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Lula encontra-se com grandes empresas japonesas

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Conglomerados têm interesse em parcerias econômicas

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou-se com o ¨Grupo de Notáveis¨, dirigentes de grandes grupos empresariais japoneses com investimentos no Brasil. A reunião foi neste domingo, 21, em Hiroshima, no âmbito do G7.

A pauta foi o investimento em tecnologia de ponta, direcionado à transição energética e desenvolvimento.

Participaram da reunião empresários de grupos muito tradicionais no Japão, dos setores automotivo (Toyota), trading (Mitsui), eletrônico e comunicações (NEC) e siderúrgico (Nippon Steel), além do Banco do Japão para Cooperação Internacional (JBIC).

Representantes do JBIC estiveram reunidos recentemente no Brasil com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

 

Encontro com Geraldo Alckmin (Foto: Cadu Gomes)

 

Entre as oportunidades de investimentos verificadas no Brasil estão a fabricação de veículos híbridos, com destino ao mercado asiático, a produção de hidrogênio verde para a siderurgia mundial (reduzindo a emissão de gás carbônico) e desenvolvimentos em inteligência artificial para telecomunicações.

O presidente Lula destacou a necessidade de parcerias entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o JBIC.

Ainda segundo o presidente, o diálogo com o grupo prosseguirá, bem como os planos discutidos na reunião. Além disso, o governo brasileiro irá promover novos contatos entre o grupo de notáveis japoneses e o empresariado brasileiro, para ampliação de parcerias e investimentos.

 

Fonte: Agência Brasil

 

Lula e Kishida se encontram no G7

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Brasil e Japão concordam em cooperar em clima, alimentação e outras questões

 

Os líderes do Japão e do Brasil confirmaram a importância de construir uma parceria internacional mais ampla para enfrentar os desafios globais, como mudanças climáticas, crises alimentares e construção da paz.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste sábado, 20, com o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida. O encontro de aproximadamente uma hora ocorreu em Hiroshima, realizado no âmbito da reunião do grupo G7.
O presidente Lula ressaltou a importância da relação entre Brasil e Japão. ¨Brasil e Japão precisam estabelecer uma relação mais produtiva não apenas do ponto de vista comercial, mas também do ponto de vista cultural, político e da ciência e tecnologia¨, disse.

O premiê japonês apontou a importância da atuação do Brasil nas discussões de temas globais complexos. ¨Contamos com a experiência do senhor presidente Lula. Teremos discussões amplas sobre questões como clima, educação, desenvolvimento, paz e estabilidade. Estamos muito dispostos a cooperar com o Brasil¨, declarou Kishida.

Os líderes trocaram opiniões sobre a situação na Ucrânia, bem como questões relativas à China e à Coreia do Norte. Reafirmaram a importância de defender valores básicos como liberdade e democracia e se comprometeram a cooperar para manter e fortalecer a ordem internacional baseada no estado de direito.

Também no âmbito político, os líderes confirmaram que irão coordenar estreitamente a cúpula do Grupo dos 20, que o Brasil presidirá no próximo ano.

E concordaram que o Japão e o Brasil liderarão os esforços para reformar o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Os dois países são atualmente membros não permanentes do Conselho.

O Brasil busca formar parceria em ciência, tecnologia e inovação com o Japão. Alguns interesses são as áreas espacial, inteligência artificial, energias renováveis, materiais avançados e pesquisas oceânicas.

Na frente econômica, eles se comprometeram a fortalecer o comércio e o investimento entre seus países.

Na área de energias renováveis, há grande potencial nas áreas de bioetanol, combustível sustentável de aviação (SAF) e hidrogênio de baixo carbono, entre outras, além da redução das emissões na indústria siderúrgica.

Ainda sobre a relação entre os dois países, o presidente Lula ressaltou a influência que o Japão teve no desenvolvimento brasileiro. ¨Desde 1908, muitos japoneses contribuíram para o crescimento do Brasil. Muitos empresários brasileiros investem no Japão¨, destacou o presidente.

O primeiro-ministro Kishida anunciou que o governo do Japão deverá dar início a procedimentos para a isenção de vistos para visitantes brasileiros.

Relação Brasil – Japão

O Japão é um tradicional parceiro do Brasil na Ásia, com o qual há fortes vínculos bilaterais em termos de comércio, investimentos, cooperação técnica, além de históricos laços humanos.

O vínculo humano é aspecto importante das relações do Brasil com o Japão. O Brasil abriga a maior comunidade de descendentes de japoneses fora do Japão, mais de 2 milhões de pessoas. No Japão, vive a quinta maior comunidade brasileira no exterior, cerca de 204 mil nacionais e a maioria de origem não asiática.

 

Líderes firmaram várias parcerias (Foto: Ricardo Stuckert)

 

O Japão teve participação relevante na industrialização brasileira, especialmente nos anos 1960 e 70. Na época, ocorreram expressivos investimentos em mineração, siderurgia, construção naval, setor automotivo, eletrônicos, papel e celulose.

Hoje, o Brasil abriga cerca de 700 empresas japonesas.

Comércio bilateral

O Japão foi o 10º maior parceiro comercial do Brasil em 2022, com um comércio bilateral de US$ 11,9 bilhões de dólares. A pauta brasileira de exportações para o país é composta por milho, minério de ferro, carne de frango, café, alumínio, soja e importa autopeças, compostos químicos, máquinas e equipamentos.

A balança comercial entre Japão e Brasil é bem equilibrada. As importações japonesas somaram US$ 5,3 bilhões em 2002, enquanto as exportações brasileiras chegaram à marca de US$ 6,6 bilhões.

O Japão também tem sido uma das principais fontes de investimento estrangeiro direto (IED) no Brasil, com estoque de US$ 22,8 bilhões (2021).

Cooperação técnica

Brasil e Japão já desenvolvem uma importante agenda de cooperação técnica desde 1959. Essa relação se dá por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Itamaraty, com a JICA (Japan International Cooperation Agency).

 

 

Um dos primeiros frutos dessa cooperação foi o PRODECER (Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado), criado em 1979 em colaboração com a Embrapa, que materializou o grande potencial agroexportador desse bioma.

Um exemplo de cooperação bilateral científica entre os dois países foi o desenvolvimento do sistema nipo-brasileiro de TV digital, implementado em quase toda a América do Sul e países da América Central, África e Ásia.

Desde 2000, Brasil e Japão desenvolvem um programa de cooperação técnica em prol de diversos países em desenvolvimento. Essa iniciativa contempla áreas tais como TV digital, agricultura e policiamento comunitário

 

 

Fontes: NHK e Secom – Governo do Brasil

 

Lula já está no Japão para o G7

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Presidente terá reuniões bilaterais com chefes de Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou no Japão no início desta madrugada de sexta-feira, 19, para participar da cúpula do G7, na cidade de Hiroshima.

Ele desceu do avião acompanhado da primeira-dama Janja.

Entre sexta-feira e domingo, 21, ele participará de três reuniões temáticas da cúpula e terá encontros bilaterais com pelo menos três outros chefes de Estado e de Governo.

O convite para a reunião anual do grupo que reúne sete das nações mais industrializadas do mundo (Japão, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália e Reino Unido) foi feito ao presidente Lula pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, durante conversa por telefone em abril.

Veja abaixo, o registrado do desembarque do presidente.

 

 

 

Os principais temas a serem abordados na Cúpula serão segurança alimentar; os problemas causados pela inflação e o alto endividamento das nações em desenvolvimento; ações de combate às mudanças climáticas, fortalecimento do sistema mundial de saúde e a guerra na Ucrânia.

Além do Brasil, foram convidados os chefes de Estado e de Governo da Austrália, Ilhas Comores (presidência da União Africana), Ilhas Cook (presidência do Fórum das Ilhas do Pacífico), Indonésia (presidência da Associação de Nações do Sudeste Asiático), Índia (presidência do G-20), Indonésia, Vietnã e Coreia do Sul.

Também participam representantes da União Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Mundial do Comércio (OMC), Banco Mundial e outros organismos internacionais.

Essa será a terceira visita oficial do presidente da República ao Japão. Ele esteve no país em 2005, para uma reunião bilateral, e em 2008, para a cúpula do G8+5 em Hokkaido. Esta também será a sétima participação de Lula em cúpulas do G7 na condição de presidente do Brasil: ele esteve presente nas seis edições do encontro realizadas entre 2003 e 2009, durante seus dois primeiros mandatos.

Agenda multilateral

O presidente Lula terá pelo menos três reuniões bilaterais em Hiroshima. Estão previstos encontros com o premiê japonês, Fumio Kishida; o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; e com o presidente da Indonésia, Joko Widodo.

Outros governos também manifestaram interesse para reuniões com o mandatário brasileiro, mas a confirmação depende da conciliação de agendas.

No sábado, às 15h, Lula participa da primeira reunião temática de debates prevista na agenda. Na pauta estão os principais desafios contemporâneos, como segurança alimentar, saúde e democracia. Depois, às 17h20, o debate será sobre os desafios nas áreas ambiental, enfrentamento das mudanças climáticas e transição energética.

Já no domingo, 21, está prevista para às 8h, a visita dos chefes de Estado e de Governo ao Memorial da Paz de Hiroshima. Às 9h30 ocorre a última reunião temática da cúpula, que tratará sobre paz, prosperidade e desenvolvimento.

Parceria bilateral

Brasil e Japão têm uma parceria tradicional em diversos níveis e setores, seja em comércio, serviços, cooperação técnica e também em laços humanos.

O Brasil tem a maior comunidade de descendentes de japoneses, com mais de dois milhões de pessoas. Por sua vez, o país asiático tem a quinta maior comunidade de brasileiros no exterior, com cerca de 204 mil pessoas.

Em 2022, o comércio entre os dois países foi de US$ 11,9 bilhões, um aumento de 11,4% em relação a 2021. As exportações brasileiras para o Japão foram de US$ 6,6 bilhões (19,2% a mais que no ano anterior), e as exportações somaram US$ 5,3 bilhões.

 

Lula terá encontros bilaterais (Foto: Ricardo Stuckert)

 

Com esse resultado, o Japão foi o 10º maior parceiro comercial do Brasil no último ano e o 3º na Ásia, atrás de China e Índia.

Os produtos brasileiros mais exportados para o Japão são milho, minério de ferro, carne de frango, café, alumínio e soja. Em contrapartida, importa autopeças, compostos químicos, máquinas e equipamentos do país asiático.

Grupo dos 7

O G7 foi formado na década de 1970, pelas então sete maiores economias do planeta, para discutir e coordenar estratégias em comum sobre assuntos de interesse global.

Além de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, a União Europeia também participa das reuniões como ¨membro não elencado¨ do grupo. Das oito maiores economias atuais, apenas a China, segunda maior do planeta, não participa.

A cúpula do G7 acontece anualmente no país que ocupa a presidência temporária do grupo. Paralelamente, são realizadas diversas outras reuniões entre ministros de várias áreas para debater questões específicas relacionadas aos temas de suas pastas.

Ao final, os países convidados participam das reuniões estendidas, como deve acontecer neste fim de semana com a presença do presidente do Brasil.

Na semana passada, o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, esteve no Japão para participar das reuniões setoriais do G7 entre ministros da Fazenda, Economia e Finanças dos países-membros. Foi a primeira vez que um ministro brasileiro foi convidado para essa cúpula.

 

Fonte: Governo Federal

 

JEBRA 2023 vai agitar o Japão

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Participe deste evento que marcará a história da nossa comunidade

 

Em 22 de julho serão realizados os Jogos Escolares Brasileiros (JEBRA), oficialmente

chamados de JEBRA Japão 2023.

 

A iniciativa é da NPO Sorriso de Criança e conta com o apoio do Consulado Geral do

Brasil em Hamamatsu (Shizuoka).

 

O evento substitui a antiga ¨Olimpíada Escolar¨, realizada ano passado com a participação de 16 escolas, reunindo 650 jovens de 8 províncias do Japão.

 

Agora em 2023, o palco será o mesmo Estádio Ecopa, em Fukuroi (Shizuoka). O estádio recebeu alguns jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2002, a última  conquistada pela Seleção Brasileira.

 

Além dos benefícios físicos, como a melhoria da saúde e da capacidade cardiovascular, os esportes também proporcionam oportunidades para desenvolver habilidades sociais, como trabalho em equipe e liderança, e participar de competições esportivas pode ajudar os jovens a lidarem com desafios, melhorar a autoestima e a autoconfiança, prevenindo problemas comportamentais e de saúde mental.

 

Ministério dos Esportes

O JEBRA conta com o apoio oficial do governo brasileiro, através do Ministério dos Esportes e do Consulado.

 

O evento tem como objetivo principal promover a interação entre jovens atletas da nossa comunidade, além de incentivar a prática de esportes em um ambiente saudável, amigável e divertido.

 

 

A ex-jogadora de vôlei e atual ministra dos Esportes, Ana Moser, destaca: ¨Por meio do

JEBRA Japão, poderemos promover, entre os jovens, o interesse pelo esporte e pelas atividades físicas, a integração social e o senso de pertencimento e a conexão com a cultura brasileira¨.

 

O Cônsul da Embaixada do Brasil em Hamamatsu, Aldemo Garcia, acrescenta: ¨Além do intercâmbio dos estudantes brasileiros no Japão, o incentivo à prática esportiva pode favorecer na descoberta de novos talentos dentro do esporte¨.

 

Celebrar conquistas

No JEBRA serão disputadas várias modalidades, como futebol, atletismo, salto em distância, vôlei, tênis de mesa e xadrez.

 

O JEBRA Japão 2023 será uma excelente oportunidade para os jovens atletas mostrarem suas habilidades, além de terem a chance de interagir com a cultura verde e amarela.

 

Para repor as energias, haverá uma praça de alimentação com várias delícias do Brasil.

 

¨Será um ambiente perfeito para reunir a família e os amigos para celebrar a conquista

de cada equipe e a participação de cada atleta¨, avalia o Cônsul Aldemo.

 

Todos juntos

Nos esportes, sejam individuais ou coletivos, a vitória só é possível com a união de todos.

Por isso a importância do JEBRA vai além da competição. O evento tem o poder de unir atletas, pais, escolas e empresários em torno do esporte, proporcionando momentos únicos de amizade, respeito e cooperação.

 

Seja você um atleta, torcedor, familiar ou simplesmente apoiador, não perca a chance de fazer parte desse evento único, que vai marcar a vida de todos e entrará para a história da vida esportiva da nossa comunidade.

 

Vamos todos, juntos, incentivar a prática esportiva entre os jovens, promovendo um estilo de vida mais saudável e ativo.

Esporte é saúde!

Esperamos por vocês! #BORAPROGAME

 

Serviço

JEBRA – Jogos Escolares Brasileiros no Japão

Dia: 22 de Julho

Horário: das 8h às 17h

Local: Estádio Ecopa – Fukuroi (Shizuoka)

Mais informações: secretaria@jebrajapao.com

EXPOTALKS JAPAN apresenta sua quarta edição com Ricardo Dalbosco e Aldemo Garcia como palestrantes principais

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[NAGOYA, 12/5/2023] – EXPOTALKS JAPAN, o evento de destaque para empreendedores e profissionais da região, tem o prazer de anunciar a tão aguardada quarta edição, que acontecerá no dia 28 de maio no Centro Cultural Patio Chiryu, Aichi-Ken. Nesta edição, serão apresentados o renomado especialista Ricardo Dalbosco, um dos consultores e palestrante mais respeitado em Personal Branding, e Aldemo Garcia, diplomata no Japão, ambos prontos para realizar apresentações envolventes.

 

Ricardo Dalbosco é um mentor renomado, especializado em Marca Pessoal ou Personal Branding, fornecendo orientação valiosa para profissionais no Brasil, Estados Unidos, Europa e África. Com sua ampla expertise, Dalbosco é amplamente reconhecido como uma autoridade no campo. Sua palestra cativante, intitulada “Venda Mais por meio da sua Marca Pessoal”, capacitará os participantes com estratégias para aprimorar e alavancar sua marca pessoal para impulsionar o crescimento pessoal e dos negócios.

 

Aldemo Garcia, atualmente Cônsul-geral do Brasil em Hamamatsu, é um diplomata que sempre apoiou o empreendedorismo. Sua apresentação perspicaz, “Empreendedor brasileiro no Japão e no Mundo: as grandes oportunidades”, lançará luz sobre o vasto potencial disponível para empreendedores nos mercados japonês e global, compartilhando suas experiências e perspectivas valiosas.

 

Além das palestras principais, o EXPOTALKS JAPAN apresentará um painel especial sobre “Mulheres na liderança e nos negócios: vencendo desafios”, abordando temas como carreiras empreendedoras e os principais desafios enfrentados pelas empreendedoras no Japão. Este painel reunirá Vanessa Handa, Tisae Sanefuji e Débora Akama, líderes femininas influentes que compartilharão suas jornadas inspiradoras e insights.

 

Além disso, Eduardo Tanimura, empresário no mercado japonês e investidor, conduzirá um painel sobre investimentos na bolsa de valores japonesa, oferecendo orientações valiosas sobre como navegar no mundo dos negócios e do mercado de ações no Japão.

 

Para aumentar ainda mais a empolgação, o EXPOTALKS JAPAN preparou uma surpresa incrível para todos os empreendedores presentes, com um grande lançamento.

 

Os participantes também terão a oportunidade de desfrutar de delícias culinárias dos Food Trucks do evento, após a aprovação do governo para a venda de alimentos.

 

A quarta edição do EXPOTALKS JAPAN é imperdível, oferecendo insights e oportunidades de networking incomparáveis para profissionais e empreendedores da região. Os ingressos são limitados e estão disponíveis no site oficial do evento. Reserve seu lugar hoje mesmo pelo site www.expotalksjapan.com

 

 

Banco do Brasil e a Embaixada do Brasil em Tóquio realizam o webinar “Mercado de Carbono Brasileiro: Descarbonização e Investimentos Verdes”.

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Seminário discutiu o mercado de carbono brasileiro

Entenda o que é esse mercado e qual a sua importância

 

Para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, vem crescendo a responsabilidade social das empresas e das pessoas físicas na tentativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

 

Nesse sentido, o mercado de carbono é sólido, está em expansão e movimenta milhões de dólares no mundo todo.

 

Para falar sobre o assunto, o Banco do Brasil e a Embaixada do Brasil em Tóquio realizaram em 3 de março, o webinar “Mercado de Carbono Brasileiro: Descarbonização e Investimentos Verdes”.

 

O evento contou com tradução simultânea (Português/Japonês) e teve como público-alvo cerca de 170 instituições financeiras, investidores institucionais, empresas e importantes conglomerados japoneses interessados em conhecer melhor as oportunidades em negócios sustentáveis no Brasil.

 

O seminário foi dirigido por Alison Aguiar da Costa, gerente Geral do Banco do Brasil em Tóquio.

 

Participaram da mesa diretora virtual o Embaixador Geral Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes; o presidente da Câmara de Comércio Brasileira no Japão, Celso Guiotoko; Maria Netto, especialista líder de Finanças Sustentáveis do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Rodrigo da Rocha Vollet, gerente geral da Unidade de Negócios Internacionais do Banco do Brasil; e Henrique Leite de Vasconcellos, gerente Executivo da Gerência Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil.

 

 

 

 

Incentivo

 

O mercado de créditos de carbono é regulado por acordos internacionais, como o Protocolo de Quioto e o Acordo de Paris, e por agências nacionais e internacionais de regulação.

 

O crédito de carbono é um instrumento financeiro criado para incentivar a redução das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera.

 

Ele funciona como um certificado que representa a redução de uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) equivalente a outras emissões de gases de efeito estufa (como o metano e o óxido nitroso), que são emitidos por atividades humanas como a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a agricultura.

 

Empresas, governos e organizações que buscam reduzir suas emissões de gases de efeito estufa podem comprar créditos de carbono de projetos que promovem a redução ou a captura de CO2 da atmosfera.

 

Cada crédito de carbono é emitido por um órgão regulador e possui um número único de identificação.

 

Ao comprar créditos de carbono, as empresas e organizações podem compensar suas próprias emissões de gases de efeito estufa, atingindo metas de redução de emissões e contribuindo para a mitigação do aquecimento global.

 

Por outro lado, os projetos que geram créditos de carbono recebem recursos financeiros para continuar a promover a redução de emissões.

 

O preço dos créditos de carbono varia de acordo com a oferta e a demanda no mercado, e pode ser negociado em bolsas de valores ou por meio de contratos privados, como é o caso do Banco do Brasil.

 

 

 

Posição histórica

 

Antes das palestras, o Embaixador Côrtez destacou que o mercado voluntário de créditos de carbono ainda pode ser considerado novo, mas já conta com relevantes aportes e enorme potencial de crescimento.

 

¨Consultorias especializadas estimam o aumento de 100 vezes da demanda até 2050¨, informou.

 

Das 80 principais empresas que operam no Brasil, 62 já publicaram alguma meta de redução de emissões de carbono, deixando clara a tendência de adesão geral aos esforços de preservação ambiental e de proteção do clima.

 

O Embaixador salientou: ¨O governo brasileiro vem reforçando sua posição histórica em colaborar para preservar o desenvolvimento sustentável e fomentar uma transição energética justa e inclusiva¨.

 

No final de dezembro do ano passado, pouco depois de ser anunciada como Ministra de Estado, Marina Silva anunciou a mudança do nome da Pasta. Desde 1º de Janeiro, o órgão passou a se chamar Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

 

Para o Embaixador, ¨a alteração de nome não é apenas retórica, mas busca destacar a elevada prioridade dada ao tema pelas autoridades federais. O Brasil sempre foi protagonista nessa discussão e não se furtará a exercer esse papel de liderança nacional e internacional¨.

 

Competente e capaz

 

Em seguida, Rodrigo Vollet falou da importância do Banco do Brasil, que é considerado por diversas entidades internacionais como o banco mais verde do país.

 

¨Temos plena competência e capacidade para auxiliar os interessados na aquisição de crédito de carbono com o Banco do Brasil em Tóquio, no Brasil e em qualquer uma das localidades em que nós estamos¨, se prontificou.

 

Outro que se colocou à disposição foi Celso Guiotoko, presidente da Câmara de Comércio Brasileira no Japão.

 

¨Esse seminário é muito importante porque o Brasil tem uma posição de destaque nessa área de descarbonização e de energias renováveis¨, disse. ¨Na CCBJ estamos sempre à disposição se alguém precisar de algum apoio ou informação¨, completou.

 

Potencial sustentável

 

A representante do BID começou lembrando que as metas brasileiras de redução das emissões foram revisadas há dois anos e devem ser novamente avaliadas agora com o novo governo.

 

Para Maria Netto, o Brasil precisa reduzir as emissões particularmente no agronegócio e no desmatamento. ¨A gente vê um ímpeto muito importante do novo governo de reverter essa situação do desmatamento e reduzir as emissões¨, avaliou.

 

Ela destacou que várias secretarias e Ministérios estão enfatizando a importância da economia verde, e falou do potencial de competitividade do país: ¨O Brasil tem um potencial muito grande de oferecer energia renovável, inclusive como excedente¨.

 

A especialista disse que a matriz é muito limpa, o que permite que a indústria brasileira e os produtos manufaturados sejam, também, limpos.

 

Há anos o Brasil vem promovendo os biocombustíveis e tem potencial de se transformar num grande exportador de excedente de crédito de carbono, dos recursos naturais e de energia renovável, desde que os investimentos certos sejam feitos na escala necessária.

 

¨O Brasil hoje, no mundo, tem 15% do potencial de recuperação de áreas degradadas com o reflorestamento, enquanto a maioria dos países é de apenas 1%¨, enfatizou Maria.

 

Maria considera que esse grande potencial de energia renovável é uma oportunidade não só de crescer essa matriz com tecnologias de energia alternativa, como a hidrelétrica, a solar e eólica. ¨Isso potencializa o Brasil a se transformar num grande provedor do hidrógeno verde e de promover a biomassa¨, explicou.

 

Política governamental e financeira

 

A representante do BID lembrou que não apenas as empresas vêm adotando metas para reduzir as suas emissões, mas também o governo, com Projeto de Lei e Medidas Provisórias criando incentivos.

 

Os reguladores do sistema financeiro se movimentam em vários sentidos, como por exemplo, definindo maneiras de contabilizar os créditos de carbono e as regras básicas para poder investir ou tratar esses créditos.

 

¨É certo que o mercado de carbono hoje ainda é um mercado de balcão. Mas a esperança é que na medida em que ele comece a crescer, possa ser um mercado que tenha mais transparência, justamente na compra e na venda¨, destacou Maria.

 

Há grupos que vêm tentando discutir justamente como ajudar a criar infraestrutura para o mercado, para dar maior integridade para o crédito de carbono em si e tratar o ativo do carbono de uma forma regulamentada.

 

A representante do BID esclareceu que, no Brasil, o foco do mercado de carbono é sobretudo em projetos de reflorestamento e de conservação.

 

Mas vem aumentando a discussão sobre o potencial de começar a olhar com mais cuidado para outros setores e tecnologias, como o de energia renovável e da biomassa de segunda geração, baterias e armazenamento de energia.

 

Maria alerta que, por ser um mercado ainda no início, há muitas barreiras e providências, como garantir a aprovação do Projeto de Lei e assegurar a infraestrutura para ela ser implementada.

 

Os custos para a implantação dos projetos ainda é alto, por isso, Maria alertou o papel importante das instituições financeiras. ¨Por causa dos vários riscos para o produtor, o Banco pode oferecer um seguro, uma garantia, uma certa certeza para esse desenvolvedor de projetos, diminuindo os riscos¨, disse.

 

Para ela, o crédito de carbono deve ser visto como um benefício mais amplo, como aumentar a produtividade, gerar renda, promover a biodiversidade e a inclusão social.

 

Sustentabilidade

 

O segundo palestrante foi Henrique Vasconcellos, gerente de Negócios e Finanças do Banco do Brasil, que falou sobre como a instituição vem trabalhando e ajudando empresas e investidores.

 

Ele começou reafirmando que o Banco do Brasil é o banco mais sustentável do mundo porque se preocupa com o tema há tempos. Outro motivo é o maior portfólio da indústria financeira brasileira, de 327 bilhões de reais em créditos sustentáveis.

 

Para Henrique, a primeira marca histórica é a criação da Fundação Banco do Brasil, em 1985. Acompanhando a evolução da sustentabilidade, em 1995 a instituição aderiu ao Protocolo Verde.

 

¨Foi um divisor de águas aqui para nós, quando pela primeira vez lançamos um plano de sustentabilidade e engajamos toda nossa companhia, desde o presidente até um atendente, todos com metas e desafios¨, relembrou.

 

Hoje são 40 ações e 110 indicadores que o Banco tem para medir as metas de sustentabilidade.

 

Em 2020 o BB lançou a primeira versão do Framework de Finanças, pelo qual consegue fazer captações internacionais, como junto ao Banco Mundial, Agência Francesa de Desenvolvimento, Cargil e o banco alemão KFW.

 

Em 2022 o Banco do Brasil recebeu um prêmio pelo primeiro Social Bond da América Latina por uma instituição financeira, aplicado em menos de 60 dias e direcionado para micro e pequenas empresas.

 

Carteira sustentável

 

Do total da carteira sustentável do Banco, 43% são para negócios sociais, 25% para boas práticas ambientais e sociais, 20% para agricultura de baixo carbono e 12% para corporações.

 

¨Metade do nosso portfólio rural é considerado sustentável. É uma prática do Banco que sempre uma terceira parte independente faça essa verificação¨, destacou o gerente. ¨E nosso Pipeline para os próximos três anos é de 400 bilhões de reais¨, completou.

 

Especificamente no mercado de carbono, o BB participa de todas as etapas, desde a concepção do projeto, da identificação de uma área com potencial, desenvolvimento, oferta de financiamento até a venda desses créditos e a colocação no mercado internacional.

 

Em maio de 2022, o Banco, de fato, iniciou a participação no mercado de crédito de carbono voluntário.

 

A instituição também mantém projetos de linhas de crédito de carbono para o setor público de Estados e municípios.

 

Atualmente, há mais de 100 projetos em avaliação no Banco do Brasil e são 13 desenvolvedores parceiros, que são os principais desenvolvedores de projetos de crédito de carbono mundial.

 

Henrique encerrou dizendo: ¨O desafio é grande, mas o potencial também é. Como mandamos o brazilian flavor aí para fora, queremos trazer o japanese flavor para o Brasil. Temos muitas oportunidades de negócios na mesa¨.

 

O gerente Geral do Banco do Brasil em Tóquio, Alison Costa, fez um resumo do que disseram os palestrantes.

 

¨Há uma grande complementariedade entre o que o Brasil pode oferecer e o que o Japão precisa. O Japão tem tecnologia, tem interesse em investir em projetos de energia sustentável e em descarbonização, e o Brasil tem muita oferta¨, finalizou.

 

Talk show reúne empreendedores em Aichi

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Segunda edição está confirmada

 

Cerca de 70 pessoas participaram do ¨The Golden Experiência¨, um talk show voltado para o empreendedorismo.

Realizado dia 6, no Night Café, em Komaki (Aichi), o evento foi promovido por Maya Miura e Alexandre Tamazato.

¨Foi uma noite para trocar experiências e aprender com os empreendedores já estabelecidos¨, explica Maya.

O Talk Show foi uns dos primeiros evento do tipo na região e reuniu 16 empreendedores da comunidade.

Além disso, proporcionou mais uma oportunidade para os participantes se conectarem e compartilharem suas jornadas empreendedoras.

 

Evento teve participação de 16 empreendedores

 

Maya destaca: ¨Foi incrível ver como muitos dos empreendedores enfrentaram dificuldades em suas trajetórias, mas com muita perseverança e dedicação, conseguiram superá-las e alcançar o sucesso¨.

O evento contou ainda com sorteio de diversos prêmios oferecidos pelos patrocinadores. E para finalizar a noite, durante o jantar, os participantes curtiram o show do músico Éder Otomura.

¨Que venham mais eventos como esse. O próximo será ano que vem¨, adianta Maya.

 

Fotos da capa e da matéria: Clayton Morais e Kazuo Yamaguchi

 

Japão reduz nível de ameaça de COVID para o mesmo da gripe

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Governo removeu várias diretrizes

 

Após três anos de várias diretrizes relacionadas ao Coronavírus, nesta segunda-feira, 5, o Japão rebaixou o status legal do COVID-19 para a mesma categoria da gripe sazonal e relaxou bastante suas medidas de saúde relacionadas.

A reclassificação do COVID-19 para Classe 5 significa que as decisões sobre medidas de prevenção anti-Coronavírus agora cabem aos indivíduos e empresas.

Mas os especialistas ainda estão pedindo ao governo que garanta que as instituições médicas possam responder adequadamente a outro potencial aumento futuro no número de infecções.

O governo removeu a maioria de suas diretrizes, como períodos de quarentena de sete dias para pessoas com teste positivo para a doença e cinco dias para quem teve contato próximo com uma pessoa infectada.

Os residentes do Japão também devem ser cobrados por atendimento ambulatorial e hospitalização relacionados ao Coronavírus, embora haja subsídios disponíveis para tratamentos caros.

Os pacientes com COVID-19 também receberão tratamento médico em hospitais comuns, em vez de instalações designadas.

 

População ainda usa a máscara facial (Foto: Tram Ged – Pexels)

 

A doença foi categorizada em 2020 como uma ameaça especial à saúde pública equivalente ou mais rigorosa que a Classe 2, que abrange doenças infecciosas como tuberculose e síndrome respiratória aguda grave, o SARS.

O governo decidiu formalmente em 27 de abril rebaixar o status legal do Coronavírus, já que o programa de vacinação, entre outros fatores, tornou a doença menos mortal, enquanto os pedidos de rejuvenescimento da economia atingida pela pandemia aumentaram.

A preparação do sistema de saúde para resistir a um surto futuro também foi levada em consideração.

Com a reclassificação, o governo também não poderá mais legalmente recomendar internação para pacientes com Coronavírus ou declarar Estado de Emergência, sob o qual os governadores poderiam solicitar a redução do horário de funcionamento de empresas e fechar ou aplicar multas para aqueles que não cumprissem.

Vacinas continuam gratuitas

O governo disse que cerca de 8.300 instituições médicas, compostas por 90% dos hospitais em todo o país e algumas clínicas, terão capacidade para até 58.000 pacientes internados com COVID-19 até o final de setembro, com cerca de 44.000 instituições aceitando pacientes ambulatoriais, contra 42.000 no mês passado.

O Japão já suspendeu suas regras sobre o uso de máscaras desde 13 de março, deixando a decisão para os indivíduos. No entanto, a grande maioria da população continua usando a proteção facial.

O governo suspendeu os controles de fronteira do COVID-19 para todas as chegadas em 29 de abril, o início do período anual de férias da Semana Dourada, o que significa que os participantes não são mais obrigados a apresentar certificação de pelo menos três doses de vacinação contra o Coronavírus ou um teste negativo para a infecção feito em 72 horas antes da partida.

Mesmo após o rebaixamento, as vacinas contra o Coronavírus permanecerão gratuitas até o final de março de 2024, e até setembro próximo, subsídios de até 20.000 ienes (US$ 148) por mês serão fornecidos para hospitalização relacionada ao Coronavírus.

Para os alunos infectados, o governo disse que eles devem se ausentar por cinco dias após apresentarem sintomas e por um dia após a recuperação.

 

Muitas diretrizes foram retiradas ou alteradas (Foto: Vitalina – Pexels)

 

O governo também oferece orientações semelhantes a outras pessoas em resposta a ligações de prestadores de cuidados de enfermagem que desejam saber quando podem retornar ao trabalho após serem infectados.

Mesmo após a recuperação dos pacientes, o governo recomenda que usem máscara facial por 10 dias e evitem contato com idosos ou outras pessoas com maior risco de desenvolver sintomas graves.

No entanto, persistem problemas em relação ao fornecimento de um ambiente adequado para os idosos em instalações e instituições médicas, pois as infecções continuam a ser relatadas em todo o país.

 

Fonte: Kyodo

 

OMS suspende emergência global do Covid-19

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Anúncio não significa o fim da doença

 

Numa data histórica para a ciência, nesta sexta-feira, 5, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que o Covid-19 não representa mais uma ameaça sanitária internacional e que, portanto, a crise está oficialmente declarada como encerrada.

Em pouco mais de três anos, o vírus causou trilhões de dólares em perdas e matou 7 milhões de pessoas, segundos os dados oficiais. Bem abaixo dos cálculos da própria OMS, que apontam que cerca de 20 milhões morreram da doença.

O Brasil foi um dos países mais afetados. Segundo o Ministério da Saúde, foram registradas mais de 37,4 milhões de infecções e 701,4 mil mortes até o dia 26 de abril.

Ao suspender a emergência pela primeira vez em mais de três anos, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu às pessoas que permaneçam cautelosas com o Coronavírus.

 

Vírus ainda está por aí (Foto: ANAO)

 

¨É com grande esperança que declaro o fim do Covid-19 como uma emergência de saúde global¨, disse o presidente da OMS.

Ao mesmo tempo, ele alertou os governos a não serem complacentes, incentivando todos os países afetados a não ¨desmantelar os sistemas que construíram ou enviar a mensagem ao seu povo de que o Covid-19 não é motivo de preocupação¨.

Tedros alertou: ¨Este vírus está aqui para ficar. Ainda está matando e ainda está mudando¨.

A OMS declarou a emergência em 30 de janeiro de 2020.

Pelas regras da agência, não existe uma declaração oficial do final da pandemia. Assim como a Aids, o Covid-19 continuará a ter o status de pandemia. O regulamento sanitário criado pelos governos há quase 20 anos apenas permite que os cientistas anunciem o início de uma emergência global ou seu ponto final.

Michael Ryan, diretor-executivo da OMS, reforçou a mensagem da entidade, confirmando que a emergência acabou. ¨Mas a ameaça não. A batalha não acabou. Provavelmente não haverá um ponto em que a OMS anunciará o fim da pandemia¨, afirmou.

Decisão da maioria

O painel de especialistas em saúde, que se reúne a cada três meses para assessorar o chefe da OMS, realizou na quinta-feira, 4, sua 15ª reunião desde que a emergência foi declarada.

Didier Houssin, chefe do comitê de Emergência da OMS, indicou que a decisão de encerrar a emergência foi apoiada por 95% dos cientistas do grupo.

Aconselhado pelo painel, Tedros decidiu estabelecer um comitê de revisão para desenvolver recomendações de longo prazo e não vinculativas para os países sobre como gerenciar o COVID-19 de forma contínua.

Maria Van Kerkhove, líder técnica do COVID-19 da OMS, disse que a transição levará algum tempo. ¨Não há essa troca automática entre tudo ligado e tudo desligado¨, destacou.

Desafios

A designação de emergência é o nível mais alto de alerta da OMS associado a um surto de doença, mas cada país é responsável por tomar as medidas apropriadas para gerenciar uma crise de saúde.

 

Uso da máscara ainda continua no Japão (Foto: AFP)

 

Entre os desafios estão a incerteza sobre a evolução do novo Coronavírus, dificuldades no monitoramento e detecção de novas variantes devido ao declínio na vigilância e no sequenciamento genético e desigualdades no acesso às vacinas, disseram especialistas em saúde da OMS na coletiva de imprensa desta sexta-feira.

Ainda hoje, a cada três minutos, uma pessoa morre pelo Covid-19. ¨Perdemos vidas que não precisavam ter sido perdidas. Precisamos prometer a nossos filhos e netos que não voltaremos a fazer esses erros¨, enfatizou o presidente da organização.

O anúncio da OMS acontece com um ano de atraso, em comparação ao que a entidade esperava. Nos primeiros meses da crise, em 2020, a previsão era de que, até 2022, a pandemia perderia força. Mas, em 2021, a segunda onda da doença foi ainda mais violenta que a primeira. Já as vacinas, produzidas em tempo recorde, levaram meses para serem distribuídas aos países mais pobres.

 

Fontes: Kyodo e UOL

Alison Aguiar, Head do Banco do Brasil no Japão e Ásia-Pacífico.

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De vendedor de rua a executivo do banco mais sustentável do mundo.

O sucesso inspirador de uma pessoa que supera adversidades e alcança grandes conquistas é sempre bom de ser compartilhado.

 

Neste caso, estamos falando de alguém que veio de uma família pobre e, apesar das dificuldades, não desistiu de seus sonhos.

Ele estudou com determinação, trabalhou com dedicação e se tornou o Head de um
banco.

Sua história de vida é um exemplo de como a força de vontade e a determinação podem superar qualquer obstáculo e alcançar o sucesso.

Vamos conhecer mais sobre essa trajetória e descobrir as lições que podemos aprender com Alison Aguiar da Costa, Head do Banco do Brasil no Japão e Ásia-Pacífico.

Natural do estado de Mato Grosso, Alison tem 39 anos, dos quais 1 ano e 5 meses
são morando aqui no Japão.

De família humilde, filho de mãe-solo, aos 7 anos vendia bolo nas ruas de terra na cidade natal. “O bolo vendido era o dinheiro para o ingrediente do bolo do dia seguinte”, recorda.

Também foi engraxate, vendedor de picolé e garçom de churrascaria. Com 14 anos
era empacotador de supermercado, época em que carregava muita caixa para os clientes.

Alison sacrificava boa parte da renda com preparatório para a faculdade. Do salário de 180 reais, 130 reais iam para custear os estudos. Aos 15 entrou na faculdade de Ciências da Computação.

“Com toda aquela dificuldade, sabia que para sair daquela situação, somente a educação poderia fazer a diferença”, previa o jovem.

Passou a conciliar o trabalho de empacotador com a faculdade.

Em 2003 prestou concurso e entrou no Banco do Brasil em Cuiabá/MT. Desde então, passou por diversos cargos, sendo gerente em agências e em Superintendência no Rio de Janeiro, Gerente de soluções na diretoria de distribuição do Banco em Brasília, e liderou as Superintendências de varejo do Banco no Amapá, Piauí e São Paulo. Nesta última, coordenava 330 unidades do Estado, num total de 3.300 funcionários.

Formado em Ciências da Computação, ele já foi programador, desenvolvedor e conseguiu agregar essa visão da área de TI com a de negócios.

O currículo é extenso. Mestre em Economia, Inovação e Competitividade, Cientista de Computação, Pós-graduado em Gestão de Negócios pelo IBMEC/RJ, Pós-graduado em Gestão de Pessoas. Tem Formação para Executivos e Gerentes no Exterior pelo Insper/SP., Formação em Business English em Londres/UK e em Toronto/Canadá. Possui ainda Certificado em Global Trade pela International Chamber of Commerce
(ICC).

“Nosso objetivo aqui é somar e agregar valor, não apenas para pessoas físicas, mas também para empresas”, resumiu o gerente.

Alison admite que é da área de TI, mas sempre teve uma veia comercial muito forte.

E é isso que vamos ver na entrevista exclusiva que Alison concedeu à Guia JP.

 

J1Talks

Entrevista

GUIAJP: O que te trouxe ao Japão?

ALISON: Sempre tive muita vontade de ter uma etapa da minha carreira no exterior.
Então fiz duas formações em idiomas no exterior, uma no Canadá e outra em Londres, para ir me preparando tanto na questão do idioma como da cultura.

O Banco tem uma preparação para ser executivo no exterior. Passei pelo processo interno e me tornei apto a assumir uma oportunidade onde o BB possui presença no exterior, como Nova Iorque, Londres, Shangai, Tóquio, Frankfurt, Miami e Paraguai.

Foi uma grata surpresa o convite para vir ao Japão, uma cultura fantástica, que proporciona um aprendizado riquíssimo. Este não é um projeto apenas pessoal, mas familiar.

GUIAJP: Com toda sua experiência, você tem algum projeto pessoal de algum
problema que gostaria de resolver?

ALISON: O Banco já é um grande projeto, porque são temas que a gente acaba estudando e se dedicando. Por causa do Mestrado em Economia, acabei me aproximando do sistema de startups. Participei de feiras e eventos e comecei a trilhar a carreira de Scrum Master lá no Brasil.

É um projeto pessoal no sentido de querer entender mais essas iniciativas, de me aproximar, o que de alguma forma retroalimenta o conhecimento que a gente tem dentro da empresa.

Hoje a gente fala de incumbentes e insurgentes. Incumbentes são as empresas já estabelecidas e insurgentes as empresas que estão chegando.

Por exemplo, temos a Microsoft, uma empresa incumbente, mas que mesmo com a chegada de outras iniciativas, como o Linux, um sistema operacional aberto, conseguiu reforçar sua proposta de valor e se manter não apenas viva no mercado, mas como uma das empresas mais valiosas do planeta.

O Banco do Brasil, com 214 anos, é uma das 10 empresas mais antigas do mundo, é uma empresa incumbente e se mostra cada vez mais inovadora.

No Japão há 51 anos, nosso objetivo é manter viva nossa operação, reformular, inovar, melhorar a experiência dos clientes.

 

GUIAJP: No Brasil Startup Pitch (capa da edição anterior), falamos do investimento através de fundos de investimentos em startups. Como esse processo funciona no BB?

ALISON: Primeiro parabéns, porque o BSP foi uma ótima iniciativa, um primeiro grande passo, na medida em que aguça o apetite de vários outros empreendedores.

O BB foi o primeiro banco a criar uma plataforma para a atração de startups, há mais de 8 anos.

Também foi o primeiro banco brasileiro que criou uma unidade no Vale do Silício, no sentido de estar mais próximo das startups, de não encará-las como ameaça, mas sim como uma grande oportunidade.

A bancalização ainda é um passo importante no mundo.

Com a chegada das fintechs, observamos que os bancos teriam uma grande oportunidade de melhorar seus serviços e produtos.

O BB tem um fundo de investimento que tem autonomia para escolher as melhores startups.

GUIAJP: Entre os projetos apresentados, algum chamou sua atenção?

ALISON: O que está sendo muito discutido é o ambiente das stable coins, com necessidade de maior regularização. O governo japonês está vendo a melhor forma de estruturar o framework para esse ambiente.

O sistema de pagamento digital, incluindo remessas, pagamentos internacionais, real
digital, está sofrendo muita disrupção.

Aqui no Japão, me chama a atenção a grande quantidade de iniciativas voltadas para os meios de pagamento.

Te dou um exemplo: a jornada dos estrangeiros para abrir uma conta no Japão é bem difícil. Aqui exigem preenchimento de formulários e até o carimbo (inkan).

Temos algumas startups oferecendo a verificação automatizada de documentos.
Essa iniciativa exige especialização e o BB pode se integrar e trazer para o nosso
sistema.

Durante muito tempo pesquisamos. Após encontrarmos a melhor, fizemos um processo de integração com nosso sistema digital boarding.

Sendo assim, muito em breve, em cerca de 3 meses, vamos entregar para nossos clientes uma jornada totalmente simples e fluida de abertura de conta, tudo através do celular.

GUIAJP: Outra impressão que temos é que o público japonês tem mais resistência ao digital. Isso não pode atrapalhar o projeto?

ALISON: De fato há uma preferência por meios tradicionais dessa comunidade. Mas existe espaço, apetite, a necessidade das pessoas por uma jornada mais simples.

Não podemos ter uma única forma de atender nossos clientes.

Essa diversidade é muito boa para a gente poder inovar. Na nossa equipe temos japoneses, brasileiros, peruanos, chineses e nepaleses. Temos clientes americanos, japoneses, brasileiros, peruanos, nepaleses, espanhóis, cubanos, com diferentes faixas de idade, trabalhadores e empresários.

Vamos pegar o exemplo do trabalhador brasileiro. Cada hora custa muito caro para ele. Precisamos entregar uma jornada digital simples, rápida. E fazemos isso com nosso atendimento 24×7, em português, e com nosso aplicativo.

E temos ainda o investidor japonês. Para ele, precisamos ter outro approach. Um atendimento personalizado, por videoconferência, presencialmente.

Precisamos nos adaptar para cada perfil, de acordo com as personas.

GUIAJP: Do ponto de vista de inovação, o que podemos esperar do Banco hoje?

ALISON: Temos um grande pipeline de inovação no Banco. Modernizando nosso sistema, vai nos propiciar uma nova etapa.

Esse mecanismo é como uma espécie de lego, onde conectamos soluções externas com nossos sistemas. Estamos habilitando essa plataforma de API’s para podermos acoplar com mais facilidade e agilidade.

O serviço não precisa ser necessariamente feito por nós, mas podemos entregar o serviço para nosso cliente.

Somos sempre lembrados pelo atendimento a pessoas físicas. Mas quero lembrar que temos atendimento para empresas, importadores e exportadores que têm algum vínculo com o Brasil. Temos mais de 250 empresas atendidas localmente.

Procuramos criar parcerias para facilitar essa experiência, para que o empresário perca o menor tempo possível para suas atividades.

GUIAJP: Temos a impressão de que o Brasil é muito mais avançado que o
Japão nos projetos de cashless. O que você acha?

ALISON: Está correto. Quando chegamos ao Japão temos a ideia de tecnologia. Mas
especificamente no sistema financeiro, de experiência do cliente, o Brasil está alguns
passos à frente. Já abandonamos o cheque, o fax, temos a revolução do Pix, que foi puxada pelo Banco Central.

Esse sistema veio de uma dor, que foi o período inflacionário da economia brasileira. Tínhamos que ter um sistema ágil. O mercado brasileiro é referência no que tange a experiência do cliente.

Estamos tentando trazer um pouco dessa agilidade para o sistema japonês.

Os trabalhadores estrangeiros da Ásia, do Vietnã, Filipinas, Indonésia e Tailândia têm
dificuldades em lidar com recursos financeiros no Japão.

Queremos melhorar a experiência desses clientes por meio do sistema de digital
boarding, facilitar os meios de pagamento, oferecer um cartão de crédito, financiamento e empréstimos. Esse é nosso objetivo. Naturalmente existe uma jornada, por isso trabalhamos muito nesse sentido.

GUIAJP: Supondo que exista uma iniciativa, como seria o processo junto ao BB?

ALISON: Como vimos no BSP, havia uma iniciativa voltada para facilitar a jornada das empreiteiras. Se de alguma forma isso tiver conexão com o serviço de pagamentos, podemos fazer junto com nossa TI, organizar para integrar esse serviço com nossa solução interna.

Mesmo que seja um pequeno serviço que melhore alguma ponta da jornada, podemos sentar, conversar, integrar e desenvolver em conjunto.

GUIAJP: Qual a visão do japonês sobre o Banco?

ALISON: Temos uma quantidade expressiva de clientes japoneses, que têm a visão de o Banco ser a imagem do Brasil aqui.

Eles são interessados em diversificar os investimentos.

Pelo quinto ano consecutivo somos o banco mais sustentável do mundo. Quase 300 bilhões de reais da nossa carteira de ativos são categorizados como ativos sustentáveis. Isso é uma grande marca aqui no Japão e acabamos atraindo mais
investidores por isso.

Também fazemos parcerias com bancos locais. Eles têm interesse em investir no Brasil até mesmo pela presença de grandes empresas japonesas no país, grandes tradings, empresas do setor automobilístico.

O Japão tem a necessidade de zerar ou equalizar sua emissão de CO2 até 2050. Dentro desse compromisso, o Brasil é um país que pode gerar crédito de carbono e o BB atua na comercialização desses créditos em sistema de plataforma.

Recentemente realizamos um evento para os investidores institucionais falando sobre o mercado de carbono brasileiro. Outro dado importante é que 30% de todo potencial de crédito de carbono de floresta do mundo vem do Brasil.

Temos o papel de dar apoio, de impulsionar a cadeia comercial. O Banco do Brasil está aqui em Tóquio e em Shangai representando a Ásia. Enquanto a unidade de Shangai cobre a China, aqui de Tóquio cobrimos os demais 32 países asiáticos.

GUIAJP: Como funciona a questão do fuso horário, já que são 12 horas de diferença entre Brasil e Japão?

ALISON: É uma grande experiência. Tentamos nos organizar da melhor forma. No começo foi um tanto exaustivo, mas vamos nos acostumando. Estamos à disposição nessa missão de representar o país e o Banco.

Para fazer negócio é 24×7. Negócio não tem hora.

GUIAJP: Em relação à remessa de dinheiro, qual a posição do Banco do
Brasil?

ALISON: Nosso cliente quer um ambiente seguro, ágil e com preço que faça sentido.

O Banco do Brasil tem a solidez e segurança de que os recursos enviados chegam ao destino. Temos atendimento em português e conferimos que tudo está de acordo com as regulações e cumprindo as leis.

Mas estamos sempre melhorando a jornada dos nossos clientes. Temos parcerias com bancos peruanos, com bancos asiáticos e estamos integrando com o Pix no Brasil.

Não queremos competir com as empresas de remessas. Queremos ser um banco completo para nossa comunidade, não apenas na remessa, como também na gestão dos seus recursos.

Por exemplo. No Japão, é comum abrir uma conta para a criança quando ela nasce. Recentemente lançamos a conta para o menor de idade no Banco do Brasil. Queremos trabalhar a cultura financeira, a questão das mesadas. Isso é muito importante.

Nos associamos ao Seven Bank. Nosso cliente pode fazer qualquer transação em qualquer terminal da loja de conveniência, sem o cartão. Só com o celular é possível fazer uma transação de forma fluida.

GUIAJP: Analisando tudo que você disse, percebemos um posicionamento da marca no mercado. A diferença não está só no que se vê, mas em cada ação somada.

ALISON: O primeiro CNPJ do Brasil é do Banco do Brasil.

Cito isso para dizer que é uma honra estar numa companhia sólida, alinhada às melhores práticas de mercado. Temos um planejamento de 5 anos.

Para rejuvenescer nossos quadros, estamos com um concurso no Brasil na área de TI, para desenvolver nossa área. Hoje em dia, o banco está se parecendo com uma empresa de tecnologia, não só como banco.

Muitas empresas brasileiras crescem tanto que precisam estar no exterior. E para estar no exterior, precisam de parceiros comerciais. Para isso, o Banco do Brasil está presente.

GUIAJP: Você traz conceitos de empreendedor, não de executivo de grande empresa. De onde vem essa veia de empreendedor?

ALISON: Venho de uma família humilde. Desde pequeno vendia bolo, picolé, fui engraxate.

Minha família era comerciante. Sou da área de TI, mas tenho essa veia comercial muito forte.

Penso que a cabeça de empreendedor vem do inconformismo. Precisamos entender que hoje podemos ser melhor que ontem. Ter um pensamento de contínuo desenvolvimento. Desaprender e reaprender.

E isso é extremamente importante hoje, pois as profissões estão mudando.

Anos atrás fiz curso de datilografia. Isso era um diferencial na época. Mas depois, não mais.

O ponto é: a gente precisa estar em contínuo desenvolvimento. Sempre há oportunidade de se desenvolver para ações que gerem mais valor agregado, mais criatividade.

Investir no nosso próprio capital humano é fundamental. Esse investimento traz um diferencial competitivo. Não é fácil, não é simples.

Quando fui fazer capacitação em idiomas, fui com custo próprio, abri mão de duas
férias. No Mestrado abri mão de várias noites de sono, finais de semana. Tudo é
questão de escolha.

É fato que pessoas com maior nível educacional, em setores com alta demanda, têm salários maiores.

Precisamos nos lançar para os desafios, ter fé. Nem sempre dá certo. Mas é preciso ter persistência e resiliência.

GUIAJP: Você nos deu uma perspectiva de antagonismo no que diz respeito ao
movimento empreendedor, que diz como se fosse algo ruim ser carreirista. Mas
vendo sua trajetória, percebemos que sua base empreendedora fez você criar
ações intraempreendedoras.

ALISON: De fato. O filme ̈O menino que descobriu o vento ̈ mostra isso. Que você
pode empreender mesmo num ambiente que não te favorece.

Tem sempre algum espaço que você pode empreender, mesmo dentro da própria
empresa.

Mesmo numa empresa tradicional, você pode ter uma atitude de dono. No sentido
de ser responsável pelo lugar. Ver se a luz está apagada, se tem lixo no chão.
Maximizar resultados e engajar as pessoas. Isso não é só o presidente que deve fazer.

 

GUIAJP: Para finalizar, deixe uma mensagem para nossos leitores.

ALISON: Penso que se a gente quer ter um salário melhor, que investimento estamos fazendo em nós mesmos para isso?

Se a gente investe em conhecimento novo, isso passa a ser diferencial apenas por um tempo, por isso precisamos estar sempre em desenvolvimento.

E é nesse sentido que estamos buscando apoiar, em breve divulgaremos parceria com uma grande universidade brasileira pra incentivar a formação, especialização e geração de renda.

Estudos falam que as pessoas vão ter até 4 profissões ao longo da vida. Se não está feliz, precisa dar um salto de fé e procurar outro projeto de vida. Isso exige coragem.

Já tive diversas carreiras dentro do BB. Chegou um momento em que eu não tinha
mais o que aprender, e me desafiei. Isso gera desconforto. A vinda ao Japão foi isso.

Precisamos aproveitar nossa vitalidade para ter um projeto de vida, que nos traga
felicidade e senso de realização.

Em relação ao Banco do Brasil, queremos chegar à marca de 100 mil clientes aqui no
Japão. Fazer um trabalho que melhore a experiência dos nossos clientes, contribuir para que as famílias tenham mais renda e patrimônio. Queremos manter a relevância e o legado para nossa comunidade.