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Consulado homenageia jornalistas brasileiros no Japão

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Veículos de imprensa também serão condecorados

 

Pela primeira vez, os jornalistas brasileiros que atuam no Japão, veículos de comunicação voltados para a comunidade brasileira no país e correspondentes internacionais das grandes emissoras do Brasil serão homenageados pelo Consulado Geral do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka).

A condecoração é alusiva ao Dia do Jornalista, comemorado no Brasil em 7 de abril, data instituída pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) em 1931.

Na ocasião, jornalistas japoneses que cobrem a comunidade brasileira no Japão, como Asahi Shimbum, NHK, Chunichi Shimbum e Shizuoka Shimbum, também serão homenageados.

 

Será o primeiro reconhecimento oficial à categoria (Arte: Divulgação)

 

A solenidade acontece no dia 1° de abril, no Tournez La Page, em Hamamatsu. O evento contará com a presença de jornalistas de diversas áreas, representantes das mídias brasileiras no Japão, empresários e convidados especiais.

O evento conta com apoio da Eureka Japan Produções, Kowa, Mahalo e Hiro World.

Serviço

Homenagem aos Jornalistas Brasileiros no Japão

Data: 1° de abril de 2023

Local: Tournez La Page

Mais informações: 090-9948-1741

 

* Com Silvio Mori

 

Japão conquista título mundial de beisebol

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Ohtani foi eleito o MVP

Nesta quarta-feira, 22, o Japão venceu os Estados Unidos por 3 a 2 e conquistou o 3º título do Clássico Mundial de Beisebol (World Baseball Classic).

O triunfo do Japão em Miami, seu primeiro título WBC desde 2009, foi assistido por multidões que se reuniram em locais públicos em todo o país, como bares e clubes.

O campeonato é como a Copa do Mundo, disputada a cada quatro anos. Até hoje foram realizadas apenas cinco edições.

A grande final terminou em um duelo que entrará para a história do beisebol.

 

Atletas comemoram o título (Foto: Getty Images)

 

Shohei Ohtani, o maior astro do beisebol japonês atualmente, famoso pelas rebatidas e arremessos, enfrentou seu companheiro de equipe no Los Angeles Angels e capitão dos Estados Unidos, Trout.

¨Meu sonho se tornou realidade¨, disse Ohtani sobre a vitória do Samurai Japan. ¨Foi um grande alívio poder encerrar o jogo. Mas é triste que este torneio tenha acabado¨, completou.

Ohtani foi eleito o MVP do WBC após conseguir as melhores estatísticas durante todo o torneio.

Técnicos

A final também marcou o encontro de dois técnicos consagrados.

O comandante do Japão, Hideki Kuriyama, disse que a vitória pode ter um grande impacto na popularidade do esporte no país.

¨As crianças no Japão que estão assistindo isso podem pensar que isso é muito legal e eles podem querer ser jogadores de beisebol¨, destacou.

Já o técnico dos Estados Unidos, Mark DeRosa, disse que foi uma final de livro de histórias para o mundo do beisebol, mas que esperava ¨terminar um pouco diferente¨.

 

Fontes: Kyodo e Japan Today

 

Ume – A Flor que Marca o Início da Primavera

Que os japoneses são apaixonados por flores, nós já sabemos. Isso porque elas são marcos da mudança das estações e da passagem do tempo. No Japão, a observação das flores é popular não somente pela beleza do espetáculo que proporcionam mas, também, porque os locais atribuem a elas significados. Esta simbologia, expressa em poemas, canções e outras obras de arte criam uma relação profunda entre a natureza e a vida humana. No Japão, este senso estético e filosófico é chamado de mono no aware, algo como “consciência da efemeridade das coisas”.

No Japão, as primeiras árvores a florir depois do inverno são as ameixeiras. Por isso, eles têm destaque especial na memória dos japoneses. Antes das cerejeiras conquistarem o coração dos japoneses, durante o Período Edo (1603 – 1808), eram as ameixeiras que mobilizavam os nobres nos hanami, os encontros para observar as flores. Elas estão presentes em milhares de poemas, pinturas, romances e outras obras de arte, produzidas no país ao longo dos séculos.

O nome da atual era do Japão, Reiwa, foi criado através de caracteres encontrados no Man’yō-shū, considerada a mais antiga coletânea poética em língua japonesa, compilada no ano de 759. Os caracteres que formam Reiwa (令和) fazem parte de um poema sobre a flor de ameixeira.

Neste mês promissor do início da primavera,
O tempo está ótimo e o vento, suave
A ameixeira desabrocha como se estivesse num camarim
e a orquídea lança um perfume doce, como um sachê

O nome da era foi tirado das palavras 令月/reigetsu (mês promissor) e 和/yawaragi (suave, gentil) e significa “beleza e harmonia”.

Em uma de suas obras sobre as flores do Japão, o pesquisador e professor Tanaka Osamu diz que não há coincidência na escolha de um poema sobre a flor de ameixeira para a criação do nome da Era Reiwa. A ameixeira é “parte integral das tradições japonesas”, conta ele no livro Nihon no hana wo itoshimu (algo como “o amor pelas flores japonesas”).

“Desde tempos imemoriais, os japoneses esperam com entusiasmo o desabrochar das ameixeiras que há muito vêm aparecendo com destaque nas artes e na poesia”, escreveu ele.

Flores voadoras

Significando “nobreza”, “devoção”, “perseverança” e “pureza de coração”, a flor de ameixeira aparece numa bela lenda que envolve o estudioso o santuário Kitano Tenmagu, um dos mais conhecidos de Kyoto. Sugawara no Michizane era um admirado poeta e pesquisador da segunda metade do século 9 quando caiu em desgraça com a corte imperial e foi mandado para o exílio em Kyushu, a centenas de quilômetros de distância, no sudoeste do Japão.

Na preparação para a partida, Sugawara escreveu uma poema em homenagem à uma ameixeira que ele adorava.

Quando soprarem os ventos do oeste
espalha o teu perfume, ó flor de ameixeira
Mesmo que teu mestre se tenha ido,
nunca te esqueças da primavera

Diz a lenda que a árvore sentiu tantas saudades de Sugawara que voou até ele até o local de seu exílio, onde criou raízes e cresceu. Esta árvore, hoje conhecida como Irotamagaki, pode ser vista no Santuário Dazaifu Tenmangu, na cidade de Fukuoka.

Sugawara, por sua vez, nunca mais voltou a Kyoto. Após a sua morte, no ano de 901, a cidade caiu em desgraça, com praga e seca. Na época, os fenômenos foram atribuídos à injustiça cometida pelo imperador contra ele. Para apaziguar a sua alma, os locais fundaram o Kitano Tenmangu e passaram a reverenciá-lo como a divindade do saber Tenman Tenjin.

O santuário é conhecido pelo belo jardim de ameixeiras e é muito visitado na temporada da floração. A árvore mais sagrada do santuário, chamada de Beni Wakon Bai, é uma ameixeira de 350 anos que, acredita-se, tenha sido plantada a partir de enxerto extraído da árvore amada por Sugawara e que o inspirou em seu poema.

Onde ver as ameixeiras no Japão

As ameixeiras costumam florescer no meado de fevereiro e podem ser vistas até o início de março em parques de várias partes do país. Confira algumas dicas.

IBARAKI
Kairaku-en
Ibaraki-ken Mito-shi Mikawa 1-1251 [mapa]

TÓQUIO
Yushima Tenjin
Tokyo-to Bunkyo-ku Yushima 3-30-1
[mapa]

KANAGAWA
Soga no Sato Bessho Bairin
Kanagawa-ken Odawara-shi Soga Bessho 282 [mapa]

MIE
Inabe-shi Nogyo Koen (Parque Agrícola Municipal de Inabe)
Mie-ken Inabe-shi Fujiwarachotei 717 [mapa]

KYOTO
Santuário Kitano Tenmangu
Kyoto-fu Kyoto-shi Kamigyo-ku Bakurocho [mapa]

FUKUOKA
Dazaifu Tenmangu
Fukuoka-ken Dazaifu-shi Saifu 4-7-1 [mapa]

É Primavera! Tempo de sakura!

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Todo ano é a mesma coisa. Chega fevereiro e os japoneses só pensam em… sakura! Sim, com o inverno se encaminhando para o final, o povo começa a se planejar para, finalmente, poder botar a cara na rua sem medo de levar uma pancada de ar frio na lata. Ano após ano aqui no Japão, a gente acaba adquirindo os hábitos locais e, quando menos espera, já está se perguntando se saiu a previsão da floração das cerejeiras, uma coisa que ninguém nem imaginava que existia enquanto morava no Brasil. 

Mas como não esperar ansiosamente pelo curto espaço de tempo em que as cerejeiras florescem? Tudo muda! Do nada, parece que o mundo inteiro ficou cor de rosa. E as prateleiras dos mercados? Tem doce de sakura, mel de sakura, cerveja de sakura, sal de sakura e qualquer-outra-coisa-que-a-gente-nem-sabia-que-existia, só que de sakura. As ruas, então… Qualquer shotengai, por mais mequetrefe que seja, fica todo florido. Flores de plástico, claro, daquelas que os Titãs diziam que não morrem. Mas não tem como negar que até as flores de mentira dão vida nova às ruas de comércio mais escondidas do país. Até a gente fica meio que, sei lá, molengão. Afinal, as cerejeiras floridas vão derretendo até o coração mais gelado e se mostrando um presente da natureza depois de um inverno que, para muitos, pode ser bem desanimador.

Bem, você deve imaginar que toda essa adoração pelas sakura não veio do nada. O costume de apreciar as cerejeiras em flor tem séculos de história dentre os japoneses. De costume restrito às aristocracias, o hanami (contemplação das flores) se tornou um festival extremamente popular e, ao longo dos séculos, inspirou artistas de todas as áreas: do ukiyo-e à música contemporânea, passando pela poesia haiku. Todas essas manifestações não são apenas porque a floração é linda. Ela tem um significado profundo para os japoneses, refinado ao longo dos séculos.

Nesta edição, o GUIA JP fala sobre a importância desse momento para os japoneses e te dá boas dicas para você aproveitar bem o curto momento da floração das cerejeiras. 

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Não é de hoje que os japoneses esperam o inverno acabar para sentar-se embaixo das cerejeiras e celebrar o início da primavera. Num país com quatro estações bem definidas, festividades para marcar essas mudanças não é algo incomum. Vinda da China, a celebração do Setsubun no início de fevereiro marca o fim do inverno e o início “oficial” da primavera. Porém, na época, ainda costuma ser frio em boa parte do país. 

As ameixeiras dão as primeiras flores a desabrochar na primavera japonesa. Chamadas de ume em japonês, essas plantas vieram da China para o Japão e suas flores eram adoradas pelos japoneses até o Período Nara (710-794). Até então, a influência da cultura chinesa no Japão era imensa e boa parte do que hoje consideramos como “cultura japonesa” tem sua base nos conhecimentos importados da China até essa época. 

O período histórico seguinte marca a mudança da capital do país para Heian, que depois ganhou o nome de Kyoto. Essa foi uma época de grandes mudanças na sociedade japonesa, com movimentos que procuravam se afastar da influência chinesa e criar uma cultura que representasse o país na sua essência. Foi nesse momento que a sakura começou a se tornar admirada pelas aristocracias do país. 

Essa obra, Yayoi Asukayama Hanami, foi criada por Shigemasa Kitao entre 1772 e 1776 e retrata um hanami no Parque Asukayama, cujas cerejeiras foram plantadas pelo xogum Tokugawa Yoshimune.

Somente alguns séculos depois que o hanami como a gente conhece passou a existir. Em 1598, o Toyotomi Hideyoshi, um dos mais poderosos senhores feudais da época, organizou uma festa da pesada à sombra das cerejeiras do Templo Daigoji, em Kyoto. Óbvio que o convescote reunia só “diretoria” mas, ao que parece, a festa ecoou longe e não demorou muito tempo para que o povão também fizesse suas estripulias.

O século 17 chega ao Japão com o Período Edo (1603-1868). Foi o início de uma longa época marcada pela paz, construída através da unificação do país em torno do clã Tokugawa. Edo, que séculos depois se tornaria Tóquio, era o centro desse novo poder instituído. Com menos brigas e tensões, as pessoas encontram mais tempo para o lazer, para arte. Essa amansada criou oportunidades para a realização de eventos como a apreciação das flores. Estando perto do poder, o Edo foi o cenário perfeito para isso. Acredita-se que os primeiros hanami populares tenham acontecido na cidade, em especial em Ueno, onde ficavam vários templos importantes. 

Oitavo governante do novo xogunato, Tokugawa Yoshimune (1684-1751) pode ser creditado como o maior incentivador da forma como admiramos as flores de cerejeira nos dias de hoje. Foi ele que plantou uma enorme quantidade de cerejeiras em Edo, o que muitos autores creditam como o movimento definitivo para que a cultura do hanami se espalhasse, primeiro por lá e, depois, pelo país. Mas naquela época, o colorido rosa não era o predominante porque a espécie de sakura que mais admiramos hoje ainda nem existia.

De uma queda, foi ao chão

Uma das principais características da floração das cerejeiras é a sua efemeridade. Da abertura total do botão até a queda das pétalas não se passa mais que uma semana. E o mais interessante é que as sakura de uma região trabalham de forma sincronizada, ou seja, florescem juntas e caem juntas. Não é coincidência. 

Existem dezenas de espécies de cerejeiras, mas acredita-se que entre 70 e 80 por cento das sakura do Japão são do tipo somei-yoshino, um híbrido criado artificialmente entre o final do Período Edo e o início do Período Meiji (1868-1912). As árvores dessa espécie são plantadas usando uma técnica chamada tsugiki (enxertia, em português). Através desta técnica, tecidos diferentes de plantas são conectados para que cresçam juntos. No caso das somei-yoshino, o uso da técnica garante que todos os pés tenham a mesma origem genética e, por isso, um ciclo de vida praticamente sincronizado. Por isso, é muito provável que o sucesso das somei-yoshino se deva ao fato de que os pés trabalhem ao mesmo tempo, causando o impacto na paisagem que vemos na época das floradas. Por cerca de uma semana, o espetáculo rosa domina a atenção de todo mundo. No final, as pétalas caindo como confetes encerram a temporada com chave de ouro. Curta, mas marcante.

Essa efemeridade, ou seja, a curta duração, é uma das ideias evocadas pelas sakura e que está por trás dessa adoração que os japoneses têm por esta pequena e delicada flor. Na cultura do país, a floração da cerejeira representa a própria vida humana, uma brevidade dentro da existência do planeta. Transitoriedade é uma outra ideia relacionada à planta. Em outras palavras, nada é eterno. Tudo passa, muitas vezes num curto período de tempo. São pensamentos herdados do budismo e, de acordo com eles, a temporada de floração das cerejeiras deve nos lembrar que é importante viver com esplendor e com foco no agora, sem medo do fim. Até porque, de acordo com os ensinamentos budistas, tudo é cíclico, como a floração das cerejeiras.

Como iniciar uma profissão?

Em geral todos querem começar a exercer a profissão ou um negócio próprio, apenas com o conhecimento técnico do ramo que elegeu. Ou então, já fez cursos especiais, participou de palestras, oficinas e treinamentos e adquiriu muitas informações. Provavelmente até domina bem o trabalho, o que confere autoconfiança e talvez até já tenha clientes informalmente. Este é um caso em que deve se tomar muito cuidado, principalmente no Japão, especialmente quem trabalha em fábricas e tem ótima renda. O trabalho informal nos fins de semana dá uma espécie de “licença” para a relação de negócios do profissional com o cliente e vice versa. Explicando: o profissional trabalha durante a semana em fábrica, os clientes também. Um compreende o outro e sabe da dureza desta vida com extenuantes jornadas de trabalho. Só que é impossível atender bem um cliente nessa condição. E o cliente não vai “pagar o que vale” (ou o que deveria valer), se tornando um “acordo mútuo” entre as partes: “eu não te atendo bem e você me paga pouco. Ok, de acordo!”. Um círculo vicioso perverso! Como quem trabalha em fábrica em geral tem ótima renda, essa relação comercial “funciona bem”.

Compreendendo a sua posição

O candidato a profissional – autônomo, free lancer ou mesmo dono de uma pequena empresa – deve pensar que tem no mínimo três “departamentos”, mesmo que seja um autônomo e trabalhe sozinho: Administração, Comercial (Atendimento) e Produção. A administração cuida da parte financeira, contábil, fiscal etc.; o comercial engloba além de vendas, o marketing, propaganda, o atendimento; a produção cuida da produção propriamente dita, da logística (embalagem, expedição, transportes, controle de qualidade, serviços gerais etc.). São os departamentos que têm as obrigações mínimas perante o cliente, fornecedor, colaboradores e empregados e, inclusive… o governo (federal, estadual e municipal). Pois é com todos eles que você vai “dividir” o seu faturamento!

Disciplina e organização

Ser “dono do seu próprio nariz”, como dizia antigamente, não quer dizer que tenha a liberdade acordar na hora que quiser, trabalhar quando bem entender, descansar ou tirar férias quando quiser etc. O autônomo não tem “patrão”, mas o “cliente” é o mais severo patrão. E tem o fornecedor que, se você não cumprir com as suas obrigações – e isso não é somente financeira – quebrando a relação comercial, e consequentemente a sua cadeia produtiva. Como dito acima, o seu dinheiro tem vários donos. Você é dono de apenas uma parte deste dinheiro, além disso você tem que desembolsar ANTES para receber depois e ainda tem o risco de receber atrasado, ou mesmo nem receber. Quem cuida de tudo isso? O autônomo ou o pequeno empresário não tem “Hello Work” nem tampouco ajuda financeira do governo, quando não tiver serviço. Então é necessário ter muita disciplina e senso de organização para que consiga contornar, ou melhor, se prevenir contra esses problemas. Por causa disso, muitas pessoas nem pensam em ser autônomo, achando que é muito difícil ou que é muito “burocrático” (no sentido pejorativo). E acabam preferindo trabalhar em fábricas até… bem, quase ninguém tem planos e dizem  “vamos ver no que vai dar… vou levando a vida…”. Então, para trabalhar como autônomo ou pequeno empresário, com o controle nas mãos, é preciso algumas providencias antes de começar.

O que é necessário

O que fazer ANTES para que tudo corra bem, principalmente nos primeiros passos como autônomo ou dono de um pequeno negócio? Antes de largar a ocupação atual com ótima renda, considerando que tem boa saúde, tome algumas providencias importantes, principalmente para conquistar credibilidade e confiabilidade perante clientes, fornecedores, empregados ou colaboradores e até dos concorrentes.

Apoio da família

Receba o apoio da família que é muito importante, até para superar alguns momentos difíceis. E claro, comemorar vitórias! Comece bem a nova etapa da vida, a partir da própria casa.

Controle financeiro

Operacionalmente, é uma das coisas mais importantes, pois a falta de controle financeiro pode afetar a sua qualidade de vida, mesmo que consiga equilibrar as contas. Tenha uma reserva financeira, o suficiente para superar os primeiros meses com baixo faturamento. Controle as finanças com fluxo de caixa, que é essencial para qualquer tipo de negócio, inclusive para quem é empregado. Jamais atrase um pagamento, seja para quem for. Para comprar equipamentos ou ferramentas de trabalho, leve sempre em consideração a relação custo benefício, nunca o preço em si. O controle de custos e o orçamento preciso,  também são partes importantes do controle financeiro.

O lado humano

Considerar o lado humano é um importante fator de sucesso nos negócios. Ter empatia e agir com inteligência emocional são primordiais para o relacionamento com todos. Do lado pessoal, é muito importante ter o controle de si próprio para aumentar a resiliência e superar os problemas com a cabeça tranqüila. Outra coisa importante que não deve ser deixado de lado, são as redes sociais. Tomem cuidado com o que posta, pois o perfil do profissional é mais visto pelas redes sociais do que pelo próprio curriculum vitæ ou o profile da empresa.

Comunicação

A comunicação é algo muito contraditório nos dias de hoje. Quanto mais a tecnologia avança e quanto mais facilidades de comunicação vão surgindo, pior vai ficando a ação da comunicação em si. A comunicação – ou a falta de – pode detonar a credibilidade, pois pode simplesmente parecer falta de respeito ao cliente ou qualquer pessoa que tenha relação com o seu negócio.

Administrar o tempo

Tão importante quanto a administração financeira, é a administração de tempo. Aquela velha máxima “tempo é dinheiro” é mais do que valida, principalmente nos dias de hoje, onde todos tem muita pressa – geralmente para cobrir justamente a má administração do tempo. Produtividade e eficiência são assuntos que o candidato a profissional autônomo ou empresário devem conhecer bem antes de começar o empreendimento.

Qualidade de serviço

Com esses cuidados essenciais, você pode realizar seus trabalhos com qualidade no sentido amplo, não só a qualidade do produto ou serviço (de seu negócio). O mais importante de tudo é a qualidade de atendimento, de forma global. É aquilo que o profissional não vai cobrar do cliente, é o que faz parte gratuitamente daquilo que ele cobra. Isso não se conquista de uma hora para outra, leva-se muito tempo. Mas é preciso dedicar muito e considerar como um padrão de atendimento. Assim, o profissional ganha respeito e confiança dos clientes e pode conquistar o sucesso no empreendimento.

 

 

 

JEBRA Japão acontece em julho

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JEBRA Japão acontece em julho.

O evento é a continuação da Olimpíada Escolar Brasileira realizada no ano passado.

O principal evento esportivo escolar da comunidade brasileira no Japão já tem data definida: será no dia 22 de julho. O JEBRA – Jogos Escolares Brasileiros – Japão substituem a “Olimpíada Escolar” realizada em julho do ano passado.

O novo nome para a competição foi alterado visando mais originalidade e ganhou uma nova logomarca, sendo denominado agora de JEBRA – Jogos Escolares Brasileiros – Japão.

O JEBRA é uma realização da NPO Sorriso de Criança e conta com o apoio do Consulado do Brasil em Hamamatsu. Tem por objetivo promover a integração e o intercâmbio dos estudantes brasileiros no Japão, incentivar a prática esportiva e favorecer a descoberta de novos talentos brasileiros dentro do esporte.

Modalidades

O JEBRA – Jogos Escolares Brasileiros incluem diversas modalidades, entre elas, atletismo, salto em distância, vôlei, tênis de mesa, futebol e xadrez. No ano passado, o evento teve a participação de 16 escolas, reunindo cerca de 650 jovens de 8 províncias do Japão. Este ano, é esperada a participação de um maior número de escolas brasileiras.

As competições foram realizadas no estádio Ecopa, em Shizuoka, e contou com a presença de diversas personalidades como o jogador de futebol Rui Ramos, o mesatenista Hugo Hoyama, o campeão peso-pesado do torneio Rizin de MMA, Roberto Satoshi.

Serviço:

JEBRA – Jogos Escolares Brasileiros no Japão
Dia: 22 de Julho
Horário: 8:00 às 17:00
Local: Ecopa – Fukuroi / Shizuoka
Website: https://jebrajapao.com/

 

 

Japão reduz uso de máscara facial

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Covid-19 será rebaixada para categoria de gripe sazonal

 

A partir da próxima segunda-feira, 13, cada indivíduo poderá decidir se continua ou não usando máscara facial no Japão, tanto em ambientes abertos quanto fechados.

O governo tomou essa decisão no dia 10 de fevereiro, revisando sua recomendação de que as máscaras devem ser utilizadas em recintos fechados e aliviando as medidas de prevenção à COVID-19.

No entanto, o Ministério da Saúde tem recomendações para uso de máscara em algumas situações.

O governo sugere sua utilização ao procurar um médico ou ao andar em um transporte público lotado.

Também, enfatiza que as máscaras são eficazes para proteger as pessoas com maior risco de desenvolver doenças graves, gestantes e na visita a locais com aglomerações.

Além disso, o governo pede à população que evite saídas caso apresente sintomas ou se um familiar que mora na mesma casa testar positivo para o coronavírus.

Nesses casos, se as pessoas não puderem evitar saídas para ir a um hospital ou por alguma outra razão, elas terão que evitar aglomerações e usar máscaras.

 

Uso continua recomendado em algumas situações (Foto: Pixabay)

 

Outra recomendação: se alguém da família testou positivo para o coronavírus, todos os membros devem evitar sair de casa, mas se for necessário ir fazer compras ou consultar um médico é aconselhável o uso de máscara.

No mesmo dia o Ministério da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia emitiu um comunicado aos conselhos de educação e demais órgãos de âmbito nacional que, a princípio, as crianças, alunos e professores devem comparecer às solenidades de formatura sem a necessidade do uso da máscara.

Os pais são convidados a usá-las. O primeiro-ministro Fumio Kishida disse: ¨Quero que participem da cerimônia vendo os sorrisos uns dos outros¨.

Uso constante

O governo nunca obrigou o uso de máscara por meio de leis ou decretos, mas ela se tornou um acessório de proteção que foi adotada por praticamente toda a população.

Mesmo depois de o Ministério da Saúde ter retirado as recomendações do uso de máscara em locais ao ar livre, no ano passado, muitas pessoas continuaram com a proteção no rosto e provavelmente uma boa parte manterá seu uso depois de segunda-feira.

A máscara continuará sendo um item a deixar na bolsa ou no bolso, pois a pessoa pode ser requerida a usá-la dependendo do local que esteja.

As lojas e empresas podem se sentir livres para pedir aos clientes e funcionários que continuem usando a proteção.

Golden Week

O governo está mudando a posição da Covid-19, de uma situação de desastre, para a classificação equivalente a uma gripe sazonal.

Pela Lei de Prevenção de Doenças Infecciosas do Japão, a Covid-19 está atualmente classificada na categoria 2, que inclui tuberculose e síndrome respiratória aguda grave (Sars).

 

Uso continua recomendado e algumas situações (Foto: Pixabay)

 

Com a mudança, passará para a categoria 5, que é a mais baixa, ficando no mesmo nível da gripe sazonal, influenza, rubéola, sarampo e sífilis.

O governo planeja reduzir gradualmente o financiamento público para despesas médicas, como tratamento e internação, bem como o apoio financeiro a instituições médicas, em relação à Covid.

As autoridades pedem para a população receber as doses de reforço ou até a primeira para quem ainda não o fez.

A previsão é de que o governo vai manter o fornecimento gratuito de vacinas contra Covid-19 pelo menos uma vez por ano.

 

Fontes: NHK e Kyodo

 

Obrigatoriedade do CPF no Japão

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Em janeiro de 2023, foi promulgada a Lei nº 14.534, que estabelece o número de inscrição no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas)“como número único e suficiente para identificar o cidadão nos bancos de dados de serviços públicos”. Na prática, o CPF passará ser o principal documento a ser exigido para uma série de serviços e finalidades. A nova legislação visa a unificar e tornar mais eficiente a identificação de cidadãos por meio do uso do CPF, reduzindo a possibilidade de erros ou fraudes.
Assim, a partir de 11 de janeiro de 2024todos os formulários de solicitação de serviços públicos e todos os documentos emitidos pelos Consulados, inclusive os de registro civil, como certidões de nascimento, casamento e óbito, passarão a ter de conter obrigatoriamente o número de CPF das pessoas envolvidas. Para adaptar-se às novas determinações, os Consulados do Brasil passaram a emitir e incluir o CPF nos novos registros de nascimento. Além disso, os responsáveis estão sendo orientados a providenciar a inscrição no CPF dos menores de idade que solicitem outros serviços.
Quanto aos maiores de idade que nunca tiveram CPF, será preciso que o interessado comprove a quitação comas obrigações eleitorais e militares antes de obter a inscrição no Cadastro. Para evitar dificuldades ao solicitar serviços consulares no futuro, é fundamental que o cidadão confira desde já a situação do seu CPF e os dos seus dependentes, providenciando a regularização nos casos em que conste alguma pendência, bem como a inscrição daqueles que ainda não foram cadastrados. Inscrições e pedidos de regularização podem ser feitos inteiramente pela internet, encaminhando a documentação para a Receita Federal, pelo e-mail cpf.residente.exterior@rfb.gov.br; ou mediante agendamento via e-Consular para atendimento presencial no Consulado.
Vale lembrar que os CPFs no exterior são emitidos de forma exclusivamente digital: trata-se de cartão com código QR, que pode ser impresso a qualquer tempo e, caso o titular deseje, plastificado. Não apenas os recém-inscritos, mas qualquer cidadão com CPF válido pode emitir o cartão digital no site da Receita Federal, na seção “Impressão do Comprovante de Inscrição no CPF”. Sendo assim, caso tenha perdido seu cartão de CPF, não é necessário requerer segunda via, basta acessar o site e imprimir o cartão digital.
Lista de documentos necessários e mais informações sobre o CPF podem ser encontradas no site do Consulado-Geral do Brasil em Tóquio, pelo link: https://www.gov.br/mre/pt-br/consulado-toquio/servicos-consulares/cpf.

Chaves para o sucesso – Entrevista exclusiva com o vencedor do Brazil Startup Pitch

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Chaves para o sucesso

Natural de Taubaté, interior do estado de São Paulo, Robson Kazuo Amano, 38 anos, é casado e pai de um casal de filhos.

Morador de Toyohashi (Aichi), está no Japão há 20 anos.

Nesse tempo, já exerceu muitas profissões. Atualmente é programador, empresário e um visionário.

Confira nesta entrevista exclusiva, um pouco da trajetória do ganhador do Brazil Startup Pitch 2023.

Robson Amano
Robson Amano, vencedor da premiação do Brazil Startup Pitch 2023

GUIA: Você chegou aproximadamente com 18 anos ao Japão. O que fazia no Brasil?

 

ROBSON: Eu trabalhava como pizzaiolo.

 

GUIA: E no Japão, já trabalhou em quais áreas?

 

ROBSON: Comecei trabalhando na linha de montagem em fábrica de autopeças. Mas aí fui para o ramo alimentício. Fiz arubaito em pizzaria, depois fui pizzaiolo e, por fim, gerente de pizzaria. Hoje sou um empreendedor de TI (desenvolvimento de software).

 

GUIA: Você também se define como programador. O que faz um programador?

 

ROBSON: Um programador é uma pessoa que desenvolve sistemas de computador, escreve códigos. Há também a definição de Desenvolvedor de Software, que é uma pessoa que desenvolve sistemas de computador, mas também é responsável por todo o processo de desenvolvimento, desde a concepção até a entrega do produto final. Isso vai desde entender o problema, definir a solução, desenvolver, testar, documentar, entregar e dar manutenção.

 

GUIA: Quando e por que decidiu empreender?

 

ROBSON: Foi um processo natural. Desde que nasci meus pais já trabalhavam com comércio. Então cresci em meio a isso. Nossa família veio de um passado de dificuldades, o que me fez ter uma visão diferente sobre valores e prioridades. Acho que isso me ajudou a ter uma visão mais empreendedora.

Quando vim para o Japão, trabalhei em várias áreas, mas sempre tive interesse em tecnologia. Na pizzaria, com o passar do tempo, fui assumindo mais responsabilidades na empresa e comecei a aplicar meus conhecimentos em tecnologia para resolver alguns problemas. Foi assim que tudo começou.

Atualmente, o meu maior incentivo para empreender é poder criar oportunidades para outras pessoas também empreenderem, seja criando seu negócio ou entrando em empresas como a minha.

 

GUIA: Aproveitando a deixa, fale sobre sua empresa.

 

ROBSON: Ela se chama SmartBit inc (スマートビット株式会社). Foi fundada em 2014 e nosso principal objetivo é ajudar empresas a crescerem usando a tecnologia.

 

GUIA: Agora vamos falar sobre o Brazil Startup Pitch. Qual o projeto que você apresentou que ganhou a maioria dos votos?

 

ROBSON: Ele se chama ezHaken (https://ezhaken.jp/). A explicação desse nome é a seguinte: ez é uma abreviação de easy, que significa fácil em inglês. E Haken é uma abreviação de Hakengaisha, que significa empreiteira em japonês.

 

GUIA: Pode dar detalhes sobre o projeto?

 

ROBSON: O ezHaken é um sistema de gestão de pequenas e médias empreiteiras. Atualmente ele possui a funcionalidade central que é de gestão de contratos de trabalho temporário e algumas funcionalidades secundárias: gestão de funcionários, gestão de documentos, gestão de clientes, captação de currículos de candidatos e notificações automáticas.

Em breve teremos novas funcionalidades: gestão de pagamentos, gestão de yukyu (férias), gestão de horas extras, gestão de horas trabalhadas, gestão de horas de treinamento e gestão de pedidos de adiantamento de salário (vale).

 

GUIA: Parece bem completo. E como surgiu a ideia?

 

ROBSON: Quando eu estava dando suporte a uma empreiteira. O responsável me explicou as dificuldades e os desafios que ele tinha para gerenciar a empresa e que isso aumentaria e dificultaria o crescimento da empresa.

Eu sabia que existiam sistemas para isso, mas que eram muito caros e que não atendiam às necessidades da empresa. Então pensei em desenvolver um sistema que atendesse a essas necessidades e que fosse acessível para pequenas e médias empresas.

Comecei a estudar as leis e regulamentos que regem o trabalho temporário no Japão e parti para o desenvolvimento do sistema.

 

GUIA: O projeto já existe ou está apenas em estudo?

 

ROBSON: O sistema vem sendo desenvolvido há mais de 4 anos e foi lançado em 2022. Atualmente, temos uma empresa que usa o sistema e mais duas em processo de implantação.

Temos 3 planos para melhor atender nosso cliente: de 30, 50 e 100 funcionários, cujos valores são diferentes.

 

GUIA: Entre 5 concorrentes, você foi o vencedor. O que achou do resultado?

 

ROBSON: Fiquei muito feliz, uma vez que participei sem nenhuma expectativa de ganhar. Conheço o trabalho da J1 há anos e sempre admirei. Então, somente por ter sido convidado para participar já foi uma grande honra.

 

GUIA: Como prêmio, você recebeu aporte de crédito de marketing oferecido pela J1Seeds no valor de ¥200.000 e um prêmio em dinheiro de ¥100.000. Já sabe como usá-los?

 

ROBSON: Sim. Com certeza. Vou usar para melhorar o sistema e na divulgação dele.

 

GUIA: Você foi muito bem no pitch e acabou no tempo exato. Qual sua dica para fazer um bom pitch, já que teremos novas edições do Brazil Startup e as pessoas podem usar como modelo?

 

ROBSON: Levando em conta que não me preparei direito para o pitch, não sei se posso ser uma boa referência (risos). Mas acho que o mais importante é ter uma boa apresentação, que seja clara, objetiva e ficar de olho no cronômetro.

Ter um bom conhecimento do seu produto e do mercado também é importante.

 

GUIA: Gostaria de deixar uma mensagem para a J1 e os patrocinadores do evento?

 

ROBSON: Este tipo de evento fomenta o empreendedorismo e a inovação no Japão, o que é muito importante para revelar novos talentos e novas empresas. Continuem com o ótimo trabalho.

 

GUIA: Para finalizar, você poderia deixar uma mensagem para o empreendedor brasileiro no Japão?

 

ROBSON: São várias as dificuldades que um empreendedor enfrenta no Japão.

Mas acredito que o aprendizado contínuo e a persistência são as chaves para o sucesso.

Angústia: sua importância e o que ela nos sinaliza

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É bastante recorrente na clínica a chegada de pacientes queixosos de algo que mal se consegue por em palavras. Para cada um de nós, o sintoma tem diferentes maneiras de se manifestar, uma dor no peito que vem e que vai, uma pressão inexplicável, falta de ânimo e vitalidade para fazer o que antes tinha disposição somadas a uma falta de interesse pela vida. Essas são manifestações do que geralmente nomeamos de angústia, esse sentimento de vazio que não conseguimos a priori descrever com precisão de onde e porque veio e como se faz para cessar.

 Nos inclinamos inicialmente a investigar as causas biológicas; recorre-se primeiro à medicina e às soluções medicamentosas, afinal, nossa defesa primária é se defender dela, contra atacá-la, sedá-la. Mas e quando são excluídas as causas orgânicas e os psicofármacos não fazem efeito e a angústia persiste? O que isso tem a nos dizer?

 Em nossa sociedade de consumo capitalista e que a ordem máxima é não parar, mas sim continuar operando a todo custo em uma lógica incessante de produção em meio ao bombardeio de demandas e enxurradas de informações, uma grande indústria se sustenta ofertando mecanismos para calar a angústia, das drogas lícitas às ilícitas e ao consumo desenfreado, mas para a Psicanálise, devemos justamente fazer o movimento contrário ao de tentar calar a angústia e sim nos permitir dar uma chance de ouvi-la.

 

 Mas por que tentar ouvir algo que dói? Pois a angústia é uma norteadora, ela nos indica sobre algo da própria subjetividade do sujeito que há muito tempo vem sendo negligenciada por uma série de razões intrínsecas à história pessoal de cada um. Podemos pensar que a angústia tem uma função em si, ela é um ponto de partida para dar início a uma investigação acerca de nós mesmos.

 

 A angústia é sim desestruturante, caótica e deixa a vida de pernas pro ar, mas é justamente nesse ponto que devemos olhar com atenção pois é aí que a angústia se manifesta tentando nos sinalizar sobre algo de nós mesmos que deixamos passar, ficou encoberto mas não perdido justamente pela sua importância, algo de nós que deseja mostrar-se. Para o psicanalista francês Jacques Lacan, a angústia é um afeto que não mente, onde ela aparece é aí que devemos nos interrogar e não anestesiar. Noto com bastante frequência na clínica pacientes que chegam ao seu limite de sofrimento e agonia psíquica para finalmente começar a olhar para si mesmo, e a minha orientação é: não deixe passar tanto tempo de sua vida para começar a viver avida que deseja.

 Pergunte-se: essa vida que vivo é minha ou eu deixei que a escolhessem por mim? E qual é a minha responsabilidade nisso? Partindo do raciocínio que as histórias mais difíceis de contar são aquelas que a gente não compreende e portanto sendo estas mesmas que provocam angústia, a psicanálise viabiliza a reconstrução de uma narrativa pessoal e consequentemente uma nova maneira de estar no mundo, possivelmente mais coerente consigo mesmo e com os seus próprios desejos.

 “Siga a sua angústia, ela é um bom caminho rumo a ti mesmo.”–Friedrich Nietzsche
Psicóloga
Andreia Miranda
CRP 05/36484
Psicóloga do Projeto Sakura