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TRENS MAIS CAROS NO JAPÃO: TUDO O QUE MUDA NA SUA TARIFA EM 2026.

Viver no Japão significa depender da pontualidade dos trens, mas a partir de agora, essa rotina terá um custo diferente. A JR East implementou a maior revisão tarifária desde a sua privatização em 1987. E esse não é um ajuste isolado; é uma mudança estrutural que mexe no bolso de quem usa o transporte para trabalhar, estudar ou passear.

O novo valor do seu trajeto

O aumento médio nas passagens é de 7,1%. Na prática, trajetos curtos que antes custavam ¥150 agora passam para o valor mínimo de ¥160. Se você utiliza linhas movimentadas como a Yamanote ou a Chuo, sentirá o reflexo desse reajuste em cada deslocamento. O objetivo da empresa com essa arrecadação extra (estimada em bilhões de ienes) é acelerar a instalação de portas de segurança nas plataformas, reduzindo acidentes e, consequentemente, aqueles atrasos que travam o dia a dia.

O fim da era do papel

A mudança não ficou somente nos ienes. A JR East está descontinuando os bilhetes físicos de ida e volta e passagens consecutivas de papel em diversos trechos. O foco agora é 100% digital. Isso significa que dominar o uso do Suica ou Pasmo no celular se tornou uma necessidade para quem quer agilidade e acesso às melhores tarifas. Quem insiste no bilhete de papel pode encontrar dificuldades ou até pagar taxas maiores em determinadas situações.

Passes e novas oportunidades

Para compensar o impacto nas viagens longas, a empresa unificou e reformulou passes regionais, como os de Tohoku e Nagano/Niigata. Surgiram novas opções de passes de 5 e 10 dias que podem valer a pena para o turismo interno, especialmente agora que as tarifas individuais subiram.

Como se organizar?

Se você recebe ajuda de custo de transporte da sua empresa, o primeiro passo é revisar o valor do seu Teikiken (passe mensal). Com os novos preços em vigor, é preciso atualizar o cadastro no RH para garantir o reembolso correto. Fique atento às máquinas de passagem e aos avisos nas estações. O Japão da “papelada” ficou para trás e a nova tarifa é a realidade que dita o ritmo dos trilhos a partir de agora!

BUROCRACIA ZERO: OS SERVIÇOS QUE VOCÊ JÁ PODE RESOLVER SEM SAIR DE CASA COM SEU MY NUMBER CARD.

Viver no Japão exige lidar com uma série de documentos e trâmites burocráticos que, até pouco tempo atrás, consumiam horas de espera em balcões de prefeituras (Shiyakusho). No entanto, a realidade mudou. Com a consolidação do My Number Card, o governo japonês digitalizou serviços essenciais, permitindo que o cidadão resolva pendências diretamente pelo smartphone ou em lojas de conveniência.

O que você resolve sem enfrentar filas?

A grande vantagem do cartão com chip não é apenas a identificação, mas o acesso ao portal MynaPortal. Através dele, é possível realizar tarefas que antes exigiam deslocamento:

  • Emissão de Certificados: Documentos como o Juminhyo (Atestado de Residência) e o Inkan Shomeisho (Certificado de Carimbo) podem ser impressos em qualquer loja de conveniência (7-Eleven, Lawson, FamilyMart) utilizando apenas o cartão e a sua senha de 4 dígitos.
  • Pedidos de Subsídios e Auxílios: O governo utiliza o sistema para processar pedidos de auxílio-infantil (Jido Teate) e outros subsídios governamentais de forma direta e segura.
  • Declaração de Imposto de Renda (e-Tax): A integração com o sistema de impostos facilita o envio da declaração anual, eliminando a necessidade de formulários de papel.
  • Histórico de Saúde e Receitas: O cartão agora funciona como integração para o Seguro de Saúde (Hokenjo), permitindo consultar histórico de medicamentos e gastos médicos.

Como acessar esses serviços?

Para transformar seu celular em um terminal da prefeitura, você precisa de três itens:

  1. O Cartão Físico: O My Number Card (com foto e chip).
  2. App MynaPortal: Disponível para iOS e Android.
  3. Senha de Acesso: Aquela definida no momento da retirada do cartão na prefeitura.

Por que usar a via digital?

Além da economia de tempo, o custo das taxas para emissão de documentos em conveniências costuma ser menor (cerca de ¥100 a ¥200 de desconto) em comparação ao valor cobrado no balcão da prefeitura. É uma estratégia de incentivo do governo para reduzir aglomerações e otimizar o serviço público.

O Japão da “papelada” está ficando para trás. Dominar as ferramentas do My Number é garantir mais autonomia e tranquilidade na sua rotina no arquipélago. Se você ainda não desbloqueou essas funções, o primeiro passo é baixar o aplicativo oficial e explorar os serviços disponíveis para a sua região.

Dica do Guia JP: Mantenha suas senhas anotadas em local seguro. O bloqueio do cartão por erro de senha exige uma visita presencial à prefeitura para o desbloqueio.

E se uma pergunta norteasse a sua viagem ao Japão?

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Sair de casa com mais perguntas que respostas pode ser o que você precisa na sua jornada pela Terra do Sol Nascente

Quando começamos a viajar, somos ensinados a sair de casa com respostas para tudo. Precisamos saber exatamente onde, quando e como vamos. Não ter isso tudo muito bem definido ainda é, para muita gente, sinônimo de uma viagem que não vai dar certo. Este tipo de comportamento é alimentado pelas redes sociais que nos abastecem de certezas. Se você for neste local, vai conseguir a foto perfeita. E se comer naquele restaurante, vai ter a melhor refeição da sua vida. Muita gente segue a receita a risca para não ter frustrações. O resultado são viagens sempre iguais: ricas em fotos para o Instagram, pobre em experiências pessoais.

Porém, como guia e consultor de turismo aqui no Japão, venho percebendo um novo movimento, ainda incipiente, de gente cansada deste modo de viajar. Também noto que, apesar disso, essas pessoas não conseguem pensar em outras formas de pensar a sua viagem. Elas ainda chegam aqui, depois de 30 horas de viagem, querendo ‘ver’. Pedem para ver um templo. Depois, pedem para ver o Cruzamento de Shibuya. Daí, pedem para ver o projeções em um museu. O resultado é uma viagem de imagens soltas, sem liga, sem sentido.

O tempo me ensinou que uma viagem só se completa quando ganha sentido. E não dá para encontrar sentido quando você sai de casa cheio de respostas. Fazer perguntas é o único meio de fazer uma viagem, em especial a um país tão distante quanto o Japão, ganhar significado e poder de transformação. Hoje, orientar os viajantes neste sentido é o que me move como jornalista e profissional do turismo.

Para começar, você já se perguntou por que está vindo ao Japão?

A resposta a essa indagação é um bom começo se você quer viajar com propósito. Não é que seja fácil, mas você vai perceber que caminhos que nortearão as suas escolhas vão começar a se abrir. Há muitos anos tive um cliente com uma clareza incrível sobre o motivo de vir para cá: comer. A gastronomia era o que o trazia ao país e pronto. Partindo disso, foi muito fácil para mim montar um roteiro para ele. Nossos caminhos passavam por mercados, feiras, museus gastronômicos, lojas de utensílios, espaços de produção e, claro, restaurantes. Sem templos ou santuários, sem Cruzamento de Shibuya. Sem concessões ao que se espera como roteiro de primeira viagem. No final, era claro para mim que ele estava extremamente satisfeito desta forma. Ele não ‘viu’, ele viveu o Japão.

Nem todo mundo tem tanta clareza, claro. E a maioria das pessoas tem interesses diversos. A diferença está no quão profundo é o seu autoconhecimento como viajante. Eu, particularmente, sou apaixonado por comunicação. Adoro registrar o que vivo (foto, vídeo, texto) e transformar as minhas viagens em histórias. A maioria delas fica guardada para mim. Outras, eu divido com o público nas minhas redes sociais ou no meu site.

Quando viajo, escolho lugares que me permitam ecoar a minha experiência. Facilmente abro mão do ponto turístico para me encontrar com pequenos produtores, por exemplo. Já visitei todo o tipo de fábrica, estúdio, ateliê que você possa imaginar. Também sou louco por cinema e teatro. Em Berlim, já me peguei na plateia de um espetáculo em alemão. Detalhe: não falo uma palavra do idioma. Assisti “O Segredo de Brokeback Mountain” em Bangkok. Assim, descobri que, pelo menos na época, os cinemas exibiam um noticiário sobre o rei e que as pessoas se levantavam em reverência quando ele aparecia em cena.

Para ter essas experiências, certamente tive que abrir mão de visitar algum ponto turístico famoso. Não sei qual poderia ter sido e, de verdade, não me arrependo. Não fez diferença para mim.

Por isso, quando você planejar a sua viagem ao Japão, te convido a sair de casa com mais perguntas que respostas. Desafie o senso comum de que existe uma lista segura de coisas imperdíveis a serem feitas. Assuma o risco de fazer uma viagem memorável, mesmo que seja só para você.

SEMINÁRIO EM NAGOYA ENSINA EMPREITEIRAS A SAÍREM DO CAOS DAS PLANILHAS E FECHAREM MAIS CONTRATOS

Encontro gratuito no dia 7 de abril mostra como usar dados e marca para atrair candidatos e profissionalizar a gestão de RH no Japão.

No dia 7 de abril, Nagoya recebe um seminário técnico feito para quem decide o futuro das empreiteiras no Japão. O encontro, realizado pela J1Seeds e TECH CREW, vai direto ao ponto: por que algumas empresas crescem rápido enquanto outras vivem presas em processos lentos e falta de confiança do mercado?

O evento foca em resolver problemas, como a bagunça de dados espalhados em papéis e Excel, e a dificuldade de atrair trabalhadores mesmo oferecendo boas vagas.

O que será mostrado na prática

O seminário une dois pilares que determinam o lucro de uma empreiteira hoje:

  1. Dados que trazem lucro: Gustavo Dore Rodrigues (CEO da TECH CREW) mostra como sair do “achismo”. Ele vai apresentar como a inteligência de dados antecipa problemas de equipe antes que eles virem prejuízo no caixa. Haverá uma demonstração real da plataforma JinjiCREW.
  2. Marca que abre portas: Emmanuel Cáceres (Founder da J1Seeds) explica por que o trabalhador escolhe o seu concorrente e não você. O foco é construir uma reputação que traga segurança para as fábricas fecharem contratos maiores com a sua empresa.

Formato Bilíngue e Networking

O encontro é totalmente bilíngue (Português e Japonês), garantindo que a informação chegue com clareza a todos os gestores. Além do conteúdo técnico, o evento reserva um tempo para networking, permitindo a troca de experiências entre donos de empresas que enfrentam os mesmos desafios na região.

Sobre os Palestrantes

  • Gustavo Dore Rodrigues: Especialista em tecnologia para RH, com passagens por gigantes como Sony e Recruit.
  • Emmanuel Cáceres: Estrategista de branding focado no mercado de recrutamento japonês.

SERVIÇO

  • O que: Seminário Estratégico para Empreiteiras (BI, Branding e Tecnologia)
  • Data: 7 de Abril de 2026, das 10h às 15h
  • Local: Winc Aichi (ウインクあいち) – Próximo à Estação de Nagoya
  • Custo: 100% Gratuito
  • Vagas: Limitadas por ordem de inscrição
  • Inscrições: https://bi-branding.j1seeds.com/

Realização: J1株式会社 & TECH CREW 株式会社

Higiene do Sono no Japão: O guia definitivo do sono para quem vive o desafio dos turnos alternados

Trabalhar em turnos alternados (koutai) faz parte da vida de muitos brasileiros no Japão. Mas o corpo humano não foi projetado para trocar o dia pela noite toda semana. Essa oscilação constante bagunça o nosso relógio interno, dificultando o descanso real e afetando diretamente a nossa saúde e clareza mental.

Para quem vive essa rotina, dormir não é apenas fechar os olhos; é uma estratégia de recuperação. Se você quer manter o ritmo sem pifar, precisa dominar algumas técnicas práticas de higiene do sono adaptadas à realidade das fábricas.

1. Controle a luz (Engane o seu cérebro)

O nosso cérebro entende que luz é sinal de alerta. Para quem sai do turno da noite e volta para casa com o sol batendo no rosto, o corpo entende que é hora de acordar, e não de descansar.

  • Use óculos de sol no trajeto: Ao sair do shigoto de manhã, coloque óculos escuros. Isso reduz a luz azul nos seus olhos e evita que o corpo interrompa a produção de melatonina, o hormônio do sono.
  • Invista em cortinas blackout: No Japão, procure pelas cortinas shakou (遮光) de nível 1. Elas vedam totalmente a claridade, transformando o seu quarto em uma “caverna” escura, mesmo ao meio-dia.

2. O banho de imersão como gatilho

Muita gente pula o Ofuro por cansaço, mas ele é o seu melhor aliado para “resetar” o organismo. A ciência explica que o corpo precisa esfriar um pouco para entrar no sono profundo.

  • O segredo da temperatura: Tome um banho de imersão entre 38°C e 40°C cerca de uma hora antes de deitar. A água quente dilata os vasos e relaxa os músculos. Quando você sai do banho, o corpo resfria rapidamente, sinalizando para o cérebro que o momento de apagar chegou.

3. Comida leve, sono pesado

O que você come antes de deitar define a qualidade do seu descanso. Uma digestão pesada aumenta a temperatura do corpo, exatamente o oposto do que você precisa para dormir bem.

  • Escolha rituais simples: Evite frituras ou excesso de carboidratos antes de dormir. Alimentos à base de soja, como o natto ou tofu, possuem nutrientes que ajudam na fabricação do hormônio do sono. Se estiver muito cansado, um chá morno sem cafeína ajuda a sinalizar o fim do dia (ou da noite).

4. A estratégia da “Janela Fixa”

Se a sua escala muda toda semana, tente manter pelo menos 4 horas de sono que sejam constantes em qualquer turno. Por exemplo, tente estar dormindo sempre entre as 08h e as 12h, não importa se você trabalhou de dia ou de noite.

Essa “âncora” dá uma referência mínima para o seu sistema hormonal, diminuindo aquela sensação de estar “grogue” ou permanentemente exausto.

No Japão, a gente foca muito na produção, mas a verdade é que a sua evolução profissional depende da sua capacidade de se recuperar. Dormir bem não é preguiça; é manutenção preventiva da sua melhor ferramenta: você.

Com ajustes simples no ambiente e na rotina, é possível transformar o tempo de descanso em energia real para os seus próximos passos.

O Japão está cheio de turistas, mas sua viagem não precisa estar

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Em tempos de superexposição digital, viajar pelo Japão exige mais do que uma lista de atrações: pede propósito, critério e escolhas conscientes


Parece que todo mundo está no Japão. As redes sociais mostram à exaustão o Cruzamento de Shibuya, o Pavilhão Dourado, o mesmo lámen, o mesmo enquadramento do Monte Fuji. Quando milhões de pessoas seguem os mesmos estímulos, os destinos inevitavelmente se concentram. Tudo fica lotado de gente querendo fazer as mesmas coisas.

Mas, afinal, ainda é possível ter uma experiência tranquila de viagem no Japão?

A resposta é simples. Sim — desde que você faça uma viagem que passe longa de uma lista genérica de lugares a visitar. Chegar nela, porém, exige enfrentar alguns desafios.

O primeiro deles é uma mudança interna. É preciso reaprender a viajar, encontrar um propósito na viagem. Isso não significa ter que escolher um único tema, mas entender o que realmente move a sua curiosidade. Pode ser gastronomia, artesanato, arquitetura, animê, espiritualidade ou cotidiano. Quando interesses guiam o roteiro, a viagem deixa de ser corrida a pontos turísticos e passa a ser percurso de experiências.

Isso altera completamente a lógica. Em vez de “visitar o templo X”, a pergunta passa a ser: o que posso viver ali? Meditação, jardim de contemplação, casa de chá? Quando a gente deixa de ver os locais que visitamos como “atrações”, o passeio ganha contexto. A foto deixa de ser objetivo e passa a ser consequência.

Outro passo é abandonar a obsessão pelo que está “bombando”. Influenciadores operam por repetição — e repetição gera concentração. Quando todo mundo recebe a mesma recomendação, a experiência se dilui. Buscar fontes mais especializadas, olhar para regiões menos óbvias ou simplesmente ajustar horários já produz outro resultado. O Japão é vasto, diverso e organizado o suficiente para recompensar quem pesquisa com critério.

Sair da rota batida não significa ignorar lugares icônicos. Significa relativizá-los. O Kinkakuji continuará lindo — mas talvez o que você procure esteja em um templo menor, numa ilha de arte fora do eixo principal ou num ateliê de cerâmica no interior. A experiência não precisa ser a mesma de todo mundo para ser memorável. Pelo contrário.

Viajar tranquilo no Japão, hoje, é menos uma questão geográfica e mais uma decisão estratégica. Trata-se de trocar o turismo de atração pelo turismo de relação, o checklist pelo contexto e o hype pela coerência.

No fim, multidão não é apenas um fenômeno físico — é também um comportamento. E a forma mais eficaz de escapar dela é simples: parar de viajar como todo mundo.

Você não é todo mundo: por que a próxima viagem ao Japão pode — e deve — ser sobre você

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Entre narrativa, propósito e curadoria, cresce uma nova forma de viajar pelo Japão menos guiada por listas e mais orientada por contexto, escuta e intenção

Planejar uma viagem ao Japão nunca foi tão fácil — e, ao mesmo tempo, tão confuso. O algoritmo repete destinos, restaurantes e experiências até criar a sensação de que existe um único roteiro possível. Entre reels, listas e recomendações bem-intencionadas, o viajante acumula informação, mas perde clareza sobre o que realmente quer viver.

Nos últimos anos, começou a surgir uma reação silenciosa a esse excesso. Viajar deixou de ser apenas consumo rápido de lugares e passou a funcionar como ferramenta de reorganização: do tempo, do corpo e da atenção. Em 2026, essa mudança tende a se consolidar. Descanso, propósito, narrativa e curadoria deixam de ser nicho e passam a orientar escolhas reais de viagem.

Isso começa pelo próprio deslocamento. Chegar ao Japão já exige energia física e mental considerável. Cada vez mais viajantes estão transformando os primeiros dias no país em tempo de adaptação consciente — menos corrida turística, mais cuidado. Nesse contexto, práticas japonesas historicamente associadas ao cotidiano, como banhos de imersão, sentôs urbanos e experiências em onsen, passam a ser entendidas não como luxo, mas como parte do processo de chegada.

Ao mesmo tempo, cresce o questionamento sobre o chamado “Japão obrigatório”. Quando o viajante abandona a ideia de que precisa ver tudo, abre espaço para construir uma experiência mais coerente com seus próprios interesses. O país favorece esse tipo de abordagem: permite ir do ingrediente ao prato, do artesão ao objeto, da paisagem à obra de arte. Gastronomia, produção artesanal, arquitetura, cinema, literatura e cotidiano convivem em camadas acessíveis a quem sabe onde — e como — procurar.

Isso não significa abrir mão do prazer ou dos lugares conhecidos. Significa aprofundar a experiência. Entre registrar uma imagem e entender um contexto, existe uma diferença que define quem está apenas visitando e quem realmente está viajando.

Nesse cenário, cresce também o valor da curadoria. Não como substituição da autonomia do viajante, mas como filtro qualificado diante do excesso de informação. Enquanto algoritmos trabalham por repetição, a curadoria humana trabalha por leitura de contexto, ritmo e intenção.

Talvez a principal tendência para o Japão em 2026 seja justamente essa: menos sobre cumprir expectativas externas e mais sobre construir uma experiência que faça sentido para quem viaja. Porque, no fim, viajar não é sobre dar conta de tudo. É sobre conseguir estar, de verdade, onde se escolheu estar.

A era dos “Konbinis Autônomos”: Onde a conveniência encontra a solidão em 2026.

Entrar em um konbini e ouvir o clássico “Irasshaimase!” sempre foi parte do ritual de quem vive no Japão. Era aquele pequeno momento de contato humano, mesmo que rápido, entre um turno e outro na fábrica. Mas, chegamos em 2026 e o cenário mudou: as portas agora abrem por reconhecimento facial, as prateleiras inteligentes sabem o que você pegou e o pagamento é invisível, debitado direto da sua carteira digital.

A tecnologia avançou para nos dar tempo, mas o que estamos fazendo com ele?

A conveniência que a gente precisava

Não dá para negar que a autonomia dos novos konbinis facilita a vida. Para quem sai do serviço cansado, não precisar enfrentar filas ou lidar com barreiras linguísticas no caixa é um alívio. O sistema de IA que gerencia o estoque garante que sua marmita favorita nunca falte, e a precisão tecnológica japonesa é, de fato, impressionante.

Onde fica o aperto de mão?

Por outro lado, essa eficiência cirúrgica trouxe um novo tipo de silêncio para as ruas. Para a nossa comunidade brasileira, que é movida pelo calor, pela conversa e pelo “bom dia”, as lojas 100% autônomas podem parecer um pouco frias. Em 2026, a solidão tecnológica é um tema real. Se antes o konbini era um ponto de referência humana na madrugada, hoje ele é um espelho da automação.

Como não se perder na tecnologia

Aqui no JP Guide, a nossa missão é ser a sua bússola. A gente sabe que se adaptar é preciso, mas perder a nossa essência não é uma opção.

  • Aproveite a agilidade: Use a tecnologia a seu favor para ganhar minutos preciosos de descanso.
  • Busque conexões reais: Já que o caixa agora é um sensor, que tal usar esse tempo “salvo” para ligar para a família ou encontrar os amigos no final de semana?
  • Mantenha a tradição: O Japão é feito de contrastos. Ao lado de um konbini futurista, ainda existe o pequeno comércio local que valoriza o olhar.

A evolução não deve nos isolar. No JP Guide, a gente acredita que a tecnologia deve servir para facilitar a sua jornada, para que você tenha mais energia para o que realmente importa: as pessoas.

E você, já se acostumou com as lojas sem funcionários ou ainda sente falta do atendimento humano? Conta pra gente nos comentários, vamos conversar!

Hamamatsu entra no clima do Carnaval: Samba Fest 2026 traz John Santos e Banda para a Hype

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O calendário marca 21 de fevereiro e a ordem em Hamamatsu é uma só: celebrar. A Hype Hamamatsu abre as portas para o Samba Fest 2026, um evento organizado para quem não abre mão do Carnaval brasileiro, mesmo estando do outro lado do mundo.

A partir das 22h, o palco fica por conta de John Santos e Banda, que prometem uma entrega completa para quem busca o balanço do samba e do pagode. A noite ganha fôlego com a presença de MC Fumio, trazendo o peso do funk, e as batidas certeiras dos DJs Tonny Moa e Rafinha. Para fechar o time, Diego Silva chega com um repertório que faz todo mundo cantar junto.

Realizado pela Neo Fest Eventos e NF Production, o Samba Fest nasce da vontade de encurtar a distância entre o Japão e o Brasil através da música.

Onde e quando acontece:

  • Data: 21 de fevereiro (sábado)
  • Portas abertas: 22:00
  • Onde: Hype Hamamatsu (1F, 24 Oroshihonmachi, Chuo Ward, Hamamatsu)
  • Entrada: Homens ¥2,500 | Mulheres ¥2,000

Por que o Japão “nasceu” neste dia? Entenda o Kenkoku Kinenbi. 

Se você mora no Japão, já deve ter notado que o dia 11 de fevereiro é marcado por uma atmosfera de calmaria e respeito. É o Kenkoku Kinen no Hi, ou Dia da Fundação Nacional. Mas, diferente de muitos países que celebram sua independência após uma guerra ou revolução, o “nascimento” do Japão tem raízes que se perdem entre a história e a mitologia.

O marco de 660 a.C.

A escolha desta data não foi por acaso. Segundo as crônicas mais antigas do país (Nihon Shoki), foi neste dia que o Imperador Jinmu, descendente da deusa do sol Amaterasu, subiu ao trono como o primeiro imperador do Japão.

Embora historiadores apontem que essa transição seja mais lendária do que documental, para a cultura japonesa, o 11 de fevereiro simboliza a unificação do arquipélago e o início de uma linhagem imperial que se mantém até hoje — a mais antiga do mundo em continuidade.

Um feriado que quase desapareceu

Um ponto curioso que poucos sabem é que este feriado nem sempre esteve no calendário. Antigamente chamado de Kigensetsu, ele foi abolido após a Segunda Guerra Mundial. O receio era de que a celebração reforçasse sentimentos nacionalistas extremos.

Foi só em 1966, após muitos pedidos da população que sentia falta de uma data para refletir sobre a identidade nacional, que o feriado retornou com o nome atual. O tom mudou: em vez de apenas celebrar o imperador, o foco passou a ser o amor ao país e o desejo de um Japão próspero e pacífico.

Como a data é celebrada hoje?

Diferente do Matsuri de verão, com barracas de comida e danças agitadas, o Kenkoku Kinenbi é um dia de introspecção.

Santuários: Muitos japoneses visitam santuários xintoístas para agradecer pela paz e estabilidade do país. O Santuário Meiji, em Tóquio, costuma realizar desfiles com bandas e bandeiras.

Reflexão: Nas escolas e empresas, a ideia é lembrar o caminho que o Japão percorreu até se tornar a potência que é hoje.

Por que isso importa para nós?

Entender o significado dessa data nos ajuda a compreender o orgulho silencioso e a disciplina que movem a sociedade japonesa. Quando sabemos o que há por trás de um feriado, deixamos de ser apenas visitantes ou trabalhadores temporários e passamos a fazer parte, de fato, da história do lugar onde escolhemos viver.

Nota do Guia: Aproveite o feriado para observar como os arredores da sua província se comportam. Às vezes, o maior aprendizado sobre o Japão está nos pequenos detalhes do silêncio e da tradição.

O que achou desse mergulho na história? Se você gosta de entender as origens das tradições japonesas, comente aqui qual outro feriado ou costume você gostaria de ver detalhado por aqui!