, porém em 1991, a bolha econômica japonesa estourou e o investimento deixou de ser viável pelo seu alto custo e acabou sendo abandonado.

O projeto foi retomado em 1996. A ilha foi dividida em várias áreas com o intuito de abrigar zonas comerciais e de entretenimento, além de hotéis e empresas em geral. Odaiba renasceu com a revitalização urbana e ganhou até uma praia artificial em que no verão, são disputadas várias modalidades náuticas. Inclusive, a TV Fuji se mudou para a ilha, contribuindo para o desenvolvimento local. Foram construídos shoppings como o Decks Tokyo Beach, Aquacity Odaiba e o Venus Fort, no qual o teto imita o céu, além disso, a ilha possui a roda gigante Ferrys Wheel e a ponte Rainbow Bridge que são os principais cartões postais da ilha.

O edifício da TV Fuji junto ao Aqua City: Odaiba alia entretenimento e comércio

Acesso:

O acesso é facilitado pelas linhas ferroviárias Rinkai e Yurikamome. Para chegar na região de carro e sentir o gostinho de atravessar a famosa Rainbow Bridge, basta utilizar a rota 11. Mas, venham com os bolsos preparados, pois as tarifas de estacionamento são salgadas. Ainda, a partir de Tóquio, existem mais de uma dezena de opções de linhas de ônibus.
Veja mais informações pelo site: http://www.japan-guide.com/e/e3008.html
Hakone (箱根町)

A localidade está na província de Kanagawa, bem próxima do lado leste de Shizuoka. A sua história data de 757 d.C. quando Hakone foi citada em histórias antigas de samurais que costumavam orar nos santuários do vilarejo após derrotarem seus inimigos. Em 1619, o local se tornou parada obrigatória entre Edo (atual Tóquio) e Quioto que, na época, era a capital do Japão. Lá, foi instalado um posto de controle oficial, que expedia autorizações de viagem e onde era examinado as bagagens dos viajantes. Em 1889, ganhou a titularidade de cidade e atualmente, estima-se que a população está em torno de 14 mil habitantes.

A cidade vive do turismo e é conhecida pelas suas fontes termais. Segundo fontes não oficiais, até 2006, Hakone teria recebido, no total, cerca de 19 milhões de turistas, entre japoneses e estrangeiros. Entre os mais famosos que já conheceram a localidade estão o arquiduque da Áustria Franz Ferdinando, o ator e cineasta Charles Chaplin, e o ex-Beatle John Lennon, que em 1978, na companhia da esposa Yoko Ono e o filho Sean, o músico fez mais do que passar férias em Hakone. No hotel em que ficou pousado, ele ensinou os baristas japoneses a preparar café com chantilly, até então, uma mistura exótica no Japão. A receita se espalhou de lá para todo o Arquipélago.

Além dos onsens – águas termais em japonês – existem diversas outras atrações em Hakone. Próximo a cidade, os casais podem desfrutar de um passeio de barco pelas tranquilas águas do lago Ashi (芦ノ湖), podem andar de teleférico que liga as partes alta e baixa da localidade e visitar museus. No Hakone Lalique Museum estão expostos vários itens da coleção do mestre vidreiro e joalheiro francês René Lalique que trabalhava com vidro. Suas peças decoraram o luxuoso trem da famosa linha Expresso do Oriente, que ligava, em seu auge, as cidades de Paris e Istambul, na Turquia.

No passeio de barco pelo lago Ashi, é possível ter uma boa visão do monte Fuji

Acesso:

A melhor maneira de ir a Hakone e de se locomover por lá é de carro. As rotas 1 e 138 levam a região. Pode-se usar a rodovia expressa Tomei para se chegar mais rápido as duas vias.
Veja mais informações no site: http://www.hakone.or.jp/

Sano Premium Outlets (佐野プレミアム・アウトレット)

Sano Premium Outlets: unindo passeio e compras

Para os casais que querem unir o útil ao agradável, por exemplo, aproveitando o passeio romântico para fazer compras, a sugestão é o Sano Premium Outlets, que fica em Tochigi. O shopping a céu aberto tem cerca de 180 lojas de grifes famosas. Roupas e calçados são os artigos que mais se destacam. Além disso, pode-se encontrar acessórios, joias, relógios, perfumes e até peças de decoração de interiores. Além disso,o local oferece várias opções gastronômicas entre restaurantes e lanchonetes localizadas em uma grande praça de alimentação.

O conceito de “outlet” surgiu nos Estados Unidos em 1930. Lojas de fábrica passaram a oferecer aos empregados produtos excedentes ou danificados a preços baixos. Em 1936, a renomada marca de roupas Anderson-Little ampliou o atendimento ao público em geral. A corporação empresarial Vanity Fair, detentora de diversas grifes, em 1974, montou o primeiro shopping especializado em preços baixos onde os produtos não eram ponta de estoque. O conceito se espalhou pelo mundo e por aqui, a ideia chegou em 1990. Além de Sano, existem pelo menos, mais dez outlets espalhados pelo Japão.

Acesso:
Tochigi Ken Sano Shi Koena Cho 2058 (栃木県佐野市越名町2058)

A melhor maneira de chegar ao local é de carro através da rota 50, que corta a cidade de Sano. O acesso é facilitado pelo pedágio Sano-Fujioka da rodovia expressa Tohoku. Existem centenas de vagas gratuitas de estacionamento no local. O endereço é Telefone para contato: 0283-20-5800
Horário de funcionamento: 10h às 20h
Períodos de folga e mais informações podem ser encontrados no site: http://www.premiumoutlets.co.jp/en/sano/

Saitama Super Arena(さいたまスーパーアリーナ)

Vale a pena conhecer Saitama Super Arena pela sua estrutura arquitetônica

Se a curtição a dois tem que ter música ao vivo, uma excelente opção é ir ao Saitama Super Arena, na província de Saitama. Além de apresentações musicais, ocorrem eventos esportivos variados, desfiles de moda e até mesmo exposições.

Entretanto, não vale a pena ir ao Saitama Super Arena apenas para sentir a agitação. A estrutura é uma atração à parte. O projeto arquitetônico baseado em blocos móveis permite uma variada adaptabilidade para qualquer tipo de evento. É possível acomodar 37 mil pessoas como um estádio ou então, 3 mil pessoas com arquibancada de uma quadra de futsal. O lugar permite a realização de jogos de futebol a exposições com estandes. Além disso, do lado de fora, os casais podem desfrutar uma enorme praça arborizada.

Acesso:

A principal maneira de chegar ao local é de trem pelas linhas ferroviárias JR com destino a estação Saitamashintoshin (さいたま新都心). De carro, o endereço para o navegador é 埼玉県さいたま市中央区新都心10
O lugar possui estacionamento. Porém, as tarifas são caras. Em média, a hora custa cerca de 400 ienes.
Telefone: 048-601-1122.
Veja mais informações no site: http://www.saitama-arena.co.jp/

Castelo Lockheart (ロックハート城)

Castelo Lockheart: reconstruída em Gunma em homenagem ao amor

A história do castelo Lockheart, que se transformou em atração para casais apaixonados, é bastante interessante. Tudo começou em 1829, na Escócia as margens do rio Clyde, onde a rica e próspera família Lockchart construiu um castelo. Em 1987, o ator japonês Masahiko Tsugawa o comprou com interesse de levá-lo para Hokkaido, onde criaria um parque temático.

Pedra por pedra, a construção foi desmontada, levada primeiramente de navio para o continente europeu e depois de trem através da rota Transiberiana que na época, para viabilizar o transporte pela Rússia, foi necessária a aprovação de Mikhail Gorbachev, secretário-geral do Partido Comunista e principal líder da extinta União Soviética. O trabalho foi concluído depois de sete meses, em 1988, quando o navio vindo da Rússia descarregou os blocos no porto de Tomakomai e tudo foi levado para a Vila Hiro, ao sul de Hokkaido, local onde seria remontado a construção.

Entretanto, os moradores do vilarejo rejeitaram o projeto. A causa ficou pendente na justiça até 1992, quando uma empresa da cidade de Numata, na província de Gunma, comprou o castelo. Tudo foi reconstruído lá e inaugurado em 6 de abril de 1993. Em torno, foram erguidos uma enorme praça, fontes, museus, lojinhas de lembranças, restaurantes, cafés e um grande pavilhão para casamentos. Tudo relembra os tempos áureos da Idade Medieval e uma das principais atrações é bater fotos com os longos vestidos pomposos que as princesas usavam em suntuosas festas da nobreza. Um detalhe: ao nome Lockhart foi acrescentado a letra “e”, próprio ao lugar que foi recriado para homenagear o amor.

Acesso:
Gunma Ken Agatsuma Gun Takayama Mura 5583-1 (群馬県吾妻郡高山村5583-1)

De carro, é possível chegar ao local através da rodovia expressa Kan-etsu, descendo no pedágio Numata, e indo pela rota 145. O ingresso custa 1.000 ienes para adultos, 800 ienes para estudantes entre 13 anos e 17 anos, 500 ienes para crianças entre 4 anos e 12 anos, e a entrada gratuita para menores de até três anos.

Telefone: 0279-63-2101

Horário de funcionamento: 9h às 17h
Feriados e mais informações podem ser encontrados no site:https://lockheart.info/?utm_source=mybusiness 

Makuhari Messe (幕張メッセ)

No Makuhari Messe são realizadas várias exposições conhecidas mundialmente

Nos anos 80 do século passado, o Japão crescia a olhos vistos. O país necessitava exportar, além de carros e eletroeletrônicos, o seu conceito de vida baseado na modernidade. O objetivo principal era apagar de vez a imagem de nação imperialista criada a partir dos erros cometidos durante os grandes conflitos mundiais entre 1914 e 1945. Para isso, criaram uma grande e permanente exposição, um complexo de convenções aberta para o mundo.
O lugar escolhido foi na província de Chiba, que já abrigava vários pontos conhecidos pelos japoneses e principalmente pelos estrangeiros como o novo aeroporto internacional de Tóquio que, apesar do nome, está localizada na cidade de Narita. O local exato foi o distrito de Makuhari, que deu o nome ao hall de convenções. Junto a denominação foi acrescida a palavra “messe” que, da língua alemã, significa feira comercial.

A estrutura arquitetônica do Makuhari Messe foi criada pelo designer Fumihiko Maki. Pelo seu conjunto de obras, o japonês foi premiado com o Pritzker Prize, o Oscar da arquitetura moderna. Ele idealizou dois enormes pavilhões para exposições, um hall de conferências e uma quarta edificação para eventos menores. Todos com linhas contemporâneas. Desde então, consecutivamente desde 1989, ano da inauguração do grande complexo, estão sendo realizados o Tokyo Motor Show, Tokyo Game Show, Foodex Japan e até megaconcertos musicais. Vale a pena conferir a agenda de eventos pelo site https://www.m-messe.co.jp/en/?hl=pt.

Acesso:
Chiba Ken Chiba Shi Mihama Ku Nakase 2-1 (千葉県千葉市美浜区中瀬2-1)
Uma das maneiras mais tranquilas para se chegar ao local é pela linha ferroviária JR Keyo, desembarcando na estação Keihin Makuhari, são cinco minutos a pé. De carro, a partir do centro de Tóquio, são 40 minutos pela rodovia Higashi Kanto, descendo no pedágio Wangan Narashino. Pela rodovia Toll Road Keiyo, descer no pedágio Makuhari.
Telefone: 043-296-0001.

Por Eder Hashizume

A cultura corporativa no Japão

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Se olharmos para a cultura corporativa no Japão, uma característica das organizações empresariais que mais se destaca é a hierarquia empresarial japonesa. As hierarquias das empresas são bastante importantes e desempenham um papel de vital importância nas organizações japonesas.

Eles agem de acordo com o consenso cooperativo, onde o processo de tomada de decisão vem de cima para baixo. Em outras palavras, os japoneses consideram fortemente que a delegação de autoridade e poder de decisão de cima para baixo, qualifica a compreensão ocidental da hierarquia.

Mais do que isso, a hierarquia para os japoneses não definem apenas a autoridade e o poder que cada posição possui. Eles acreditam ser uma forma de envolver ativamente todas as pessoas como parte de um grupo, definindo seus papéis e responsabilidades. Pressupõe-se que os indivíduos devem ser conscientizados a respeito de suas posições em relação às outras pessoas, dando-lhes um senso de responsabilidade para com seu grupo e é assim que a organização japonesa desencadeia sua força.

Com isso, regras e procedimentos são claramente descritos e determinados para orientar as diversas atividades a serem realizadas pelos membros da organização, criando assim uma ciência por parte de todos em relação ao seus cargos e responsabilidades.

Embora a hierarquia seguida por cada empresa possa variar de acordo com o escopo e os seus objetivos, a estrutura básica exercida pela maioria delas é bastante semelhante. Para ajudar a esclarecer, veja o quadro básico das hierarquias empresariais japonesas:

Kaicho (Presidente e chefe de conselho)

Shacho (Presidente)

FukuShacho (Vice-Presidente)

SunmuTorishimariyaku (Diretor Executivo Sênior)

JomuTorishimariyaku (Diretor Executivo)

Torishimariyaku (Diretor)

Bucho (Gerente Geral)

Kacho (Chefe de seção)

Kachodairi (Chefe adjunto da seção)

Kakaricho (Chief Clerk)

Ippanshain (Empregado geral)

Para finalizar, os japoneses têm uma explicação para isso. Uma vez que eles acreditam que a hierarquia em uma organização reduz a incerteza interna decorrente do comportamento humano imprevisível, variável e aleatório dentro da organização, mecanismos de controle e incentivo à conscientização dos indivíduos quanto à suas responsabilidades para com seu grupo ajudam a criar e manter um ambiente sólido e eficiente.

Origem dos nomes de empresas e produtos

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Você já se deu conta do significado dos nomes de produtos e empresas japonesas? Tem ideia das razões de terem os nomes que têm? Atrás desses nomes tem muitos significados, alguns de origem sentimental e outros de origem puramente técnica. Veja alguns exemplos.

Alberto
Fabricada pela Bridgestone, o Alberto “Aruberuto” (アルベルト) é uma bicicleta que tem correia dentada no lugar de corrente. O “Al” é encurtado de “All” (tudo) e “beruto” é “belt”, “correia” em inglês.

Bikkuri Donkey
Bikkuri donkey (びっくりドンキー) nada mais significa senão “burro espantado” (驚いた驢馬:おどろいたロバ). Provavelmente ninguém parou para pensar no significado deste nome. Mas basta olhar o endereço da própria home page da rede de restaurantes baseado em hambúrgueres, cuja palavra “Donkey” (burro) está em inglês, como no título do bloco. O motivo é apenas dar um nome inesquecível, que provoca sorrisos e vontade de visitar o restaurante, segundo o fundador. Realmente os restaurantes da rede são diferentes e grande parte dos brasileiros conhece, pois só não tem filiais em apenas 3 províncias do Japão. A decoração da fachada também é inusitada, feita com remendos de materiais que parecem ter saído de escombros. O gigantesco e pesado cardápio também provoca comentários e semeia em outras pessoas, a vontade de visitar a loja. Bem pensado!

Camry
É um modelo de carro da Toyota, que significa “coroa” (冠:かんむり), que por sua vez, também é nome de outro modelo, o “Crown”, que é “coroa” em inglês.

Datsun
O primeiro nome da “Datsun”, uma das marcas da Nissan Motor Company, seria “Datson”, sendo “DAT” as iniciais dos nomes dos 3 investidores da empresa e “SON” como “filho” (em inglês) de “DAT”. Porém, em japonês a palavra “SON” não ficaria bem, pois significa “perda”, “prejuízo”, “desvantagem” etc. (損). Então foi trocado por “SUN” que significa “SOL” em inglês. Por curiosidade, a leitura de “Datsun” no Japão é “Dattosan” (脱兎さん:だっとさん), uma espécie de apelido, que significa “pulo do coelho”.

DoCoMo
A concessionária de telefone celular DoCoMo nada mais significa, senão “qualquer lugar” (何処も:どこも). Por curiosidade, nos anos 1990, havia um note book de origem taiwanesa, chamado “PC Anywhere”, onde “anywhere” significa exatamente a mesma coisa.

Mazda
É simplesmente o sobrenome do fundador Matsuda (松田). O “Z” no lugar de “tsu” foi para facilitar a entrada do produto nos Estados Unidos. Assim como a Toyota, que na verdade se pronuncia “Toyoda” – com o mesmo kanji – mas de difícil assimilação pelos estrangeiros. A Honda e Suzuki também têm origem nos sobrenomes do fundadores.

MegMilk
Até o ano 2000, uma das mais famosas e mais vendidas marcas de leite em caixa e outros derivados no mercado japonês, era o Yukijirushi (雪印), da empresa Yukijirushi Nūgyō Kabushikigaisha (雪印乳業株式会社). A marca era conhecida também em inglês, como “Snow Brand” (Marca Neve). Em 2000 a empresa passou por um problema muito grande de contaminação de leite, sendo acusada de negligência profissional. A marca ficou fortemente manchada, mas em 2003 a empresa muda de nome e inicia um grande trabalho de recuperação de confiança do mercado. Muda o nome dos produtos para “MegMilk”, com a embalagem vermelha, ao contrário da antiga, predominantemente azul, que lembrava “neve” (frio). Foi uma inteligente jogada de marketing, pois isso fez esquecer rapidamente a marca antiga. Apesar de parecer uma palavra estrangeira, é uma justaposição de palavras “Megumi” (恵み) que significa “benção” ou “dádiva”, com “milk”, “leite” em inglês. Recentemente, a marca foi novamente mudada, para “Yukijirushi Megumiruku” (雪印メグミルク).

Noritz
Este também foi “rebatizado” para internacionalizar. O nome original é “Nōritsu” (能率:のうりつ) que significa “eficiência”, devido à capacidade de estabilizar a temperatura da água em equipamentos para banho. A Noritz fabrica aquecedores de água para hotéis, onsen, asilos etc. No passado fabricava também laboratórios fotográficos (de filme) que exigem temperatura rigorosa constantemente.

OLFA
Após anos de tentativas de criar lâminas descartáveis de facas (para cortar papéis e outros materiais), já quase no desespero, o inventor estava descansando num parque público e viu uma mãe dividindo um chocolate de tablete com a filha. Ela quebrou um pedaço para dividir, quando ele teve uma ideia brilhante que mudaria definitivamente a sua vida. Lâminas quebráveis (descartáveis)! Provavelmente não há quem não conheça uma Olfa, no Japão ou no Brasil, que importa o produto desde os anos 1970. Mas o estranho nome é por demais singela, pois significa apenas “lâmina quebrável”: “OL”, pronunciado como “oru” (折る:おる:quebrar) e “FA” na verdade é leitura de “HA”, neste caso, pois têm o mesmo som (刃:は: lâmina).

1º Brazilian Kart Day acontecerá em Aichi, no próximo dia 26

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O evento proporcionará aos participantes a chance única de pilotar karts mediante inscrição prévia.

O festival, que se dará no dia 26 de fevereiro, no Circuito Kota yrp Kiriyama, em Kota (Aichi), é a oportunidade ideal para quem gosta de aventura e adrenalina de vivenciar a emoção dos famosos jogos de kart na pele. Todos poderão participar, desde que tenham a idade mínima de 14 anos e meçam a partir de 1m55cm de altura.

O evento, de entrada franca e totalmente aberto à população, contará com a presença mais do que especial do automobilista brasileiro Igor Fraga, que com apenas 24 anos é jogador de e-Sports e ex-membro da Red Bull Junior Team. Campeão da Toyota Racing Series de 2020, competiu recentemente no Campeonato FIA de Fórmula 3 de 2020 com o Charouz Racing System.

Além de muita diversão, corrida e um dia de puro lazer e descontração, a festividade terá barracas de serviços e food trucks.

1º Brazilian Kart Day
Data: 26 de fevereiro, das 9h às 16h.
Local: Circuito Kota yrp Kiriyama. 
Entrada franca. 

*Para garantir a sua vaga, faça a sua inscrição pelo WhatsApp a seguir: 080-7302-1507.

Faça já a sua inscrição, as vagas são limitadas!

JEBRA Japão 2023: Celebrando conquistas e unindo culturas

O JEBRA Japão 2023 foi um verdadeiro sucesso, e nem mesmo o calor escaldante de 31 graus em Fukuroi (Shizuoka) diminuiu o ânimo das milhares de pessoas que compareceram a esse emocionante evento.

Com a participação de cerca de 900 atletas, entre 5 e 18 anos, de 20 escolas brasileiras e japonesas, o JEBRA Japão ofereceu uma experiência esportiva e cultural única.

A competição abraçou diversas modalidades, incluindo futebol de campo, atletismo, vôlei, xadrez e tênis de mesa, proporcionando momentos de superação e camaradagem entre os jovens talentos.

Além disso, contamos com o apoio ilustre de figuras notáveis do esporte brasileiro, como o craque Zico, a ministra do Esporte Ana Moser, a senadora Leila do Vôlei e a presença do mesa-tenista Hugo Hoyama e do jogador Anderson Paulista, diretamente de Portugal.

Realizado pela NPO Sorriso de Criança, o JEBRA Japão também foi uma verdadeira celebração da cultura e gastronomia brasileira, com uma incrível Feira Gastronômica que reuniu 45 food-trucks e barracas, com delícias irresistíveis para todos os gostos e empreendedores de ramos diversos.

A Cerimônia de Abertura, conduzida pelo animado MC Fumio Almeida, foi um momento de orgulho e emoção, com os desfiles das delegações, discursos inspiradores e mensagens de incentivo, entre eles Aldemo Garcia, Cônsul-geral do Brasil em Hamamatsu, de Syuichi Saho, da Out-Sourcing, patrocinadora oficial e do Governo de Shizuoka.

O palco com atrações musicais e artísticas fez o público vibrar e dançar ao som de diversas músicas da cultura brasileira. Com mais de 14 atrações que duraram o dia todo!

A diversão não parou por aí!

Os presentes no evento foram presenteados com surpresas empolgantes, como o encantador flashmob da Vanessa Studio Dance Japan e o encontro inesquecível com os personagens da Turma da Mônica, que arrancaram sorrisos de crianças e adultos, acompanhados do Jujuba, mascote da comunidade brasileira no Japão.

A patrocinadora oficial, Out-Sourcing caprichou nas brincadeiras e premiações, com o animado jogo “Daruma San Ga Koronda”, onde nossos campeões levaram para casa prêmios incríveis, como um PlayStation 5, um Nintendo Switch e um Tablet novinho!

Ganhador do PS5

E, para fechar com chave de ouro, o sorteio de um automóvel modelo Daihatsu Mira, oferecido pela T-5 Car shop, fez um sortudo sair com um sorriso de orelha a orelha.

Agradecemos de coração a todos os atletas, suas famílias, escolas e apoiadores que fizeram parte dessa jornada incrível! O JEBRA Japão 2023 foi um sucesso graças a cada um de vocês, e mal podemos esperar para nos reunirmos novamente em 2024. Juntos, continuaremos construindo memórias inesquecíveis e fortalecendo nossos laços!

Agora, já estamos ansiosos para o próximo encontro em 2024. Juntos, continuaremos criando memórias e fortalecendo os laços que nos unem.

Confira as fotos do que rolou no JEBRA Japão 2023 clicando aqui

Evento reunirá empreendedores e investidores

Premiação é de 300 mil ienes

 

No próximo dia 10 de fevereiro, a J1 Seeds vai realizar um evento inédito em solo japonês. Trata-se do ¨Brazil StartUp Pitch 2023¨.
Se você é empreendedor e tem um projeto que pode ser escalado, esta é a chance de conseguir apoio de investidores.
¨O Brazil StartUp Pitch reunirá investidores e empreendedores em uma jornada desde o início da marca até a escalada do seu negócio¨, explica Emmanuel Cáceres, CEO da J1 KK.
O Centro Intercultural de Hamamatsu (Create) será o palco do evento, que acontecerá das 17h às 20:30h. A participação é totalmente gratuita e a inscrição pode ser feita on-line, clicando aqui.
Emmanuel Cáceres, CEO da J1 KK (Foto: Cedida)
A realização é da J1 Seeds, prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka) e Hamamatsu Foundation for International Exchange (HICE). O apoio é do Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu.
Várias oportunidades
O ¨Brazil StartUp Pitch¨ vai reunir investidores, startups, empreendedores, aceleradores e empresários.
Emmanuel ressalta: ¨Este é um evento pensado para conectar e construir novos negócios e parcerias. Todos ganharão com a experiência¨.
Os organizadores informam o perfil das pessoas que se encaixam no encontro: quem já empreende e quer aprender novos conceitos de como acelerar a sua marca; quem quer se conectar com pessoas do mercado para novos negócios; quem quer começar a empreender; quem busca ter a sua marca percebida em outros mercados ou novos públicos; quem quer ter a oportunidade de apresentar um pitch do seu negócio para experts em investimento; quem deseja aprender como funciona a mente de investidores; e quem deseja aumentar suas vendas.
Palestra
Expandir um negócio para o mercado internacional, e torná-lo referência, exige muito mais que conceitos financeiros e mercadológicos.
Participe do evento (Arte: Divulgação)
É entendendo o comportamento, traços culturais e a essência que leva o público a optar por um produto ou negócio que podemos determinar como ingressar em uma jornada de internacionalização de marcas.
Para entendermos um pouco mais sobre como um negócio pode prosperar no mercado japonês, a palestrante Muraki Noriyo, representante do Hamamatsu Kigyoka Café (Câmara de Comércio de Hamamatsu), estará presente no Brazil StartUp Pitch 2023 para um bate-papo com futuros investidores e empreendedores.
O tema da palestra será ¨Como introduzir o seu negócio no mercado japonês¨.

Seminário

Além da visão empresarial, a troca de conhecimentos é outro objetivo do Brazil StarUp.
A J1 Seeds é responsável pelo Seminário ¨Da ideia à Marca¨, que já foi apresentado em 17 cidades de 8 províncias japonesas, com a participação de mais de 400 empreendedores brasileiros no Japão.
Ele será tomado como base para o Seminário ¨Quanto vale a sua marca?¨, que tem como premissa apresentar conceitos sólidos de como gerar a percepção correta para o posicionamento da marca.
A clareza do posicionamento garante a possibilidade da marca ser mais bem percebida. ¨Os valores de uma marca são essenciais para sobreviver no mercado, mas a garantia de vida longa vem pelo quanto seu cliente percebe esse valor¨, esclarece Emmanuel.
Premiação
Além da troca de conhecimentos e do networking, os empreendedores que vão apresentar suas ideias de negócios também estão interessados nos prêmios que serão distribuídos.
Oportunidade única no Japão (Foto: Pexels)
A empresa vencedora será premiada com aporte de crédito de marketing oferecido pela J1Seeds no valor de ¥200.000 e um prêmio em dinheiro no total de ¥100.000.
A avaliação das empresas será feita por uma bancada de especialistas.
Com o ¨J1 Coin¨, um dinheiro fictício criado especialmente para o evento, eles vão colocar o valor desejado nos envelopes de cada concorrente.
Aquela empresa que tiver o maior valor em dinheiro virtual vencerá o evento.
Serviço
Evento: Brazil StartUp Pitch 2023
Quando: 10 de fevereiro
Horário: Das 17h às 20:30h
Local: Centro Intercultural de Hamamatsu (Create)
Endereço: 2-1 Hayaumachō, Naka Ward, Hamamatsu, Shizuoka 〒 430-0916
Inscrição: Clique aqui (https://j1seeds.com/brastar)
Investimento: Grátis
Realização: J1 Seeds, prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka) e Hamamatsu Foundation for International Exchange (HICE)
Apoio: Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu
E-mail: contact@j1seeds.com
Telefone: 050-6865-5677

Mais um copo, por favor!

Quando Marian Ietsugu, 37, deixou seu emprego na área de engenharia de alimentos no Brasil, decidiu trabalhar na confecção do pai por um tempo. Apesar da boa relação entre os dois no dia-a-dia, Marian estava insatisfeita. Ela queria retomar a carreira, se possível na área de bebidas, em especial as lácteas. “Sou intolerante à lactose e pensei que poderia ajudar de alguma forma se trabalhasse na área”, recorda.

Certo dia seu pai lhe fez uma proposta inusitada: trabalhar com cerveja. Inusitada porque seus pais não tinham o hábito de consumir a bebida. Em troca pelo serviço na confecção, o pai de Marian pagou o curso de sommelier de cervejas que abriu um novo mundo para ela.

“Foi a primeira vez que eu bebi cerveja artesanal com a devida atenção”, conta ela, que se a acabou se apaixonando pelo fermentado.

No entanto, ainda levou um tempo para que a cerveja ocupasse mais espaço na vida de Marian. Decidida a recomeçar, ela arrumou as malas e veio para o Japão. “Comecei como todo mundo, trabalhando em fábrica”, conta. Seu plano também não era muito diferente do de muita gente: trabalhar no Japão e juntar dinheiro por um ano para retornar para o Brasil.

“Ilusão, né?”, analisa, bem humorada.

Marian, no entanto, queria aproveitar a experiência na terra dos ancestrais para aprender mais. Procurou um curso de japonês comunitário na cidade em que morava, Okazaki, e encaixava as aulas nos horários de folga. “Foi lá que eu aprendi a fazer currículo em japonês”, recorda ela, que aplicou o conhecimento e se candidatou a uma vaga de trabalho num bar de cervejas artesanais de Tóquio. E conseguiu.

Com açaí e banana, a Solo Samba é uma cerveja inspirada em sabores do Brasil  (foto: West Coast Brewing/cedida)
No mundo cervejeiro japonês

A essa, outras experiências foram se somando em bares, onde foi aperfeiçoando o japonês e fazendo contatos com o mundo cervejeiro, até que pintou a primeira oportunidade para estagiar numa cervejaria que tinha uma rede de tap rooms na capital japonesa. Neste começo, alternou entre o balcão e a produção até conseguir uma vaga de tempo integral em uma outra fábrica.

As lembranças, no entanto, não são boas. “Foi uma oportunidade, mas que, infelizmente, não deu certo”, diz. Marian não se sentia respeitada na entrevista e, uma vez dentro, sequer teve acesso direto à produção. “No mundo da cervejaria, uma mulher precisa provar não somente que tem capacidade intelectual para o trabalho mas, também, física”, desabafa. “Mesmo quando mostramos nossa capacidade intelectual, isso não garante que teremos tratamento igual ao dos homens”, continua.

Ambiente oposto ao que vive hoje, na West Coast Brewing, uma cervejaria artesanal na capital da província de Shizuoka, onde se  estabeleceu desde junho de 2022. Marian é a primeira mulher a trabalhar na cervejaria.

“Desde a entrevista, em nenhum momento duvidaram da minha capacidade. Não vou dizer que foi fácil. No final do primeiro dia, minha perna doía porque eu tinha moído 300 quilos de grãos sozinha. Hoje o corpo já se acostumou, mas o mais importante foi ter sido tratada como uma pessoa, ser tratada em pé de igualdade com os funcionários homens da casa”, conta.

Paixão cervejeira: Marian e sua criação, a Solo Samba (foto: Roberto Maxwell)
Cerveja: substantivo feminino

Mulheres na cervejaria não são mais novidade mas, ainda assim, muitos obstáculos se apresentam para as que se dedicam à empreitada de produzir uma bebida que, por muitos anos, ficou associada ao universo masculino. Marian vem encontrando apoio em outras mulheres, como Fernanda Ueno, da Japas, uma marca brasileira criada por mulheres nipo-brasileiras e que vem conquistando mercado dentro e fora do Brasil com cervejas artesanais com uma pitada de Japão.

“Assim como em outros mercados, infelizmente a ascensão na carreira cervejeira para as mulheres é muito mais difícil que para homens”, conta Fernanda. “Temos que estudar mais, trabalhar mais –  muitas vezes recebendo menos –  e ainda sendo mega qualificadas, sempre teremos nossa capacidade e conhecimento julgados e questionados”, continua.

Tanto Fernanda quanto Marian apontam a importância de agir de forma colaborativa para impulsionar outras mulheres no universo da cerveja. “Tenho convicção de que o impacto que as ações de mulheres apoiando outras mulheres do universo cervejeiro pode, literalmente, mudar a vida de uma pessoa”, explica Fernanda. “Assim, pouco a pouco teremos cada vez mais mulheres ocupando esse espaço e também uma maior consciência no poder que temos de transformá-lo num ambiente muito melhor para todos”, segue.

Fernada indicou Marian para um importante programa de estudos nos Estados Unidos e ela foi aprovada. Ela está se preparando para viajar para a Califórnia,onde fará a formação de Mestres de Cerveja da UC Davis. Enquanto isso, também quer mostrar o caminho das pedras para outras mulheres. Ela fala com muita gratidão da Pink Boots Society, uma organização norte-americana que lhe ofereceu uma bolsa de estudos para um outro programa e é especializada em atividades de formação para mulheres e pessoas não-binárias.

Já na West Coast, um dos primeiros desafios da Marian foi criar uma cerveja original, a partir de elementos brasileiros. Assim nasceu a Solo Samba, uma sour com sabor de açaí e banana. “A gente sentou junto e fez a receita. Eu queria uma cerveja ácida, um pouquinho mais alcoólica. E foi o que aconteceu”, conta ela, que já tem planos para novos produtos e voos. O primeiro deles é, claro, o curso nos Estados Unidos, com seus três meses de treinamento intensivo.

Marian, no entanto, quer ir mais longe. Ainda sem data de retorno ao Brasil, ela sonha em abrir sua própria cervejaria, “talvez um pouco mais perto dos meus pais”, diz a paulista de Piraju. “Quero ter uma coisa que possa ser minha cara, em que eu possa colocar minha personalidade ali. Ainda tenho muito que aprender. Estou aprendendo muito e ainda tem uns passinhos aí”, finaliza.

Aconchego e cerveja artesanal à beira-mar

Fábrica e pousada em Mochimune, cidade de Shizuoka, a West Coast Brewing vai além das “loiras geladas
Quarto do The Villa (foto: West Coast Brewing/cedida)

O mercado da cerveja artesanal no Japão é recente. Exigências na legislação colocaram o país bem atrás na onda que tomou o mundo de assalto e mudou o modo como muita gente consome o fermentado mais popular do planeta. Muitos estrangeiros residentes contribuíram para a expansão das artesanais no país, grande parte deles trazendo conhecimento privilegiado de produção de seus países.

Foi assim que surgiu a West Coast Brewing, cujo nome é referência à Costa Leste dos Estados Unidos, onde ficam cidades como Los Angeles. É na produção da região que a cervejaria se inspira, com diversidade de estilos e sabores fortes e marcantes.

Para apresentar seus rótulos, a cervejaria recebe os clientes para visitas à pequena fábrica. Já a degustação é feita no tap room que fica bem em frente à área de produção e divide espaço com uma confortável pousada, o The Villa & Barrel Lounge. Os quartos amplos, cada um deles nomeado com um tipo de lúpulo, acomodam até quatro pessoas e têm um aspecto de casa.

O Mosaic, por exemplo, é um espaço no estilo loft, com um confortável sofá na “sala” e as camas baixas, na parte de cima. O desafio principal é subir a estreita escada de madeira depois de tomar os 10 litros de cerveja fresquíssima —  e exclusiva do hotel —  que é oferecida aos hóspedes a cada diária. “Por isso que colocamos um sofá confortável embaixo”, explica Erika Mochizuki, assessora de imprensa da cervejaria.

Quem ainda tiver disposição, pode provar a diversidade do line up da West Coast no frigobar ou harmonizada com comidinhas no tap room, não incluídos na diária. Antes de beber muito, vale a pena, também, uma visita Mochimune Port Spa, uma casa de banhos termais bem ao lado da cervejaria. A região no entorno não oferece muitos outros atrativos, o que não é nada mal. Uma estadia no local é, como propõe o hotel-cervejaria, um local para dormir, beber e dormir… de novo.

O J1Talks é um podcast produzido com a perspectiva e insights de empreendedores brasileiros inseridos na comunidade brasileira do Japão

Vem aí o show NHK Kohaku Uta Gassen

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Programa apresenta vários estilos musicais

 

A tradição na véspera do Ano Novo no Japão é assistir ao programa ¨Kohaku Uta Gassen¨. Neste ano, a 73ª edição vai ao ar no dia 31 de dezembro, das 19h20 às 23h45, pela NHK.

O programa será transmitido ao vivo do NHK Hall de Shibuya, com apresentação de Oizumi Yo , Hashimoto Kanna e do locutor da NHK, Kuwako Maho, com Sakurai Sho (Arashi) como o apresentador especial.

O tema deste ano é Amor & Paz, Compartilhe com Todos! 

 

Os apresentadores do evento (Foto: Divulgação)

 

Serão 43 artistas no total, sendo 21 do time vermelho, 21 do time branco e um artista do cantinho especial. Os artistas estreantes incluem IVE , Uta , Aimer , Ryokuoushoku Shakai e LE SSERAFIM  no time vermelho, e Saucy Dog , JO1 ,  Naniwa Danshi , Vaundy , BE:FIRST no time branco.

O programa também vai agradar aos fãs de anime. Estão previstas apresentações de Uta (CV: Kaori Nazuka/Singing: Ado), tema do filme ¨One Piece Film Red¨ e Aimer, que apresentará o tema de abertura ¨Zankyo Sanka¨, de ¨Kimetsu no Yaiba Yukaku Hen¨, e Gen Hoshino, que aparecerá pela 8ª vez, e cantará o tema de encerramento ¨Kigeki¨, de ¨SPY x FAMILY¨.

Confira a lista dos artistas que vão se apresentar nesta 73ª edição. entre parênteses, quantas vezes cada um participou do evento.

Red Team

IVE (1)

Aimyon (4)

Ishikawa Sayuri (45)

Uta (1)

Aimer (1)

Kudo Shizuka (9)

Sakamoto Fuyumi (34)

Shinohara Ryoko (2)

Superfly (6)

SEKAI NO OWARI (6)

Tendo Yoshimi (27)

TWICE (4)

NiziU (3)

Nogizaka46 (8)

 

Ive (foto: Divulgação)

 

Perfume (15)

Hinatazaka46 (4)

MISIA (7)

Mizumori Kaori (20)

milet (3)

Ryokuoushoku Shakai (1)

LE SSERAFIM (1)

White Team

Official HIGE DANdism (3)

Kanjani8 (11)

KinKi Kids (2)

King & Prince (5)

King Gnu (2)

Go Hiromi (35)

Saucy Dog (1)

JO1 (1)

Junretsu (5)

Suzuki Masayuki (5)

SixTONES (3)

 

Sixtones (Foto: Divulgação)

 

Snow Man (2)

Naniwa Danshi (1)

Vaundy (1)

BE:FIRST (1)

Fukuyama Masaharu (15)

Hoshino Gen (8)

Miura Daichi (4)

Miyama Hiroshi (8)

Yamauchi Keisuke (8)

Yuzu (13)

 

Fonte: NHK

 

Escolhido o kanji de 2022

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Caractere significa guerra ou batalha

 

O kanji 戦, que significa guerra ou batalha, foi escolhido como o caractere chinês que mais representa o ano de 2022. O anúncio foi na segunda-feira, 12, no Templo Kiyomizu, em Quioto.

A seleção para a 28ª pesquisa anual é realizada pela Japan Kanji Aptitude Testing Foundation, a mesma do teste de proficiência em kanjis.

No anúncio, o principal sacerdote budista Seihan Mori, do templo de Kiyomizu, escreve o caractere com um pincel de caligrafia gigante em ¨washi¨, ou papel japonês, com 1,5 metro de altura e 1,3 metro de largura.

O ganhador é escolhido por voto do público.

 

Kanji significa guerra ou batalha (Foto: Reprodução TV)

 

O kanji de batalha recebeu 10.804 votos, apenas 188 a mais que o segundo colocado, 安 (seguro, tranquilo). Os outros três que completam o top 5 são 楽 (confortável), com 7.999, 高 (alto), com 3.779, e 争 (conflito, disputa), com 3661 votos.

Segundo a associação responsável, a escolha do kanji se explica pela invasão da Rússia na Ucrânia e as batalhas diárias que as pessoas tiveram que enfrentar em razão do enfraquecimento do iene e do aumento dos preços.

Em relação ao esporte, o caractere ilustrou a empolgação do público com as acirradas batalhas que a seleção japonesa de futebol travou na Copa do Mundo realizada no Catar, quando venceu Alemanha e Espanha, e as medalhas nos Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim.

No ano passado, o kanji para ¨kin¨, que significa ouro ou dinheiro, foi escolhido depois que o Japão teve sua melhor conquista de 27 medalhas de ouro nas Olimpíadas de Tóquio no verão.

 

Fonte: Kyodo News

 

Zico – O homem que forjou o futebol japonês

Poucos atletas têm a capacidade de se manter do lado certo dos holofotes, mesmo depois de décadas do seu apogeu. A maioria, aliás, simplesmente desaparece, muitos para um merecido descanso depois de anos de serviços prestados ao esporte. Aqueles, porém, que conseguem se manter na mídia, nem sempre estão nas manchetes pelos melhores motivos. Zico, porém, segue uma unanimidade, com sua carreira tão longeva quanto imaculada. Um ídolo mundial cuja aura, no Japão, é ainda mais brilhante. Não são raras as oportunidades que os japoneses associam o Brasil a ele e não é para menos. Zico é um dos pilares da profissionalização do futebol japonês e da sua transformação em uma potência regional no esporte masculino e mundial, eno feminino. No Japão, o Galinho de Quintino, que transformou o Flamengo num dos times mais amados do país, é reconhecido como Soccer no Kami-sama (deus do futebol, em japonês). Ele recebeu a equipe do Guia JP para uma entrevista exclusiva on-line, direto da sede do Kashima Antlers, seu time de coração na Terra do Sol Nascente. Com ele, falamos sobre o Japão, a sua importância no futebol do país, as eleições no Brasil e muito mais. Confira.

GUIA JP – O que te conquistou aqui no Japão?

O que mais me fascina aqui é que tudo é feito no sentido de proteger a vida humana. Andar na rua, o trânsito, as construções: tudo é pensado para dar a maior segurança possível para você viver. Eu acho isso fantástico. Quando eu construí, em 1995, meu centro de futebol, procurei conhecer aqui tudo que era feito paraevitar acidentes. Graças a Deus são 27 anos e zero problemas. Eu fico muito feliz com isso. Vejo preocupação, às vezes até excessiva, mas necessária, em relação à segurança nos transportes, no dia a dia… Para mim, a preservação da vida do ser humano sempre foi a coisa mais importante. Vim para cá quando tinha quase 40 anos [ele está prestes a fazer 70] e a gente aprende ainda mais coisas aqui.

Gosto muito da gastronomia. O teppanyaki não tem igual no mundo. É fantástico. Também gosto de shabu-shabu. Por ser filho de português, adoro sopa. As sopas japonesas também são maravilhosas.
 
GUIA JP – Você falou agora da escolinha no Brasil. E como está aqui no Japão?
Sempre tive um desejo grande de fazer uma escola de futebol no Japão. Nesses anos todos em que eu tenho vindo aqui, acredito que tenha dado aula de futebol para mais de 50 mil crianças japonesas. Todo ano são diversas clínicas com 100, 200 crianças. Muitas delas se tornaram profissionais, jogando até aqui no Kashima. Sempre tem um que diz: “Olha, fiza clínica de futebol naquela cidade”. Isso é muito gratificante. Aqui tinha um problema sério. O regulamento da J-League diz que o profissional registrado de futebol não pode ter escola de futebol nas regiões que tenham um time de elite. Como foi criada a primeira, a segunda, a terceira divisão, tudo quanto é cidade do Japão tem time. Como eu me desliguei aqui do futebol do Kashima no ano passado, e hoje estou só como conselheiro, pude abrir a escola em Imizu, Toyama, que foi a primeira. A Lucilene [Yuzawa, administradora da escola] teve muita importância nisso. Ela fez uma divulgação maravilhosa, seja com a imprensa japonesa, seja com a imprensa brasileira. Todos deram muita cobertura, coisa que já não teve em Okinawa. Lá eles já tinham a escola, que mudou de nome. Estou sendo procurado por diversas cidades para também montar uma escola. Então, estou feliz.
 
GUIA JP – O senhor teve e ainda tem um impacto muito grande no futebol japonês. Como o senhor vê isso?

Quando cheguei aqui, não estava preocupado emser destaque jogando futebol porque não precisava mais disso. Inclusive,quando eu vim falei para eles: “Estãovendo a vida que eu levo aqui? Não tenho mais nada a almejar no futebol. Então, se vocês quiserem me levar, quero ter uma vida em que possa dar seguimento a tudo o que construí durante esses 35 anos de futebol”. Assinei contrato depois que tive o problema no joelho. Aliás, parei por causa disso. Joelho, muitas lesões musculares… Isso reflete em tudo. É igual a um carro. Você tá com o amortecedor ruim, aí o pneu fica careca, a direção dá problema, uma coisa vai levando a outra. Mas eu me preparei bem. Sou fominha de futebol. Ainda estava numa condição e não tinha pressão nenhuma de chegar, entrar e jogar bem. A minha preocupação quando eu cheguei era formar os japoneses, mostrar para eles o que é profissionalismo. Não estava preocupado em ser o destaque jogando. Eles já sabiam quem eu era. Estamos dentro de uma cidade pequena. Formei esse time, ajudei na montagem de toda uma infraestrutura do lado de fora: a concentração, o campo, o CT [Centro de Treinamento], o estádio, ou seja, tudo. Falei para eles que se eles quisessem trazer bons jogadores para Kashima, tinham que oferecer o que tem de melhor na estrutura profissional. O time montou um CT que ninguém tinha, montou um estádio maravilhoso para quase 20 mil pessoas, renovou a concentração toda, fez uma coisa maravilhosa. Então, o garoto vinha lá de Shizuoka, ou de qualquer outro lugar, ficava bem e se ligava só em fazer futebol. Como eu já era uma referência, os melhores japoneses dos colegiais começaram a vir para cá porque eu estava aqui. Trouxemos também brasileiros para aquelas posições em que a gente tinha dificuldade de encontrar japoneses. Foram três estrangeiros só. Foi uma geração maravilhosa aqui no Kashima.

GUIAJP – Eu entendo, então, que foi o impacto de criar uma cultura do futebol no Japão.
 Até o relacionamento com torcida, eu mostrava para eles. O treino é 3 horas. Então, ao invés de chegar duas e meia, chegaàs duashorase atende o torcedor, dá autógrafo. No começo, o treino do Kashima tinha dez pessoas. Essas dez foram falando para as outras: “Vai lá em Kashima que o pessoal é legal”. No final, tinha duas mil pessoas assistindo ao treinamento. Teve que fazer segurança, cordinha, aquelacoisa toda. O japonês é muito detalhista e se a coisa dá certo, ele vai atrás, quer saber como é, quer melhorar. É um povo altamente disciplinado, obediente e a minha dificuldade foi mostrar que eles tinham que ter iniciativa, criatividade, não só aquele negócio de fazer o que te dizem para você. E se errar, paciência. Tenta acertar na outra. O medo deerrar deles é um negócio fantástico!Depois que eu parei, ela seguiu em frente. Isso acabou se tornando referência no país inteiro. Como é que um time lá de uma cidade de 40 mil ganha tudo? Que história é essa? Muita gente copiou o que o Kashima estava fazendo.
 
GUIA JP – E como o senhor vê o marketing esportivo da J-League para fora?
É muito restrito, muito restrito e, às vezes, bloqueia muito a atuação dos próprios clubes. Eu tenho sempre tido discussões aqui com o marketing do Kashima nesse sentido.Expliquei para eles que o patrocinador quer mídia, quer aparecer. Quando ele assina um contrato com o Kashima, ele quer aparecer na camisa, no treinamento, nas placas. Ele quer receber a visita dos jogadores. Um jogador pode fazer uma visita, colocar nas redes sociais dele. Não precisa ser garoto-propaganda da marca.O Flamengo tem 10 milhões de seguidores no Instagram. Sabe quantos tem o Kashima que é famoso no Japão inteiro, no Brasil, na Itália? Cento e vinte mil. É muito pouco. Eu queria postar algumacoisa. Não pode, porque determinada coisa a J-League não permite. Hoje em dia o marketing não é tanto na televisão. Hoje o marketing é a rede social. Em 2018, as redes sociais elegeram um Presidente da República no Brasil. Então, temos que atacar nessa área.
 
DESENVOLVIMENTO DE UM LEGADO COMEÇA PELO CONHECIMENTO DO PÚBLICO, PASSANDO POR PESQUISA E DESENVOLVIMENTO DE UM PRODUTO PARA ESSE PÚBLICO E TERMINA NAS FERRAMENTAS PARA ALCANÇAR E OFERECER UMA BOA EXPERIÊNCIA PARA O PRIMEIRO CONTATO COM ESSE PÚBLICO.
QUER CRIAR A PERCEPÇÃO DE VALOR QUE SUA EMPRESA PRECISA PARA SE POSICIONAR COMO REFERÊNCIA NO MERCADO?
GUIA JP -Aliás, falando em Brasil, como é que o senhor avalia o resultado das eleições?
Resultado é resultado. Tem que se respeitar, né? Desde que tenha acontecido àlisura, vamos embora, vamos em frente. Eu sei o que é uma vitória e uma derrota. Então, desde que haja lisura na forma como aconteceu, vamos em frente. A gente daqui de longe não tem como avaliar, mas pelo número de eleitores que votaram, foi uma participação muito grande do povo, dos dois lados. O povo deu uma demonstração de apoio às eleições muito grande. Foi lá e compareceu. Fez o seu dever cívico. O Brasil, infelizmente, ficou muito dividido. Agora, quem ganhou tem que trabalhar e mostrar porque ganhou a confiança de quem votou neles. Isso é importante para o país. Quem venceu que faça o melhor para o país para mostrar àqueles que perderam que está capacitado para estar lá. O que aconteceu no passado não pode se repetir.
 
GUIA JP – Quais as suas expectativas para a Copa do Mundo do Catar?

Primeiro, vou dizer que eu sou totalmente contra essa Copa do Mundo nesse período e no Catar. Acho que deve ter tido mil coisas por trás para a Copa do Mundo ser num país em que ninguém nunca fez nada pelo futebol e que, de repente, ganhou esse privilégio e o mundo inteiro teve que mudar o calendário por causa da competição. Isso é inadmissível, mas como a dona FIFA fala e tem suas situações, vamos torcer pra dar tudo certo.Na questão de tática de jogo, não vai acontecer nada de novo. A Seleção Brasileira é uma forte candidata porque cresceu num momento importante, se rejuvenesceu. Os jovens que tiveram uma oportunidade, principalmente nesse último ano, aproveitaram muito bem. Eles estão muito bem física, técnica e mentalmente. O principal jogador brasileiro, que é o Neymar, atravessa um momento muito bom. Talvez essa seja a primeira Copa do Mundo em que ele vai jogar com 100% de condições. É fundamental ter o melhor jogador no melhor da sua condição física e técnica.Outra seleção que vem crescendo muito desde as categorias de base é a Inglaterra.Foi agora vice-campeã da Europa e, na última Copa, também ficou ali entre os quatro. Foi campeã mundial, sub17, sub20 [ambas em 2017]. Tem uma geração muito boa de jovens, também. Gostaria muito de ver a final Brasil x Inglaterra. Não sei se vai haver a possibilidade. A França é uma ótima seleção, mas parece que está com alguns problemas internos. Alemanha é sempre uma seleção que, independentementeda condição, muitas vezes se transforma. Também é uma seleção jovem. E a Argentina tira dos ombros a questão do Messi jogar. A Argentina ganhou a Copa América com o Messi sendo um bom componente, sendo só a cereja do bolo.O Japão teve uma infelicidade grande ao cair num grupo com Alemanha e Espanha. E, também, a Costa Rica que sempre mostrou, em Copa do Mundo, que não é nenhuma galinha morta. Até falei para o Moriyasu [Hajime, treinador da seleção japonesa] não se deixar levar pelo nome. Não vamos esquecer que o adversário que eles sempre batem, a Coreia do Sul, foi quem eliminou a Alemanha em 2018. Futebol se joga dentro do campo. 

GUIA JP – Que mensagem o senhor deixa para os nossos leitores neste fim de ano?
A vida muitas vezes passa por momentos inesperados. A gente precisa ter uma determinação muito grande para dar a volta por cima. Eu acho que é hora de repensar muitas coisas, aprender com tudo que aconteceu. Muita gente perdeu pessoas importantes das suas famílias. Acho que muitas lições ficaram. Temos que saber aproveitar bem essas lições. Algumas coisas que são simples, pequenas em termos, como a questão da higiene. Não podemos depender só da vacina. A gente tem que fazer a nossa parte, cuidar de nós mesmos e preservar a saúde de quem está do nosso lado. Sigam em frente com força, com capacidade de superação, para poder fazer o que gosta, o que quer fazer. Acredite no próprio potencial, no seu sonho e siga em frente.
 
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