Trata-se de um transtorno neurológico de causas genéticas que, até pouco tempo, acreditava-se tratar de uma questão exclusiva da infância, com tendência a desaparecer espontaneamente durante a adolescência. Porém, atualmente sabe-se que frequentemente poderá acompanhar o indivíduo por toda a vida. O que caracteriza o TDAH é a combinação de três tipos de sintomas (desatenção, hiperatividade e impulsividade), podendo variar de leve a grave de acordo com a intensidade dos mesmos, sempre tendo início quando criança (a partir de 7 anos de idade). Infelizmente, muitos profissionais desconhecem a existência do TDAH em adultos, e ao serem procurados por estes pacientes, tendem a tratá-los como se tivessem outros problemas (de personalidade, depressão, ansiedade ou drogas, por exemplo). Quando há realmente um outro problema associado, o médico só diagnostica este último e “deixa passar” o TDAH.
Pessoas com TDAH têm problemas em manter o foco, se distraindo constantemente – especialmente se está lendo ou ouvindo por obrigação –; têm dificuldade em organizar e planejar atividades diárias, principalmente em decidir o que fazer primeiro, pois acabam assumindo vários compromissos e não sabem por onde começar; e muitas vezes, por medo de não conseguirem dar conta de tudo, acabam deixando trabalhos incompletos para iniciar outra atividade, esquecendo-se de voltar ao que começaram anteriormente. Têm também uma propensão a perder objetos; se irritam com tarefas monótonas e repetitivas; ao longo de um diálogo começam a falar antes do fim da pergunta ou de uma resposta, como aquela pessoa que não consegue ficar calada na hora certa; podem ser vistas como “supersinceras”, ou inconvenientes, interrompendo a conversa e fazendo comentários desnecessários, além de apresentarem um comportamento impulsivo, (falam e agem sem medir consequências para, instantes depois, se arrependem) e alterações rápidas de humor.
É uma condição que pode afetar seriamente a qualidade de vida em todos os setores, seja na área afetiva, social, acadêmica ou profissional. O TDAH do adulto nada mais é do que a continuação do TDAH na infância, ou seja, cresce sendo rotulado, apelidado e criticado e, deste modo, uma autoimagem negativa vai se solidificando dentro dele. É comum que se sintam limitados, não conseguindo se desenvolver, fato que costuma desencadear baixa autoestima, insegurança, impotência, depressão, ansiedade e abuso de substâncias como álcool e drogas.
Fica clara, portando, a necessidade de buscar profissionais especialistas no assunto para diagnóstico e tratamento do transtorno, que pode incluir medicamentos, em casos mais graves, ou manejo de atividades, a fim de lidar com todas os sintomas e melhorar o planejamento e organização do seu tempo, obtendo sucesso profissional e social.
Vanessa Lima é psicóloga (CRP 08/27797) graduada pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP), tem pós-graduação em Gestalt Terapia pelo Instituto Gestalt de Curitiba.
Desde o início da pandemia, o Consulado-Geral do Brasil em Tóquio tem buscado aperfeiçoar suas rotinas e sistemas, de modo a conciliar a forte demanda por serviços consulares com a preservação da saúde e a prevenção do contágio na comunidade brasileira, da qual também fazem parte nossos funcionários.
Com o recrudescimento recente dos casos de infecção na jurisdição de Tóquio, é importante destacar uma facilidade oferecida para a maior parte dos serviços consulares: a solicitação à distância. Os pedidos por correio e pela internet, sem necessidade de comparecimento à sede do Consulado, são uma maneira prática e segura de obter a documentação desejada, evitando a perda de um dia de trabalho e a exposição desnecessária ao vírus.
Pela internet é possível, por exemplo, solicitar todos os serviços relacionados ao título de eleitor por meio do sistema “TítuloNet – Exterior”. Após o preenchimento e envio do formulário, a solicitação é analisada diretamente pela Justiça Eleitoral e – caso a documentação esteja correta – aprovado sem necessidade de outras providências. Cidadãos interessados em regularizar sua situação eleitoral a fim de poder votar nas eleições presidenciais deste ano, portanto, podem completar todo o processo sem precisar comparecer ao Consulado. É assim também com o CPF: pedidos de inscrição, regularização, alteração ou cancelamento estão sendo processados por e-mail pela Receita Federal até o próximo dia 30 de junho.
Entre os serviços que podem ser requisitados por correio, destaca-se a emissão de passaportes. Os passaportes solicitados por correio têm o mesmo custo, são processados no mesmo prazo e têm a mesma validade daqueles requisitados pessoalmente. Vale lembrar que, para o processamento por correio desses documentos para menores de idade, as assinaturas dos pais na autorização para emissão do passaporte e viagem do menor precisam estar notarizadas.
Outros serviços também disponíveis por correio são a autenticação de cópias e de atestado de antecedentes criminais, bem como a emissão dos atestados de nacionalidade e de residência. Além desses, todas as segundas vias de documentos de registro civil – a exemplo das certidões de nascimento, casamento e óbito – podem ser solicitadas à distância.
Antes de enviar a documentação por correio, não deixe de antecipar e aguardar a validação do seu pedido através do sistema “e-Consular”. Dessa forma, o Consulado pode conferir a documentação antes do envio, reduzindo as chances de o pedido não ser processado por falta de documentos.
No site do Consulado você pode encontrar informações detalhadas sobre como solicitar cada um dos serviços listados acima, bem como instruções para uso do sistema “e-Consular” e para o envio da documentação. Em caso de dúvidas, estamos sempre disponíveis por meio de nossas redes sociais e dos nossos canais oficiais de comunicação.
O governo japonês anunciou nesta sexta-feira, 4, que decidiu estender o Estado de Quase Emergência em 18 províncias, nas quais as infecções por COVID-19 não tiveram uma grande redução e o sistema médico continua sob pressão.
As medidas serão estendidas até 21 de março em Tóquio, Saitama, Chiba, Kanagawa, Osaka, Kyoto, Hyogo, Hokkaido, Aomori, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Ishikawa, Gifu, Shizuoka, Aichi, Kagawa e Kumamoto.
No entanto, no final do dia de domingo, 6, as medidas serão suspensas em outras 13 províncias: Fukushima, Niigata, Nagano, Mie, Wakayama, Okayama, Hiroshima, Kochi, Fukuoka, Saga, Nagasaki, Miyazaki e Kagoshima.
Em vermelho, províncias que continuarão sob a pré-emergência (imagem: NHK)
Atualmente, 31 das 47 províncias do Japão estão em Quase Emergência. Em todo o país, a contagem diária de novos casos confirmados chegou a 63.746 na sexta-feira. Desses, o Governo Metropolitano de Tóquio confirmou 10.517 novos casos de Coronavírus.
O ministro responsável pelas Medidas de Coronavírus, Yamagiwa Daishiro, disse que o número de novos casos está em declínio em muitas áreas, mas que a taxa de ocupação de leitos hospitalares permanece alta.
Mesma opinião já havia dado o primeiro-ministro Fumio Kishida, na quinta-feira. ¨A taxa de ocupação de leitos hospitalares continua alta e decidimos fazer um julgamento com cautela depois de ouvir as vozes dos governos locais¨, explicou.
Aumento do número de passageiros
Na quinta-feira, 3, Kishida havia anunciado que o Japão facilitará ainda mais os controles de fronteira. A partir de 14 de março, o limite diário de permissão de entrada de passageiros vindos do exterior vai aumentar para 7.000 pessoas, dos atuais 5.000.
Essa flexibilização gradual das regras, que se tornaram alvo de críticas, vem em resposta aos pedidos para que o Japão permita mais entradas, especialmente de estudantes estrangeiros antes do início do ano letivo no país em abril.
Reunião em que foram anunciadas as mudanças (imagem: Reprodução TV/NHK)
Com cerca de 150.000 estudantes estrangeiros esperando para entrar no Japão após cerca de dois anos de restrições de viagens impostas por causa do Coronavírus, Kishida revelou um novo esquema para dar prioridade a esses estudantes quando a demanda de viagens de negócios não for alta.
¨Ajudaremos os estudantes a virem para o Japão, dando-lhes o uso de assentos vagos, especialmente nos dias de semana, quando não há muitos viajantes de negócios¨, informou o primeiro-ministro, acrescentando que cerca de 1.000 serão permitidos além do limite diário de 7.000.
Localizada na costa banhada pelo Mar do Japão, a província de Ishikawa é uma das gemas do turismo japonês que vem sendo redescoberta nos últimos anos. Tudo isso graças à chegada do Hokuriku Shinkansen, que criou uma ligação direta entre Tóquio e Kanazawa, a capital da província. Antes disso, o modo mais rápido de se chegar na região era através de Osaka e Kyoto, no expresso limitado Thunderbird, ainda em funcionamento.
Com uma paisagem histórica muito bem preservada, a Kanazawa é o ponto de partida para uma viagem que envolve história, belezas naturais, artesanato de altíssima qualidade e muitos banhos de águas termais. Embarque conosco nesta viagem por Ishikawa.
Higashi-chaya, uma das mais belas áreas históricas preservadas da capital de Ishikawa (foto: Pixta)
Vida na capital
Kanazawa é uma das maiores e mais conhecidas cidades da costa do Mar do Japão. De grande importância, a capital de Ishikawa tem uma história peculiar. Seu nome significa, literalmente, “pântano de ouro”. Diz a lenda que um homem que sobrevivia cavando terrenos atrás de batatas para comer encontrou, na área em que hoje fica o Jardim Kenroku, veios de ouro. No parque, há um poço que rememora a história.
O ajuntamento urbano que deu origem à cidade foi iniciado durante o Período Muromachi (1336 a 1573), quando um grupo de rebeldes associados a uma nova escola budista tomou o poder na região e estabeleceu o que ficou conhecido como “Reino dos Camponeses”. Para se defender das forças contrárias, o grupo estabeleceu um castelo numa área montanhosa entre dois rios, onde ficava um templo conhecido como Kanazawa Gobo. Foi essa fortificação que deu origem ao Castelo de Kanazawa, que foi parcialmente reconstruído e é um dos principais pontos turísticos da cidade. Poupada durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade tem diversas áreas históricas em excelentes condições, o que propicia ao viajante uma experiência de imersão no passado.
O ponto turístico mais visitado de Kanazawa é o Kenrokuen, o antigo jardim externo do Castelo de Kanazawa. Considerado um dos três mais belos jardins japoneses do país, o Korakuen foi construído aos poucos ao longo de dois séculos. O nome Kenrokuen se refere às seis características que, dentro da cultura chinesa, todo jardim precisa ter para ser considerado perfeito: espaço, isolamento, artificialidade, antiguidade, água em abundância e vista ampla. Nada disso falta ao Kenrokuen. Aliás, o espaço é habitado por plantas de diferentes espécies que florescem em distintas épocas do ano, formando paisagens peculiares de cada estação. Reserve pelo menos duas horas para conhecer o espaço, seus lagos e casas de chá.
Vista noturna de verão no Kenrokuen (foto: Pixta)
Bem ao lado do Korakuen fica o castelo que foi inicialmente construído pelo clã Maeda, no final do século 16. A fortificação foi destruída algumas vezes ao longo da sua história e o que sobrou foi o portão Ishikawa-mon, o mais próximo do jardim, e alguns armazéns. No entanto, com a ajuda de documentos de época, o castelo vem sendo reconstruído aos poucos. O destaque é o Jardim Gyokuseninmaru, que pode ser visitado gratuitamente.
Outro ponto bastante visitado no entorno do Kenrokuen é o 21st Century Museum of Contemporary Art, um espaço dedicado à arte contemporânea fundado em 2004. É aqui que fica uma das imagens mais compartilhadas de Kanazawa: a obra Swimming Pool, do argentino Leandro Erlich, que, vista de fora, cria a ilusão de que o visitante está sob as águas de uma piscina. O espaço costuma ter exposições temporárias interessantes, além da arquitetura em si que é um marco, mesclando a instituição ao seu entorno.
Gueixas e samurais
Não muito distante do Korakuen fica uma das principais áreas de preservação histórica da cidade, o distrito de Higashi Chaya. “Chaya” quer dizer “casa de chá” e é o nome dado para os estabelecimentos onde ocorrem os banquetes em que as gueixas se apresentam. Dois desses espaços são abertos à visitação pública. A Casa Shima foi transformada em um museu, em que é possível entender melhor o funcionamento do estabelecimento, além de conhecer um pouco mais do ofício das gueixas, artistas especializadas em receber bem e entreter os convidados. Já a Casa Kaikaro continua em funcionamento e recebe o público para visitas, chás, apresentações de gueixas e banquetes. O espaço tem um site em inglês com a agenda do local.
Outro destaque do bairro é a loja da Hakuza, uma produtora de folhas de ouro, uma das especialidades de Kanazawa. O elegante e minimalista espaço fica numa das casas preservadas, onde foi montada uma casa de chá no seu interior completamente coberta de folhas de ouro. Um encanto!
Outro bairro que vale muito a visita fica há algumas quadras do Kenroku. Nagamachi é um antigo distrito de samurais, também muito bem preservado. Do calçamento até os canais, tudo lembra uma cidade do Período Edo, que foi do século 16 ao 19. No bairro, existem museus e uma casa restaurada aberta ao público que vale a visita, esta que mostra um pouco de como era a vida no local no passado. A Nomurake, por exemplo, é uma antiga residência de uma família samurai. O jardim da casa é um encanto e o interior revela os hábitos e o modo de vida dos seus antigos moradores. Vale a visita.
Nagamachi: o antigo bairro samurai de Kanazawa (foto: Pixta)
Península isolada
Um dos segredos de viagem mais bem guardados de Ishikawa é a Península de Noto, no norte da província. Com uma costa de cerca de 100 quilômetros de extensão, a isolada península dificilmente pode ser explorada de transporte público, um desafio — e um incentivo — a mais para turistas que gostam de sair da rota. Embora montanhosa, a região é muito procurada por quem pedala, por exemplo.
O cartão-postal da região é o Shiroyone Senmaida, que são terraços de plantação de arroz, uma forma antiga de produzir o cereal em áreas mais montanhosas do país. São cerca de 2 mil pequenos lotes que ficam na encosta, à beira da rodovia principal, com vista para o mar. Entre os meses de outubro e março, os terraços recebem iluminação especial noturna. Já no verão, o lance é ver o sol refletindo na água dos campos de arroz no final da tarde.
A cidade mais próxima do Shiroyone Senmaida é Wajima, com uma história de mais de cinco séculos na produção de laqueados. Uma das atrações mais conhecidas da localidade é o Mercado Matutino, que funciona todos os dias das 8 da manhã ao meio-dia. Com um milênio de história, o mercado comercializa os produtos da região como frutos do mar e as famosas peças laqueadas. A cidade tem ainda o Kiriko Hall, um espaço de exibição dedicado aos andores iluminados usados nos festivais da região que rolam no verão e no outono.
Outro local que vale a visita na península é Wakura, uma estância de águas termais à beira-mar, repleta de hospedagens tradicionais do tipo ryokan. Nestes locais, é possível entrar nos famosos banhos públicos e conhecer o melhor do omotenashi, a hospitalidade japonesa.
Pôr do sol no Shiroyone Senmaida (foto: Pixta)
Relaxando no sul de Ishikawa
Outra área popular para os amantes de banhos de águas termais é o sul da província, na área conhecida como Kaga Onsen. São quatro pequenas localidades que oferecem as opções de banho nos ryokan ou, ainda, nos soyu, os banhos comunitários que são um dos centros da vida em comunidade. Os soyu são uma herança da época em que as hospedagens não poderiam ter banhos próprios. Assim, todos os visitantes tinham que frequentar os banhos comunitários, juntamente com os locais. A experiência é possível até os dias de hoje.
Em Yamashiro Onsen, por exemplo, há dois soyu: o novo e o antigo. Ambos os prédios são obras da primeira década do século 21. Porém, os espaços são bem diferentes. O Soyu é uma construção de madeira com ares contemporâneos e muito procurada pelos locais. Já o Ko-soyu é a reconstrução do antigo banho, da forma que ele existiu no final do século 19 e é uma experiência de imersão de época.
Já Yamanaka Onsen está na lista das três melhores estâncias de águas termais do poeta de haiku (haicai) Matsuo Basho, juntamente com Arima (em Hyogo) e Kusatsu (em Gunma). O banho comunitário de Yamanaka se chama Kikunoyu e é dividido em dois prédios, um para o sexo masculino e outro para o feminino.
Banho comunitário Kikunoyu, em Yamanaka Onsen (foto: Pixta)
Katamayazu Onsen é uma estância construída à beira de uma lagoa que se diz mudar de cor por sete vezes ao longo do ano. O soyu da localidade fica num prédio super moderno, revestido com vidro. São dois banhos, um com vista para o lago e outro para um bosque. Cada banho é dedicado a um gênero num sistema de rotatividade: um dia o banho do lago pode ser usado por homens e o do bosque por mulheres, trocando no dia seguinte.
Por fim, Awazu Onsen tem um soyu simples, mas bem charmoso. Na localidade, que é conhecida como estância de águas termais há 1300 anos, o destaque é o Hoshi Ryokan, considerado por muitos anos o hotel — e o empreendimento — mais antigo do mundo ainda em atividade. Fundada no ano de 718, a companhia acabou perdendo o posto depois que outras pesquisas revelaram hotéis e empresas mais antigos do que ela. No entanto, o espaço, que é administrado pela 46ª geração da família Hoshi é uma referência em omotenashi, a hospitalidade japonesa.
A região das quatro pequenas estâncias de águas termais fica próxima do Monte Hakusan, considerado uma das três principais montanhas sagradas do Japão, junto com os montes Fuji (em Yamanashi) e Tateyama (em Toyama). O local é um popular ponto de atividades ao ar livre, como hiking e paraglider. Com o pico localizado a 2702 metros de altitude, numa região de neve pesada, o Monte Hakusan costuma ficar coberto de neve por cerca de seis meses. A temporada de acesso começa em julho e vai até outubro.
A rota mais popular é a Bettodeai, cujo trajeto de ida e volta, entre a base e o topo, pode levar cerca de 8 horas. No entanto, como o transporte público é limitado, quem pretende fazer tudo em um só dia e retornar à cidade deve ir de carro. A trilha se divide em duas partes a partir de determinado ponto, cada uma com características próprias. A Sabo é menos íngreme e, por isso, escolhida por muitos durante a subida. Já a Kanko tem belas vistas, especialmente na rota de descida. Nas duas rotas existem pequenas hospedarias para quem pretende passar a noite no local. No entanto, como a montanha é bastante concorrida, é bom reservar com antecedência. A vila mais próxima do início da trilha é Shiramine Onsen, uma pequena estância de águas termais com hotéis, ryokans e pousadas.
Midorigaike, um pequeno lago de cratera no Monte Hakusan (foto: Pixta)
Fontes ligadas ao governo disseram neste domingo, 27, que mais uma vez o Japão está avaliando estender o Estado de Quase Emergência do COVID-19 para determinadas províncias, além da data prevista de 6 de março.
Além de Tóquio, o governo está considerando uma extensão das medidas para Saitama, Chiba, Kanagawa, Gifu, Aichi, Mie, Kyoto, Osaka e Hyogo.
Tóquio e seis províncias tiveram o prazo adiado de 13 de fevereiro para 6 de março. Kyoto, Osaka e Hyogo estavam entre as 17 regiões cujas medidas de emergência foram estendidas de 27 de fevereiro a 6 de março.
Províncias atualmente em Quase Emergência (Arte: NHK)
Com mais da metade dos leitos hospitalares para pacientes com COVID-19 ocupados nessas áreas, o primeiro-ministro Fumio Kishida perguntará aos governadores dessas províncias sobre situações de pandemia locais e consultará especialistas em saúde antes de tomar uma decisão sobre a extensão por cerca de duas semanas.
Os números do Coronavírus continuam altos. As autoridades de saúde do Japão confirmaram 71.488 novos casos de Coronavírus e 158 mortes no domingo. E Tóquio registrou 12.935 novas infecções. A província de Osaka confirmou 8.400 e a de Kanagawa, 6.814 novos casos.
Vacinação
As vacinas contra o Coronavírus para crianças entre 5 e 11 anos começaram sábado, 26, em uma área de Tóquio.
Embora se espere que as vacinações para a faixa etária comecem em partes mais amplas do país em março, alguns municípios foram autorizados pelo governo a começar mais cedo, desde que estejam com a estrutura pronta.
Segundo o Ministério da Saúde, a vacina para crianças dessa faixa etária conterá um terço do volume da usada em crianças a partir de 12 anos. Elas receberão duas doses da vacina da Pfizer Inc., em um intervalo de três semanas.
Além do consentimento dos pais, eles também precisam estar acompanhados por seus responsáveis.
Dados de ensaios clínicos conduzidos pela Pfizer fora do Japão, antes do surgimento da variante, mostram que a administração de duas doses da vacina foi mais de 90% eficaz na prevenção de infecções em crianças de 5 a 11 anos.
Essa afirmativa, embora seja um fato, costuma gerar desconfianças, no que se refere à nossa responsabilidade de fazer as coisas acontecerem com planejamento, tentando evitar erros futuros, nossos e dos outros. Contudo, nada pode mudar o fato de que não controlamos nada. Na melhor das hipóteses, somos bons estrategistas.
Já parou para pensar que ao planejarmos uma nova conquista, projeto, enfim, estratégias para realizar nossos planos, levamos pouco em consideração as nossas limitações e das pessoas envolvidas? A consideração de que não depende só da gente costuma gerar um desconforto, porque queremos controlar e, de certo modo, temos expectativas de superar as nossas vulnerabilidades. Assim, ao invés de assumirmos responsabilidades, assumimos a ilusão de que podemos controlar.
O controlador sofre terrivelmente ao assumir a posição de ter que dar conta de tudo e de todos, e a expectativa de que isso está em suas mãos faz com que ele se sinta, repetida e continuamente, muito insatisfeito consigo mesmo e com os outros, afinal, os outros, na visão do controlador, também poderiam ser controlados por ele.
Abrir mão do controle não significa deixar de ser responsável ou de lutar para que as coisas funcionem, significa abrir espaço interno para acolher aquilo que fugiu ao nosso controle como algo que poderia acontecer. Talvez a diferença entre responsabilidade e controle seja a forma com a qual reagimos diante do inesperado, desconhecido e não planejado. Para nos recuperarmos rapidamente de uma frustração e seguirmos em frente com as nossas responsabilidades, sem ferir e nem nos ferirmos, precisamos ter a compaixão e a autocompaixão do nosso lado.
A compaixão e a autocompaixão são muito importantes porque nelas cabem nossas limitações e as limitações das pessoas, e esta aceitação amplia a capacidade de agir em direção daquilo que desejamos com muito mais lucidez e menos desgaste. Compreender que errar e não ter realizado algo como desejávamos faz parte o tempo todo. Além de nos tornar mais flexíveis, isso nos dá a liberdade para seguir adiante mantendo o nosso propósito de conquista, fazendo os ajustes que experiências anteriores e fracassadas nos ensinaram.
Já pensou no tempo que gastamos remoendo, ruminando o que não deu certo e carregando a culpa de nossas falhas, as quais nos punimos indefinidas vezes por uma mesma situação? Relaxe, libere o criticismo e acolha a gentileza e a autogentileza.
O início do ano pode ser muitas vezes um período de reflexão devido à observação do tempo passando, de mais um ano se esvair por nossas mãos, de perceber que estamos a envelhecer…
Se você não soubesse quantos anos tem, o que faria? Quais coisas gostaria de manter e quais mudaria em sua vida? Por vezes, podemos nos sentir velhos demais ou cansados demais para seguirmos nossos sonhos, para recomeçar de algum ponto e mudar a rota. A ida e a estadia fora do país exigem coragem e um bocado de sonhos na bagagem, mas, depois de algum tempo, podemos nos esquecer do que nos motivou a estar ali, nos deixando envolver pela rotina, pelo cansaço e pela necessidade financeira. Passamos a viver no piloto automático, esquecendo o quão incrível pode ser fazer algo por NÓS MESMOS!
Se não existisse essa preocupação com ser “cedo ou tarde demais”, todos seríamos mais livres, nos sentiríamos mais merecedores e assim, correríamos mais atrás daquilo que realmente faz sentido para nossas vidas! Claro que o trabalho é importante, mas será que não estamos dedicando tempo demais a isso e esquecendo outras coisas que são tão importantes quanto o trabalho? A família, o relacionamento, a saúde física e mental, o descanso, os sonhos e tantas outras coisas esquecidas no fundo de uma gaveta, para que assim sobre tempo para produzir, trabalhar, ganhar dinheiro, etc. A ideia de “tempo certo” para fazer as coisas nos faz sempre achar que estamos novos demais ou velhos demais para o que nós realmente queremos fazer.
Essa semana ouvi um relato que dizia o seguinte: “Minha avó, aos 60 anos, sofreu um pequeno acidente que a deixou com um problema no joelho que só seria resolvido com uma cirurgia, mas ela se negou a fazer o procedimento, pois disse que já estava velha e não valeria a pena; porém, ela viveu até depois dos 90 e passou mais de 30 anos mancando, pois aos 60 achou que a vida já estava ao fim.”. Aquilo me tocou profundamente. Pensei o quanto todos nós podemos pensar que não é o momento certo para fazermos algo que precisamos ou queremos, mas abrimos mão por acreditar que não vale a pena, perdendo, assim, a oportunidade de viver algo ainda melhor do que já temos!
Então este texto é um convite para você buscar o que está guardado na sua gaveta, esquecido na sua memória e fazer O HOJE ser o TEMPO CERTO para realizá-lo! Seja um autocuidado, um exame, um descanso, ou o primeiro passo para um grande sonho! Nunca é cedo ou tarde demais para o que é importante!
O governo do Japão anunciou que começará nesta semana a enviar vacinas contra o Coronavírus para municípios e instalações médicas, que serão aplicadas nas crianças entre 5 e 11 anos de idade.
E nesta segunda-feira, 21, as vacinas para essa faixa etária serão oficialmente incluídas no Programa de Vacinação Pública.
A previsão é que sejam entregues cerca de 12 milhões de doses da vacina contra o COVID-19 até o mês de maio. Em algumas regiões, as inoculações devem começar já neste mês.
Para crianças nessa faixa etária, a vacina conterá um terço da dose para pessoas com 12 anos ou mais. Serão duas aplicações, com um período de três semanas entre elas.
Elas não são obrigadas a serem vacinadas contra o Coronavírus, pois segundo o governo, ainda não existem dados suficientes para verificar sua eficácia contra a variante Ômicron. Por isso, o consentimento dos pais será necessário.
O Ministério da Saúde pede aos pais que conversem com os filhos, bem como que consultem seus médicos antes de tomar uma decisão.
No entanto, o Ministério orienta que as crianças com problemas respiratórios e outros problemas de saúde subjacentes sejam vacinadas, pois têm um risco maior de desenvolver sintomas graves de COVID-19.
Dose de reforço
O número de terceiras doses da vacina contra o Coronavírus administradas por dia, ultrapassou 750.000 no Japão.
O site da Agência Digital mostra que 12.601.114, ou 35,2% das pessoas com 65 anos ou mais receberam a terceira dose até sábado, 19.
O governo encurtou o intervalo entre a segunda dose e a de reforço de 8 meses para 6 meses, em fases a partir de dezembro, e pretende atingir 1 milhão de aplicações por dia.
Na quinta-feira, 17, 16.009.146 pessoas, ou 12,6% da população, haviam recebido suas doses de reforço. O número representa 42,7% das 37,52 milhões de pessoas que são elegíveis para receber a terceira vacina.
Muitos de nossos nacionais costumam afirmar: “estou vivendo temporariamente no Japão para organizar minha vida no Brasil”. Ainda que tenham o retorno em vista, as famílias costumam prolongar sua permanência no Japão, postergando, assim, uma decisão definitiva a respeito da eventual volta ao Brasil. Cria-se assim um descompasso entre a intenção expressa e a realidade que se constrói em terra estrangeira com o passar dos anos. Frequentemente, leva-se muito tempo para reconhecer-se como imigrante de residência fixa no Japão. E a falta de clareza quanto ao planejamento futuro gera impactos negativos sobre a vida de todos os membros da família, em especial sobre a situação dos menores estudantes.
Um dos modos de minimizar os efeitos negativos da oscilação da residência familiar entre dois países é a educação e a capacitação, com especial destaque ao bilinguismo. Nesse sentido, há ampla oferta de bons cursos gratuitos de japonês para estrangeiros. A NPO ABC Japan, por exemplo, instituição parceira do consulado em diversos projetos educacionais, disponibiliza ao público bons cursos de Japonês, para todos os níveis de proficiência. Há também iniciativas de outras instituições, empresas e autoridades japonesas que oferecem ao público cursos técnicos e do idioma local de forma gratuita. No ano passado, o Consulado publicou uma lista com diversos cursos de língua japonesa e de capacitação gratuitos ou a preços módicos. A lista completa, que vem sendo constantemente atualizada, pode ser acessada em: https://www.facebook.com/ConsuladoemToquio/photos/a.716090865111091/3995394990513979/
Além da divulgação de oportunidades de estudo de língua japonesa e de capacitação técnica, instrumentos capazes de gerar uma melhor inserção de nossa comunidade na sociedade local, o Consulado tem estimulado também o aprendizado da língua portuguesa por meio de concursos. Assim, no ano passado, foi realizada a primeira edição das Olimpíadas do Português como Língua de Herança, que permitiu a participação de crianças e adolescentes de nacionalidade brasileira ou de estrangeiros com pais de nacionalidade brasileira, desde que matriculados em escolas japonesas. Os participantes foram divididos em duas categorias: a primeira composta por crianças de 9 a 12 anos; e a segunda integrada por adolescentes de 13 a 15 anos de idade. O evento ocorreu em três etapas. Duas de caráter regional: oratória e prova objetiva; e uma etapa de âmbito nacional: prova de redação.
Para os alunos matriculados em escolas de currículo brasileiro no Japão, também no ano passado, o Consulado realizou a primeira edição do Campeonato de Língua Portuguesa. Participaram 169 alunos, de 9 escolas localizadas em diferentes prefeituras da jurisdição do posto. O campeonato foi dividido em duas etapas: prova objetiva (múltipla escolha) e redação. Aproveito a oportunidade para parabenizar os vencedores de ambos os concursos e todos os participantes das duas iniciativas.
Das provas e etapas avaliadas em ambas as ocasiões, percebeu-se que boa parte do material analisado revela o enorme potencial acadêmico dos jovens da nossa comunidade, haja vista a clareza e a força de seus argumentos e um notável domínio da norma padrão da língua portuguesa. Nada mais natural para eles do que seguir desenvolvendo seu potencial em instituições de ensino superior no Brasil ou no Japão, caso seja esta sua escolha.
Observa-se, no entanto, que muitos alunos de escolas brasileiras têm à sua frente obstáculos difíceis de serem superados. Vários têm pouco contato com a língua japonesa, uma vez que o português é o idioma utilizado em praticamente todos os domínios sociais onde convivem: casa, escola, igreja/templo, lazer. Sem oportunidades para praticar a língua local, as chances de ingresso em universidades japonesas tornam-se mínimas. Consequentemente, o potencial intelectual de jovens recém-saídos do nível médio acaba sendo desperdiçado em “arubaitos” e horas extras (zangyo).
Do outro lado, os alunos que frequentam as escolas japonesas acabam tendo uma integração tão intensa à sociedade local que, por vezes, não aprendem o idioma pátrio e perdem boas oportunidades de estudos superiores no Brasil ou de empregos nos quais poderiam se valer da habilidade de falar dois idiomas. Muitas vezes, isso acontece pela dificuldade dos pais de passar a seus filhos a língua portuguesa ou simplesmente pela falta de atenção da família a esse aspecto.
Portanto, não deixe de investir no futuro e nos estudos de seus filhos. Caso precise de mais informações, procure o Consulado e teremos prazer em esclarecer todas as dúvidas sobre educação superior e técnica, cursos à distância, cursos de idioma, ou qualquer outro tema relacionado à educação tanto no Brasil quanto no Japão. Você também pode enviar e-mail a informe.cgtoquio@itamaraty.gov.br que responderemos em seguida.