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Barato e no ar

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Embora ainda para trás quando o assunto é low cost, o Japão tem, sim, formas de economizar no aéreo nas viagens domésticas.

Conhecida como a terra do trem-bala mais eficiente do mundo, o Shinkansen, o Japão também tem algumas das companhias aéreas mais bem avaliadas do planeta. O país também tem aeroportos em todos os pontos nacionais de relevância, incluindo ilhas mais remotas. Dependendo da distância, viajar pelo país de avião é mais vantajoso do que ir de trem ou de carro. Acontece que se deslocar pelo Japão de JAL ou de ANA — as duas principais companhias aéreas do país — pode provocar um rombo nas contas do viajante. Ocorre que, em bem menos do que vemos na Europa ou nos Estados Unidos, o Japão também tem companhias low cost, ou seja, com tarifas aéreas baixas. Nesta edição, o GUIA JP apresenta as principais empresas aéreas deste tipo para você viajar pelo país pelos ares sem pesar tanto nos bolsos.

Air Do

A companhia fundada em Hokkaido em 1998 liga o norte do Japão a diversos destinos em Honshu, a principal ilha do arquipélago japonês. Seus hubs — aeroportos principais — são Shin-Chitose (Sapporo) e Haneda (Tóquio). Com 12 aeronaves à disposição, a companhia opera voos de Tóquio, Nagoya, Kobe e Sendai para destinos como Sapporo, Asahikawa, Hakodate, Kushiro, Obihiro e Ozora, todos em Hokkaido. No momento da produção desta reportagem, um voo entre Nagoya e Sapporo pela Air Do para o dia 1 de dezembro de 2023 está saindo por ¥13.910 contra o valor de ¥49.910 cobrados pela ANA para o mesmo trecho.

Jetstar Japan

Tendo Narita como base e outros hubs como Osaka (Aeroporto de Kansai) e Nagoya (Aeroporto de Chubu), a companhia de origem australiana fincou os pés no Japão em 2012 e foi uma das low cost pioneiras a atuar no país. Com uma frota de 22 aeronaves, a Jetstar conecta Naha e Miyako em Okinawa; Fukuoka, Miyazaki e outros destinos em Kyushu. Além disso, a empresa opera voos internacionais para destinos na Austrália, em Taiwan e em Hong Kong. Para o início de dezembro, um voo entre Narita e Fukuoka sai na Jetstar por ¥5.880. Na JAL, que oferece o trecho partindo de Haneda, a viagem sai por ¥18.630.

Peach Aviation

Com uma frota de 37 aeronaves, a Peach Aviation é uma das maiores companhias low cost em operação no país. O gigantismo não é uma coincidência, a empresa é controlada pela ANA, uma das duas gigantes do Japão. Seu hub é o Aeroporto Internacional de Kansai, na província de Osaka. Tendo bases nos dois aeroportos internacionais de Tóquio, em Naha e em Sendai (Miyagi), a companhia oferece voos para diversas cidades do sudoeste do país, dentre elas Kagoshima e Nagasaki, além da ilha de Amami. Rotas internacionais também estão no cardápio da Peach que voa do Japão para a China, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Tailândia. Um voo entre Nagoya e Naha pela Peach, em 1º de dezembro, está custando a partir de ¥9.390. Na ANA, o mesmo trecho na mesma data custa pelo menos ¥17.620.

Solaseed Air

Baseada em Miyazaki, a Solaseed Air tem seu forte nos voos conectando destinos na ilha de Kyushu a Tokyo e Nagoya. Além disso, a empresa voa de Naha, em Okinawa, para Fukuoka e Kobe, dentre outros. Com 14 aeronaves, a empresa fundada em 2015 atua também em code share (voos operados em conjunto) com a ANA, além de realizar charters, voos excepcionais privados, entre algumas regiões do país. Para o primeiro dia de dezembro deste ano, a passagem entre Tokyo e Miyazaki pela Solaseed Air está saindo por ¥14.870 contra ¥19.270 cobrados pela ANA para o mesmo trajeto.

Skymark Airlines

Fundada em 1996 e com operações iniciadas dois anos depois, a Skymark tem como base principal o aeroporto de Haneda, em Tóquio, além de uma base secundária em Kobe (Hyogo). Além disso, a empresa é a única japonesa a operar voos regulares partindo do Aeroporto de Ibaraki. Com 29 aeronaves, a empresa atua em 11 destinos, mais notavelmente em Sapporo, Fukuoka e na ilha de Miyako, em Okinawa. A Skymark foi a primeira low cost do Japão e, durante um tempo, mudou seu foco para serviços premium, o que acabou levando a empresa à bancarrota. Atualmente recuperada, a companhia oferece voos de Haneda a Fukuoka a partir de ¥14.880. O mesmo trecho pela JAL sai por, pelo menos, ¥18.630.

 

Spring Japan

Com uma frota de 6 aeronaves, a Spring Japan teve como origem a chinesa Spring, que hoje detém apenas 30% das ações da companhia. A acionista com o restante é a Japan Airlines (JAL). A empresa tem como base o Aeroporto de Narita, de onde opera para Hiroshima, Saga e Sapporo. Além dessas rotas domésticas, a Spring Japan voa para três destinos na China. Um voo entre Narita e Sapporo, no início de dezembro, nesta companhia fundada no ano de 2012, sai por ¥5.680 ienes contra os ¥15.890 pagos pelo mesmo trecho para a JAL.

StarFlyer

Apresentando-se como uma opção híbrida entre uma low cost e uma companhia regular, a StarFlyer foi fundada em 2002 e tem como base o Aeroporto de Kitakyushu, na província de Fukuoka. A empresa ainda tem Haneda, em Tóquio, como uma base adicional. Com uma frota de 11 aeronaves, a StarFlyer oferece voos para os aeroportos de Nagoya (Chubu), Osaka (Kansai), Fukuoka e Naha. Além das rotas domésticas, a aérea conta ainda com linhas regulares para o Taipei (Taiwan) e voos charters para Muan, na Coreia do Sul. A empresa atua em code share com a ANA e a Solaseed Air. Um voo entre Nagoya e Fukuoka em 1º de dezembro sai por, no mínimo, ¥10.250. Já na ANA o mesmo voo, operado em conjunto, custa pelo menos ¥16.550.

 

Pesquise para encontrar voos mais baratos

Com a quantidade de informação à disposição, encontrar voos baratos se tornou bem mais fácil. Comparadores de preços, como o Google Flights, encontram os voos disponíveis para determinados trechos e fornecem os preços, para comparação, incluindo tarifas de agências de viagens que podem conseguir valores ainda menores do que os praticados pelas companhias aéreas. No entanto, a compra em agências merece atenção. Mudanças e cancelamentos só podem ser feitos pelas empresas que venderam as passagens, o que pode dar alguma dor de cabeça no caso das agências on-line.

Jeitinho “brais” de ser no exterior

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Foi amanhecendo em uma festa de brasileiros nas montanhas que eu enxerguei estes corpos. Apesar de tudo, na essência, uma raiz comum.

Descendentes ou não, vivemos neste país. Deixamos uma vida, cada um numa idade, numa fase. Cada um veio de um Brasil, de uma região, uma condição. Fora o português, muito pouco em comum. Pra mim é engraçado tantos tipos de paulistas juntos, por exemplo. Vários sotaques e gírias brasileiras que se mesclam com trejeitos e palavras japonesas, sai tudo misturado e viramos nós, a comunidade brasileira do Japão.

O Brasil é um país que não se construiu com uma identidade forte, que não sabe sua história, não sabe nem o que valorizar de si. Uma existência com esse pilar do pertencimento instável, tipo palanque no banhado. Já é difícil tentar entendê-lo estando nele, aqui do outro lado então! O que chega em cada um da cultura brasileira, seja pelo poder do algoritmo ou pelo pouco que resta do elo com seu pedaço de Brasil, se mistura com o que o Japão proporciona e assim se compõe o jeitinho “brais” de ser.

Oportunidades, segurança, são tantos os motivos que os trouxeram. Tem gente que veio criança, mal lembra. Outros chegaram adolescentes, tudo desperiodizado, a decisão dos pais pela escola japonesa ou brasileira. Hoje tem até os filhos dos primeiros dekasseguis que já nasceram aqui.

Às vezes, fugas pessoais, famílias disfuncionais, olhares julgadores, o sentir não se encaixar e vir buscar, intenções inconscientes. Cada um colocou suas razões na mala e veio enfrentar a raça que é a adaptação, sem noção de como seria, dos danos que se causaria. Muitos se sentindo abandonados dentro de sua história abandonam o Brasil.

Um choque na vida que pode estilhaçar por dentro. Identidade fragmentada. Um sentimento lá no fundo de não ser nem cá nem lá, meio síndrome do vira-lata. No ar, uma carência sedenta generalizada que norteia. Como que se encontra? Como que se sente parte? Como que se ama?

O que resta é juntar os cacos e se colar, preencher as lacunas, tipo um kintsugi da alma, que é a técnica de restauração nas cerâmicas… e quem não tem, né? Uns cantinhos que precisam de uns remendos para se fazer mais forte e único, transformado e valorizado, ainda mais belo…

E assim seguimos… no fluxo do Nihon. Salve!

Camila Massuda CRP 08/20845

Psicóloga do Projeto Sakura

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JP Empregos: Conectando Talentos às Oportunidades no Japão

No cenário dinâmico do mercado de trabalho japonês, a busca por oportunidades de emprego pode ser desafiadora, especialmente para estrangeiros que desejam integrar-se à sociedade nipônica. Nesse contexto, surge uma ferramenta revolucionária: o aplicativo JP Empregos, uma ponte digital que conecta candidatos a empregos de forma eficiente e intuitiva.

Vagas de emprego no Japão
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Facilidades e Recursos Inovadores:

Interface Intuitiva: O JP Empregos apresenta uma interface simples e amigável, tornando a navegação fácil para usuários de todas as idades e níveis de experiência em tecnologia. Isso facilita a busca por oportunidades de trabalho de maneira eficaz.

Perfil Detalhado do Candidato: Os usuários podem criar perfis detalhados que destacam suas habilidades, experiências e competências. Isso permite uma correspondência mais precisa com as vagas disponíveis e aumenta as chances de sucesso na busca por emprego.

Notificações Personalizadas: Os candidatos recebem notificações personalizadas com base em suas habilidades e preferências. Isso garante que estejam sempre cientes das últimas oportunidades que correspondem ao seu perfil, proporcionando uma abordagem proativa na busca por emprego.

Suporte Multilíngue: Reconhecendo a diversidade cultural presente no Japão, o JP Empregos oferece suporte multilíngue para atender candidatos de diferentes nacionalidades. Isso elimina barreiras linguísticas e promove a inclusão no mercado de trabalho japonês.

Conexão Direta entre Candidatos e Vagas:

Match Inteligente: A tecnologia avançada de algoritmos do JP Empregos realiza um “match” inteligente entre os candidatos e as vagas disponíveis. Isso otimiza o processo de busca, economizando tempo tanto para os empregadores quanto para os candidatos.

Entrevistas Virtuais: O aplicativo oferece a opção de realizar entrevistas virtuais, permitindo que os candidatos demonstrem suas habilidades e personalidade de forma mais abrangente. Isso agiliza o processo de seleção e proporciona uma experiência mais eficiente para ambas as partes.

Feedback Instantâneo: Os candidatos recebem feedback instantâneo sobre suas candidaturas, permitindo que ajustem seus perfis conforme necessário. Isso cria um ciclo de melhoria contínua e aumenta as chances de sucesso na busca por emprego.

Inovação para o Futuro do Trabalho:

O JP Empregos não é apenas uma ferramenta de busca de emprego, mas uma plataforma que impulsiona a inovação no mercado de trabalho japonês. Ao abraçar a tecnologia, a diversidade e a eficiência, o aplicativo está moldando o futuro do emprego no Japão, criando oportunidades e conectando talentos a empresas de forma sem precedentes.

Você já se perguntou como calcular o preço do seu serviço?

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Quantas vezes, ao contratar um profissional como consultor ou técnico, não sabemos exatamente os critérios para a atribuição do preço?

Já vimos testes no Fantástico para saber sobre a honestidade de um profissional, simulando um fio solto  atrás de uma máquina de lavar e solicitando a visita de alguns técnicos em busca de orçamentos.

É comum entender que o que cobrou mais caro é desonesto, e o mais barato, honesto.
Ok, você pode dizer que o diagnóstico é o que vai falar sobre honestidade, se alguém falar que a solução do problema é uma, quando na verdade é outra, isso é desonestidade e ponto. Concordo, mas pode ser incompetência também, não vamos esquecer disso.

Quero abordar a ideia de que todos acertaram onde estava o problema, mas o preço para resolver isso foi bem diferente entre o mais barato e o mais caro. Nesse ponto, quem pode dizer o que é certo ou errado em relação a preço? Como é feito a base de cálculo para a cobrança? Há, principalmente no Brasil, quem não cobraria nada por esse serviço. Acredito que muitos entenderiam isso como o correto.

Agora analisando o seguinte: imagine se esse profissional tiver 10 chamadas diárias somente de fiozinhos soltos e não cobrasse por nenhum, do que ele viveria? Para mim, o capital mais valioso que temos e extremamente limitado é nosso tempo. Isso deve valer independente da solução apresentada. Porém, deve ser negociado antes e apresentado como um elemento da negociação. Outro ponto é qual resultado a solução apresentada gerará ao seu cliente.

Posto isso, resolver rápido, não necessariamente é pré-requisito para baixo valor muito menos o fato de demorar está associado a serviço caro. Acredito que a maneira correta é o conhecimento envolvido do profissional, somado à dificuldade de execução, material envolvido, tempo disposto e despesas.

Claro, por último e na minha opinião, o menos importante, análise da média de preço do mesmo serviço no mercado. Esses elementos nos fariam entender um preço justo.
A partir de agora, podemos ser um pouco mais empáticos com o profissional que nos atende, seja ele da área que for. Levemos sempre em consideração no mínimo o tempo disposto a nos atender e o resultado que isso nos gerou.

 

Kotatsu – Conheça a tradicional mesa de inverno japonesa

O inverno no Japão é uma estação mágica e ao mesmo tempo desafiadora. A temperatura cai, e as noites ficam cada vez mais frias. É nessa época que os lares japoneses revelam um de seus segredos para enfrentar o frio: o kotatsu. Uma invenção genuinamente japonesa, o kotatsu é uma peça de mobília que combina funcionalidade com um toque de conforto que aquece o corpo e o coração.

O Que é o Kotatsu?

O kotatsu é uma mesa tradicional japonesa que consiste em uma estrutura baixa com um tampo, uma manta pesada e um aquecedor elétrico. O aquecedor é colocado sob o tampo da mesa, e uma manta é presa ao redor da parte inferior, criando uma espécie de toca que aprisiona o calor. As pessoas se sentam em almofadas ou no chão em torno do kotatsu, colocando as pernas sob o tampo e a manta.

                                 Kotatsu, mesa de inverno japonesa

Funcionalidade e Conforto

O kotatsu é apreciado por sua capacidade de criar um espaço quente e acolhedor durante os invernos rigorosos do Japão. As famílias e amigos se reúnem a sua volta para compartilhar refeições, jogar, assistir à televisão e simplesmente relaxar. É um símbolo de união e conforto no lar.

Cultura e Tradições

Além de seu uso prático, o kotatsu está imerso na cultura japonesa. Ele é frequentemente associado a festivais de outono e inverno, onde as famílias se reúnem para celebrar a temporada.

A cerimônia do chá japonesa também faz uso do kotatsu para criar um ambiente íntimo e caloroso.

                                              Kotatsu, mesa tradicional japonesa

Kotatsu Modernos

Hoje em dia, os kotatsu vêm em diversas formas e tamanhos. Além dos modelos tradicionais de madeira, há versões mais modernas com designs elegantes e materiais contemporâneos. Alguns kotatsu também têm funções extras, como carregamento de dispositivos e ajuste de temperatura.

Sentar em torno de um kotatsu, compartilhando histórias e refeições, é uma experiência que aquece não apenas o corpo, mas também o coração.

Com a chegada do inverno japonês, não deixe de se sentar à mesa de um kotatsu e vivenciar essa tradição única e acolhedora. Afinal, como diz o provérbio japonês, “Kotatsu ni kotatsu,” que significa “um kotatsu atrai outro kotatsu.” E quem poderia resistir a tanta aconchegante hospitalidade japonesa?

Conectado, mas presente: 5 segredos para um viver equilibrado entre telas e realidade.

Na era moderna, a tecnologia se entrelaçou tão profundamente em nossas vidas que, muitas vezes, parece impossível desconectar. Telas de smartphones, tablets e computadores se tornaram janelas para um mundo digital vasto e em constante crescimento. Mas, com toda essa conectividade, como podemos manter o equilíbrio entre nosso mundo digital e o mundo real?

A resposta a essa pergunta está no coração do bem-estar no século 21. Viver em um equilíbrio saudável entre telas e realidade é essencial para nossa saúde mental, emocional e física. Aqui, exploraremos cinco segredos para encontrar esse equilíbrio crucial.

 

Consciência Digital

O primeiro passo é a consciência. Estar ciente de quanto tempo você gasta online é fundamental para entender seu relacionamento com a tecnologia. Ferramentas e aplicativos de rastreamento podem ajudar a monitorar seu uso de dispositivos e redes sociais. Quando você se conscientiza de quanto tempo dedica às telas, está no caminho para um uso mais equilibrado.

 

Estabeleça Limites Claros

Definir limites de tempo para o uso de dispositivos é uma estratégia eficaz. Por exemplo, você pode estabelecer um limite de tempo para redes sociais ou determinar um horário à noite em que desliga todos os dispositivos. Esses limites ajudam a criar tempo de qualidade para estar presente com sua família, amigos e com você mesmo.

 

Pratique o Desplugar

O desplugar é simples: desconectar-se da tecnologia por um período definido. Pode ser uma hora durante o jantar, um dia de folga de redes sociais ou um fim de semana sem dispositivos eletrônicos. Esses intervalos de desplugar permitem um verdadeiro descanso para a mente e uma conexão mais profunda com o mundo real.

 

Priorize o Bem-Estar Físico

O equilíbrio entre o mundo digital e a realidade não envolve apenas o uso de dispositivos, mas também o cuidado com o corpo. Priorize o exercício físico, alimentação saudável e sono de qualidade. Esses fatores ajudam a equilibrar a mente e o corpo, tornando mais fácil resistir à atração constante das telas.

 

Estabeleça Conexões Significativas

Finalmente, as conexões humanas são essenciais. Em um mundo onde a comunicação digital é onipresente, não subestime o poder das interações pessoais. Dedique tempo para estar com amigos e familiares, tenha conversas significativas e pratique a empatia e a compaixão.

 

A chave para uma vida equilibrada não é abandonar a tecnologia, mas sim usá-la de maneira consciente e intencional. Ao estabelecer limites e priorizar o bem-estar, é possível aproveitar o melhor dos dois mundos: estar conectado e, ao mesmo tempo, presente na realidade que nos rodeia.

Enquanto navegamos por essa era digital, é essencial lembrar que, no final do dia, somos humanos. E, como tal, precisamos de momentos genuínos de conexão, relaxamento e introspecção longe das telas. Reconhecer essa necessidade é o primeiro passo para uma vida mais equilibrada e plena.

 

3 tesouros naturais em Nagano para desfrutar no outono

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3 tesouros naturais em Nagano para desfrutar no outono

O Japão é conhecido em todo o mundo como o país da tecnologia avançada e cidades desenvolvidas. Mas além de todos os seus incríveis arranha-céus e infraestruturas, o país orgulha-se da sua natureza maravilhosa e cenários perfeitos.
Os tesouros naturais do Japão são espalhados por todo o país e são apreciados durante todas as quatro estações do ano. Durante o outono, no entanto, a diversidade e brilho das cores é incomparável. E na bela prefeitura de Nagano, o que você verá serão sempre paisagens originais com uma composição e beleza própria.

1 – Mt. Karasawa
Ao falar sobre as cores mágicas do outono, é impossível não fazer menção da palavra “montanhas”, pois elas, sem dúvida, possuem o cenário que todos os viajantes estão procurando. O monte Karasawa é um dos picos das montanhas Hotaka que fazem parte dos Alpes do Norte do Japão. Os Alpes japoneses são uma série de montanhas altas em Honshu, a principal ilha do Japão, que são conhecidos por suas vistas espetaculares e altos picos. Na verdade, todos os 30 picos mais altos do Japão estão aqui, exceto para o Monte Fuji.

As cores do outono podem ser apreciadas cada vez mais à medida que a subida aumenta e, uma vez alcançado o topo, uma visão de 360 graus dos majestosos Alpes do Norte dá as boas vindas a todos!

A folhagem de outono em Karasawa pode ser melhor vista entorno do fim de setembro ao início de outubro. Durante esta estação, a temperatura pode cair de 20° C a 0° C, por isso não esqueça de ir bem agasalhado!

Nome: 涸沢岳
Acesso: Existem diversas opções de pontos de origem e transporte para se chegar a Matsumoto, de onde se recomenda iniciar o passeio ao Monte Karasawa. Para mais detalhes e planejamento consulte o link: http://welcome.city.matsumoto.nagano.jp/contents01+index.id+2.htm
Telefone: 0263-32-2814
Site: http://welcome.city.matsumoto.nagano.jp

2 – Lago Tatsugasawa
Este pequeno reservatório em Nagano é conhecido pelo reflexo perfeito das folhas de outono sobre a superfície da água lisa.

O lago Tatsugasawa, é uma joia escondida. Os chamado “espelho d’água” que reflete todas as cores ao seu redor em sua superfície é deslumbrante. No entanto, o Lago Tatsugasawa é tão pouco conhecido que mesmo os guias de turismo sobre a folhagem de outono mais abrangentes, muitas vezes não o enumeram, por isso, se tiver a oportunidade para ir vê-lo em meados de outubro a início de novembro, não perca!

Nome: 竜ヶ沢ダム( たつがさわだむ )
Acesso: 15 minutos a pé da Associação de turistas de Takeishi, 50 minutos de táxi da estação Ueda
Telefone: 0268-85-2311
Site: http://www.ueda-trenavi.jp

3- Kamikochi
E, finalmente, o melhor dos melhores!
Se você planeja visitar Nagano no outono, você provavelmente já ouviu falar de Kamikochi. É um lugar fascinante na cidade de Matsumoto, oferecendo muitos tipos de paisagens como lagoas, rios, vales e montanhas.

Kamikochi é um resort turístico muito popular em Nagano, na região dos Alpes do Norte, que mesmo apesar da popularidade, preservou sua beleza natural cênica perfeitamente por fazer parte do Parque Nacional Chubu-Sangaku. Por isso como medida preventiva, os carros foram restringidos na área e só são permitidos até as áreas de estacionamento de Hirayu e Sawando. Os visitantes devem pegar um ônibus ou um táxi para acessar o parque.

Existem muitas trilhas diferentes ao redor da área que o tornam um bom lugar para caminhantes de diferentes níveis. Algumas das melhores montanhas para escalar aqui são os Yarigatake (3.180 metros) e Hotakadake (3.190 metros). Para aqueles que preferem uma abordagem muito mais calma para a natureza, várias trilhas para caminhadas e lagoas também podem ser feitas aqui pelas lagoas Taisho-ike e Myojin-ike que são dois dos pontos mais procurados em Kamikochi. Não se deve deixar de ver a Ponte Kappa, uma ponte suspensa de madeira considerada como o símbolo de Kamikochi. A partir daqui, as vistas dos gigantes Alpes do Norte e o fluxo do rio Asuza podem ser vistas e perfeitamente apreciadas.

Kamikochi é definitivamente um pacote completo, então certifique-se de conferir no outono (meados de abril até 15 de novembro), durante o inverno não há mais acesso disponível.

Nome: 上高地
Acesso: Por se encontrar nas proximidades do Monte Karasawa, recomenda-se partir de Matsumoto para a trilha, no entando exitem opções de ônibus a partir da estação de Matsumoto para Kamikochi, para detalhes e opções, consulte: http://www.kamikochi.org/plan/access
Site: http://www.kamikochi.org/

 

Desvendando Israel – Da inovação ao combate, uma nação que inspira.

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Desvendando Israel

Neste artigo, abrimos espaço para expressar nosso apoio inabalável às vítimas do recente atentado terrorista que ocorreu em Israel, no último dia 7 de Outubro de 2023. O atual conflito na região, marcado por uma série de ataques sem precedentes provocados pelo grupo palestino Hamas, trouxe à tona uma questão de longa data, o conflito entre israelenses e palestinos.

O conflito em Israel, que persiste há décadas, representa uma complexa interseção de interesses, história e geopolítica. O trágico episódio que abalou o mundo ressalta a necessidade de compreender as nuances desse cenário e as implicações tanto locais quanto globais.

Nesta matéria, exploraremos os fatores subjacentes que culminaram nesse conflito e analisaremos seu impacto potencial em questões econômicas e de investimento. À medida que investigamos as origens desse conflito e as perspectivas para o futuro, buscaremos entender como os mercados financeiros podem ser influenciados e quais oportunidades e riscos podem surgir como resultado dessa situação.

É imperativo que a comunidade empresarial global esteja ciente desses desenvolvimentos e esteja preparada para responder de maneira informada e estratégica.

 

Origem e história do Estado de Israel

Geograficamente localizado no extremo leste do Mar Mediterrâneo, Israel se autodeclara um Estado independente em 14 de maio de 1948. Segundo informações do Consulado-Geral de Israel, este evento crucial derivou de uma resolução das Nações Unidas de novembro de 1947. O plano consistia em dividir a região da Palestina, anteriormente parte da província otomana, entre Israel e um Estado que unisse a população local de língua árabe.

Todavia, logo após a fundação de Israel, o país se viu confrontado com a chamada Guerra da Independência, em que Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque atacaram o território recém-estabelecido. Esse conflito se prolongou por 15 meses e resultou na perda de cerca de 6 mil vidas israelenses.

Atualmente, Israel se configura como a única nação judaica da Era Moderna, com uma população de aproximadamente 9,15 milhões de habitantes. Apesar de ter firmado acordos de paz com Egito e Jordânia, Israel mantém conflitos em curso com a população palestina em territórios como a Faixa de Gaza e a Cisjordânia.

Geograficamente, Israel abriga Jerusalém, cidade histórica reverenciada por várias religiões globais, como o cristianismo, o judaísmo e o islamismo, cidade sob controle israelense desde 1967.

Como nação, Israel experimentou prosperidade significativa ao atrair imigrantes judeus de diversas origens com amplos conhecimentos, bem como substanciais aportes financeiros provenientes de personalidades judias após a conquista de sua independência.

Ademais, contribuições da Alemanha como forma de reparação pelo Holocausto do regime nazista, somadas a subsídios e assistência proveniente dos Estados Unidos, desempenharam um papel fundamental no desenvolvimento do país, levando Israel a ocupar a posição de 22ª economia global, de acordo com o ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento da ONU, entre 191 nações.

Conflitos em Israel

 

Cronologia de Gaza: evolução territorial e transformações

Aninhada à beira do Mar Mediterrâneo, a Faixa de Gaza, um estreito território com cerca de 41 quilômetros de extensão e uma média de 10 quilômetros de largura, desempenha um papel singular na intricada tapeçaria do Oriente Médio. Este solo testemunhou uma história rica e, simultaneamente, marcada por tragédias.

A Guerra dos Seis Dias, em 1967, testemunhou a aquisição de Gaza por Israel, juntamente com a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, estabelecendo uma soberania que se prolongaria por décadas. Durante esse período, uma série de conflitos e tensões se manifestaram, culminando na retirada israelense em 2005.

Entretanto, a retirada israelense não resultou na estabilidade esperada. O grupo islâmico Hamas, classificado como organização terrorista por várias nações, incluindo Israel e os Estados Unidos, tomou as rédeas de Gaza em 2007, redefinindo a região como um território autônomo separado da Cisjordânia, sob o controle da Autoridade Palestina.

Essa mudança de poder trouxe consigo uma série de desafios, incluindo conflitos intermitentes com Israel e a imposição de um bloqueio que impactou profundamente a economia e a qualidade de vida dos palestinos da região, que convivem com escassez de recursos, instabilidade política e conflitos recorrentes.

Israel

Kibutz: os motores econômicos na fundação de Israel

Parte fundamental da história e cultura de Israel, os kibutzim (plural hebraico de kibutz) são comunidades coletivistas rurais onde os membros compartilham recursos, responsabilidades e valores. Essas comunidades surgiram nas primeiras décadas do século 20, antes mesmo da fundação do Estado de Israel.

Os kibutzim desempenharam um papel crítico no desenvolvimento e no fortalecimento do país. Em um território muitas vezes árido e desafiador, essas comunidades promoveram a agricultura e a autossuficiência. Eles também contribuíram para a construção de infraestrutura e para o aumento da população judaica em Israel.

Os princípios subjacentes aos kibutzim, como cooperação, igualdade e sustentabilidade, influenciaram a cultura israelense de maneira profunda. Além disso, essas comunidades serviram como um experimento social que demonstrou a capacidade de superar adversidades e prosperar por meio da resiliência coletiva.

Startup Nation: Israel como berço de resiliência, inovação e oportunidades

Com mais da metade de seu território coberto por desertos e convivendo diariamente com a escassez de água e conflitos latentes, Israel, paradoxalmente, tornou tais restrições como catalisadores no florescimento de uma economia vibrante e um ecossistema de inovação de destaque.

Israel, também conhecido como a “nação das startups“, tem cerca de 1.748 deste modelo de negócio, uma média de uma para cada 5 mil habitantes. Em contraste, o Brasil aparece com 1.199 startups, uma média de uma para cada 180 mil habitantes. O ecossistema israelense é adornado com 25 unicórnios (startups avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares), superando os 19 do Brasil.

Startup

Dentre alguns fatores que influenciam no ecossistema de inovação único de Israel, a cultura de prontidão militar traz aos jovens de Israel acesso a tecnologias militares de ponta, o que frequentemente desencadeia ideias inovadoras e projetos de pesquisa e desenvolvimento.

A amplitude de pesquisa e inovação no cenário israelense, aliada ao suporte de capital de risco, contribui para o sucesso das startups do país.

A força da religião judaica também é um fato interessante no que se refere ao senso empreendedor e inovador israelense. Os princípios e ensinamentos judaicos têm uma influência profunda no comportamento da população, incluindo o empreendedorismo, moldado pela conscientização coletiva e pela resolução de problemas, valores que têm raízes na Cabala e nas tradições judaicas.

Em um país pequeno e muitas vezes conflituoso, a mentalidade de pensar global e atender às necessidades mundiais é uma abordagem natural. Desde a infância, israelenses são incentivados a questionar e explorar ideias.

Essa mentalidade crítica culmina em uma nação altamente adaptada à inovação, onde desafiar o status quo é parte do DNA, impulsionando a nação a liderar a inovação global e a enfrentar desafios complexos com inovação, resiliência e determinação.

Israel: oásis de inovação em meio à escassez hídrica

A escassez de água é um desafio global cada vez mais premente. No entanto, Israel, um país que enfrenta uma das escassezes hídricas mais severas do mundo, destaca-se como um exemplo notável de como a criatividade, inovação e tecnologia podem ser usadas para superar essa crise.

O país israelense adotou uma abordagem multifacetada para gerenciar sua água com eficiência, maximizando seu uso e minimizando o desperdício, com implementações de sistemas de dessalinização da água do mar, reciclagem de água, uso de sensores avançados para monitoramento e irrigação precisa, bem como a realização de práticas de conservação e conscientização pública.

A tecnologia de dessalinização, por exemplo, permitiu a Israel transformar água salgada do mar em água potável, tornando-a uma das líderes mundiais nessa área, exportando até mesmo para regiões vizinhas como a Jordânia. Além disso, a reciclagem de água é uma parte essencial da abordagem israelense, com água tratada sendo reutilizada para fins agrícolas e industriais.

Fonte: The Knesset Research and Information Center: Israeli Water Sector – Key Issues, 2018.
Fonte: The Knesset Research and Information Center: Israeli Water Sector – Key Issues, 2018.

Mas e como o mundo pode aprender com Israel a abordar a escassez hídrica?

A ênfase na inovação e tecnologia, juntamente com uma mentalidade de conservação, é um modelo que pode ser aplicado globalmente. À medida que a escassez de água se torna uma ameaça crescente, as soluções adotadas por Israel servem como um farol de esperança, mostrando que é possível enfrentar esse desafio complexo com resiliência e engenhosidade.

O legado de Israel na gestão hídrica oferece lições valiosas para um mundo que busca soluções sustentáveis para as crises hídricas em crescimento.

Israel para o mundo: lições importantes a serem seguidas

O sucesso de Israel no enfrentamento da escassez de recursos hídricos, na criação de um vibrante ecossistema de startups e na transformação de adversidades em oportunidades é digno de admiração e aprendizado. A capacidade de reunir uma comunidade diversificada e promover um ambiente de inovação deve servir como um modelo para o mundo.

Israel é uma aula de inovação. Desde a diversidade de religiosos fervorosos que dividem o mesmo espaço até os famosos Kibutzim, que de forma coletiva e democrática conseguem vender tecnologias por bilhões de dólares.

Israel encarna o espírito da cidadania ativa e o desejo constante de inovação. É um lugar onde desafiar a ordem estabelecida significa transformar momentos de crise em oportunidades significativas. A nação é forjada na noção de preparação, liderança e, acima de tudo, na força de uma comunidade unida trabalhando em conjunto para alcançar um objetivo compartilhado: a vitória.

Curiosidade

Chiune Sugihara: o herói desconhecido que moldou a história de Israel

Em tempos sombrios durante a Segunda Guerra Mundial, quando a sombra do Holocausto nazista se estendia sobre a Europa, surge um herói improvável provando que a compaixão e a coragem podiam vencer a adversidade.

Chiune Sugihara, também conhecido como “o Schindler japonês”, desempenhou um papel transformador na história de Israel, apesar de muitos desconhecerem sua notável contribuição.

Sugihara, um diplomata japonês que servia como vice-cônsul na Lituânia, ousou desafiar ordens diretas de seu governo e emitiu milhares de vistos para judeus em perigo, permitindo que escapassem do Holocausto. Seu ato heroico resultou em aproximadamente 6.000 vistos emitidos em apenas algumas semanas, proporcionando aos judeus uma rota de fuga para a segurança. Assim surgiu a lista de Chiune Sugihara.

A ação corajosa de Sugihara levou muitos judeus a encontrar refúgio em lugares como o Japão e, posteriormente, em Israel após a guerra. Seu legado perdura como um exemplo notável de altruísmo em meio à adversidade.

 

 

Sushi – uma jornada gastronômica japonesa

Sushi

por Roberto Maxwell

Verdadeiro embaixador da cultura japonesa, o sushi já atravessou fronteiras e conquistou paladares em todas as partes do globo. É possível dizer quase que com certeza que não existe metrópole no mundo que não tenha pelo menos um restaurante de sushi para chamar de seu. A globalização deste icônico prato japonês vem, inclusive, trazendo inovações para se adaptar aos diferentes paladares mundo afora. Porém, não existe melhor lugar do mundo que o Japão para entender como uma conjunção simples de tão poucos ingredientes pode conquistar o coração de pessoas de todo o planeta. Neste artigo, vamos te levar para uma viagem pelo universo do sushi. Embarque com a gente!

A história do sushi remonta há séculos antes de se tornar um prato internacionalmente conhecido. Originado no Sudeste Asiático como uma forma de preservar peixe, o sushi surgiu praticamente por acaso. Registros apontam que o pescado recolhido no litoral era colocado em “camas” de arroz e transportado para outras regiões, no interior. Sem refrigeração, é óbvio que o peixe ia se deteriorando e as substâncias originárias deste processo se entranhavam no arroz, dando sabor ao cereal que, então, passou a ser consumido junto com o “prato principal”.

Edomaezushi, o sushi que se espalhou mundo afora é nascido em Tóquio.

Edomaezushi, o sushi que se espalhou mundo afora é nascido em Tóquio.
Edomaezushi, o sushi que se espalhou mundo afora é nascido em Tóquio.

Mesmo nascido fora do Japão, o sushi que ganhou o mundo é uma criação totalmente nipônica que surgiu durante o século 19, em Edo, atualmente conhecida como Tóquio. Na época, a atual capital japonesa já era a cidade agitada e ocupada que conhecemos hoje. Por isso, o povo da época não tinha tempo para sentar e ter uma refeição muito longa. Assim, barraquinhas de rua com comida rápida foram ficando cada vez mais populares. Algumas delas passaram a servir o arroz acompanhado com fatias de peixe que, em muitos casos, vinha diretamente do Porto de Edo para serem consumidos rapidamente, ou seja, crus. Assim, surgiu o sushi estilo edomae que, com o advento da refrigeração, passou a ser replicado em diversas partes do país — e do mundo.

No Japão, o sushi é consumido em uma variedade de formas, e a sazonalidade desempenha um papel crucial na escolha dos ingredientes. Embora hoje consigamos ter a maioria dos peixes à disposição ao longo do ano, existem épocas mais indicadas para comer a grande maioria dos peixes que são servidos como neta, a fatia usada no sushi. Um exemplo é o olho-de-boi, que na fase adulta, em que é chamado de buri, fica excelente no inverno quando a carne ganha sabores mais encorpados.

Kanburi, o sushi de olho-de-boi do inverno é mais saboroso.

Kanburi, o sushi de olho-de-boi do inverno é mais saboroso.
Kanburi, o sushi de olho-de-boi do inverno é mais saboroso.

Aliás, a lista de peixes utilizada no sushi é imensa. Para o desespero dos amantes do salmão, o rei dos balcões no Japão é o atum, cuja carne é servida em quatro principais cortes. O akami é a parte mais “musculosa” do peixe e tem coloração mais avermelhada além de notas de sabor levemente ferrosas. O chutoro é a parte da barriga com um pouco de gordura entremeada. Ela é levemente rosada, tem textura mais macia que a do akami e sabores mais leves. Já o ohtoro é a parte mais gordurosa da barriga, derrete na boca e tem um sabor levemente amanteigado. Das sobras que ficam na pele, nos ossos ou nas aparas picadas é feito o negitoro, um sushi cuja carne é temperada com cebolinha.

Três cortes de atum, da esquerda para a direita: akami, chutoro e ohtoro.

Três cortes de atum, da esquerda para a direita: akami, chutoro e ohtoro.
Três cortes de atum, da esquerda para a direita: akami, chutoro e ohtoro.

Fazer sushi é uma arte. Nos restaurantes tradicionais, o treinamento de um profissional de balcão, chamado de “itamae” no Japão, dura pelo menos 10 anos. É o tempo para aprender na prática não apenas o corte do peixe, mas, também, para apurar o olhar na escolha das peças num mercado quase sempre disputado, além de aplicar as técnicas de tempero do peixe e do shari, o arroz avinagrado usado na produção da iguaria.

Um bom profissional de sushi deve ser meticuloso, paciente e ter um profundo conhecimento dos ingredientes e das técnicas envolvidas. Por isso, alguns balcões de cidades japonesas como Tóquio e Osaka se tornaram verdadeiros santuários, tendo seus poucos lugares disputados por comensais do mundo todo que sonham em ter a oportunidade de ver atuando nomes consagrados como Jiro Ono e Takashi Saito. Spoiler: a chance de conseguir comer nos restaurantes desses caras é praticamente nula para a maioria dos mortais. A boa notícia, porém, é que existem centenas de restaurantes servindo sushi de altíssima qualidade em todo o país para aqueles que querem conhecer o prato na terra onde ele nasceu.

 

As muitas caras do sushi

Tão antigo quanto diverso, o prato pode ser encontrado em diversas versões, em todo o Japão. Confira alguns dos tipos de sushi que você pode comer na Terra do Sol Nascente.

Niguirizushi

Nigirizushi

É uma fatia de peixe cru sobre uma pequena porção de arroz temperada, geralmente moldada à mão na forma de um bolinho alongado.

 

Makizushi e uramakizushi

Makizushi e uramakizushi

O makizushi é o sushi enrolado em algas marinhas, com arroz e recheio no interior. Já o uramakizushi (foto) é uma variação em que o arroz fica por fora, coberto com uma camada de peixe ou outros ingredientes.

 

Temakizushi

Temakizushi

Conhecido como sushi de mão, o temakizushi é feito enrolando arroz e outros ingredientes em uma folha de alga para criar uma forma cônica, facilmente segurada e consumida.

 

Chirashizushi

Chirashizushi

Um sushi desconstruído, o chirashizushi leva ingredientes variados, incluindo peixe cru, legumes e omelete, que são espalhados sobre uma tigela de arroz temperado.

 

Oshizushi

Oshizushi

Oshizushi é o sushi prensado, no qual camadas de arroz e ingredientes são compactadas em uma caixa especial, resultando em fatias retangulares. Um dos tipos mais conhecidos de oshizushi é o kakinohazushi (foto), em que cada fatia é enrolada numa folha de caqui.

 

Narezushi

Narezushi

Narezushi é a forma mais antiga de sushi, na qual o peixe é fermentado junto com arroz e sal, desenvolvendo sabores complexos com o tempo