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Descubra o Som Imersivo: Conheça a Caixa de Som Sem Fio SRS-XV800 da Sony

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Sony lança caixa de som sem fio para você se destacar tanto em ambientes internos quanto externos, com um som potente que se espalha mesmo em espaços amplos

Apresentamos o mais recente lançamento da Sony, o alto-falante sem fio SRS-XV800, que vai elevar sua experiência sonora a um novo patamar. Projetado para oferecer um som de alta qualidade, este dispositivo compacto é a combinação perfeita de estilo e desempenho.

Com sua tecnologia avançada, o SRS-XV800 oferece um som nítido e envolvente, proporcionando uma experiência sonora imersiva em qualquer ambiente. Combinando potência e clareza, esse alto-falante sem fio é capaz de preencher o ambiente com graves profundos e agudos cristalinos, tornando cada música uma experiência única.

 

Além de sua qualidade sonora excepcional, o SRS-XV800 é extremamente prático e versátil. Com conectividade Bluetooth, você pode reproduzir suas músicas favoritas diretamente do seu smartphone, tablet ou qualquer outro dispositivo compatível. E com sua bateria de longa duração, você poderá desfrutar de horas ininterruptas de música, seja em casa, no parque ou em uma festa com os amigos.

A Sony também se preocupou com o design do SRS-XV800. Com linhas elegantes e modernas, este alto-falante sem fio se destaca em qualquer ambiente, adicionando um toque de sofisticação ao seu espaço.

Visite o site da Sony clicando neste link https://www.sony.jp/active-speaker/products/SRS-XV800/?s_srch=all  para conhecer mais detalhes sobre o SRS-XV800!

 

 

Tokai Invest realiza evento ¨Sua virada de chave¨

Evento será beneficente

 

Para comemorar os dois anos do Tokai Invest, o grupo vai realizar o evento ¨Sua virada de chave¨, que pretende promover a ponte entre os interessados em conhecer os investidores brasileiros de destaque no Japão.

O evento será dia 12 de agosto, em Tsu (Mie), no Centro Cultural da cidade, a partir das 10h.

A iniciativa será totalmente beneficente, sem fins lucrativos e sem patrocinadores. O ingresso são 2 itens de alimentos não perecíveis, que serão doados para duas igrejas, responsáveis pela distribuição das doações.

Faça a inscrição clicando aqui. Feito isso, você receberá a confirmação da inscrição por e-mail (confira na caixa de entrada ou na caixa de spam). O ingresso é digital (QRCode) e deverá ser apresentado na recepção do evento, juntamente com a sua doação dos alimentos não perecíveis.

Podem ser doados arroz, feijão, macarrão, farinha, óleo, enlatados e produtos que possam ser estocados por mais de 2 meses. Não serão aceitos congelados, frios, sal e açúcar, por exemplo.

 

Flyer do evento (Divulgação)

 

Será uma oportunidade de realizar networking com investidores brasileiros, ex-decasseguis que alcançaram o sucesso financeiro e profissional. Eles mostrarão que qualquer pessoa pode chegar onde chegaram.

Palestrantes

O evento terá a participação de seis palestrantes.

Roberto Nacaya (Tokai Invest Group) é fundador da Tokai BJJ (1998) e Tokai Invest (2021). Trader Profissional com mais de 15 anos de experiência no Mercado Financeiro, é campeão 2011 do Torneio Scalping Trade (Yen-SPA). Seus ganhos como Day Trader já ultrapassaram ¥200 Milhões. Criador da Técnica Código X.

Lilian Imoto (Tokai Invest Group) é Esteticista e Educadora com mais de 10 anos de experiência. Estrategista de Marketing e Vendas, alcançou a liberdade financeira e geográfica através do Digital. Cofundadora da Tokai Invest.

Outro palestrante será Flávio Kozaki (Nampim Samba). Com mais de 17 anos de experiência no Mercado Financeiro, foi o primeiro brasileiro a se destacar como Trader Profissional no Japão. Desde 2011 vive no Brasil. Seus ganhos no Forex como Day Trader já ultrapassaram ¥400 milhões. Ele é criador da Técnica Nampim Samba.

Mais um destaque será a palestra com Wagner Hayashida (Sussumu Group). Caminhoneiro que em 2012 faturou muito dinheiro no Forex como Day Trader. CEO da Susumu Group K.K. Susumu/ K.K. Mirai – Transportadora.

A Terapeuta Marisa Mori tem mais de 20 anos de experiência em atendimento. Especialista em Programação Neurolinguística (PNL) e Hipnose Clínica (Hipnoterapia).

 

Roberto Nacaya (Tokai Invest)

 

E finalizando a lista de palestrante, Daniel Omine (JapanCase – Digital Business). Programador, engenheiro de sistemas com 25 anos de experiência. Fundou uma empresa de IT no Japão em 2006. Começou no FOREX em 2018 como Day Trader, fazendo a primeira fortuna em 2020. Possui diversos empreendimentos no Japão e em Hong Kong. Investe em criptomoedas desde 2015, fazendo fortuna com altcoins entre 2020 e 2021. Acumulou 25 BTC em 2 anos.

Programação

¨Sua Virada de Chave¨ é um evento cheio de informação, que começará de manhã e vai até o início da noite.

Confira a programação completa:

Abertura do portão, para recepção e check-in: das 10h às 10h40

Abertura e palestra 1 com Flávio Kozaki

Frase: ¨Só vence quem não desiste¨

Horário: das 11h às 12h

Palestra 2 com Daniel Omine

Frase: ¨Disciplina e Consistência¨

Horário: das 12h às 13h

Almoço: das 13h às 14h30

Palestra 3 com Lilian Imoto

Frase: ¨O que você faz hoje não te define, não tenha medo de sair do lugar que não te cabe mais… Liberte-se!¨

Horário: das 14h30 às 15h30

Palestra 4 com Wagner Hayashida

Frase: ¨Mesmo que pareça impossível, não pare¨

Horário: das 15h30 às 17h

Palestra 5 com Marisa Mori

Frase: ¨Ajudo as pessoas a se libertarem das suas prisões emocionais, que as impedem de ter uma vida plena e próspera¨

Horário: das 17h às 17h30

Palestra 6 com Roberto Nacaya

Frase: ¨Vou te mostrar como o Forex mudou a minha vida e pode mudar a sua¨

Horário: 17h30 às 19h

 

Serviço

¨Sua Virada de Chave¨

Data: 12 de agosto

Horário: a partir das 10h

Local: Centro Cultural de Mie, na cidade de Tsu

Endereço:

〒514-0061 三重県津市一身田上津部田1234

〒514-0061 Mie-ken Tsu-shi Isshindenkozubeta 1234

Site oficial: clique aqui.

Inscrição: clique aqui

 Email: sua-virada-de-chave@tokaiinvest.jp

 

Seja voluntário do JEBRA Japão

Precisamos da sua ajuda e participação

 

No mundo dos esportes, o sucesso só é conquistado através do trabalho em equipe e da cooperação mútua.

A importância do coletivo se reflete na capacidade de superar desafios, compartilhar responsabilidades e alcançar objetivos de forma mais eficaz.

Seja na arena, nas quadras ou no campo, é a força do time que eleva a grandeza do esporte.

Se você se identificou com essa missão, temos um convite especial: faça a diferença como um voluntário no JEBRA Japão 2023.

É muito fácil participar.

Se você tem entre 18 e 60 anos e acredita no poder do esporte para transformar vidas e mudar destinos, junte-se a nós.

Além de se divertir, nossa equipe de voluntários vai desempenhar um papel fundamental na realização do JEBRA Japão, auxiliando desde a organização das competições até o suporte aos
atletas e familiares.

Horários

Os voluntários poderão participar em 3 períodos: das 7h às 12h e das 12h às 17h. Nesses casos, cada um ganhará um ticket alimentação de ¥500 para consumir na praça de alimentação.

E quem ajudar no período integral, das 7h às 12h, receberá um ticket no valor de ¥1000.

Além disso, todos vão receber um Certificado Oficial de Participação no JEBRA Japão.

Não perca a chance de fazer parte de algo especial e deixar seu legado no mundo esportivo.

¨Toda ajuda será muito bem-vinda¨, finaliza o Cônsul Aldemo Garcia, embaixador do Consulado Geral de Hamamatsu e membro da Comissão Organizadora.

Acesse o link para fazer sua inscrição, clicando aqui.

https://jebrajapao.com/seja-um-voluntario/

Inscreva-se e #BORAPROGAME

 

JEBRA Japão espera reunir 1000 atletas

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Saiba a origem do campeonato

 

Mais de 1000 atletas e cerca de 10 mil espectadores. Esses são os números aguardados pela Comissão Organizadora do JEBRA Japão 2023.

A expectativa foi compartilhada durante o podcast ¨JEBRA 2023 # BORA PRO GAME¨, apresentado no podcast ¨Diálogos Mochiyori¨, produzido pela Nabecast.

Participaram do encontro, que teve pouco mais de uma hora, o diretor técnico e idealizador do evento, professor Emerson Mendes Castro e a professora Marcia Rubio da Rocha, organizadora dos Jogos e Diretora Presidente da NPO Houjin Sorriso de Criança.

Sem descendência, Marcia chegou ao Japão há 31 anos, acompanhada do marido descendente, com a ideia de ficar apenas dois anos e voltar para o Brasil. Já são 23 anos dedicados à educação.

¨Cheguei a voltar para o Brasil, mas estou aqui por causa do trabalho na escola, com as crianças. Posso dormir cansada, mas acordo sempre animada. Amo minha profissão¨, diz a professora.

E Emerson sonhou ser jogador de futebol e chegou a jogar nos juniores do clube Vasco da Gama, mas uma fratura no punho acabou precocemente com a carreira.

Bacharel em Educação Física, começou a trabalhar em escola, sempre voltado para a prática do esporte.

 

Amistoso em Gunma (Cedida)

 

Teve amigos descendentes e queria vir conhecer o Japão. ¨Hoje é um sonho realizado, graças ao visto de trabalho concedido pela escola. Meu trabalho é meu lazer¨, afirma.

E o anfitrião do bate-papo foi o podcaster Carlinhos Vilaronga. Ele é graduando em Marketing, fundador da Nabecast Podcasts & Multimedia, apresentador dos podcasts Você também Pod!cast e Diálogos Mochiori e um dos idealizadores do Coletivo Podosfera Nipo-brasileira.

Projeto Integração

Para chegar nos Jogos Escolares Brasileiros, a história começa anos atrás.

Na escola que dirige, Marcia queria intensificar a prática de modalidades esportivas. ¨Nossa educação física tinha só a brincadeira de queimada¨, recorda-se, rindo.

Emerson chegou em agosto de 2015 e começou a implantar a prática de esportes.

Conversando com professores de outras escolas, em 28 de abril de 2016 Emerson reuniu os alunos em uma excursão para Gunma, para disputar vôlei e futebol de salão com os alunos da Escola Paralelo.

No mesmo ano, em agosto, foi a vez da Escola São Paulo, em Anjo (Aichi).

Mas os alunos e professores das escolas visitadas também queriam retribuir. Foi quando Marcia conseguiu o espaço do Ecopa, em Fukuroi.

¨Ali surgiu, em 2017, o Torneio Integração, com 9 escolas e 280 alunos disputando vôlei masculino e feminino e futebol masculino¨, relembra a diretora.

Em 10 de setembro de 2018 aconteceu um novo torneio, dessa vez com 320 participantes.

E em 2019, no dia 6 de julho, a terceira versão do Torneio, com a participação de 400 alunos.

Por causa da pandemia do Coronavírus, em 2020 não houve campeonato.

Mas em 2021, a última edição do torneio foi disputada no Arena Hamamatsu, com 16 escolas.

Nesse ano, a diretora foi pedir apoio ao Consulado de Hamamatsu. Recém chegado, o embaixador Aldemo Garcia aceitou colaborar e sugeriu fazer algo maior ainda.

Ele então pediu, e algum tempo depois, o governo japonês aceitou alugar o estádio Ecopa, com toda a infraestrutura.

O ano era 2022. Em três meses foi tudo organizado. Atletismo, tênis de mesa e xadrez para envolver os alunos menores; e vôlei e futebol, para os maiores.

¨Assim começou nossa primeira Olimpíada Escolar¨, relembra Emerson.

Ao que Marcia completou: ¨Fomos unindo forças. O embaixador tem uma força diferente. Põe a mão na massa e corre atrás¨.

JEBRA Japão

Oficialmente chamado de JEBRA Japão 2023, os Jogos Escolares Brasileiros serão realizados no próximo dia 22 de julho, no Estádio Ecopa, em Fukuroi.

O objetivo principal é promover a integração dos atletas da nossa comunidade e incentivar a prática de esportes. A previsão é que participem cerca de 1.000 jovens atletas.

 

Torneio Integração em 2017 (Cedida)

 

A iniciativa é da NPO Sorriso de Criança e conta com o apoio do Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka), através do Cônsul Aldemo Garcia, do Ministério dos Esportes do Brasil e de várias celebridades do mundo esportivo, como a ministra Ana Moser, o mesa-tenista Hugo Hoyama e o craque Zico.

As inscrições ainda podem ser feitas para participar do campeonato.

¨Já temos 21 escolas confirmadas e esperamos receber cerca de 1000 atletas, entre 5 e 18 anos de idade¨, informa Marcia.

Emerson complementa: ¨Esse ano temos uma proporção maior. Ano passado recebemos 4 mil pessoas na Olimpíada. E agora esperamos de 8 a 10 mil pessoas¨.

Os organizadores falaram ainda das atrações no dia do evento, como caminhão simulador de terremoto, praça de alimentação, brinquedos para as crianças e o sorteio de um automóvel.

Outro assunto importante foi a campanha de financiamento coletivo (crowdfunding) que está acontecendo.

As contribuições começam em dois mil ienes e, para cada valor, existem prêmios, sendo a bola com o autógrafo de Zico um dos mais cobiçados.

¨O custo é muito elevado e a ajuda de todos é importante¨, destaca Emerson.

Zico é o padrinho da campanha. Mas você também pode ajudar na realização dessa festa esportiva.

Para contribuir, acesse o link aqui. (https://apoie.jebrajapao.com/).

Marcia finaliza: ¨Temos que pensar no futuro das nossas crianças¨.

Para ouvir o podcast na íntegra, clique aqui (https://open.spotify.com/episode/3bupOIXFbctqOwC82HcgZ6)

 

Explosão de emoções: O vídeo oficial do JEBRA Japão 2023 está no ar!

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Os corações estão acelerados e a contagem regressiva para o JEBRA Japão já começou!

E se você já está contando os dias para vivenciar toda a energia e alegria dessa celebração esportiva, temos uma ótima notícia: O JEBRA Japão 2023 apresenta o seu vídeo oficial! Prepare-se para viver um pouquinho da emoção e do espírito contagiante desse evento esportivo único.

Acompanhe no vídeo uma jornada emocional que captura a essência do evento, transmitindo toda a emoção, integração cultural e a paixão pelo esporte que permeiam cada momento. Se você quer sentir o pulsar da adrenalina, a conexão entre atletas e torcida, e a celebração da diversidade cultural, esse vídeo é a porta de entrada para essa incrível experiência.

Trilha sonora arrebatadora

A trilha sonora escolhida para acompanhar as imagens foi cuidadosamente construída para elevar ainda mais a atmosfera do JEBRA Japão. Cada nota, cada batida, cada melodia é um convite para se entregar ao ritmo vibrante do evento e se emocionar com cada conquista, cada sorriso e cada superação dos jovens atletas.

Com apenas alguns minutos, o vídeo oficial do JEBRA Japão vai transportar você para o centro das competições, para as arquibancadas pulsantes e para a energia contagiante que envolve todos os participantes. É uma oportunidade única de vivenciar um pouco do que torna o evento tão especial e inspirador.

Convide seus amigos, compartilhe nas redes sociais e deixe que essa experiência maravilhosa contagie a todos ao seu redor. O JEBRA Japão está apenas começando e você não pode ficar de fora dessa jornada épica!

Seja bem-vindo ao JEBRA Japão 2023 – onde a magia do esporte acontece! #BORAPROGAME

 

 

 JEBRA Japão: A grande festa do esporte – Emoção e diversão para todos!

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É com grande entusiasmo que convidamos vocês a participarem do JEBRA Japão 2023, um evento esportivo único que tem como objetivo promover a união, a cultura e o senso de pertencimento à nossa amada pátria, o Brasil. Realizado para alunos das escolas brasileiras no Japão e alunos estrangeiros de escolas japonesas, o JEBRA Japão é um encontro marcante para todos nós!

O JEBRA Japão vai além de uma simples competição esportiva. Ele é um momento de celebração da nossa identidade, em que podemos nos reunir, compartilhar experiências, construir memórias e orgulhosamente manifestar nossas raízes brasileiras. Participar deste evento é uma oportunidade de se conectar com a nossa cultura, reviver tradições e nutrir o sentimento de pertencimento à nossa nacionalidade.

Para tornar esse sonho realidade, contamos com o apoio de figuras ilustres do esporte e do Brasil. O lendário jogador de futebol Zico e a ministra dos esportes no Brasil, Ana Moser, estarão presentes no JEBRA Japão 2023, trazendo consigo sua expertise e inspiração. O apoio dessas personalidades ressalta a importância desse evento para a comunidade brasileira e fortalece ainda mais o senso de união e orgulho entre todos nós.

No entanto, sabemos que realizar um evento dessa magnitude demanda recursos financeiros. É por isso que convidamos vocês a se juntarem a nós na plataforma de contribuição coletiva que auxiliará na realização do JEBRA Japão 2023. Por meio desse crowdfunding, cada um de nós tem a oportunidade de contribuir de acordo com suas possibilidades, tornando-se um participante ativo e fundamental na concretização desse evento tão significativo para a nossa comunidade.

 

Sua contribuição não apenas ajudará na viabilização do JEBRA Japão 2023, mas também terá um impacto duradouro na vida dos alunos das escolas brasileiras no Japão e dos alunos estrangeiros das escolas japonesas. Ao apoiar esse evento, você estará incentivando o desenvolvimento de jovens talentos, promovendo a inclusão social e fortalecendo os laços culturais entre o Brasil e o Japão.

Contribua no crowdfunding do JEBRA Japão 2023 e desfrute de benefícios exclusivos! Ajude a realizar esse evento incrível e ganhe recompensas especiais, como brindes personalizados.

Para colaborar, acesse a plataforma e faça sua contribuição.

É importante destacar a importância das escolas brasileiras no Japão para compreender o papel que essas instituições desempenham na formação e no desenvolvimento de indivíduos. As escolas brasileiras não apenas oferecem educação acadêmica, mas também se tornam centros de convivência e troca cultural, onde os estudantes têm a oportunidade de aprender sobre a história, a língua e a cultura do Brasil. Essas instituições contribuem para a construção de pessoas boas para a sociedade, que valorizam suas origens e estão preparadas para enfrentar os desafios da vida em um contexto multicultural.

Participe do JEBRA Japão 2023 e faça parte dessa celebração única de nossa identidade brasileira no coração do Japão. Contribua para o crowdfunding e junte-se a nós nessa jornada emocionante!

Para mais informações sobre o JEBRA Japão 2023 e como contribuir, acesse nosso site oficial em https://jebrajapao.com/. Juntos, podemos tornar esse evento inesquecível e fortalecer os laços com o Brasil!

Contamos com a sua presença e apoio.

Comitê Organizador do JEBRA Japão 2023

Comidas para enfrentar o verão no Japão

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A gente sabe, mas todo ano se surpreende: o verão no Japão é quente demais! Quem não está aqui e ouve a gente falar em temperaturas de 30, 35 graus pode achar que é moleza. Mas com sensação térmica que passa dos 40, ninguém aqui sente saudades do verão brasileiro. A parte boa é que as estações são bem definidas no Japão e isso quer dizer que o verão logo passa. Mas também é a oportunidade de comer coisas que rolam só nessa época ou, ainda, que ficam muito mais gostosas junto com o calorão. Se liga em cinco dicas para comer (bem) neste bafo do capiroto que é o verão japonês.

 

Zaru soba (ざるそば)

Soba é um macarrão de trigo sarraceno, um grão muito popular no Japão. Com baixa quantidade de glúten, é um tipo de massa excelente para quem quer diminuir a ingestão desta proteína. Além disso, o macarrão é leve e delicioso. Onipresente na dieta japonesa, o soba ganha uma versão gelada no verão servida numa espécie de cesto  feito de palha, usado para drenar a água do cozimento. Este cesto-peneira é o zaru que dá nome ao prato.

O macarrão é servido frio e vem acompanhado de um caldo geladinho chamado tsuyu, feito com molho de soja shoyu, saquê doce mirin e o dashi, um caldo extraído do cozimento da alga konbu com flocos de bonito seco e defumado katsuobushi. O balanço do tsuyu é essencial na hora de compor o sabor do prato.

Por fim, o zaru soba vem à mesa com wasabi e cebolinha, que são colocados  a gosto no tsuyu para dar um toque picante ao prato. Na hora de comer, basta mergulhar o macarrão no caldo e pronto! Refrescante e nutritivo!

 

Unagi

Um dos peixes do verão japonês, a enguia é chamada em japonês de unagi (lê-se “unagui”). Num poema satírico que faz parte do Man’yoshu, a mais antiga coletânea japonesa de poesias, o personagem Iwamaro é ironizado pela sua magreza. “Magrelo desse jeito, será que estás vivo? Com um corpo desses, quando entrares na água para pescar unagi, é capaz do rio te levar. Para com isso!”, diz o texto que deixa a dica para o rapaz: “coma unagi!”. Isso data do século 8, ou seja, quase 800 anos antes do Brasil ser encontrado pelos portugueses!

Hoje, sabemos que a enguia é um super alimento. Ela contém uma grande quantidade de cálcio e vitaminas B, D e E, necessários para encarar o calorão japonês. Além disso, o peixe é delicioso.

No Japão, são feitos preparos para a enguia. O kabayaki é o peixe cozido e temperado com um molho adocicado chamado tarê. Desse modo, a enguia pode ser servida na caixa laqueada (unaju) ou na tigela (unadon), em cima de uma generosa porção de arroz. Já o shirayaki é o peixe grelhado e levemente temperado com sal, o que ressalta o sabor do ingrediente. De ambos os modos, o unagi é um jeito delicioso de enfrentar o calor japonês.

Melancia

Sim, a fruta conhecida por ter água em mais de 90% de sua composição é muito popular aqui no Japão, onde é chamada de suika (西瓜). O nome japonês é derivado da língua chinesa e quer dizer “melão que veio do oeste”. Isso porque a melancia foi introduzida na China pela Ásia Central, que fica a oeste do país.

Rica em vitaminas e minerais, a melancia contribui no aumento da imunidade, tem efeito diurético e ajuda a prevenir o entupimento das artérias. Isso tudo, claro, além de hidratar o corpo.

O Japão ficou conhecido mundo afora pelas caríssimas melancias quadradas, produzidas de forma especial e vendidas pelos olhos da cara. Mas não se espante. É possível encontrar a fruta em mercados regulares por preços bem acessíveis.

 

Edamame (枝豆)

A vagem da soja ainda verde é aquele tipo de coisa que você fica se perguntando porque demorou tanto para conhecer. Isso porque, fora da Ásia, ainda é novidade o consumo dos grãos verdes da soja. Mas isso está mudando! No Brasil, por exemplo, já existem restaurantes que servem o edamame, um excelente petisco para acompanhar aquela cervejinha gelada.

As vagens são cozidas em água com sal a gosto e, no verão, são resfriadas. Na hora de comer, basta retirar cada grão com a boca mesmo, sem cerimônia. O salgadinho que fica na vagem ajuda a realçar o sabor. Rico em vitaminas A, C e do complexo B, além de cálcio, potássio e fósforo, o edamame também é considerado um super alimento e vai bem com outras bebidas, como o saquê que pode ser servido, olha só, geladinho nessa época do ano!

 

Goya Champuru (ゴーヤチャンプルー)

Prato da gastronomia de Okinawa, no sul do país, o champuru é uma espécie de refogado feito com queijo de soja tofu e ovo, vegetais e algum tipo de carne ou peixe. Pode ser enquadrado na categoria “mexidão” que o povo aprecia muito no Brasil. (Aliás, champuru quer dizer exatamente isso, na língua léquia, falada pelo povo de Okinawa).

O goya do nome do prato é chamado em português de melão-de-são-caetano, apesar de ter sido levado para a nossa terrinha pelos okinawanos. Muita gente foge desse prato justamente por causa desse ingrediente. É que o melão-de-são-caetano é amargo e leva tempo para se acostumar com o sabor dele. Mas quem passa dessa fase costuma ficar viciado no prato!

Aliás, o goya também está na categoria de super alimentos e seu consumo é considerado um dos fatores da conhecida longevidade do povo do arquipélago de Okinawa. O legume possui um nutriente chamado polipeptídeo P que reduz o apetite e ajuda a diminuir o nível de açúcar no sangue, ajudando no combate ao diabetes. Como se tudo  fosse pouco, o goya ainda ajuda também a combater o calor.

E aí? Gostou das dicas? Compartilhe com a família e com os amigos! Mantenha firme a hidratação e adote cuidados essenciais para que todo mundo fique bem neste verão!

Quer mais iguaria de verão? Conheça o kakigori.

JEBRA Japão será tema de podcast

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Continua a campanha de apoio financeiro

 

Está chegando a hora de saber um pouco mais sobre os Jogos Escolares Brasileiros. Na próxima terça-feira, 27, será transmitido o podcast ¨JEBRA 2023 # BORA PRO GAME¨, que será apresentado no podcast ¨Diálogos Mochiyori¨, realizado pela Nabecast.

A ideia surgiu durante uma conversa. ¨Na ocasião fui apresentado à Marcia e ao conversar sobre o JEBRA e sobre minhas atividades com podcast relacionadas à educação e bem-estar, falamos sobre uma possível série para contribuir com a divulgação da iniciativa¨, relembra Carlinhos Vilaronga.

Graduando em Marketing, ele é fundador da Nabecast Podcasts & Multimedia, apresentador dos podcasts Você também Pod!cast e Diálogos Mochiori. É também um dos idealizadores do Coletivo Podosfera Nipo-brasileira.

 

Assista ao vivo o podcast (Divulgação)

 

Também participam da organização do podcast, o diretor técnico e idealizador do evento, professor Emerson Mendes Castro e a professora Marcia Rubio da Rocha, citada por Carlinhos, que é organizadora dos Jogos e Diretora Presidente da NPO Houjin Sorriso de Criança.

Na live, que também será gravada, os participantes vão abordar a história do JEBRA e as atividades que aconteceram na edição de 2022, quando ainda eram chamadas de Olimpíadas Escolares.

¨Além da live, pretendemos gravar pelo menos 5 episódios curtos, entrevistando um atleta ou ex-atleta e incluindo depoimentos de alguns jovens que competirão no JEBRA 2023¨, explica Carlinhos.

JEBRA Japão

Oficialmente chamado de JEBRA Japão 2023, os Jogos Escolares Brasileiros serão realizados no próximo dia 22 de julho, no Estádio Ecopa, em Fukuroi (Shizuoka).

O objetivo principal é promover a integração dos atletas da nossa comunidade e incentivar a prática de esportes. A previsão é que participem cerca de 1.000 jovens atletas.

A iniciativa é da NPO Sorriso de Criança e conta com o apoio do Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka), através do Cônsul Aldemo Garcia, do Ministério dos Esportes do Brasil e de várias celebridades do mundo esportivo, como a ministra Ana Moser, o mesa-tenista Hugo Hoyama e o craque Zico.

Apoio financeiro

Apesar do apoio do governo brasileiro, através do Consulado e do Ministério dos Esportes, o JEBRA Japão será totalmente financiado pela iniciativa privada e com o apoio da comunidade, através de uma campanha de financiamento coletivo.

A Out-sourcing Co. é a patrocinadora oficial do JEBRA Japão 2023. Há mais de 25 anos, ela tem se destacado como uma das principais empresas de terceirização e recrutamento de mão de obra no Japão.

Outra grande ajuda vem do Banco do Brasil, que atende milhares de pessoas, auxiliando, por exemplo, no envio de dinheiro do Japão para o Brasil.

Porém, esses apoios não são suficientes.

Por isso, convidamos você, pai, mãe, tio, tia, empresário, torcedor, a ser um padrinho e se juntar na nossa campanha de contribuição coletiva do JEBRA Japão 2023, que vai até 23 de julho e cujo principal objetivo é conseguir aporte financeiro para viabilizar a realização do evento.

 

Evento pretende reunir mil atletas (Divulgação)

 

O padrinho oficial da campanha de arrecadação é o craque Zico, lenda do futebol mundial e considerado um deus pelos torcedores japoneses e brasileiros.

A meta é conseguir 20 milhões de ienes. E para isso, são 12 tipos de planos de apoio, que vão desde 2 mil ienes até 3 milhões de ienes.

A colaboração poderá ser paga por Paypal, depósito bancário, boleto para pagamento em loja de conveniência e em envelope.

Cada apoiador receberá uma recompensa exclusiva, que vai variar de acordo com o valor: serão cartas de agradecimento, caneca e camiseta exclusiva do evento, ecobag, boné, e, talvez, o prêmio mais cobiçado por todos: uma bola autografada por Zico.

Colabore com a campanha de contribuição coletiva JEBRA Japão e faça parte dessa história.

Acesse a plataforma oficial para colaborar acessando o link https://apoie.jebrajapao.com.

 

SERVIÇO

Podcast JEBRA JAPÃO # BORA PRO GAME

Data: 27 de junho (terça-feira)

Horário: 20h30 (horário do Japão) e 8h30 (horário do Brasil)

Links diretos para a transmissão ao vivo:

Facebook: https://www.facebook.com/events/1418123472314629

YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=AhSEktH7F-E

Diálogos Mochiyori no Spotify:

https://open.spotify.com/show/487uXCcKUH15Sy3oGyHWNN

 

#BORAPROGAME

 

 

Começa a contagem regressiva do JEBRA Japão 2023

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Organização anuncia algumas novidades

 

Estamos há um mês exato do JEBRA Japão 2023, que tem como objetivo principal promover a interação entre jovens atletas da nossa comunidade e incentivar a prática de esportes em um ambiente saudável e divertido.

Oficialmente chamado de JEBRA Japão, os Jogos Escolares Brasileiros serão realizados no próximo dia 22 de julho, no Estádio Ecopa, em Fukuroi (Shizuoka).

A iniciativa é da NPO Sorriso de Criança e conta com o apoio do Consulado-Geral do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka), do Ministério dos Esportes do Brasil e de várias celebridades do mundo do esporte, como o mesa-tenista Hugo Hoyama, a ex-jogadora de vôlei Leila e a ministra dos Esportes do Brasil, Ana Moser.

O evento está sendo preparado com todo carinho. Para aqueles que quiserem imortalizar o momento tirando uma foto, no estádio haverá um local preparado especialmente, com um fundo com a logomarca do JEBRA Japão.

Podcast

Outra novidade preparada pela organização será o podcast do JEBRA Japão.

Uma live com transmissão ao vivo está agendada para a próxima terça-feira, 27, a partir das 20h30 (horário do Japão).

¨Inicialmente a ideia é fazer pelo menos 5 episódios curtos entrevistando um atleta ou ex-atleta e incluindo depoimento de alguns jovens atletas que competirão no JEBRA 2023¨, explica Carlinhos Vilaronga, que vai comandar a plataforma.

Graduando em Marketing, ele é fundador da Nabecast Podcasts & Multimedia, apresentador dos podcasts Você também Pod!cast e Diálogos Mochiori. É também um dos idealizadores do Coletivo Podosfera Nipo-brasileira.

Também participam da organização do podcast, o diretor técnico e idealizador do evento, professor Emerson Mendes Castro e a professora Marcia Rubio da Rocha, organizadora dos Jogos e Diretora Presidente da NPO Houjin Sorriso de Criança.

Um dia para celebrar

Durante o evento, serão disputadas diversas modalidades esportivas, desde as mais tradicionais, como futebol, vôlei e tênis de mesa, até mesmo provas de atletismo e partidas de xadrez.
Uma excelente oportunidade para os jovens atletas mostrarem suas habilidades e competências, além de terem a chance de interagir com a cultura verde e amarela.

Além das competições emocionantes, o JEBRA Japão 2023 contará com uma praça de alimentação de food trucks, oferecendo diversas opções de comidas e bebidas para garantir a energia dos participantes e visitantes, além de atividades recreativas e atrações durante todo o evento.

Será um ambiente perfeito para reunir a família e amigos e celebrar, juntos, a conquista de cada equipe.

Patrocinador Oficial

Somando forças e apoio ao evento, a Out-sourcing Co. acaba de ser anunciada como a patrocinadora oficial do JEBRA Japão 2023.

Há mais de 25 anos, a Out-sourcing Co. tem se destacado como uma das principais empresas de terceirização e recrutamento de mão de obra no Japão, com um compromisso firmado com a sociedade e a geração de oportunidades de emprego e de crescimento educacional em todo o mundo.

Essa nova parceria é movida por um objetivo em comum: incentivar a integração cultural e promover o desenvolvimento dos jovens atletas da comunidade brasileira residente no Japão.
Ambas as partes compartilham da crença de que o esporte tem o poder de unir pessoas, quebrar barreiras e transformar vidas.

Campanha de contribuição coletiva

Desde o dia 27 do mês passado, está sendo realizada a campanha de contribuição coletiva do JEBRA Japão 2023, cujo principal objetivo é conseguir aporte financeiro para viabilizar a realização do evento.

O financiamento coletivo, também conhecido como crowdfunding, consiste na obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo através da agregação de múltiplas fontes de financiamento, seja de pessoas físicas ou empresas.

E para viabilizar a participação desses jovens e promover a integração esportiva, a campanha destaca a importância de cada contribuição para alcançar o sucesso do evento.
O padrinho da campanha de arrecadação é o craque Zico, lenda do futebol mundial.

Em vídeo, ele diz: ¨É muito importante para nós, brasileiros que estão fora do país, fortalecer o senso de pertencimento das nossas crianças pela sua terra natal. E o JEBRA Japão é uma oportunidade incrível para isso¨.

Você pode contribuir até 23 de julho.

A meta é conseguir 20 milhões de ienes. E para isso, são 12 tipos de planos de apoio, que vão desde 2 mil ienes até 3 milhões de ienes.

A colaboração poderá ser paga por Paypal, depósito bancário, boleto para pagamento em loja de conveniência e em envelope.

Cada apoiador receberá uma recompensa exclusiva, que vai variar de acordo com o valor: serão cartas de agradecimento, caneca e camiseta exclusiva do evento, ecobag, boné, e, talvez, o prêmio mais cobiçado por todos: uma bola autografada por Zico.

Colabore com a campanha de contribuição coletiva JEBRA Japão e faça parte dessa história.

Acesse a plataforma oficial para colaborar acessando o link https://apoie.jebrajapao.com.

 

#BORAPROGAME

 

VANIA FERRARI E ANNA NOGUEIRA

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O sucesso de uma empresa não se resume apenas à sua estrutura física, ao seu produto ou serviço oferecido. Um dos pilares fundamentais para a consolidação e crescimento de qualquer organização é a gestão eficiente de Recursos Humanos.

O setor de RH desempenha um papel estratégico na empresa, atuando como um elo essencial entre o empresário e os colaboradores. Os Recursos Humanos vai além da contratação e demissão de funcionários, envolvendo diversas atividades relacionadas ao gerenciamento e desenvolvimento dos talentos dentro da organização. A área desempenha um papel fundamental na consolidação de uma empresa, promovendo a gestão adequada das pessoas e o desenvolvimento de suas competências e habilidades.

E na matéria especial de capa da Revista Guia JP deste mês, temos o prazer de trazer uma entrevista exclusiva com duas mulheres inspiradoras, Vania Ferrari e Anna Nogueira, que recentemente realizaram uma incrível viagem pela Ásia, com destaque especial para sua visita ao Japão. Além de serem aventureiras, Vania e Anna também são conhecidas por seu canal no YouTube, “Vania Ferrari e Anna: Pensamentos Transformadores”, que se tornou um verdadeiro sucesso desde sua criação em 2014.

Elas mantêm o canal “Vania Ferrari e Anna: Pensamentos Transformadores

https://www.youtube.com/@vaniaferrari_annanogueira

Com 63 mil inscritos, mais de 500 vídeos publicados e 1 milhão e 200 mil visualizações (Tudo isso até o momento desta entrevista), seu canal é considerado o maior sobre gestão de carreira e RH do Brasil. Preparem-se para se encantar com as histórias e conhecimentos compartilhados por Vania Ferrari e Anna Nogueira.

Suas experiências na Ásia e sua visita ao Japão certamente abrirão nossos horizontes e nos inspirarão a buscar nossos próprios caminhos transformadores.

Confira, a seguir, a entrevista exclusiva concedida à revista Guia JP.

GUIA JP: Estamos com duas especialistas em RH, com um currículo invejável e grande bagagem de mercado. Por favor, se apresentem.

VANIA FERRARI: Sou administradora e tenho MBA em gestão de pessoas, que é o assunto que eu mais gosto no mundo, isto é, sobre gente. Brinco que eu tenho uma cara de maluca, mas eu sou CDF e gosto de estudar e essa é um pouco da minha história acadêmica. Profissionalmente falando, eu tenho passagens por diferentes marcas.Comecei a trabalhar com 16 anos, e estou com 52. Lá se vão muitos anos, mais de 30 anos nas mais diferentes empresas como colaboradora e depois como líder, gestora e diretora dessas empresas.

ANNA NOGUEIRA: Sou bióloga de formação e especialista em Inovação e Criatividade pela PUC de São Paulo. Tenho experiência em sustentabilidade corporativa, atuei por mais de 15 anos nessa área, implementando as estratégias de sustentabilidade e de diversidade das empresas.

VANIA: Nós temos uma empresa de treinamento e desenvolvimento chamada “Pensamentos Transformadores”, que criamos juntas em 2013. Então, esse ano a nossa empresa faz 10 anos e nós temos viajado o Brasil e o mundo para treinar profissionais nas diferentes marcas. Isso abrange desde o chão de fábrica até o conselho administrativo, treinamento de liderança, treinamento comportamental e técnico. Atuamos sempre com o objetivo de fazer as pessoas trabalharem felizes, serem produtivas e conseguirem grana para suas vidas e para suas famílias, de um jeito mais leve e ao mesmo tempo produtivo.

GUIA JP: Qual é a importância do RH nas empresas?

VANIA: RH é a vida de uma companhia. A área de desenvolvimento humano e organizacional é o coração de uma empresa. Isso porque é ela que captura no mercado os profissionais mais corretos para cada área e que vão fazer a coisa acontecer. Se você tem as pessoas certas nas posições corretas dentro de uma empresa, você tem tudo para dar certo. Nosso trabalho é assessorar as empresas desde o processo de recrutamento e seleção para atração dos talentos até o processo de desligamento. Passamos um treinamento para que as pessoas conheçam a missão, visão e os valores daquela empresa em que estão entrando. Falamos sobre treinamento técnico e comportamental, inclusive, a gente tem um slogan que tem tudo a ver com isso: “O profissional do século 21 tem que ser bom e bom. Ele tem que ser bom tecnicamente e ter bom coração.” Depois do treinamento dos colaboradores, tem um momento importante de feedback. A gente treina os líderes e os liderados para receberem e darem feedbacks e a comunicarem o que o profissional está fazendo bem e o que ele está fazendo mal, executando isso de tal forma que a pessoa se sinta desafiada a melhorar profissionalmente. Depois tem a parte diária de comunicação, e uma das falhas mais comuns das empresas é se comunicar mal com o colaborador, não fazer com que ele entenda qual é o papel dele na organização e em que momento a organização está. É um ato contínuo dar essa comunicação, esse feedback, esse estímulo e gerar o engajamento e a motivação para que esse colaborador cresça dentro da companhia. Esse é o nosso grande trabalho.

ANNA: Tudo isso está intimamente relacionado com as práticas SG que o mercado tanto tem falado. Quando a gente olha especificamente para as práticas sociais, estamos falando do cuidado com as pessoas, sejam elas os colaboradores, líderes, os clientes ou a sociedade. Então o RH tem um papel muito importante para essa agenda ser vivida realmente nas organizações.

GUIA JP: Tenho a impressão de que as pequenas empresas, principalmente no Brasil, não ligam muito para o RH, isto é, contratam do jeito que dá. Existe uma estatística sobre quanto as empresas investem em RH no Brasil?

ANNA: Tem um importante relatório de remuneração e de tendências para o mundo do trabalho que, na edição deste ano de 2023, aponta que as pequenas e médias empresas têm o desafio e estão acelerando o processo de profissionalização do RH. Então há investimento para capacitar esses profissionais, para contratar gente que tem experiência na área, para os processos acontecerem de acordo com a necessidade do nosso tempo. Com o cuidado com essas pessoas, com o desenvolvimento desses profissionais, isso tende a se acelerar nos próximos anos.

GUIA JP: Existem algumas características da comunidade brasileira no Japão. A começar que a empresa de RH é conhecida como empreiteira (Empresa de terceirização). Dentro dessa empreiteira tem uma figura conhecida como Tantousha. Na prática, é como se ele fosse o responsável por um grupo de pessoas dentro de fábrica. Quais seriam as características ideais desse líder que vai contratar?

VANIA: Primeiro, e antes de qualquer coisa, todo mundo que trabalha com o desenvolvimento humano precisa gostar de gente. Em primeiro lugar, precisa gostar de se relacionar, de conhecer as histórias das pessoas, de conhecer as vidas dessas pessoas para compreender para onde vai cada pessoa que ela entrevista. Porque tem gente que vai funcionar muito bem num trabalho mecânico e diário ou vai funcionar durante algum tempo nessa função, porque ela tem um desejo que é ou juntar dinheiro, ou ajudar a família ou comprar algum bem que deseja. Isso motiva essa pessoa por algum tempo nesse trabalho mecânico. Se esse líder que está entrevistando essa pessoa souber qual é o sonho dela, ele consegue colocar essa pessoa numa posição que atenda suas necessidades nesse momento. Depois, ele pode ficar atento para mudar essa pessoa de função aonde ela vai performar melhor. Em segundo lugar, ele precisa estudar. Estudar não é voltar para a cadeira da faculdade ou de um curso técnico. Hoje, com a tecnologia, você consegue estudar da sala da sua casa. O nosso canal no YouTube, por exemplo, se propõe a ajudar essas pessoas a estudar estando em casa. “De volta ao mundo do trabalho” é o nome do nosso projeto. Nele, entrevistamos brasileiros e brasileiras, assim como você, para entender sobre os mercados, e isso vira conteúdo que a gente posta lá no canal. Os tantoushas do mundo inteiro podem colher informação lá. E a gente traz informação técnica para esse cara estudar, para essa mulher estudar e entender como recrutar bem, como treinar bem, como observar o momento certo de pegar aquele profissional que é uma joia rara e colocar numa outra função.

GUIA JP: Fale mais sobre o canal de vocês no YouTube.

VANIA: O canal se chama “Vania Ferrari e Anna: Pensamentos Transformadores” Quando eu comecei o canal, a Anna ainda estava nas empresas, com um importante papel num banco. Então, a princípio, o canal era só meu e, por acaso, a gente registrou como Vania Ferrari. Hoje, se você entrar lá, vai ver cinco anos de conteúdos meus e da Anna, onde a gente fala sobre todos os assuntos. Dentro do nosso canal, você busca por palavra-chave. Então, por exemplo, eu quero um treinamento sobre feedback. É só digitar o tema e você vai encontrar uns três, quatro vídeos sobre feedback. Um dos vídeos mais vistos é o da Anna, que ela fala sobre Práticas SG.

ANNA: Uma coisa que a gente tem o cuidado de fazer é produzir um conteúdo que simplifica conceitos. Então não importa o segmento no qual você atua, ali você vai encontrar conteúdo que te orienta para o desafio que você estiver naquele momento. São dez, quinze minutos cada vídeo, com uma aula completa sobre cada tema. É o jeito que a gente encontrou de democratizar o acesso ao conhecimento. A formação executiva não é acessível para todo mundo, ela é cara ou ela é demorada, e os profissionais precisam resolver problemas hoje. Então ali tem diferentes temas que podem ser consumidos sem moderação pelas pessoas.

GUIA JP: Voltando ao tantousha. Que tipo específico de conhecimento ou habilidades ele deveria buscar para se especializar e superar a concorrência, considerando a necessidade de melhorar seu desempenho e sua capacidade de contratação?

VANIA: Primeiro, ele tem que ser uma pessoa organizada. Então a gente fala sobre gestão do tempo no nosso canal. Administração do tempo e técnicas para priorizar as atividades. Tem coisas que a gente faz durante o dia que nos ocupam, mas não agregam valor para o trabalho. Sabe aquele dia que termina e você fala, “Nossa, eu trabalhei tanto e estou exausta, mas não fiz nada”? Então, há técnicas de gestão do tempo, de administração de tarefas, de priorização que esses profissionais têm que desenvolver. No nosso canal no YouTube a gente estuda vários livros e publica quase que uma resenha, um resumo dessas técnicas de administração do tempo. Tem outra coisa que tem a ver com a pessoa ter um pensamento estratégico. Pensar na estratégia do negócio. O que eu preciso fazer? Como é que eu me comunico com essas pessoas? Como é que eu encontro essas pessoas? É preciso lembrar que você faz a ponte entre esses profissionais. E quais ferramentas eu vou usar, sejam elas digitais ou analógicas? Como é que eu chego nessas pessoas? E uma vez que eu recebo esse currículo, esse perfil, esse profissional na entrevista, tem que ter a técnica de entrevista. Outra questão é o que eu pergunto para essas pessoas? Como é que eu separo o joio do trigo, alguém que vai me dar muito trabalho lá na ponta que o cliente vai ficar superinsatisfeito e que rapidamente eu vou ter que substituir, comprometendo a minha reputação nessas grandes marcas que você citou? E ao contrário, como é que eu trago a pessoa certa que o meu cliente vai agradecer e falar, poxa, eu quero contratar essa pessoa, não quero nem mais que ela seja terceirizada, eu quero que ela trabalhe aqui? Isso, na verdade, é um grande troféu para esse recrutador, que é quando o cliente agradece porque ele levou aquela pessoa para a empresa. Tudo isso são técnicas que estão disponíveis lá, tanto para o recrutador quanto para o recrutado.

ANNA: A gente tem uma playlist com conteúdos para quem quer mudar de carreira ou mudar de emprego. Tem dicas para você montar o seu currículo, de como você pode comunicar quem você é nas redes sociais, como se preparar para uma entrevista, como cuidar da sua forma de se comunicar para avaliar se você está sendo claro na hora de se comunicar, para contar quem é você, a experiência que você traz; enfim, são diversas pílulas para esses profissionais que querem evoluir nas suas carreiras, independentemente da área.

GUIA JP: Fato é que existem líderes ruins. Então, como identificar isso do ponto de vista de quem precisa desenvolver líderes?

VANIA: Eu adoro esse assunto. Primeiro porque nós sabemos que existe uma crise mundial de liderança. É muito difícil você ir para a noite e não escutar na mesa do lado alguém falando mal do chefe. Eu trabalhei 30 anos em empresas, em mais de dez marcas diferentes, tive centenas de chefes, e, se três foram bons, isso foi muito. E quando eu conto essa história, as pessoas refletem e dizem a mesma coisa. Então existe uma crise mundial antiquíssima de liderança ruim. Os líderes são chefes na sua maioria, ou seja, são pessoas que não gostam de gente, mas querem resultado e acabam assediando moralmente os seus colaboradores para tentar obter resultado. Isso funciona durante algum tempo, mas não a vida toda. As pessoas espanam. A principal competência de um líder tem a ver com a capacidade de extrair o melhor do outro, e não o pior. Um líder que está sempre bravo, sempre irritado, que fala num tom alto com as pessoas, chega a mudar o batimento cardíaco delas. Então, quando esse chefe chega perto de mim, meu coração dispara, eu não oxigeno o cérebro e, portanto, vou errar. Um bom líder tem que saber que ele impacta a vida do seu colaborador. E se ele for sempre agressivo, se ele for sempre arredio, se eu tiver um ambiente hostil, as pessoas vão mais errar do que acertar. Que é o contrário do que essa pessoa quer e precisa. Para ser um bom líder você precisa saber que o seu papel é fazer as pessoas evoluírem. Que você está lá a serviço daquelas pessoas e não o contrário. Você precisa que essas pessoas performem bem. E para isso, você tem que ter inteligência emocional. E aí eu chego na sua resposta. A principal característica de um profissional neste momento é a inteligência emocional, que tem a ver com ele não confundir a vida dele com o trabalho no sentido de, se ele bater o carro, se ele teve uma briga com o síndico do prédio, chegar na empresa e não explodir com as pessoas. Ele tem que chegar na empresa, ou na fábrica, ou no ambiente de trabalho, respirar fundo e entender. “Bom, esse é mais um dia em que eu vou fazer as pessoas darem o seu melhor.”

GUIA JP: Essa pessoa pode desenvolver essa inteligência emocional?

VANIA: Sabe aquela coisa que a gente pega um ótimo técnico e transforma num péssimo líder? É basicamente isso. Tem gente que tem mais facilidade para liderar. Tem gente que tem menos facilidade. Porém, essas competências são desenvolvíveis. Se a pessoa quer ser um bom líder como um presidente de uma empresa, como uma diretora de uma empresa, como uma presidente, essa pessoa precisa estar bem. Precisa fazer uma terapia, ter um hobby, se exercitar, se alimentar bem, precisa ter a sua roda da vida, que é como a gente chama, em dia. É preciso cuidar de todos os aspectos da vida, ser uma pessoa feliz, porque gente feliz ajuda o outro, gente feliz não atrapalha o outro. O que a gente vê é muito psicopata na liderança. Tem uma pesquisa nos Estados Unidos na qual indica que tem 1% de psicopatas habitando o país. Quando você faz essa mesma pesquisa dentro das empresas você descobre que 4% são presidentes. Ou seja, uma presidência atrai psicopata. Por quê? Porque é um lugar onde eu exerço o poder, onde eu posso ser tirano, onde eu posso falar e todo mundo vai me ouvir. Com essa perspectiva, as empresas começaram a perceber que elas tinham que recrutar melhor os seus líderes, e nesse processo, trazer pessoas saudáveis emocionalmente. Pessoas que acabam o expediente e vão para casa jantar com seus familiares, brincar com seus filhos, fazer seu esporte, seu hobby, exercitar alguma outra competência emocional. São pessoas que vão ao museu, que vão ao teatro, que ouvem música. A arte é importante para destravar essas competências nos líderes. Então, é ser uma pessoa boa em primeira instância e a técnica vem depois. Eu posso aprender sobre como funciona uma empresa, como funciona um banco, um produto ou um serviço, mas se eu não for uma pessoa boa não adianta, entendeu? Isso passa por inteligência emocional.

GUIA JP: Como engajar líderes a se tornarem intraempreendedores?

VANIA: Temos um vídeo no nosso canal chamado “O bendito olhar de dono”. Eu acho que a Ana pode explicar um pouquinho sobre essa competência.

ANNA: Num primeiro momento, a gente precisa entender que olhar de dono é do dono. Se você não é o dono você não vai ter esse olhar. Mas você é dono da sua carreira. Você é dono daquele conjunto de desafios que te foram oferecidos. Então você tem que ter esse desejo de entregar o melhor, de identificar o que pode ser formado e buscar continuamente simplificar processos, trabalhar de uma nova forma, ser mais eficiente. E essas são coisas que vão fazer bem para sua carreira. Você vai olhar com orgulho para sua trajetória e vai ser bom para sua equipe, porque sempre vai ter aquele olhar de, poxa, isso a gente tem feito dessa forma, mas a gente pode fazer diferente. A gente pode usar os nossos recursos, sejam eles os recursos naturais, financeiros, o tempo, ou através da busca pela eficiência. Vamos fazer mais rápido de uma maneira mais divertida, mais inteligente. E tem uma coisa muito importante para líderes e equipes quando a gente fala de olhar de dono, de intraempreendedorismo e de inovação, que é a busca pela solução de um problema real. A gente tem que inovar olhando em longo prazo o futuro do segmento onde a gente está inserido? Sim, mas a gente também precisa entender como identificar o que é urgente e resolver, seja a forma de atender o cliente, seja a forma da linha de produção numa fábrica, enfim, todos os processos de trabalho requerem um olhar ávido por transformar, por resolver problemas. E a gente acredita que trabalhar é resolver problema.

VANIA: Eu sempre trabalhei em empresa grande, como a GE, a IBM, a Vivo, a America Online e tal. E em uma empresa grande, quarenta mil funcionários, trinta mil funcionários, cinquenta mil funcionários, você é uma pessoa que está ali fazendo o seu trabalho e se bobear ninguém te vê. Passa anos e ninguém te vê. O que eu fiz a minha vida inteira? Eu pegava a minha equipe e falava assim: “Aqui no nosso pedaço a gente vai arrebentar, a gente vai arrasar, a nossa área vai ser impecável, vai ser limpa, organizada, as nossas pessoas vão ser bem humoradas, vão ajudar as outras pessoas. A gente vai começar a ser olhado de um jeito diferente”. Fazia um pacto com a minha equipe. Quero com isso que as pessoas venham olhar, falar o que essa área faz. Que essas pessoas estão sempre alegres, entregam os resultados e batem meta. Então a gente meio que se unia em prol de fazer a nossa área brilhar. Esse é o olhar do intraempreendedor. É olhar de alguém que pega o orçamento da empresa, a equipe da empresa e usa como sua. Ser intraempreendedor é um ótimo negócio. As pessoas falam que é cafona ficar vestindo a camisa da empresa. Cafona é falar mal da empresa onde você trabalha.

GUIA JP: O que estamos falando tem a ver com a sustentabilidade da empresa?

ANNA: Isso é a prática da sustentabilidade. Porque quando a gente fala dos aspectos ambientais da agenda de sustentabilidade, parece algo distante do dia a dia. Mas toda vez que a gente busca eficiência a gente revê o jeito que está trabalhando, ou seja, a gente está sendo, consequentemente, sustentável. Quando a gente tem melhor equilíbrio do tempo, quando as pessoas conseguem entregar o que elas precisam e conseguem sair no horário, exercer suas outras funções, estudar, se divertir para além do trabalho, a gente está sendo sustentável. Então essa agenda é muito ampla e, de novo, ela está no dia a dia do trabalho de qualquer profissional, independentemente da área na qual ele atue.

GUIA JP: Queria falar sobre quem vai entrar na empresa. Vamos começar com uma ideia de gerações e fazer um resumo do que motiva cada uma delas na hora de construir uma carreira?

VANIA: Eu gosto muito de usar a arte para exemplificar o trabalho. Tem uma música do Titãs que fala “A gente não quer só dinheiro, a gente quer dinheiro, diversão e arte”. Essa geração atual requer muito isso, nunca é só dinheiro. Eles querem poder ter uma vida fluída, uma vida divertida, uma vida em que não se sintam presos a uma marca. Meu pai era metalúrgico e trabalhou 40 anos praticamente na mesma empresa. Eu, com 30 anos, trabalhei em dez marcas diferentes. Meu sobrinho de 20 anos trabalha hoje para três empresas diferentes, no mesmo dia, como freelancer. Essas diferenças acontecem, mas eu nunca associo muito à idade. Eu associo mais ao momento. Sou uma mulher de 52 anos que tem uma vida fluida. A gente é nômade digital, a gente trabalha de qualquer lugar do mundo. O que eu procuro como profissional? Eu procuro ganhar minha grana honestamente, construir relações que sejam de qualidade com as pessoas e ser feliz na minha vida, no meu casamento e na minha história. Se você for falar com qualquer pessoa, todo mundo quer mais ou menos isso. E tem gente mais ambiciosa e menos ambiciosa. Às vezes as pessoas querem ser gerente só para ganhar mais. E aí a vida dela vira um inferno porque ela não gosta de gerenciar pessoas. Então a gente tem falado muito com os RHs para que promovam essas pessoas dentro das companhias, não para serem líderes, mas para serem especialistas. Elas vão ganhar mais fazendo o que gostam. O que essas gerações procuram? A medida da sua ambição é ter a grana, a felicidade e a saúde mental que precisam. Porque estamos vivendo um momento de muita gente se afastando do trabalho por dificuldades emocionais, porque estão sendo absurdamente cobradas por algo para o qual elas não foram treinadas, num cargo para o qual elas não servem. Qual é a ambição de qualquer pessoa? Vou ganhar minha grana, vou ser feliz, ter saúde em primeiro lugar, porque sem saúde a gente não faz nada. Então a gente tem visto essa mudança. Nós temos amigas que abdicaram de um cargo mais alto, de uma cadeira no conselho administrativo, de uma presidência, para trabalhar menos horas e ter mais qualidade de vida. Vejo esse movimento acontecer em todos os lugares.

GUIA JP: Ao direcionar estratégias de marketing para as gerações mais recentes, como podemos posicionar uma empresa de forma a atrair aqueles que buscam um estilo de vida mais livre e desejam deixar um legado para o mundo, mesmo que não estejam interessados em buscar status tradicionais de emprego?

VANIA: A Anna é a especialista nesse assunto, mas é verdade, eu não quero associar meu nome a uma marca que eu não respeito. Por exemplo, quando o Elon Musk fez aquela lambança no Twitter, várias pessoas físicas e jurídicas pararam de usar o Twitter. Imediatamente. Eu não quero dar dinheiro para uma marca que faz o que ele faz com as pessoas. Isso faria mal para a minha saúde. Tem marcas que eu não uso. Todas as marcas de moda que foram pegas usando trabalho escravo, são marcas que eu não uso mais. São roupas que eu não uso mais, não compro, não passo na porta da loja. O mesmo acontece com todo mundo que tem o mínimo de consciência.

ANNA: A agenda de sustentabilidade entrou muito fortemente nos aspectos financeiros. Se eu, colaborador, vou ajudar a minha empresa a ter mais lucro, eu quero que tenha lucro uma empresa que combina com os meus valores, que está construindo um mundo onde eu quero viver, onde eu quero que os meus sobrinhos vivam e tal. Eu vou escolher trabalhar nessas marcas e vou recusar propostas em outras mesmo que o salário seja maior, porque no longo prazo, essas empresas vão deixar de existir. Você precisa seguir as práticas SG, sociais, ambientais e de governança para garantir a perenidade do seu negócio. É também uma conversa sobre valores. A mesma coisa para o consumo. Antes a gente tinha orgulho de estampar uma marca porque era uma marca de luxo ou sinônimo de modernidade. Hoje, a gente cada vez mais quer estampar uma marca que combina com os nossos valores. Vale para trabalho, vale para consumo. GUIA: É possível alcançar sucesso na carreira sem amar o que se está fazendo, considerando a perspectiva de que fazer o que se ama é fundamental para obter êxito, conforme mencionado por Steve Jobs?

VANIA: Por um tempo. Por exemplo, às vezes no primeiro emprego a gente tem que fazer algo que não necessariamente está ligado ao nosso talento, é o ofício para ganhar dinheiro. Mas sabemos que é por um tempo. Então fazemos bem feito porque tem a ver com a nossa reputação, algo que carregamos para onde formos. Já tive colaboradores na minha equipe que diziam claramente não querer trabalhar em determinada empresa. Dizia que o sonho é, sei lá, ser veterinário. E eu trabalhava numa empresa financeira. Mas eu dizia que não tinha problema, que ele seria veterinário. Só que para que isso acontecesse, era preciso passar por essa etapa, então que fizesse bem, com carinho, com dedicação e com alegria. Tem coisas no trabalho que são chatas mesmo, como, por exemplo, emitir nota fiscal. Mas se eu estou emitindo a nota fiscal é porque eu fiz um bom trabalho e estou recebendo do meu cliente. Não é que tem que amar emitir nota fiscal, ninguém ama emitir nota fiscal. Mas eu vou fazer porque é fruto ou etapa de um trabalho que eu estou construindo em longo prazo.

GUIA JP: Na prática é fazer o que der até conseguir fazer o que gosta.

VANIA: Sim, mas faz bem feito. Não faz zoado não que a conta vem, porque daqui a dez anos alguém vai pedir referência para esse empregador e você vai comprometer a sua reputação. Então faça bem feito.

GUIA JP: E eventualmente talvez o networking construído no que você está fazendo agora vai te ajudar a fazer o que você ama.

VANIA: É muito isso. Num processo de recrutamento e seleção você vai para uma entrevista, performa bem, no entanto não passa. Mas você foi elegante, educado e correto. Daqui a algum tempo essa pessoa vai te ligar para falar que para aquela vaga você não passou, mas para essa outra ela está te chamando. Mesma coisa no trabalho. O nosso trabalho é difícil de vender. A gente vai numa empresa, faz uma apresentação, passa um dia, nosso telefone toca com alguém dizendo que o marido viu a palestra na empresa dele e nos convida para palestrar na empresa dela. A gente brinca que nós somos as famosas “ninguém”, mas a gente não para de trabalhar, porque uma pessoa indica para a outra, outra indica para outra e isso chama reputação. Vale para o nosso segmento e vale para pessoa física também.

GUIA JP: Eu quero trazer um pouco para a comunidade brasileira. Mas passando um pouco da minha visão de perfil. A ideia são brasileiros que no final da década de 80 começaram a vir para o Japão, e a maioria sem qualificação técnica. Depois de vinte anos volta para o Brasil. Na opinião de vocês, é possível que essa pessoa, depois de dez, vinte anos aqui, desenvolva uma carreira a partir desse momento?

VANIA: Totalmente, principalmente no mundo que a gente está vivendo agora. Veja, a gente está envelhecendo mais, a gente está vivendo mais e, portanto, a cada dez anos você pode ser especialista numa carreira completamente diferente da que você teve hoje. Até porque nós somos multitalentosos. O ser humano é uma potência inacreditável. A gente pode aprender o que a gente quiser a hora que a gente quiser. A Tomie Ohtake começou a pintar com 40 anos de idade. Tem casos de pessoas que desenvolveram novas habilidades a partir dos 50. Eu tenho uma mãe de 83 que faz aula de piano e faz aula de inglês. Então não existe mais essa limitação. Isso mudou. Então você pode, sim, com dedicação e vontade, fazendo as escolhas certas, desenvolver habilidades em qualquer carreira para qualquer coisa. Existem caminhos, técnicas, fontes que você tem que procurar, mas qualquer pessoa pode fazer qualquer coisa. No nosso caso foi assim. A nossa empresa de treinamento e desenvolvimento tem 10 anos. E no comecinho eu tive que aprender coisas novas. Eu sempre fui CLT, eu nunca pensei em ter uma empresa. Eu tinha medo de ter empresa. Imagine, meu pai era metalúrgico, então eu tinha medo de abrir uma empresa não sabendo como é que eu pagaria imposto, como se calculava um, ou até mesmo como é que se fazia para ter um contador. Eu achava muito complicado, mas quando eu abracei essa carreira de treinamento e desenvolvimento, que eu tive que criar uma empresa, eu criei do zero. Eu fui fazer as redes sociais do zero, eu fui fazer contato do zero, eu fui fazer network do zero e eu já tinha 40 anos.

GUIA JP: Que dica vocês dariam para um brasileiro Buscando desenvolver uma carreira mais qualificada depois de vinte anos no Japão, seja aqui ou no Brasil?

VANIA: Brasileiro é aguerrido, brasileiro é maravilhoso e você sabe que a gente está fazendo essa turnê e a gente está falando com brasileiros em cada um desses países. A gente falou com o pessoal em Bangkok, em Melbourne, em Singapura e em Oakland. E hoje vamos falar com uma galera de brasileiros aqui no Japão. O brasileiro tem essa característica, ser aguerrido, de ser um povo divertido, de ser um povo mão na massa, então esse é o primeiro ponto, você ter vontade de fazer as coisas e você não ter medo, porque o medo bloqueia a gente. Obstáculo todo mundo vai enfrentar, isso se chama vida. A vida é cheia de percalços. Não estou ignorando aqui que tem gente que tem mais privilégios e tem gente que tem menos privilégios, mas uma vez que você é brasileiro, o primeiro ponto é leia, estude, fale com as pessoas, se mexa, dê os seus pulos, entendeu? Seja uma pessoa sacudida, que vai ligar para as pessoas, que vai mandar e-mail, que vai conversar, que vai atrás daquilo que você almeja, seja lá o que for. Isso a gente está vendo acontecer, brasileiros chegando nesses países pelos quais passamos com a cara e com a coragem. E também destravando essa competência de saber que a gente consegue o que a gente quiser.

ANNA: Agora, acho que algo muito importante é você investir tempo para pensar sobre a sua carreira. A gente tem um caderno em que anotamos de onde a gente vem, desde que começamos a trabalhar, e quais são os próximos passos que a gente gostaria de dar na carreira. Então você vai investir tempo nisso, ter uma tarefa mesmo, seja ela semanal ou mensal, para olhar para si mesmo. Reflita sobre o setor em que você trabalha agora, para onde gostaria de ir, se quer evoluir nesse mesmo cargo, nessa mesma área ou se quer mudar de carreira. Pensar sobre essas questões vai fazer você buscar o conhecimento necessário para o próximo passo. E aí você vai escolher o que ler e que cursos fazer, tem muita informação à distância disponível, muitos cursos on-line. Se munir dessa informação é muito importante.

GUIA JP: Voltando um pouco, como uma pequena empresa pode identificar e contratar pessoas mais produtivas para suas necessidades?

ANNA: Existem várias técnicas para você contratar. Primeiro você precisa ter clareza de qual é a missão, visão e valores dessa sua empresa, seja ela novíssima, pequenininha, média ou grande. O que eu quero fazer? Para além dos meus produtos e serviços e por eles também. Que tipo de produto eu vou fazer e como ele vai melhorar a vida das pessoas? Qual a razão de existir dessa empresa? Você tendo clareza disso, vai atrair os melhores profissionais, mas é preciso ter um olhar para diversidade, e isso inclui todas as diversidades, de idade, de classe social, e de gênero. Todas as diversidades precisam compor o seu time para você ter olhares múltiplos, porque os clientes vão ser múltiplos. Para você responder aos diferentes desafios você tem que ter uma equipe muito diversa. Isso vai trazer benefícios de engajamento dos profissionais, de produtividade, de eficiência, de posicionamento e de valor de marca. Todos esses benefícios são atingidos a partir desse olhar para a diversidade.

GUIA JP: Eu não sabia a riqueza desse assunto que entramos. Tenho pelo menos umas vinte perguntas ainda. Gostaria de agradecer, mas não conseguiria terminar essa entrevista sem perguntar: a inteligência artificial vai acabar com os empregos?

VANIA: No canal a gente divulga nossos estudos, as pesquisas, os livros que estamos escrevendo, os livros que estamos lendo, aliás, nós temos dois livros já editados. E nesses livros a gente fala sobre vários aspectos, um deles tem a ver com inovação, e um dos capítulos do livro é “O que o Vale do Silício tem que o Vale do Anhangabaú não tem”. A inovação, a tecnologia, a inteligência artificial não vão acabar com os empregos, eles vão criar mais empregos. Contudo, você tem que estar melhor preparado. Quais são os trabalhos que a inteligência artificial vai fazer? Todos aqueles que são burros. Tudo aquilo que pode ser automatizado. Esses disparos de e-mails que eram manuais, disparos de mensagens que eram manuais, área de telemarketing que faz contato para venda. Todas essas coisas que são mecânicas e que se fala a mesma coisa o tempo todo que um robô pode fazer, isso vai deixar de existir para nós humanos. Só que nós, humanos, somos os que programam a inteligência artificial. Então, áreas como tecnologia, o estudo e a propagação da inteligência artificial, criação de códigos, algoritmos, esses trabalhos vão requerer a inteligência humana. A arte, a psicologia, a história, a literatura, trabalhos de gestão de pessoas, tudo que tem a ver com o uso criativo e humano para a confecção de produtos e serviços vai aumentar a demanda. Então qual é a mensagem para você que tem medo de perder o emprego? Olhe para o seu emprego, olhe para o seu trabalho. O que você faz pode ser automatizado? Se sim, você rapidamente já comece a estudar, a princípio informalmente, não precisa gastar dinheiro com isso agora. Mas comece a ler e a estudar, tem vários artigos que dão o caminho para sua carreira. O nosso canal, sem nenhuma modéstia, se propõe a fazer isso, a criar conteúdo para você absorver, aprender e poder evoluir. Então entra lá no YouTube, canal Vania Ferrari, que você vai encontrar conteúdos que vão te encaminhar. Por exemplo, a hospitalidade é outra área em crescimento, as áreas de saúde também. Novos produtos com esse conhecimento do que é belo, justo e bom vão aumentar o tempo todo. É só você procurar uma que tem mais a ver com a sua personalidade e ganhar um novo ofício.

ANNA: Eu concordo totalmente. Na verdade, vai haver uma substituição e a gente vai poder exercer coisas que são muito mais interessantes, que possibilitam o uso da criatividade e que vão fazer a gente até ter uma melhor relação com o trabalho, porque quando a gente consegue exercer uma função que permite o uso da nossa inteligência, das nossas expressões criativas, do contato com o humano, a gente tende a ser mais feliz e ser mais engajado com esse tipo de ofício.

VANIA: E assim ganha mais dinheiro. Não é que você nunca mais vai ter que trabalhar, mas você vai trabalhar feliz. Você vai trabalhar desenvolvendo pessoas. Mas só quem trabalha com RH desenvolve pessoas? Não. Você pode estar no chão de uma fábrica, pode estar operando uma máquina. Se você for uma pessoa boa e consciente, você está influenciando quem está trabalhando do seu lado. Em qualquer função você vai influenciar as pessoas positiva ou negativamente. Aí é você quem escolhe. A gente sabe que o seu sucesso é proporcional à quantidade de pessoas que você ajuda a ter sucesso. Essa é outra máxima que a gente sabe que se aplica, transforma a sua carreira e a sua vida.