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Filho doente no Japão? Proteja seu emprego (e suas férias) com esse direito!

Com a chegada do outono e do inverno no Japão, o aumento repentino de surtos infantis — como a Gripe (Influenza) e a Síndrome Mão-Pé-Boca (Te-Ashi-Kuchi Byō) — acende o alerta para os pais. Quando a creche (Hoikuen) ou a escola proíbe a frequência da criança, surge o dilema: como ficar em casa cuidando do filho sem gastar todas as férias remuneradas (Yukyu) ou levar uma falta injustificada?

Muitos trabalhadores estrangeiros sofrem punições ou queimam toda a folga do ano por falta de informação sobre a legislação trabalhista japonesa.

Para proteger o seu emprego, confira como funciona a licença Kodomo no Kango Tō Kyūka (子の看護等休暇). 

O que é a Licença para Cuidados com o Filho?

Prevista em lei nacional, ela garante o direito de folgar especificamente para acompanhar o filho doente, levar ao pediatra, acompanhar em vacinações ou ficar em casa caso a sala de aula seja fechada por surto (Gakkyū Heisa). 

  • Quantidade de dias: Até 5 dias por ano (1 filho) ou até 10 dias por ano (2 ou mais filhos).
  • Quem tem direito: Trabalhadores diretos ou por empreiteiras (Haken).
  • Idade limite: A lei mudou! Agora o direito vale para pais com filhos até o fim do 3º ano do primário (Shōgakkō 3-nensei). 

⚠️ Atenção sobre o Salário: Por lei, a empresa é obrigada a te dar a folga e não pode te punir ou dar falta injustificada. Porém, a lei deixa a critério da empresa pagar ou não por esse dia (na maioria das empreiteiras, o dia não é pago). Mesmo assim, usar esse recurso preserva os seus dias de Yukyu para quando você realmente precisar descansar!

Como solicitar na Empreiteira ou RH

  1. Avisar imediatamente: Ligue ou mande mensagem para o seu encarregado (Tantousha) antes do expediente começar.
  2. Use o termo correto: Diga claramente que vai acionar o direito: “Kodomo no kango kyūka wo onegai shimasu”.
  3. Guarde os comprovantes: Notas do hospital, receitas de remédios ou o papel impresso da escola notificando o fechamento da sala ajudam a oficializar o pedido. 

O retorno: Tōen Kyōka-sho (登園許可書)

No Japão, a creche não aceita o retorno da criança sem uma autorização médica formal. Peça ao pediatra o Tōen Kyōka-sho declarando que seu filho cumpriu o isolamento e está apto a conviver com outras crianças.

Bebidas quentes no Japão: como escolher opções com menos açúcar

O frio começa a dar as caras no Japão e a primeira parada de quem sai do turno ou está a caminho do trabalho é o setor de bebidas aquecidas (hot corner) do konbini ou a jidouhanbaiki (máquina de vendas automática) mais próxima na porta da fábrica. Aquela lata ou garrafa quentinha nas mãos aquece a alma, mas o que parece um conforto inocente pode esconder um perigo silencioso para a sua saúde e para o seu bolso: o açúcar escondido.

Muitos cafés enlatados, chás com leite e sopas vendidos nos konbinis e nas máquinas automáticas contêm açúcares adicionados. Quando consumidos com frequência, eles podem aumentar a ingestão diária de açúcar. Por isso, antes de escolher sua bebida para acompanhar a rotina de trabalho, vale dar uma olhadinha no rótulo e conferir as informações nutricionais!

Para não cair nessa armadilha — seja apertando o botão vermelho (あたたかい / HOT) da maquininha ou pegando a garrafa quente na prateleira do Seven-Eleven, Lawson ou FamilyMart —, confira este guia definitivo do que vale a pena, do que evitar e como ler os rótulos em japonês.

As Armadilhas: Bebidas para Evitar (ou Consumir com Muita Moderação)

A regra aqui é simples: se é cremoso, muito doce ou parece sobremesa, a quantidade de açúcar provavelmente passa do limite diário recomendado.

  • Cafés enlatados “微糖” (Bitō – Pouco Açúcar): São os campeões de vendas nas jidouhanbaiki, mas não se engane pela palavra “pouco”. A legislação japonesa permite que bebidas rotuladas como Bitō tenham até 2,5g de açúcar por 100ml. Uma latinha pequena de 185g ainda pode carregar de 5g a 8g de carboidratos/açúcares na prática, muitas vezes combinados com adoçantes artificiais para compensar o sabor.
  • Milk Teas Quentes (ロイヤルミルクティー – Chá com Leite): Populares tanto nas máquinas quanto nas estufas do konbini. Uma garrafa de 350ml de Royal Milk Tea pode conter de 21g a mais de 25g de açúcar — o equivalente a cerca de 5 a 6 colheres de chá cheias.
  • Cafés do tipo Cafe Latte com sabor (カフェラテ – Baunilha, Caramelo, Matcha Latte): Embora o açúcar comum (砂糖) e os derivados de leite liderem os primeiros ingredientes do rótulo nas grandes marcas, muitas versões adicionam xarope de milho rico em frutose (budōtō kōfutō ekitō) para baratear o dulçor e gorduras vegetais para dar consistência cremosa.
  • Sopas de Milho e Feijão Vermelho em Lata (コーンポタージュ / しるこ): A sopa de milho de maquininha (Corn Soup) é tentadora, mas muitas versões enlatadas contêm adição substancial de açúcar, amido modificado para engrossar e sódio elevado. Já o Shiruko ou Zenzai (doce de feijão azuki em lata) é essencialmente uma calda pesada de açúcar com grãos.

2. As Melhores Escolhas: Bebidas Quentes que Valem a Pena

Você não precisa abrir mão do conforto de uma bebida quente no frio. Basta fazer escolhas inteligentes que aquecem sem prejudicar a sua rotina de treino ou saúde.

  • Hōjicha Quente (ほうじ茶): Fácil de achar nas máquinas e no konbini. O chá verde tostado é naturalmente adocicado e menos amargo pelo processo de torra, tem baixíssima cafeína (ótimo para o turno da noite) e zero calorias.
  • Mugicha Quente (麦茶): Chá de cevada torrada. Não contém cafeína nem açúcar, ajuda na hidratação mineral e é excelente para aquecer o corpo sem tirar o sono.
  • Chá Preto sem Açúcar (無糖ストレートティー – Mu-tō Straight Tea): Para quem precisa da cafeína do chá preto, mas quer passar longe da bomba calórica e do açúcar do Milk Tea. O termo Mu-tō (無糖) garante que a bebida não leva açúcar.
  • Café Preto Quente (ブラックコーヒー – Black Coffee): A opção mais segura em qualquer jidouhanbaiki de rua ou máquina de konbini. Zero açúcar, zero calorias e um excelente estimulante para o início do turno.
  • Sopas de Miso e Dashi em Lata ou Copo (みそ汁 / だし): Nas máquinas automáticas, procure pelas latas de Shijimi Miso Soup (sopa de miso com mariscos), ótimas para repor sódio. No konbini, as sopas em copo com base de caldo dashi, algas wakame ou tofu têm baixa caloria (30 a 50 kcal) e aquecem de verdade.

Dicionário do Rótulo: O que Olhar nas Embalagens no Japão

Para não depender do tradutor na correria do kyūkei (pausa), memorize essas palavras-chave na tabela nutricional (Eiyō Seibu Hyōji – 栄養成分表示) e na lista de ingredientes (Genrairyōmei – 原材料名):

Palavras para OBSERVAR no rótulo:

  • 砂糖 (Satō): açúcar.
  • 果糖ブドウ糖液糖 (Katō budōtō ekitō): xarope de glicose e frutose.
  • シロップ (Shiroppu): xarope.
  • 甘味料 (Kanmiryo): edulcorantes ou substâncias utilizadas para adoçar, incluindo diferentes tipos de adoçantes.

Palavras para PROCURAR no rótulo:

  • 無糖 (Mutō): sem açúcar, conforme os critérios japoneses de rotulagem.
  • 糖類 0g (Tōrui 0g): indicação de zero açúcares, sujeita aos critérios aplicáveis de rotulagem.
  • ノンカロリー / カロリーゼロ (Non-karorī / Karorī zero): indicações de zero calorias conforme os critérios japoneses, que podem permitir quantidades residuais.
  • ブラック (Burakku): café preto. Confira a composição para verificar se há açúcar ou outros ingredientes adicionados.

Se você gosta de café ou chá com leite, uma alternativa é escolher uma versão sem açúcar e adicionar leite ou bebida de soja conforme sua preferência. Assim, você consegue ajustar a quantidade utilizada e comparar os ingredientes das bebidas. É importante lembrar que o leite e as bebidas vegetais também podem conter açúcares, especialmente quando são adoçados. Por isso, confira o rótulo antes de comprar!

Cuidar da saúde no Japão começa nas pequenas escolhas diárias da rotina. Na sua próxima parada antes do trabalho, preste atenção onde clica ou pega e escolha o que realmente te faz bem!

Ler o ar no Japão: entenda o significado de kuuki wo yomu

Morar no Japão é descobrir que nem toda comunicação acontece por meio de palavras. Em algumas situações, o tom de voz, o silêncio, a expressão de alguém ou o momento de falar dizem tanto quanto a própria frase.

É nesse contexto que aparece uma expressão bastante conhecida na cultura japonesa: kuuki wo yomu (空気を読む), que significa literalmente “ler o ar”.

A ideia é perceber o ambiente, observar as reações das pessoas e entender o que uma situação pede, mesmo quando ninguém explica tudo diretamente. Para quem vive no Japão, compreender esse conceito pode ajudar a interpretar melhor situações sociais, evitar mal-entendidos e se adaptar à rotina local.

O que significa “ler o ar” na cultura japonesa?

Em japonês, kuuki (空気) significa “ar”, enquanto yomu (読む) significa “ler”. Juntas, as palavras formam uma expressão que pode ser entendida como perceber o clima de uma situação.

Na prática, isso significa prestar atenção ao contexto antes de agir ou responder. Uma conversa entre amigos, uma reunião de trabalho e uma situação em um espaço público, por exemplo, podem exigir comportamentos diferentes.

A expressão está relacionada à comunicação implícita, na qual parte do significado depende do contexto, da relação entre as pessoas e de sinais que não são necessariamente verbalizados.

Isso não significa que exista uma regra secreta que todo japonês conhece ou que todas as pessoas no Japão se comuniquem da mesma maneira. O conceito ajuda a entender uma referência cultural, mas os hábitos variam conforme a pessoa, a região, a idade e o ambiente.

Onde essa habilidade aparece no dia a dia?

Você não precisa participar de uma reunião importante para perceber como a comunicação depende do contexto. Pequenos acontecimentos da rotina já oferecem oportunidades para observar como as pessoas interagem.

1. No transporte público

Trens e ônibus no Japão costumam ser ambientes nos quais o silêncio e o respeito ao espaço compartilhado são valorizados.

Observar o comportamento dos passageiros ajuda a perceber o que é esperado naquele contexto: falar em volume baixo, evitar conversas telefônicas em voz alta e prestar atenção às pessoas ao redor são atitudes que contribuem para uma convivência mais tranquila.

Nesse caso, “ler o ar” significa perceber que um ambiente compartilhado pode pedir uma postura diferente daquela que você teria em casa ou entre amigos.

2. No ambiente de trabalho

No trabalho, a expressão pode aparecer de maneiras mais sutis. Durante uma reunião, por exemplo, nem sempre uma resposta positiva significa que todos concordaram integralmente com uma proposta.

Uma pausa, uma resposta pouco específica ou a necessidade de consultar outras pessoas podem indicar que ainda existem questões a esclarecer. É importante considerar o conjunto da conversa, em vez de tirar conclusões a partir de um único gesto ou palavra.

Para quem trabalha no Japão, observar como a equipe se comunica pode ajudar a compreender a dinâmica do local. Ao mesmo tempo, perguntar quando houver dúvidas continua sendo importante, principalmente em assuntos relacionados a tarefas, prazos, segurança e condições de trabalho.

3. Nas conversas e nos convites

Em algumas situações sociais, a maneira de recusar um convite ou discordar de uma ideia pode ser indireta.

Uma pessoa pode responder que será difícil, que precisa verificar a agenda ou que vai pensar a respeito, em vez de dizer simplesmente “não”. Isso pode ser uma forma de evitar constrangimentos, mas o significado depende da conversa e da relação entre os envolvidos.

Por isso, é importante observar o contexto sem presumir que toda resposta indireta esconde uma recusa. Se você precisar de uma resposta concreta para se organizar, pode perguntar com educação se a pessoa conseguiu decidir.

4. Nos espaços compartilhados

Condomínios, áreas de coleta de lixo, estabelecimentos comerciais e outros espaços de convivência também exigem atenção às regras locais.

Nem todas as orientações são percebidas de imediato por quem acabou de chegar ao país. Horários de uso, avisos afixados, instruções de separação de resíduos e hábitos dos vizinhos podem ajudar a entender como determinado espaço funciona.

Aqui, a melhor estratégia é combinar observação com informação: preste atenção ao ambiente, leia os avisos e confirme as regras quando necessário.

Como aprender a “ler o ar” sem precisar adivinhar tudo?

A adaptação cultural acontece aos poucos. Você não precisa entender todos os sinais desde o primeiro dia, muito menos interpretar cada silêncio como se tivesse uma mensagem escondida.

Algumas atitudes podem ajudar:

Observe antes de concluir. Perceba como as pessoas se comportam em situações semelhantes e considere o contexto antes de interpretar uma reação.

Preste atenção ao tom e ao momento. As palavras são importantes, mas o ritmo da conversa, as pausas e a maneira como uma resposta é dada também podem fornecer pistas.

Aprenda expressões comuns. Conhecer o idioma ajuda a reconhecer formas educadas de pedir, recusar, sugerir ou demonstrar dúvida.

Pergunte quando algo não estiver claro. Uma pergunta feita com respeito pode evitar um mal-entendido. Você pode dizer mou sukoshi kuwashiku oshiete moraemasu ka? (もう少し詳しく教えてもらえますか?), que significa “Você poderia me explicar um pouco melhor?”.

Respeite as diferenças individuais. Nem todo mundo espera que você perceba sinais implícitos. Há pessoas que preferem conversas diretas, e isso também faz parte da diversidade de estilos de comunicação no Japão.

“Ler o ar” também tem seus limites

Embora essa habilidade possa facilitar a convivência, depender exclusivamente de mensagens implícitas pode gerar confusão. Quando as pessoas esperam que os outros entendam algo sem explicar, existe o risco de interpretações equivocadas e de informações importantes ficarem de fora.

Isso é especialmente relevante no trabalho, em questões burocráticas e em situações que envolvem saúde ou segurança. Nesses casos, confirmar instruções e fazer perguntas objetivas é fundamental.

A adaptação cultural não deve ser uma tentativa de acertar tudo o tempo inteiro. Ela envolve aprender os costumes locais, reconhecer que existem diferentes maneiras de se comunicar e encontrar formas de tornar as interações mais claras para todos.

Viver no Japão também é aprender a perceber os detalhes

Com o tempo, situações que pareciam difíceis de interpretar podem começar a fazer mais sentido. Você passa a reconhecer hábitos, compreender expressões e identificar quando é melhor observar, perguntar ou se posicionar.

É isso que torna o kuuki wo yomu um conceito interessante para quem vive no Japão: ele chama a atenção para os detalhes que participam da comunicação cotidiana.

Quer conhecer outras expressões, costumes e curiosidades da vida no Japão? Continue acompanhando o Guia JP e descubra os detalhes da cultura japonesa que fazem diferença no dia a dia.

Reajuste do salário mínimo no Japão: confira os novos valores para Aichi, Shizuoka, Gunma e região  

O mês de outubro começou com uma atualização esperada por milhares de trabalhadores estrangeiros no Japão: o reajuste do salário mínimo regional (Saikou Chingen ou popularmente conhecido como Saichin). A decisão foi formalizada pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW), estipulando um aumento médio histórico para recompor o poder de compra afetado pela inflação.

Se você trabalha em fábrica, comércio ou prestação de serviços, vale a pena entender exatamente o que muda no valor da sua hora e como conferir se o ajuste já foi repassado na sua folha de pagamento (meisai).

O novo piso salarial nas regiões com mais brasileiros

O aumento não é unificado para todo o país, pois cada província estabelece seu próprio valor com base na economia local e no custo de vida regional.

Confira abaixo como ficaram as taxas mínimas por hora nas principais províncias com forte presença da comunidade brasileira:

  • Aichi: subiu para ¥1.077 / hora
  • Shizuoka: subiu para ¥1.034 / hora
  • Saitama: subiu para ¥1.078 / hora
  • Gunma: subiu para ¥985 / hora
  • Mie: subiu para ¥1.023 / hora
  • Gifu: subiu para ¥1.001 / hora
  • Kanagawa: subiu para ¥1.162 / hora

(Fonte: dados oficiais do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão – MHLW).

Quem tem direito ao reajuste?

O salário mínimo regional aplica-se estritamente a todos os trabalhadores do Japão, independentemente do tipo de contrato de trabalho. Isso inclui:

  1. Haken (Trabalhadores terceirizados/empreiteiras): mesmo que o contrato tenha sido assinado antes de outubro, o valor por hora não pode ser inferior ao mínimo estipulado para a província onde a fábrica/empresa atua.
  2. Arubaito / Part-time: qualquer jornada reduzida também precisa respeitar o piso.
  3. Estrangeiros com qualquer tipo de visto: a lei trabalhista japonesa não faz distinção de nacionalidade ou status de residência.

Importante: Caso o seu contrato atual já pague um valor superior ao novo mínimo regional, a empresa não é obrigada por lei a aplicar um aumento proporcional, embora muitas empreiteiras reajustem as tabelas internas para manter a competitividade das vagas.

Como conferir no seu holerite (meisai)

Os novos valores passam a valer formalmente a partir das horas trabalhadas no início de outubro. Como a maioria das empresas fecha a folha de pagamento na metade ou no fim do mês (com pagamento no mês seguinte), o impacto real costuma aparecer nos comprovantes recebidos entre o final de outubro e meados de novembro.

Passo a passo para checar:

  • Pegue seu meisai de pagamento das horas trabalhadas a partir de 1º de outubro.
  • Localize o campo referente ao valor do salário-base por hora (kikyu ou jihou).
  • Verifique se o valor listado é igual ou superior ao novo piso da província onde a fábrica está localizada.

Caso identifique que o valor hora permaneceu abaixo do piso legal, entre em contato direto com o setor de RH da sua empreiteira ou empregador para solicitar o acerto do valor retroativo.

💬 Você já conferiu se o seu salário-base por hora está acima do novo piso da sua região? Se tiver dúvidas sobre a legislação trabalhista, deixe seu comentário abaixo.

O que fazer (e o que evitar) quando o alerta de chuva forte e taifu disparar

Você sabe o que fazer quando o celular emite um alerta de emergência ou as sirenes começam a tocar? Quando isso acontece, ter informação e saber quais medidas tomar pode fazer toda a diferença.

Neste guia, reunimos as principais orientações das autoridades japonesas para ajudar você a entender os alertas e saber como agir diante de possíveis desastres.

Níveis de alerta: o que cada aviso significa?

O Japão utiliza uma escala de 1 a 5 para alertas de desastres naturais:

  • Nível 1 (Aviso meteorológico / Branco): Fique atento às notícias e atualizações sobre o clima. Este é o momento de acompanhar a previsão do tempo na TV ou no celular e monitorar a trajetória do tufão ou da tempestade.
  • Nível 2 (Alerta preventivo / Amarelo): Hora de checar os mapas de risco locais (Hazard Maps) e confirmar suas rotas de fuga. Verifique onde fica o abrigo mais próximo e revise o seu plano de evacuação antes que o tempo piore.
  • Nível 3 (Evacuação de idosos e pessoas com mobilidade reduzida / Vermelho): Se você mora em área de risco, perto de rios ou encostas, este é o momento de organizar suas coisas e preparar a saída.
  • Nível 4 (Ordem de evacuação para todos / Roxo): Hora de ir para o abrigo comunitário designado pela sua prefeitura (避難所 – hinanjo). Não espere a chuva piorar.
  • Nível 5 (Alerta máximo de emergência / Preto): A vida está em risco iminente. Se a rua já estiver alagada, sair de casa pode ser mais perigoso do que ficar. Busque o ponto mais alto e seguro do imóvel (segundo andar, longe de janelas).

O que fazer ANTES e DURANTE a tempestade

1. Na sua casa

  • Prenda objetos soltos: Varanda é o primeiro lugar que o vento forte faz estrago. Recolha vasos, varais e o que puder ser projetado contra janelas.
  • Limpe os ralos da varanda: Ralos entupidos por folhas ou poeira fazem a água acumular e invadir a sala ou o quarto.
  • Garanta água e energia: Encha a banheira (ofuro) com água limpa (para uso no vaso sanitário se o abastecimento parar) e deixe carregadores portáteis e lanternas prontos.

2. Na rotina de trabalho e deslocamento

  • Cheque o transporte público com antecedência: Trens e ônibus no Japão suspendem as operações (運転見合わせ – Unten miawase) preventivamente antes de ventos extremos.
  • Não tente disputar com a tempestade: Se o alerta máximo sair enquanto você estiver na fábrica ou no trabalho, avalie com a liderança a permanência em local seguro até o pico do vento passar.

O que EVITAR a todo custo

  • Checar rios ou canais de perto: Parece óbvio, mas muitas ocorrências no Japão acontecem com pessoas que vão até a margem de rios para olhar a subida da água. A correnteza desgasta as margens rapidamente.
  • Subir no telhado durante o vento: Tentar arrumar telhas ou lonas com a tempestade em andamento é causa frequente de acidentes graves.
  • Atravessar ruas alagadas a pé ou de carro: Apenas 15 cm de água em movimento podem derrubar um adulto, e 30 cm de alagamento já arrastam um carro de passeio. Além disso, tampas de bueiro costumam se soltar com a pressão da água, criando armadilhas invisíveis sob a enxurrada.

Tenha os contatos e apps na mão

Tenha salvo no celular o mapa de abrigos da sua cidade, como Hazard Map, Japan Hazard Map & Shelter e aplicativos de alertas em tempo real que oferecem suporte em português ou inglês como o Safety Tips.

Em dias de vento e chuva forte, o melhor aliado é a prevenção. Acompanhe as atualizações da sua região e compartilhe a informação com quem mora ao seu redor!

Aproveite para ler a nossa matéria sobre o que fazer em casos de terremoto e tsunami no Japão clicando aqui!

Nishio recebe o Business Connection 2026 em novembro; veja a programação 

O Business Connection 2026 já tem data e programação confirmadas para sua próxima edição. O evento será realizado nos dias 21 e 22 de novembro, no Nishio City Culture Hall, em Nishio, Aichi, reunindo empreendedores, executivos, investidores e profissionais interessados em negócios, inovação e conexões entre Brasil e Japão.

Em 2026, o evento amplia sua programação e reúne palestras, business matching, mentorias, feira gastronômica internacional e o Brazil Startup Pitch, iniciativa que dará espaço para startups apresentarem seus projetos a uma banca de investidores. A proposta é criar diferentes oportunidades de troca e relacionamento entre os participantes, dentro e fora do palco.

Um palco com experiências em tecnologia, negócios e gestão

Entre os nomes anunciados está Ken Kutaragi, ex-vice-presidente sênior da Sony Corporation e engenheiro associado à criação do PlayStation. Sua participação coloca no centro da programação temas relacionados à inovação, tecnologia e desenvolvimento de produtos em escala global.

Outro nome confirmado é o empresário e investidor Ricardo Bellino, conhecido por sua atuação em negociação e empreendedorismo. Sua trajetória inclui a criação da Elite Models Brasil, projetos empresariais internacionais e o acordo que estabeleceu com Donald Trump em três minutos, episódio pelo qual ganhou notoriedade.

Do Japão, o evento recebe Shin Murakami, executivo que passou por empresas como Yahoo Japan, LinkedIn Japan e Google Japan. Atualmente, ele atua como VP of Consumer Product da SmartNews. Sua palestra abordará temas como gestão organizacional, branding no mercado japonês e liderança empresarial.

Também integra a programação Henrique Câmara, empresário, investidor e especialista em finanças e gestão de riscos. Sua atuação combina educação financeira, investimentos e estratégias voltadas à tomada de decisões empresariais.

Abbadhia Vieira também está confirmada. Cientista do humor corporativo, gelotóloga, empresária e cineasta, a luso-brasileira é doutoranda em Ecologia Humana, com ênfase em Humor Organizacional, pela Universidade Nova de Lisboa. No Business Connection 2026, sua apresentação parte da ciência do humor para discutir comunicação, criatividade, engajamento, conexão e produtividade no ambiente corporativo.

Outro palestrante confirmado é Gustavo Dore, fundador da Tech Crew Inc. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestre pela Keio University, no Japão, ele passou por empresas como Sony e Recruit Technologies antes de fundar startups no país, participar de captações de investimento e realizar dois exits. Sua palestra abordará como o conhecimento sobre clientes pode orientar decisões de produto, posicionamento e crescimento no mercado japonês.

Completa o grupo João Paulo Tavares, CEO e fundador da Fitto Solutions. Com trajetória ligada a dados, tecnologia e inteligência artificial, ele levará ao evento discussões sobre a aplicação dessas ferramentas na resolução de problemas reais de negócios.

Negócios também acontecem fora do palco

A programação não ficará restrita às palestras. O Business Matching foi criado para aproximar empresas, profissionais, empreendedores e possíveis parceiros, com reuniões e espaços destinados à apresentação de negócios e serviços.

O evento também contará com salas de mentoria, nas quais participantes poderão buscar orientação em grupos menores, e com o Brazil Startup Pitch, espaço dedicado a startups e projetos que procuram apresentar suas propostas a investidores.

Outro destaque é a Feira Gastronômica Internacional, aberta ao público, que reunirá experiências gastronômicas nipo-brasileiras durante os dois dias do evento.

Quando e onde será?

📅 21 e 22 de novembro de 2026
📍 Nishio City Culture Hall — Nishio, Aichi
🎤 Palestras, painéis, mentorias e business matching
🍴 Feira Gastronômica Internacional
🚀 Brazil Startup Pitch

Os ingressos do primeiro lote custam ¥6.000 para o dia 21, ¥9.000 para o dia 22 e ¥13.000 para os dois dias. As palestras realizadas em japonês terão tradução simultânea para o português.

Mais informações sobre programação, palestrantes e ingressos estão disponíveis no site do evento: Business Connection 2026.

Viver é a melhor opção: A importância de falar sobre suicídio

A discussão sobre suicídio é frequentemente cercada por estigmas e tabus, o que pode dificultar a abertura para o diálogo e a busca de ajuda. No entanto, falar sobre suicídio é essencial para a prevenção e para apoiar aqueles que estão em risco. O Setembro Amarelo, campanha global dedicada à conscientização sobre a prevenção do suicídio, é uma oportunidade crucial para promover a saúde mental e oferecer suporte. Neste contexto, é importante entender a relevância da comunicação aberta sobre o tema, a história do Setembro Amarelo e a importância de buscar ajuda profissional.

  1. A Importância de Falar Sobre Suicídio

Falar sobre suicídio é fundamental para desestigmatizar o tema e encorajar aqueles que estão enfrentando pensamentos suicidas a buscar ajuda. Muitas vezes, o medo do julgamento ou a vergonha impede que pessoas em sofrimento compartilhem suas experiências e procurem apoio. Estudos mostram que a comunicação aberta sobre o suicídio pode reduzir o estigma e aumentar a disposição das pessoas para buscar ajuda. A prevenção eficaz começa com a capacidade de discutir o assunto de maneira franca e empática, criando um ambiente onde os indivíduos se sintam seguros para expressar suas angústias e receber o suporte necessário.

  1. História e Propósito do Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo é uma campanha internacional que surgiu no Brasil em 2015, promovida pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) em parceria com diversas organizações. A escolha do mês de setembro é significativa, pois o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio é comemorado no dia 10 de setembro.

O Setembro Amarelo tem suas raízes em uma história comovente dos Estados Unidos. Em 1994, Mike Emme, um jovem de 17 anos conhecido por sua habilidade em restaurar automóveis, cometeu suicídio. Mike, conhecido como “Mustang Mike” devido ao seu trabalho de restauração de um Mustang 68 pintado de amarelo, lutava com problemas psicológicos graves que passaram despercebidos por seus pais e amigos. Durante o velório de Mike, seus entes queridos criaram uma cesta cheia de cartões decorados com fitas amarelas, acompanhados da mensagem: “Se você precisar, peça ajuda.” Essa simples, mas poderosa, iniciativa tocou muitos e ajudou a inspirar um movimento de prevenção ao suicídio, destacando a importância de oferecer suporte e visibilidade.

O laço amarelo, símbolo da luta contra o suicídio, foi escolhido em homenagem a essa história e para representar a esperança e a luta pela vida. Desde então, o Setembro Amarelo se expandiu para se tornar uma campanha internacional, promovendo a conscientização e incentivando a discussão aberta sobre o suicídio.

A campanha do Setembro Amarelo visa aumentar a conscientização sobre a saúde mental e os sinais de alerta para o suicídio, promovendo a educação sobre o assunto e incentivando a busca de ajuda. Durante este mês, diversas atividades são realizadas, como palestras, rodas de conversa e eventos comunitários, com o objetivo de informar e engajar a sociedade na prevenção do suicídio.

  1. A Importância de Procurar Ajuda

Buscar ajuda é um passo crucial para a prevenção do suicídio e para a manutenção da saúde mental. Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, são treinados para oferecer suporte e tratamento para pessoas que enfrentam crises emocionais. Além disso, linhas de apoio, como o CVV, estão disponíveis 24 horas por dia para oferecer suporte imediato e confidencial.

É importante que tanto indivíduos quanto familiares estejam atentos aos sinais de alerta do suicídio, como mudanças comportamentais abruptas, isolamento social e menções a pensamentos suicidas. A intervenção precoce pode fazer uma diferença significativa na vida de uma pessoa em crise, oferecendo a oportunidade de tratamento e recuperação.

Falar sobre suicídio é uma questão de vida e morte, e a importância de abordar o tema com abertura e empatia não pode ser subestimada. O Setembro Amarelo serve como um lembrete anual da necessidade de desestigmatizar o suicídio e promover a saúde mental. Ao encorajar a comunicação aberta e a busca de ajuda, podemos contribuir para a construção de uma sociedade mais compreensiva e solidária.

A mensagem central é clara: viver é a melhor opção, e todos nós desempenhamos um papel vital em garantir que aqueles que estão em crise saibam que há esperança e apoio disponível.

Precisa de ajuda? Veja a quem procurar:

Apoio em língua portuguesa
1 Consulado-Geral do Brasil em Tóquio
Atendimento emergencial psicossocial gratuito em português ou japonês, com limite de 10 sessões por pessoa.
📧 assistencia.cgtoquio@itamaraty.gov.br


2 LAL – Linha de Apoio ao Latino
Atendimento por telefone para pensamentos suicidas e outras questões psicológicas.
http://lal-yokohama.org/home/


3 CVV: Centro de Valorização da Vida
Situado no Brasil, pode ser acessado via chat ou e-mail por quem reside no exterior.
https://www.cvv.org.br/


4 Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão (SABJA)
📞 050-6861-6400
https://www.nposabja.org/


Apoio em língua japonesa


1 Consulado-Geral do Brasil em Tóquio
Atendimento emergencial psicossocial gratuito em português ou japonês, com limite de 10 sessões por pessoa.
📧 assistencia.cgtoquio@itamaraty.gov.br


2 Inochi SOS
Serviço mantido por NPO japonesa e apoiado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
https://www.lifelink.or.jp/inochisos/


3 Serviços de consulta/orientação por província
O Centro de promoção de medidas contra suicídio do Japão lista em sua página serviços divididos por província.
https://jscp.or.jp/soudan/


4 Yorisoi hotline
Serviço 24h de apoio para diversos tipos de demandas, inclusive suicídio. Também disponível em português.
http://www.since2011.net/yorisoi/


5 Inochi no denwa
Linha telefônica dedicada exclusivamente para prevenção do suicídio. Cada província tem seu próprio número de atendimento e horários de funcionamento.
https://www.inochinodenwa.org/?page_id=267


6 Kokoro no kenko sodan dial
Atendimento por telefone direcionado a questões psicológicas.
📞 0570-064-556


7 Kodomo no SOS no sodan madoguchi
Atendimento por mídias sociais e telefone voltado para menores de idade, disponibilizado pelo Ministério da Educação.
https://www.mext.go.jp/a_menu/shotou/seitoshidou/06112210.htm

8 NHK – Jisatsu to mukiau
Página da emissora de televisão dedicada a temas relacionados a suicídio.
https://heart-net.nhk.or.jp/mukiau/

Trabalhar, juntar dinheiro e voltar: quando o plano de vida muda no Japão

Para a grande maioria dos brasileiros que arruma as malas rumo ao Japão, o roteiro inicial é quase sempre o mesmo: trabalhar muito, fechar a mão para economizar em ienes e, depois de alguns anos, voltar ao Brasil com a vida financeira resolvida.

Essa jornada de dekassegui faz parte da história de milhares de famílias desde os anos 1990, quando a legislação facilitou o visto para descendentes. Cidades industriais como as das províncias de Aichi, Shizuoka e Gunma viraram o cenário desse sonho.

O problema é que o plano original raramente sobrevive intacto ao tempo.

A vida acontece. O custo de vida sobe, o câmbio oscila, as prioridades mudam. Aquele plano inicial de ficar três anos vira cinco. Quem queria juntar um valor X percebe que vai precisar de muito mais tempo. E, sem perceber, a meta financeira começa a engolir a sua rotina.

Se você se identificou com essa situação, talvez seja a hora de parar, respirar e refazer as contas.

Quando a conta muda no meio do caminho

No papel, a matemática parece simples: “Preciso de tanto, consigo guardar tanto por mês, volto em X anos”. Mas a realidade no Japão cobra o seu preço — literalmente.

Em 2025, o Índice de Preços ao Consumidor no Japão subiu 3,2%, e a inflação dos alimentos bateu assustadores 6,8%. Quem mora aqui sente isso na pele toda vez que passa no caixa do supermercado. Se o custo de vida dispara, aquela sobra do salário que ia direto para a poupança diminui.

E ainda tem o fator Brasil. Guardar 5 milhões de ienes hoje não garante o mesmo poder de compra em reais daqui a cinco anos. O Banco do Japão monitora de perto o câmbio efetivo real, que mede o poder de compra do iene frente a uma cesta de moedas estrangeiras, e a verdade é que o dinheiro mudou de valor.

Por isso, aquela meta estática de “juntar X milhões e ir embora” é uma armadilha. Não dá para olhar só para o saldo do banco. É preciso encarar o custo de vida atual no Japão e o real valor de conversão no Brasil.

A armadilha do “só mais um ano”

Quem nunca esticou o prazo? O contrato de três anos acaba, a meta não foi batida e você decide ficar mais dois. Depois, surge a ideia de ficar “só mais um ano” para garantir o carro ou a reforma da casa.

Esse ciclo é mais comum do que se imagina. Para muitos brasileiros, o que era para ser uma temporada rápida de trabalho virou uma vida inteira. Os filhos crescem matriculados em escolas japonesas, novas raízes são fincadas, a carreira toma outros rumos e o que era temporário vira definitivo.

Se esse for o seu caso, mude a pergunta na sua mente. Em vez de se torturar pensando “quanto falta para eu voltar?”, comece a se questionar: “o que eu estou fazendo com os anos que estou vivendo aqui?”.

Mudar o foco não significa desistir do seu objetivo financeiro. Significa apenas entender que o seu presente não pode ser pausado em nome do futuro.

Quando o zangyou custa caro demais

Economizar exige sacrifícios, mas o sinal de alerta acende quando a economia vira a única régua da sua vida.

É quando o zangyou (hora extra) deixa de ser uma escolha consciente para cobrir um imprevisto e vira uma prisão. O fim de semana vira mais um dia de fábrica. O descanso fica para depois. Aquela viagem para conhecer Quioto ou o Monte Fuji é adiada. O curso de japonês fica parado e os encontros com amigos são cortados porque “são apenas gastos”.

Trabalhar faz parte, mas se a rotina está prejudicando a sua saúde mental, acabando com as suas relações ou se tornando insustentável, a sua meta financeira está cobrando um preço alto demais.

Como dar um “reset” nas suas metas

Uma meta criada há cinco anos dificilmente serve para quem você é hoje. Antes de simplesmente aceitar fazer mais horas extras para compensar a inflação, refaça o cálculo de forma realista:

  • Pé no chão com o orçamento: Quanto entra limpo por mês? Quanto custa o aluguel, as contas de luz, o mercado, os seguros? Quanto sobra de verdade?
  • Separe as caixinhas: O dinheiro da reserva de emergência (para imprevistos no Japão) não pode ficar misturado com o fundo da passagem de volta ou da compra da casa no Brasil.
  • Simule cenários: Se a ideia é voltar, faça simulações do seu saldo em ienes convertido para reais usando cotações diferentes (baixa, média e alta). Isso ajuda a tirar a venda dos olhos.
  • Seja flexível com o prazo: Se a conta não fecha mais em três anos e agora aponta para cinco, aceite o novo prazo. É muito melhor esticar o tempo do que estourar a sua saúde trabalhando doze ou catorze horas por dia.

Uma revisão a cada seis meses é o suficiente para ajustar os ponteiros sem desespero.

O dinheiro precisa caber na sua vida.

Se o seu sonho ainda é comprar uma casa ou abrir um negócio no Brasil, continue firme. Mas mude a estratégia: permita que a vida aconteça enquanto você constrói a sua reserva.

Aproveitar o domingo para descansar, jantar com amigos, aprender o idioma local ou ver seus filhos crescerem de perto não são “obstáculos” para o seu objetivo. São a vida acontecendo. Não precisa ser uma escolha entre guardar dinheiro ou ser feliz. É uma questão de equilibrar o orçamento para que os dois caibam na mesa.

Se os planos mudaram, o prazo esticou ou a ideia de fincar raízes definitivo no Japão ganhou força, não se culpe. O primeiro passo é olhar para o agora: quanto custa a sua vida hoje e o que você quer fazer com o fruto do seu esforço.

A meta pode continuar a mesma. Mas se você mudou, ela também pode — e deve — ser reajustada.

Japão terá passe de trem JR com viagens ilimitadas por 3 dias por ¥7.850

Quem está pensando em viajar pelo Japão em outubro pode ter uma opção interessante para reduzir o custo do transporte.

O 秋の乗り放題パス (Aki no Norihōdai Pass), conhecido como Passe de Viagens Ilimitadas de Outono, será vendido novamente em 2026. O bilhete permite usar, durante três dias consecutivos, trens locais e rápidos das linhas JR em todo o Japão por ¥7.850 para adultos.

O passe começa a ser vendido em 18 de setembro e poderá ser utilizado entre 3 e 18 de outubro de 2026. Para crianças, o valor é de ¥3.920.

Mas há um detalhe importante: os três dias não precisam começar no dia 3 de outubro e o período de venda não significa que o passe pode ser usado durante todos esses dias.

Como funciona?

O passe tem validade de três dias consecutivos. A pessoa escolhe a data em que começará a utilizá-lo e pode viajar durante os três dias seguintes.

Por exemplo: quem iniciar o uso em 10 de outubro poderá utilizar o passe nos dias 10, 11 e 12.

O período total de utilização vai de 3 a 18 de outubro, mas o último dia para começar a usar o passe é 16 de outubro, justamente porque são necessários três dias consecutivos de validade.

Quanto custa?

O valor para adultos é de ¥7.850. Para crianças, ¥3.920.

Se os três dias forem aproveitados, o custo do passe adulto equivale a aproximadamente ¥2.617 por dia.

A economia, porém, depende do roteiro. Para uma viagem curta, pode ser que comprar as passagens separadamente seja mais barato. Já quem pretende fazer deslocamentos longos em dias consecutivos pode conseguir aproveitar melhor o passe.

Quais trens estão incluídos?

O 秋の乗り放題パス permite viagens nas linhas JR de todo o Japão utilizando trens comuns (普通) e rápidos (快速), em assentos não reservados da classe comum.

Também estão incluídos determinados serviços BRT e o JR West Miyajima Ferry, de acordo com as condições do bilhete. No caso da visita a Miyajima, há ainda uma taxa de visita à ilha de ¥100, paga separadamente.

E o Shinkansen?

Aqui está um dos principais pontos de atenção.

O passe não dá acesso geral aos Shinkansen nem aos trens Limited Express. Portanto, quem estiver planejando uma viagem pensando em atravessar o Japão rapidamente precisa considerar que esses serviços não estão incluídos no valor de ¥7.850.

Existe uma exceção específica para quem pretende viajar entre Honshu e Hokkaido. Nesse caso, é possível comprar separadamente o 秋の乗り放題パス北海道新幹線オプション券, um bilhete adicional que permite uma viagem de ida entre Shin-Aomori e Kikonai pelo Hokkaido Shinkansen, além do trecho entre Kikonai e Goryokaku pela South Hokkaido Railway. O adicional custa ¥4.650 para adultos e ¥2.320 para crianças.

Quando comprar e quando viajar?

Informação2026
Venda18 de setembro a 16 de outubro
Período de utilização3 a 18 de outubro
Último dia para iniciar o uso16 de outubro
Validade3 dias consecutivos
Adulto¥7.850
Criança¥3.920

O passe pode ser comprado nas principais estações da JR, incluindo máquinas de venda de bilhetes com funções específicas, além de balcões e algumas agências de viagem. A compra pode ser feita a partir de um mês antes da data de início da viagem, dentro do período de venda.

Para quem o passe pode valer a pena?

O principal atrativo está na possibilidade de montar um roteiro usando a extensa rede convencional da JR sem precisar comprar uma passagem a cada trecho. Para quem gosta de viajar com mais tempo, visitar cidades pelo caminho ou fazer deslocamentos longos utilizando trens comuns e rápidos, os três dias podem ser bem aproveitados.

Por outro lado, não é um passe pensado para quem quer fazer tudo de Shinkansen. Nesse caso, os custos das passagens ou de outros bilhetes precisam entrar na conta.

Antes de comprar, vale colocar o roteiro no papel e comparar o preço das passagens individuais com os ¥7.850 do passe. Também é importante conferir os horários e a duração dos trajetos, já que viajar apenas com trens locais e rápidos pode exigir mais tempo do que fazer o mesmo percurso de Shinkansen.

Para quem está planejando uma viagem pelo Japão em outubro, fica a dica: o Aki no Norihōdai Pass 2026 começa a ser vendido em 18 de setembro e tem uso limitado a três dias consecutivos dentro do período estabelecido pela JR.

Parece a Europa, mas fica em Saitama: um passeio diferente para o fim de semana

Quem mora em Tóquio já conhece os destinos que aparecem sempre quando chega o fim de semana: Kamakura, Yokohama, os parques do centro e outros lugares que costumam lotar nos dias de folga.

Mas, se a ideia for mudar o roteiro, vale colocar Hanno, em Saitama, na lista.

A cidade abriga o Parque Tove Jansson Akebono, um parque público inspirado no trabalho da escritora e ilustradora finlandesa Tove Jansson, criadora dos Moomins.

O que chama atenção por lá não são brinquedos ou grandes atrações. São as próprias construções, cercadas pela vegetação e pelo lago, com formas curvas que parecem fazer parte da paisagem.

E a entrada é gratuita.

O que tem no parque

O passeio gira em torno de três construções principais.

Casa de Cogumelo (きのこの家)

É a construção que mais chama atenção logo de cara. O formato arredondado se repete também no interior, onde há diferentes espaços conectados por escadas e passagens. No primeiro andar fica uma área de convivência com lareira; no segundo, um espaço que pode ser explorado pelos visitantes.

Casa da Floresta (森の家)

A construção abriga uma pequena biblioteca e um espaço dedicado a Tove Jansson. As paredes curvas são feitas com madeira de cipreste de Nishikawa, uma das características que ajudam a definir a arquitetura do parque.

Teatro das Crianças (子ども劇場)

O espaço recebe concertos e outros eventos. O teto em formato de cúpula é feito com toras de cipreste japonês com cerca de 100 anos.

As construções também têm algumas regras próprias: é preciso tirar os sapatos para entrar, e não é permitido comer ou beber dentro dos edifícios, com exceção do café.

De onde veio a ideia do parque?

A história do lugar começa antes das construções.

O parque surgiu a partir da troca de cartas entre a administração da cidade de Hanno e Tove Jansson. A proposta era criar um espaço inspirado na relação entre natureza, pessoas e liberdade presente no trabalho da autora.

A primeira parte do parque foi aberta em 1997 e, desde então, o espaço passou a fazer parte dos roteiros de quem procura um passeio diferente em Saitama.

Qual época combina mais com o passeio?

A paisagem muda bastante ao longo do ano.

No outono, as árvores ao redor das construções ganham tons amarelados e alaranjados, criando um contraste interessante com a madeira das casas. É uma época especialmente procurada para fotografar o parque.

Na primavera e no verão, o cenário fica mais verde e fechado, com a vegetação ocupando boa parte da paisagem.

Se a intenção for fotografar, também vale observar o horário da visita. Como as construções e o lago são parte importante do cenário, a luz do dia muda bastante a aparência das fotos.

Dá para tomar café por lá?

Sim. O Café Puisto fica dentro do parque e segue uma proposta inspirada no ambiente escandinavo. O nome “Puisto” significa “parque” em finlandês.

O café serve bebidas, doces e opções para comer no local ou levar. O horário informado pela prefeitura é das 10h às 17h, com último pedido às 16h.

Se ainda houver tempo depois do parque, outra possibilidade é seguir para a região do lago Miyazawa, onde fica o metsä Village, um complexo dedicado ao estilo de vida nórdico, com lojas, restaurantes e espaços ao ar livre.

Como chegar

Uma das formas mais simples é usar a Seibu Ikebukuro Line.

A partir da estação Motokaji (元加治駅), são aproximadamente 20 minutos de caminhada até o parque. O caminho passa por uma área residencial antes de chegar à entrada.

Para quem sai do centro de Tóquio, o tempo total da viagem depende da estação de origem e das conexões. Por isso, vale conferir o trajeto no aplicativo de transporte antes de sair.

Informações:

Nome: Parque Tove Jansson Akebono
Japonês: トーベ・ヤンソンあけぼの子どもの森公園
Endereço: 893-1 Azu, Hanno, Saitama 357-0046 Site oficial: https://www.city.hanno.lg.jp/section/akebono_en/akebono_en.html
Entrada: gratuita
Estação mais próxima: Motokaji, pela Seibu Ikebukuro Line
Da estação ao parque: aproximadamente 20 minutos a pé Horário: 9h às 17h.

Atenção: desde abril de 2026, o parque passou a trabalhar com um calendário sazonal. De abril a maio, meados de setembro a dezembro e no fim de março, funciona de terça a domingo. De junho ao início de setembro e de janeiro a meados de março, funciona de quinta a domingo. As segundas-feiras são dias de fechamento nos períodos de maior movimento; nos períodos de menor movimento, fecha também às terças e quartas.

O light-up noturno, que costumava acontecer aos fins de semana e feriados, está suspenso desde 29 de março de 2026.

Antes de sair, vale conferir o calendário oficial do parque, principalmente se a visita estiver planejada para um período de menor movimento.