Home Blog Página 37

O que você faz com seu medo…

0

Enfrenta? Ou foge?

Quero deixar claro que o medo é sim muito importante nas nossas vidas, mas precisa estar presente numa “dose” equilibrada. A falta dele pode nos colocar em risco, e seu excesso pode nos paralisar e impedir alguns avanços.

São diversos sentimentos, lembranças, traumas, inseguranças, fantasias que, ao longo da nossa vida, podem nos paralisar, amedrontar, impedir ou dificultar novos aprendizados e superações. Dito isso, o medo, na maioria das vezes, pode se apresentar frente a um objeto, animal ou situação.

Como então encontramos a justa medida?

Conhecendo e/ou reconhecendo o que nos amedronta, identificando, assim, nosso maior medo. Nem sempre identificamos o quanto o medo pode nos trazer prejuízos, como por exemplo: evitar situações que nos deixam inseguros, suando frio e com o coração disparado. O medo pode gerar sofrimento e isso não deve ser considerado normal. Portanto, fique atento se ele o impede de obter conquistas.

Quando não percebemos ou não enfrentamos nossos medos, teremos uma vida com menos possibilidades de avanços, superações e aprendizados. Na sua maioria, as pessoas dominadas pelo medo trazem na sua história de vida situações de excessiva cobrança dos pais, rigidez nas relações, sendo também vítimas de situações de humilhação ou desvalorização.

O desafio está em aprender a lidar com o que não está sob o nosso controle, como por exemplo o medo de não ser aceito, de fracassar ou de compromissos/responsabilidades. Mas é sim possível viver uma vida com menos angústia e mais feliz.

A coragem anda junto com o medo. Respire fundo, se conheça e acredite na sua capacidade de aprender a fazer diferente e enfrentar seus medos. Se necessário, busque a ajuda de um psicólogo.

Carla C. B. Amaral Barros é psicóloga (CRP 08/06111) e coordenadora do Projeto Sakura.

Salário mínimo no Japão deve ter aumento recorde

0

Um subcomitê do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar decidiu nesta segunda-feira, 1, que o salário mínimo médio seja aumentado, a partir de outubro, em ¥31, subindo de ¥930 para ¥961 por hora (cerca de 7,28 dólares). Isto significa um recorde de 3,3%.

Foi o maior aumento da história, desde que o governo começou a compilar os dados no ano fiscal de 2002, tendo em conta a desvalorização do iene e os aumentos de preços devido à guerra na Ucrânia.

O painel do Ministério do Trabalho, que inclui representantes de sindicatos e da administração corporativa, discutiu o aumento do salário mínimo por hora neste ano fiscal na segunda-feira da semana passada, mas não conseguiu chegar a uma conclusão. Os membros se reuniram novamente na segunda-feira e foram mais sete horas de debate.

O nível do salário mínimo estabelecido para cada prefeitura será baseado na recomendação deste painel.

Meta

O governo estabeleceu a meta de o salário mínimo médio por hora chegar a ¥1.000.

Representantes trabalhistas e administrativos no painel do Ministério do Trabalho concordavam sobre a necessidade de salários mais altos, mas não havia um acordo sobre o quanto o aumento da inflação deveria ser levado em consideração.

O lado trabalhista pediu um grande aumento no salário mínimo, já que o custo de vida está subindo, enquanto o lado da administração, que está lutando com os custos crescentes, enfatizou a necessidade de uma consideração cuidadosa.

Agora a possibilidade de aumento do salário mínimo é real, mas o ritmo de aumento é visto como morno. Enquanto isso, a guerra da Rússia na Ucrânia desde o final de fevereiro fez com que os preços de energia, matérias-primas e alimentos subissem globalmente e o núcleo da inflação ao consumidor no Japão superou 2% nos últimos meses, pressionando as famílias.

Salário subirá 31 ienes (imagem: Reprodução TV – NHK)

Atualmente, o salário mínimo mais alto é o de Tóquio, de ¥1.041, seguido por Kanagawa (¥1.040) e Osaka (¥992). Já os mais baixos estão em Okinawa e Kochi, apenas ¥820 por hora.

No Japão, cada província tem um salário mínimo diferente, variando de acordo com o custo de vida e outros fatores. Nenhum empregador pode pagar aos funcionários menos que os valores definidos em cada localidade.

¨Gostaríamos de ver um aumento que seria apropriado para a era de um novo capitalismo¨, disse o vice-secretário-chefe do gabinete, Seiji Kihara, em entrevista coletiva.

fontes: NHK e The Mainichi

Yamaguchi: pontes entre o Japão e o mundo

O Japão é um país insular formado por quatro grandes ilhas e centenas de ilhotas. Honshu é a maior delas e, seguindo na direção oeste, a província de Yamaguchi fica na ponta. Por causa da sua posição estratégica é possível imaginar a sua importância histórica. Bombardeada várias vezes nas guerras civis japonesas, Yamaguchi foi essencial na entrada do país na Modernidade, com o fim do xogunato e, por consequência, do período feudal. Mas antes disso, a proximidade com a Península Coreana e com a ilha de Kyushu fez de Yamaguchi a porta de entrada para a parte mais importante do território japonês. Saímos em uma viagem por Yamaguchi, com dicas preciosas para você conhecer esta província rica em história e belezas naturais. Vem com a gente!

Portais xintoístas à beira-mar: cartão postal de Yamaguchi (foto: Pixta)

Natureza e história em Iwakuni

Iwakuni era a sede de um antigo feudo que foi bastante próspero durante os Períodos Edo e Meiji. Por isso, a cidade é repleta de pontos históricos importantes e de extrema elegância. O mais conhecido deles é, sem dúvida, a Kintaikyo — Ponte Kintai — considerada uma das três pontes históricas mais belas do Japão. Formada por cinco arcos sustentados por pilares de pedra, a construção original foi inaugurada em 1673 e seguiu de pé até 1950, quando foi destruída pela força das águas do Rio Nishiki infladas por um tufão. A própria população local, que lutou bravamente para salvar a obra original, reconstruiu a ponte em três anos.

A Kintaikyo é apenas a entrada para a área histórica mais preservada da cidade. Do outro lado da ponte, o visitante é recebido por uma estátua de Kikkawa Hiroyoshi, o terceiro senhor feudal do domínio de Iwakuni, responsável pela construção da ponte original. Este ponto é a entrada do Parque Kikko, área onde ficava a residência do clã que comandava a região e que, nos dias de hoje, abriga diversas atrações que recontam a história e a cultura local.

Três museus fazem parte do complexo. O Choko-kan apresenta artigos que mostram a vida em Iwakuni entre os séculos 16 e 19, além de obras de arte de diversas épocas. Já o Kikkawa é um museu dedicado à história da família que dominou a região até a Restauração Meiji, em 1868. Documentos, espadas e outras armas fazem parte do acervo. Já o Museu de Arte de Iwakuni também apresenta instrumentos de guerra, além de objetos domésticos dos senhores feudais da área.

Serpente sagrada

Mas, dentre os museus históricos, um se destaca pela excentricidade. É o White Snake Museum, dedicado a uma subespécie de cobra considerada sagrada na região. Encontrada em boa parte do arquipélago japonês, a cobra-rateira costumava ser encontrada em áreas próximas aos silos de arroz, onde ratos se escondem. Conta a história que, a cerca de 400 anos, uma versão albina da cobra foi encontrada na região. Adotada pelos donos, a cobra passou a mutação adiante, enquanto foi transformada em objeto de adoração pelos locais. Elas são dóceis e úteis no controle das ninhadas de rato. No museu, o visitante pode conhecer não só a história da relação dos locais com o animal como, também, o réptil de pele perolada e olhos de rubi em pessoa.

Além dos museus, existem na área do parque e do seu entorno duas antigas residências de samurais. A Mekata fica bem próxima ao White Snake Museum e, embora a entrada na casa não seja permitida, é possível visitar o quintal e ver a construção por fora. Já da Residência Kagawa, ainda hoje ocupada, pode-se ver o Nagayamon, um portão bem preservado. Outro ponto de atração é o Santuário Kikko, um espaço xintoísta datado de 1884 e construído para abrigar os espíritos dos membros da família Kikkawa.

Serpente sagrada
Cobra albina, considerada sagrada na região (foto: Pixta)

Nos fundos do Parque Kikko fica um teleférico que leva até a área do antigo Castelo de Iwakuni. Construída no topo do Monte Shiroyama, a fortificação ficava numa área que parece ter sido feita pela natureza para a autodefesa. Além de ficar a 200 metros acima do nível da cidade, o local é protegido pelos meandros do Rio Nishiki, que atua como uma espécie de fosso. Mesmo assim, o castelo não durou muito. Apenas sete anos depois de ter ficado pronto — ou seja, em 1615 —, a construção teve de ser destruída depois que o xogum Tokugawa Ieyasu baixou um decreto proibindo a existência de mais de um castelo no mesmo domínio (Suo, que incluía Iwakuni, acabou tendo como base o Castelo de Hagi, em outra parte da atual província de Yamaguchi).

A construção ganhou vida novamente em 1962 e se tornou um museu que conta a história do castelo e da região, além de expor itens da época como espadas e armaduras. Tudo isso, claro, com a belíssima vista do Vale do Rio Nishiki sob os olhos.

Iwakuni
Castelo de Iwakuni: graça e beleza (foto: Pixta)

Sushi especial

Na volta do passeio pela área do Parque Kikko, vale a pena dar uma parada para provar uma iguaria: o iwakunizushi. Trata-se de uma espécie de sushi prensado (oshizushi, em japonês), feito numa espécie de forma retangular e em camadas, como um bolo de aniversário. Muito antes do sushi de peixe fresco ser aclamado mundo afora, a iguaria era uma forma de preservar o peixe. Era uma época em que não havia geladeira e não desperdiçar alimentos era um ato de criatividade.

Diz-se que o iwakunizushi teria surgido no início do século 16. Uma de suas origens remete ao fundador do clã que comandava a área, Yoshikawa Hiroie, que teria ordenado a produção de uma comida com arroz, legumes e peixes que pudesse ser levada como ração para o front de batalha. Outra versão da origem vai até o Santuário Shinoo Hachiman, que organiza um festival na região a cada 33 anos e decretava que, na data, nenhuma das casas poderia produzir fumaça, inclusive para cozinhar. Assim, os moradores teriam criado o sushi.

O preparo é feito em formas de madeira com cada camada de arroz sendo alternada por outra camada feita com pétalas de crisântemo, raiz de lótus, omelete em tiras e outros recheios. Na hora do serviço, o sushi é partido em fatias pequenas individuais. Um dos locais mais recomendados para provar a iguaria é o Hangetsuan, uma pousada-restaurante não muito distante da Kintaikyo.

Iwakuni também é o lar de cinco fábricas de saquê, dentre elas, a Asahi Shuzo, que produz os rótulos Dassai, um dos mais conhecidos dentro e fora do Japão. Saquês locais são encontrados em diversos restaurantes, além de lojas de souvenir na estação e no aeroporto de Iwakuni.

Iwakunizushi: iguaria da região

Kyoto do oeste

Homônima capital da província, a cidade de Yamaguchi foi fundada no século 14 tendo Kyoto como modelo. A charmosa cidade tem como cartão postal o Rurikoji, um templo budista fundado em 1442. Da estação central da cidade até o local são apenas 2,5 km de distância, que podem ser feitos a pé ou de bicicleta. A magrela pode ser alugada na estação de Yamaguchi.

No caminho, o visitante pode visitar a Igreja Memorial de São Francisco Xavier, dedicada a preservar a história do missionário jesuíta que passou pelo Japão em meados do século 16. Em 1550, Xavier fez uma viagem entre Kagoshima e Kyoto e passou alguns meses em Yamaguchi. Diz-se que a cidade foi o primeiro local onde se celebrou o Natal nas ilhas japonesas. O atual prédio é datado de 1998 e tem vitrais coloridos e um belíssimo órgão. A igreja também tem serviços religiosos regulares, com a missa semanal sendo realizada todos os domingos às 9:30 e às 11 horas da manhã. Devido ao coronavírus, somente 60 pessoas por vez podem assistir ao culto.

Alguns metros adiante, em frente ao prédio do governo provincial de Yamaguchi, fica o Yamaguchi Jingu, um santuário xintoísta feito como uma espécie de versão em miniatura do Ise Jingu, um dos espaços sagrados mais importantes do Japão. As três simples construções ficam numa área arborizada que contém, também, as ruínas do antigo Castelo de Konomine, além de outros espaços sagrados. A trilha até o alto da colina onde ficava o observatório do castelo leva cerca de 90 minutos a pé.

Seguindo a rota, pode-se chegar até o Parque Kozan, onde fica o Rurikoji e sua belíssima pagoda de cinco pavimentos, tombada como Patrimônio Nacional. A construção de quase 600 anos é considerada uma das três belas torres do seu estilo no Japão. Aliás, no mesmo parque onde se localiza o templo fica um museu especializado em réplicas de pagodas de todo o país.

A província de Yamaguchi teve papel fundamental na derrubada do regime feudal e no restabelecimento do poder imperial, momento da história japonesa conhecido como Restauração Meiji. Dentro do Parque Kozan está um dos locais que contam um pouco dessa história. É a Chinryutei, um espaço em que os rebeldes fingiam estar praticando a cerimônia do chá, mas, na verdade, discutiam em segredo o fim do regime. O espaço é aberto ao público e uma pequena exposição sobre os “inconfidentes japoneses” pode ser vista.

Quem quiser terminar a visita em grande estilo pode fechar o dia passeando pelos banhos de águas termais de Yuda Onsen, que ficam a uma estação de distância de Yamaguchi. Diz a lenda que uma raposa branca que se machucou na floresta procurou refúgio num lugar onde havia um banho de água termal. Ao entrar na água, a raposa ficou curada e, ao mesmo tempo, transferiu seus poderes para a água local que se tornou sagrada.

No bairro, onde o animalzinho que é considerado mensageiro dos deuses é lembrado a todo momento, além dos locais onde você pode efetivamente se aboletar na água quentinha, existem vários escalda-pés que podem ser usados gratuitamente. O Kitsune no Ashi Ato reúne três deles, um dentro de um café em que você pode comer uma coisinha ou para provar saquês produzidos na região. Um luxo!

Raposa
Raposa: mensageira dos deuses (foto: Pixta)

Outros lugares imperdíveis

A cidade de Mine é uma área especial. O relevo cárstico da área conhecida como Akiyoshidai — formado por rochas calcárias, mais susceptíveis à corrosão química — gera uma série de formações geológicas numa escala não vista em outras partes do Japão. O platô onde se pode fazer caminhadas era, na verdade, uma gigantesca colônia de corais que estava submersa há 300 milhões de anos.

Aqui fica o Akiyoshido, a maior e mais longa caverna calcária do Japão, com 9 km de extensão. Visitantes podem conhecer o primeiro quilômetro a partir da entrada. Belas formações, como terraços cheios de água, cascatas subterrâneas e cursos de água azul-cobalto podem ser vistos na trilha que é bem segura e tranquila de caminhar. Os mais aventureiros podem escolher incluir um caminho um pouco mais complicado e escorregadio e ter a oportunidade de ver a caverna do alto.

Não muito distante de Mine fica Hagi, uma pequena cidade em que se situava a sede de Choshu, o nome dado aos domínios da família Mohri, a principal autoridade em todos os feudos que formam a atual província de Yamaguchi. O castelo da cidade, infelizmente, não chegou aos dias de hoje. Mas a área por ele ocupada ainda é demarcada pelos enormes paredões de pedra que formavam as bases e as defesas da fortificação. Ainda assim, a cidade em si foi bastante preservada e muitas das casas usadas pelos antigos samurais ainda estão de pé. Muitas delas, inclusive, podem ser visitadas.

Espaços sagrados como os templos Tokoji e Daishoin e o santuário Shoin também contam as histórias dos revolucionários que forjaram o fim do regime, incluindo os senhores do clã dominante, que se posicionaram junto ao imperador Meiji. Hagi também é conhecida pela excelência na produção de cerâmica. Uma das características do chamado hagiyaki é que as peças usadas para o serviço do chá vão mudando de cor ao longo do tempo, o que é bem visto dentro da cultura japonesa. Isso ocorre porque o material poroso começa a absorver partículas do chá.

Hagiyaki: cerâmica tradicional (foto: Pixta)

Mais recentemente tornado cartão-postal da província, o Santuário Motonosumi, na cidade de Nagato, fica num pequeno penhasco. Os mais de 100 portais torii fazem um belo contraste com o mar ao fundo, e são responsáveis pela popularidade do local, especialmente nas redes sociais. O espaço foi construído nos anos 1950 por um homem que alega ter visto uma manifestação da raposa branca em seu quarto. Infelizmente, o local é remoto e o acesso de transporte público, inexistente.

Shimonoseki, por sua vez, fica na ponta mais ocidental da ilha de Honshu, separada da ilha vizinha de Kyushu pelo estreito que dá nome à localidade. Pela localização estratégica, Shimonoseki foi alvo de bombardeios por, pelo menos, três vezes na história. No século 12, durante as Guerras Genpei e no século 19, no limiar do xogunato. Além da importância histórica e geográfica, Shimonoseki é conhecida pela pesca. O venenoso baiacu, conhecido como fugu em japonês, é uma iguaria local, e um dos locais para prová-lo é o Mercado de Karato.

sashimi
Baiacu: iguaria do Mercado de Karato (foto: Pixta)

O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade na vida adulta

0

Trata-se de um transtorno neurológico de causas genéticas que, até pouco tempo, acreditava-se tratar de uma questão exclusiva da infância, com tendência a desaparecer espontaneamente durante a adolescência. Porém, atualmente sabe-se que frequentemente poderá acompanhar o indivíduo por toda a vida. O que caracteriza o TDAH é a combinação de três tipos de sintomas (desatenção, hiperatividade e impulsividade), podendo variar de leve a grave de acordo com a intensidade dos mesmos, sempre tendo início quando criança (a partir de 7 anos de idade). Infelizmente, muitos profissionais desconhecem a existência do TDAH em adultos, e ao serem procurados por estes pacientes, tendem a tratá-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, depressão, ansiedade ou drogas, por exemplo). Quando há realmente um outro problema associado, o médico só diagnostica este último e “deixa passar” o TDAH.

Pessoas com TDAH têm problemas em manter o foco, se distraindo constantemente – especialmente se está lendo ou ouvindo por obrigação –; têm dificuldade em organizar e planejar atividades diárias, principalmente em decidir o que fazer primeiro, pois acabam assumindo vários compromissos e não sabem por onde começar; e muitas vezes, por medo de não conseguirem dar conta de tudo, acabam deixando trabalhos incompletos para iniciar outra atividade, esquecendo-se de voltar ao que começaram anteriormente. Têm também uma propensão a perder objetos; se irritam com tarefas monótonas e repetitivas; ao longo de um diálogo começam a falar antes do fim da pergunta ou de uma resposta, como aquela pessoa que não consegue ficar calada na hora certa; podem ser vistas como “supersinceras”, ou inconvenientes, interrompendo a conversa e fazendo comentários desnecessários, além de apresentarem um comportamento impulsivo, (falam e agem sem medir consequências para, instantes depois, se arrependem) e alterações rápidas de humor.

É uma condição que pode afetar seriamente a qualidade de vida em todos os setores, seja na área afetiva, social, acadêmica ou profissional. O TDAH do adulto nada mais é do que a continuação do TDAH na infância, ou seja, cresce sendo rotulado, apelidado e criticado e, deste modo, uma autoimagem negativa vai se solidificando dentro dele. É comum que se sintam limitados, não conseguindo se desenvolver, fato que costuma desencadear baixa autoestima, insegurança, impotência, depressão, ansiedade e abuso de substâncias como álcool e drogas.

Fica clara, portando, a necessidade de buscar profissionais especialistas no assunto para diagnóstico e tratamento do transtorno, que pode incluir medicamentos, em casos mais graves, ou manejo de atividades, a fim de lidar com todas os sintomas e melhorar o planejamento e organização do seu tempo, obtendo sucesso profissional e social.

 

Vanessa Lima é psicóloga (CRP 08/27797) graduada pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), tem pós-graduação em Gestalt Terapia pelo Instituto Gestalt de Curitiba.

Serviços à distância

Desde o início da pandemia, o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio tem buscado aperfeiçoar suas rotinas e sistemas, de modo a conciliar a forte demanda por serviços consulares com a preservação da saúde e a prevenção do contágio na comunidade brasileira, da qual também fazem parte nossos funcionários.

Com o recrudescimento recente dos casos de infecção na jurisdição de Tóquio, é importante destacar uma facilidade oferecida para a maior parte dos serviços consulares: a solicitação à distância. Os pedidos por correio e pela internet, sem necessidade de comparecimento à sede do Consulado, são uma maneira prática e segura de obter a documentação desejada, evitando a perda de um dia de trabalho e a exposição desnecessária ao vírus.

Pela internet é possível, por exemplo, solicitar todos os serviços relacionados ao título de eleitor por meio do sistema “TítuloNet – Exterior”. Após o preenchimento e envio do formulário, a solicitação é analisada diretamente pela Justiça Eleitoral e – caso a documentação esteja correta – aprovado sem necessidade de outras providências. Cidadãos interessados em regularizar sua situação eleitoral a fim de poder votar nas eleições presidenciais deste ano, portanto, podem completar todo o processo sem precisar comparecer ao Consulado. É assim também com o CPF: pedidos de inscrição, regularização, alteração ou cancelamento estão sendo processados por e-mail pela Receita Federal até o próximo dia 30 de junho.

Entre os serviços que podem ser requisitados por correio, destaca-se a emissão de passaportes. Os passaportes solicitados por correio têm o mesmo custo, são processados no mesmo prazo e têm a mesma validade daqueles requisitados pessoalmente. Vale lembrar que, para o processamento por correio desses documentos para menores de idade, as assinaturas dos pais na autorização para emissão do passaporte e viagem do menor precisam estar notarizadas.

Outros serviços também disponíveis por correio são a autenticação de cópias e de atestado de antecedentes criminais, bem como a emissão dos atestados de nacionalidade e de residência. Além desses, todas as segundas vias de documentos de registro civil – a exemplo das certidões de nascimento, casamento e óbito – podem ser solicitadas à distância.

Antes de enviar a documentação por correio, não deixe de antecipar e aguardar a validação do seu pedido através do sistema “e-Consular”. Dessa forma, o Consulado pode conferir a documentação antes do envio, reduzindo as chances de o pedido não ser processado por falta de documentos.

No site do Consulado você pode encontrar informações detalhadas sobre como solicitar cada um dos serviços listados acima, bem como instruções para uso do sistema “e-Consular” e para o envio da documentação. Em caso de dúvidas, estamos sempre disponíveis por meio de nossas redes sociais e dos nossos canais oficiais de comunicação.

着るだけで気持ちがあがるブラジル発洋服ブランド

0

新型コロナウイルスの流行がおさまらず、自宅にいる時間が増えた人も多いのではないでしょうか。私自身、家には寝にだけ帰るような生活をしていた私も週に何度か近くの徒歩5分のスーパーマーケットへ食料品を買いに行く程度。どうせマスクをすると思い、化粧もせず、毎日〇ニクロの服を着て、代わり映えのしない日々を過ごしています。

もともとオシャレには疎いこともあり、クローゼットの中にある洋服は、数年間ラインナップに変化がありません。先日、外出先であいた時間に洋服を見にファッションビルの服屋さんへ入ったものの、どうもコレ、という服もなくすぐに出てしまいました。数年着ている服でいることから、ちょっと恥ずかしくソワソワしてしまったのも正直なところ。服を買いに行く服がない状態です。また、子供が小さいのでヨダレや鼻水をつけられること、そもそも外出が減っているので着ていく先もないこと、などが頭を過り結局その日は何も買わず。気がつけば苺大福を食べていました。結局、「食」へ走る…。

あまり服への投資をしてこなかった私ですが、数年前にブラジルへ行った際に購入したお気に入りのFARM(ファーミ)アウターを持っています。このリオデジャネイロ発のブランドFARMは、日本の洋服ではあまり見ない明るいビビッドな色遣いやパターンが特徴です。正直、私が持っている2着のニットアウターは扱いやすい素材でもなく日本で羽織る機会もあまり多くないのですが、これを着るととにかく気持ちがあがります。他にもワンピースも持っていますが、背中がぱっくりあいていて、あまり日本で着る機会がなく、こちらはタンスの肥やしになっています。

先日会ったブラジル人の友人が素敵なジャケットを着ており、既視感があると思ったらFARMのものでした。彼女曰く何と日本でもネットでFARMの商品が購入できるとのこと。アメリカのFARMから購入することになるので関税などがかかるそうなのですが、注文したら数日で届いたそう。

私も早速見てみたらFARM USのサイトは英語表記、金額は日本円で表示されています。サイトを見ているだけで楽しくなるFARMの洋服。決して安くはないのですが、手が届かない金額ではありません。家にいながら人の目も気にせずショッピングでき、私も久々に服が欲しくなりました。好きな服を着て、自由に外出できる日が来るのが待ち遠しい。

Uma viagem dourada pela província de Ishikawa

Localizada na costa banhada pelo Mar do Japão, a província de Ishikawa é uma das gemas do turismo japonês que vem sendo redescoberta nos últimos anos. Tudo isso graças à chegada do Hokuriku Shinkansen, que criou uma ligação direta entre Tóquio e Kanazawa, a capital da província. Antes disso, o modo mais rápido de se chegar na região era através de Osaka e Kyoto, no expresso limitado Thunderbird, ainda em funcionamento.

Com uma paisagem histórica muito bem preservada, a Kanazawa é o ponto de partida para uma viagem que envolve história, belezas naturais, artesanato de altíssima qualidade e muitos banhos de águas termais. Embarque conosco nesta viagem por Ishikawa.

Higashi-chaya, uma das mais belas áreas históricas preservadas da capital de Ishikawa
Higashi-chaya, uma das mais belas áreas históricas preservadas da capital de Ishikawa (foto: Pixta)

Vida na capital

Kanazawa é uma das maiores e mais conhecidas cidades da costa do Mar do Japão. De grande importância, a capital de Ishikawa tem uma história peculiar. Seu nome significa, literalmente, “pântano de ouro”. Diz a lenda que um homem que sobrevivia cavando terrenos atrás de batatas para comer encontrou, na área em que hoje fica o Jardim Kenroku, veios de ouro. No parque, há um poço que rememora a história.

O ajuntamento urbano que deu origem à cidade foi iniciado durante o Período Muromachi (1336 a 1573), quando um grupo de rebeldes associados a uma nova escola budista tomou o poder na região e estabeleceu o que ficou conhecido como “Reino dos Camponeses”. Para se defender das forças contrárias, o grupo estabeleceu um castelo numa área montanhosa entre dois rios, onde ficava um templo conhecido como Kanazawa Gobo. Foi essa fortificação que deu origem ao Castelo de Kanazawa, que foi parcialmente reconstruído e é um dos principais pontos turísticos da cidade. Poupada durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade tem diversas áreas históricas em excelentes condições, o que propicia ao viajante uma experiência de imersão no passado.

O ponto turístico mais visitado de Kanazawa é o Kenrokuen, o antigo jardim externo do Castelo de Kanazawa. Considerado um dos três mais belos jardins japoneses do país, o Korakuen foi construído aos poucos ao longo de dois séculos. O nome Kenrokuen se refere às seis características que, dentro da cultura chinesa, todo jardim precisa ter para ser considerado perfeito: espaço, isolamento, artificialidade, antiguidade, água em abundância e vista ampla. Nada disso falta ao Kenrokuen. Aliás, o espaço é habitado por plantas de diferentes espécies que florescem em distintas épocas do ano, formando paisagens peculiares de cada estação. Reserve pelo menos duas horas para conhecer o espaço, seus lagos e casas de chá.

Vista noturna de verão no Kenrokuen
Vista noturna de verão no Kenrokuen (foto: Pixta)

Bem ao lado do Korakuen fica o castelo que foi inicialmente construído pelo clã Maeda, no final do século 16. A fortificação foi destruída algumas vezes ao longo da sua história e o que sobrou foi o portão Ishikawa-mon, o mais próximo do jardim, e alguns armazéns. No entanto, com a ajuda de documentos de época, o castelo vem sendo reconstruído aos poucos. O destaque é o Jardim Gyokuseninmaru, que pode ser visitado gratuitamente.

Outro ponto bastante visitado no entorno do Kenrokuen é o 21st Century Museum of Contemporary Art, um espaço dedicado à arte contemporânea fundado em 2004. É aqui que fica uma das imagens mais compartilhadas de Kanazawa: a obra Swimming Pool, do argentino Leandro Erlich, que, vista de fora, cria a ilusão de que o visitante está sob as águas de uma piscina. O espaço costuma ter exposições temporárias interessantes, além da arquitetura em si que é um marco, mesclando a instituição ao seu entorno.

Buscando vagas de emprego no Japão?

Gueixas e samurais

Não muito distante do Korakuen fica uma das principais áreas de preservação histórica da cidade, o distrito de Higashi Chaya. “Chaya” quer dizer “casa de chá” e é o nome dado para os estabelecimentos onde ocorrem os banquetes em que as gueixas se apresentam. Dois desses espaços são abertos à visitação pública. A Casa Shima foi transformada em um museu, em que é possível entender melhor o funcionamento do estabelecimento, além de conhecer um pouco mais do ofício das gueixas, artistas especializadas em receber bem e entreter os convidados. Já a Casa Kaikaro continua em funcionamento e recebe o público para visitas, chás, apresentações de gueixas e banquetes. O espaço tem um site em inglês com a agenda do local.

Outro destaque do bairro é a loja da Hakuza, uma produtora de folhas de ouro, uma das especialidades de Kanazawa. O elegante e minimalista espaço fica numa das casas preservadas, onde foi montada uma casa de chá no seu interior completamente coberta de folhas de ouro. Um encanto!

Outro bairro que vale muito a visita fica há algumas quadras do Kenroku. Nagamachi é um antigo distrito de samurais, também muito bem preservado. Do calçamento até os canais, tudo lembra uma cidade do Período Edo, que foi do século 16 ao 19. No bairro, existem museus e uma casa restaurada aberta ao público que vale a visita, esta que mostra um pouco de como era a vida no local no passado. A Nomurake, por exemplo, é uma antiga residência de uma família samurai. O jardim da casa é um encanto e o interior revela os hábitos e o modo de vida dos seus antigos moradores. Vale a visita.

Nagamachi: o antigo bairro samurai de Kanazawa
Nagamachi: o antigo bairro samurai de Kanazawa (foto: Pixta)

Península isolada

Um dos segredos de viagem mais bem guardados de Ishikawa é a Península de Noto, no norte da província. Com uma costa de cerca de 100 quilômetros de extensão, a isolada península dificilmente pode ser explorada de transporte público, um desafio — e um incentivo — a mais para turistas que gostam de sair da rota. Embora montanhosa, a região é muito procurada por quem pedala, por exemplo.

O cartão-postal da região é o Shiroyone Senmaida, que são terraços de plantação de arroz, uma forma antiga de produzir o cereal em áreas mais montanhosas do país. São cerca de 2 mil pequenos lotes que ficam na encosta, à beira da rodovia principal, com vista para o mar. Entre os meses de outubro e março, os terraços recebem iluminação especial noturna. Já no verão, o lance é ver o sol refletindo na água dos campos de arroz no final da tarde.

A cidade mais próxima do Shiroyone Senmaida é Wajima, com uma história de mais de cinco séculos na produção de laqueados. Uma das atrações mais conhecidas da localidade é o Mercado Matutino, que funciona todos os dias das 8 da manhã ao meio-dia. Com um milênio de história, o mercado comercializa os produtos da região como frutos do mar e as famosas peças laqueadas. A cidade tem ainda o Kiriko Hall, um espaço de exibição dedicado aos andores iluminados usados nos festivais da região que rolam no verão e no outono.

Outro local que vale a visita na península é Wakura, uma estância de águas termais à beira-mar, repleta de hospedagens tradicionais do tipo ryokan. Nestes locais, é possível entrar nos famosos banhos públicos e conhecer o melhor do omotenashi, a hospitalidade japonesa.

Pôr do sol no Shiroyone Senmaida
Pôr do sol no Shiroyone Senmaida (foto: Pixta)

Relaxando no sul de Ishikawa

Outra área popular para os amantes de banhos de águas termais é o sul da província, na área conhecida como Kaga Onsen. São quatro pequenas localidades que oferecem as opções de banho nos ryokan ou, ainda, nos soyu, os banhos comunitários que são um dos centros da vida em comunidade. Os soyu são uma herança da época em que as hospedagens não poderiam ter banhos próprios. Assim, todos os visitantes tinham que frequentar os banhos comunitários, juntamente com os locais. A experiência é possível até os dias de hoje.

Em Yamashiro Onsen, por exemplo, há dois soyu: o novo e o antigo. Ambos os prédios são obras da primeira década do século 21. Porém, os espaços são bem diferentes. O Soyu é uma construção de madeira com ares contemporâneos e muito procurada pelos locais. Já o Ko-soyu é a reconstrução do antigo banho, da forma que ele existiu no final do século 19 e é uma experiência de imersão de época.

Já Yamanaka Onsen está na lista das três melhores estâncias de águas termais do poeta de haiku (haicai) Matsuo Basho, juntamente com Arima (em Hyogo) e Kusatsu (em Gunma). O banho comunitário de Yamanaka se chama Kikunoyu e é dividido em dois prédios, um para o sexo masculino e outro para o feminino.

Banho comunitário Kikunoyu, em Yamanaka Onsen
Banho comunitário Kikunoyu, em Yamanaka Onsen (foto: Pixta)

 

Katamayazu Onsen é uma estância construída à beira de uma lagoa que se diz mudar de cor por sete vezes ao longo do ano. O soyu da localidade fica num prédio super moderno, revestido com vidro. São dois banhos, um com vista para o lago e outro para um bosque. Cada banho é dedicado a um gênero num sistema de rotatividade: um dia o banho do lago pode ser usado por homens e o do bosque por mulheres, trocando no dia seguinte.

Por fim, Awazu Onsen tem um soyu simples, mas bem charmoso. Na localidade, que é conhecida como estância de águas termais há 1300 anos, o destaque é o Hoshi Ryokan, considerado por muitos anos o hotel — e o empreendimento — mais antigo do mundo ainda em atividade. Fundada no ano de 718, a companhia acabou perdendo o posto depois que outras pesquisas revelaram hotéis e empresas mais antigos do que ela. No entanto, o espaço, que é administrado pela 46ª geração da família Hoshi é uma referência em omotenashi, a hospitalidade japonesa.

A região das quatro pequenas estâncias de águas termais fica próxima do Monte Hakusan, considerado uma das três principais montanhas sagradas do Japão, junto com os montes Fuji (em Yamanashi) e Tateyama (em Toyama). O local é um popular ponto de atividades ao ar livre, como hiking e paraglider. Com o pico localizado a 2702 metros de altitude, numa região de neve pesada, o Monte Hakusan costuma ficar coberto de neve por cerca de seis meses. A temporada de acesso começa em julho e vai até outubro.

A rota mais popular é a Bettodeai, cujo trajeto de ida e volta, entre a base e o topo, pode levar cerca de 8 horas. No entanto, como o transporte público é limitado, quem pretende fazer tudo em um só dia e retornar à cidade deve ir de carro. A trilha se divide em duas partes a partir de determinado ponto, cada uma com características próprias. A Sabo é menos íngreme e, por isso, escolhida por muitos durante a subida. Já a Kanko tem belas vistas, especialmente na rota de descida. Nas duas rotas existem pequenas hospedarias para quem pretende passar a noite no local. No entanto, como a montanha é bastante concorrida, é bom reservar com antecedência. A vila mais próxima do início da trilha é Shiramine Onsen, uma pequena estância de águas termais com hotéis, ryokans e pousadas.

Midorigaike, um pequeno lago de cratera no Monte Hakusan
Midorigaike, um pequeno lago de cratera no Monte Hakusan (foto: Pixta)

Governo considera extensão do Estado de Quase Emergência

0

Começa vacinação para crianças entre 5 e 11 anos

 

Fontes ligadas ao governo disseram neste domingo, 27, que mais uma vez o Japão está avaliando estender o Estado de Quase Emergência do COVID-19 para determinadas províncias, além da data prevista de 6 de março.

Além de Tóquio, o governo está considerando uma extensão das medidas para Saitama, Chiba, Kanagawa, Gifu, Aichi, Mie, Kyoto, Osaka e Hyogo.

Tóquio e seis províncias tiveram o prazo adiado de 13 de fevereiro para 6 de março. Kyoto, Osaka e Hyogo estavam entre as 17 regiões cujas medidas de emergência foram estendidas de 27 de fevereiro a 6 de março.

 

Províncias atualmente em Quase Emergência (Arte: NHK)

 

Com mais da metade dos leitos hospitalares para pacientes com COVID-19 ocupados nessas áreas, o primeiro-ministro Fumio Kishida perguntará aos governadores dessas províncias sobre situações de pandemia locais e consultará especialistas em saúde antes de tomar uma decisão sobre a extensão por cerca de duas semanas.

Os números do Coronavírus continuam altos. As autoridades de saúde do Japão confirmaram 71.488 novos casos de Coronavírus e 158 mortes no domingo. E Tóquio registrou 12.935 novas infecções. A província de Osaka confirmou 8.400 e a de Kanagawa, 6.814 novos casos.

Vacinação
As vacinas contra o Coronavírus para crianças entre 5 e 11 anos começaram sábado, 26, em uma área de Tóquio.

Embora se espere que as vacinações para a faixa etária comecem em partes mais amplas do país em março, alguns municípios foram autorizados pelo governo a começar mais cedo, desde que estejam com a estrutura pronta.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina para crianças dessa faixa etária conterá um terço do volume da usada em crianças a partir de 12 anos. Elas receberão duas doses da vacina da Pfizer Inc., em um intervalo de três semanas.

Além do consentimento dos pais, eles também precisam estar acompanhados por seus responsáveis.

Dados de ensaios clínicos conduzidos pela Pfizer fora do Japão, antes do surgimento da variante, mostram que a administração de duas doses da vacina foi mais de 90% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.

 

Fontes: NHK e Kyodo

 

Relaxe, nada está sob controle

0

Essa afirmativa, embora seja um fato, costuma gerar desconfianças, no que se refere à nossa responsabilidade de fazer as coisas acontecerem com planejamento, tentando evitar erros futuros, nossos e dos outros. Contudo, nada pode mudar o fato de que não controlamos nada. Na melhor das hipóteses, somos bons estrategistas.

Já parou para pensar que ao planejarmos uma nova conquista, projeto, enfim, estratégias para realizar nossos planos, levamos pouco em consideração as nossas limitações e das pessoas envolvidas? A consideração de que não depende só da gente costuma gerar um desconforto, porque queremos controlar e, de certo modo, temos expectativas de superar as nossas vulnerabilidades. Assim, ao invés de assumirmos responsabilidades, assumimos a ilusão de que podemos controlar.

O controlador sofre terrivelmente ao assumir a posição de ter que dar conta de tudo e de todos, e a expectativa de que isso está em suas mãos faz com que ele se sinta, repetida e continuamente, muito insatisfeito consigo mesmo e com os outros, afinal, os outros, na visão do controlador, também poderiam ser controlados por ele.

Abrir mão do controle não significa deixar de ser responsável ou de lutar para que as coisas funcionem, significa abrir espaço interno para acolher aquilo que fugiu ao nosso controle como algo que poderia acontecer. Talvez a diferença entre responsabilidade e controle seja a forma com a qual reagimos diante do inesperado, desconhecido e não planejado. Para nos recuperarmos rapidamente de uma frustração e seguirmos em frente com as nossas responsabilidades, sem ferir e nem nos ferirmos, precisamos ter a compaixão e a autocompaixão do nosso lado.

A compaixão e a autocompaixão são muito importantes porque nelas cabem nossas limitações e as limitações das pessoas, e esta aceitação amplia a capacidade de agir em direção daquilo que desejamos com muito mais lucidez e menos desgaste. Compreender que errar e não ter realizado algo como desejávamos faz parte o tempo todo. Além de nos tornar mais flexíveis, isso nos dá a liberdade para seguir adiante mantendo o nosso propósito de conquista, fazendo os ajustes que experiências anteriores e fracassadas nos ensinaram.

Já pensou no tempo que gastamos remoendo, ruminando o que não deu certo e carregando a culpa de nossas falhas, as quais nos punimos indefinidas vezes por uma mesma situação? Relaxe, libere o criticismo e acolha a gentileza e a autogentileza.

Será que é tarde demais?

0

O início do ano pode ser muitas vezes um período de reflexão devido à observação do tempo passando, de mais um ano se esvair por nossas mãos, de perceber que estamos a envelhecer…

Se você não soubesse quantos anos tem, o que faria? Quais coisas gostaria de manter e quais mudaria em sua vida? Por vezes, podemos nos sentir velhos demais ou cansados demais para seguirmos nossos sonhos, para recomeçar de algum ponto e mudar a rota. A ida e a estadia fora do país exigem coragem e um bocado de sonhos na bagagem, mas, depois de algum tempo, podemos nos esquecer do que nos motivou a estar ali, nos deixando envolver pela rotina, pelo cansaço e pela necessidade financeira. Passamos a viver no piloto automático, esquecendo o quão incrível pode ser fazer algo por NÓS MESMOS!

Se não existisse essa preocupação com ser “cedo ou tarde demais”, todos seríamos mais livres, nos sentiríamos mais merecedores e assim, correríamos mais atrás daquilo que realmente faz sentido para nossas vidas! Claro que o trabalho é importante, mas será que não estamos dedicando tempo demais a isso e esquecendo outras coisas que são tão importantes quanto o trabalho? A família, o relacionamento, a saúde física e mental, o descanso, os sonhos e tantas outras coisas esquecidas no fundo de uma gaveta, para que assim sobre tempo para produzir, trabalhar, ganhar dinheiro, etc. A ideia de “tempo certo” para fazer as coisas nos faz sempre achar que estamos novos demais ou velhos demais para o que nós realmente queremos fazer.

Essa semana ouvi um relato que dizia o seguinte: “Minha avó, aos 60 anos, sofreu um pequeno acidente que a deixou com um problema no joelho que só seria resolvido com uma cirurgia, mas ela se negou a fazer o procedimento, pois disse que já estava velha e não valeria a pena; porém, ela viveu até depois dos 90 e passou mais de 30 anos mancando, pois aos 60 achou que a vida já estava ao fim.”. Aquilo me tocou profundamente. Pensei o quanto todos nós podemos pensar que não é o momento certo para fazermos algo que precisamos ou queremos, mas abrimos mão por acreditar que não vale a pena, perdendo, assim, a oportunidade de viver algo ainda melhor do que já temos!

Então este texto é um convite para você buscar o que está guardado na sua gaveta, esquecido na sua memória e fazer O HOJE ser o TEMPO CERTO para realizá-lo! Seja um autocuidado, um exame, um descanso, ou o primeiro passo para um grande sonho! Nunca é cedo ou tarde demais para o que é importante!