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Doce, Azedo, Amargo, Salgado… e Umami!

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Se você é amante da culinária e sempre quis entender aquele sabor “extra” que deixa os pratos irresistíveis, convidamos você a conhecer o incrível universo do umami!

 

O que é Umami?

Umami é o quinto gosto primário, ao lado do doce, salgado, azedo e amargo. De origem japonesa, a palavra significa “gosto delicioso” ou “gosto saboroso”, e é responsável por realçar a complexidade dos sabores.

 

Como Funciona?

Ele é resultado da detecção do aminoácido glutamato e dos nucleotídeos inosinato e guanilato por nossas papilas gustativas. Essa combinação cria uma sensação única de plenitude e prazer ao comer.

 

Características:

  • Sabor profundo: proporciona uma sensação robusta e duradoura.
  • Harmonização: potencializa outros sabores, criando experiências gastronômicas memoráveis.
  • Presente em diversos alimentos: encontrado em carnes, queijos envelhecidos, cogumelos, tomates e alimentos fermentados.

 

Distinguindo o Umami:

Confundi-lo com salgado é comum, mas a diferença está na qualidade do sabor.

Enquanto o salgado ressalta a salinidade, o umami eleva a riqueza do prato, adicionando profundidade e complexidade.

 

Como incorporá-lo na sua Cozinha:

  • Ingredientes ricos em glutamato: Parmesão, cogumelos shiitake, tomates maduros e molho de soja são excelentes escolhas.
  • Caldos e fundos: prepare caldos caseiros, pois são fontes naturais de umami.
  • Fermentados e envelhecidos: invista em queijos curados, molhos fermentados e carnes maturadas.

 

Experimente, misture ingredientes e deixe o quinto sabor conduzir suas papilas gustativas numa sinfonia de sabores irresistíveis!

 

Onsen: o calor aconchegante das entranhas do Japão

ONSEN – O calor aconchegante das entranhas do Japão

Onsen

Autênticos refúgios termais do Japão, os onsens são tesouros naturais que transcendem a mera indulgência física. Para os japoneses, essas fontes de águas termais representam mais do que um banho revigorante. Elas são portais de entrada para uma profunda conexão do indivíduo consigo mesmo e com a natureza.

A popularidade dos onsen se manifesta na rotina diária dos japoneses, que buscam nesses locais não apenas descanso, mas uma imersão em tradições milenares. A atmosfera tranquila e as propriedades terapêuticas fazem dos onsen não apenas um luxo, mas um aspecto intrínseco da vida japonesa.

São mais de 25 mil fontes termais no Japão e a abundância delas é uma dádiva geológica moldada pela posição única do país no globo terrestre. Localizado sobre quatro placas tectônicas, o país fica numa zona de intensa atividade vulcânica. Uma das consequências disso é a formação de uma rede complexa de fontes termais, alimentadas pelo calor emanado do interior do planeta. A dança geológica entre essas placas cria uma sinfonia de atividades sísmicas que, dentre outras coisas, geram as águas termais que jorram em diversos pontos do território japonês. Em outras palavras, é a própria Terra, em sua pulsação geológica, proporcionando santuários de relaxamento.

Com raízes em tradições xintoístas e budistas, os banhos termais são um elemento cultural importante para os japoneses. Registros antigos mostram que membros da corte e da aristocracia faziam caridade usando as águas quentes oferecidas pela natureza. Guerreiros costumavam ir para estâncias termais em busca de cura para os ferimentos adquiridos em batalhas. Rituais religiosos usando as mesmas águas também eram comuns. Essa herança de fé, longe de ser esquecida, evoluiu para uma cultura turística florescente. Os japoneses transformaram as jornadas para estâncias termais em peregrinações modernas, explorando não apenas as águas revitalizantes, mas também absorvendo a atmosfera única de cada local, com seus códigos próprios, incluindo as vestimentas.

Onde no Japão além das estâncias termais que você vai ver as pessoas caminhando pelas ruas de robes e chinelinhos?

Além disso, visitar uma casa de banhos também é uma experiência estética. A arquitetura desses espaços, quase sempre construídos em madeira, é toda pensada para aproveitar a luz natural e criar um ambiente de acolhimento e relaxamento. Isso sem falar nos banhos a céu aberto, os rotemburô, em que é possível se sentir em contato direto com a natureza. Relaxar em águas termais é uma experiência japonesa completa, acessível a todos.

O GUIA JP lista dez das melhores estâncias de águas termais de todo o Japão.

Monstros do Gelo, árvores congeladas em Zao Onsen, Yamagata
Monstros do Gelo, árvores congeladas em Zao Onsen, Yamagata

 

Tokachigawa Onsen (Hokkaido)

Aninhado nas terras geladas de Hokkaido, Tokachigawa oferece não apenas banhos relaxantes, mas a experiência única de imersão nas águas termais enquanto a neve cai suavemente. As águas da região brotam numa área de vegetação rasteira que influencia em sua composição. Por isso, diz-se que os banhos em Tokachigawa são ótimos para a pele.

 

Nyuto Onsen (Akita)

Envolto nas montanhas pitorescas de Akita, Nyuto Onsen é uma das estâncias de águas termais mais originais do Japão. Oito ryokans – pousadas no estilo japonês – oferecem banhos termais com águas de diferentes origens. Porém, a estância ficou conhecida pela cor leitosa dos banhos. Nyuto Onsen é parte do Parque Nacional Towada-Hachimantai, uma bela área de floresta preservada que garante maravilhosos banhos de verde em complemento à imersão nas águas termais.

 

Zao Onsen (Yamagata)

Mais do que uma estância termal, Zao é um espetáculo da natureza. Além de suas fontes ricas em minerais, o local é famoso pelo lago vulcânico Okama, de cor esverdeada. Zao também é um paraíso para os entusiastas de esportes de inverno, com renomadas estações de esqui e vistas panorâmicas da região montanhosa. Além disso, a área é conhecida pela iluminação de inverno dos chamados Monstros de Gelo, árvores que são cobertas de neve e sobrevivem congeladas à estação mais fria do ano.

 

Kusatsu Onsen (Gunma)

Kusatsu Onsen, Gunma
Yubatake, instalação com águas termais em Kusatsu Onsen

Em Gunma, Kusatsu é uma pérola termal conhecida por suas águas sulfurosas e pela atmosfera encantadora da cidade. A atração mais conhecida de Kusatsu é o Yubatake, uma enorme instalação que forma uma cachoeira termal na praça central. A cidade procura preservar as tradições através de apresentações do yumomi, o processo tradicional de resfriamento das águas termais feitos pelas trabalhadoras dos ryokan ao som de uma bela canção.

 

Hakone (Kanagawa)

Owakudani, vale de fumarolas termais em Hakone, Kanagawa
Owakudani, vale de fumarolas termais em Hakone, Kanagawa

Próximo a Tóquio, Hakone é a estância de águas termais preferida dos moradores da capital japonesa. Localizada nas montanhas da província de Kanagawa, o local é um convite ao relaxamento com inúmeras opções de passeio a céu aberto e vistas do Monte Fuji de locais como o Lago Ashi, e a cratera vulcânica de Owakudani. Além disso, a cidade se especializou em arte com vários museus, dentre eles o Hakone Open Air Museum.

 

Shibu Onsen (Nagano)

Macacos curtindo um banho termal no Jikokudani, em Nagano
Macacos curtindo um banho termal no Jikokudani, em Nagano

Esta pequena estância de águas termais situada nas montanhas da província de Nagano é uma joia. Com ryokans e banhos públicos localizados em uma rua estreita, Shibu Onsen é o local mais apropriado para sair batendo perna na rua vestido com os tradicionais yukata e chinelos de madeira. O local é conhecido, também, pelas lojas que oferecem os ovos cozidos lentamente nas águas termais. É comum vê-los sendo preparados em cestinhas na frente dos estabelecimentos. Não muito distante daqui fica o famoso Jigokudani, onde os macacos selvagens desfrutam das águas termais naturais sob os olhos dos visitantes.

 

Arima Onsen (Hyogo)

Entre as colinas da cidade de Kobe fica uma das estâncias de águas termais mais antigas do Japão: Arima. Conhecida por suas águas “de ouro” e “de prata”, nomes atribuídos por causa da cor, a localidade era um retiro onde batia ponto um dos maiores guerreiros samurai do Japão, Toyotomi Hideyoshi. Dos grandes ryokans localizados à margem do Rio Arima, até as ruelas onde ficam restaurantes, templos e santuários, a estância é um dos refúgios preferidos dos moradores de Osaka.

 

Dogo Onsen (Ehime)

Dogo Onsen, o Honkan, é uma das casas de banho mais icônicas do Japão
Dogo Onsen, o Honkan, é uma das casas de banho mais icônicas do Japão

Imortalizado no filme “A Viagem de Chihiro”, a casa de banho que dá nome a esta estância de águas termais da cidade de Matsuyama costumava ser frequentada por membros da Família Imperial Japonesa. A arquitetura impressionante do prédio do século 19 faz de Dogo um destino que atrai turistas de todo o mundo em busca de uma experiência onsen com estética redobrada. A estância, frequentemente citada por poetas e escritores, também é conhecida pelas águas bem mais quentes do que em outras localidades.

 

Beppu Onsen (Oita)

Em Oita, Beppu é um epicentro de fontes termais com uma variedade surpreendente de experiências. De banhos de lama a areias vulcânicas, os visitantes podem explorar as diferentes facetas de relaxamento nas águas de Beppu. Além dos banhos rejuvenescedores, Beppu oferece um circuito com múltiplas fontes termais, conhecidas como “Os Infernos de Beppu”. São sete atrações que usam as águas termais de diversas maneiras para criar espaços de entretenimento. Um gêiser, o único do Japão em zona acessível ao público, e uma fonte de lama borbulhante são alguns dos Infernos.

 

Kurokawa Onsen (Kumamoto)

Esta estância de águas termais é um tesouro escondido nas montanhas da província de Kumamoto. Rodeado por uma paisagem exuberante, o local tem ryokans encantadores – com uma arquitetura que mescla tradição, modernidade e banhos no meio da natureza –, proporcionando uma experiência mais íntima e reservada. O cenário tranquilo e as águas termais cercadas pela natureza fazem de Kurokawa um refúgio idílico, onde os visitantes podem desfrutar da serenidade das montanhas enquanto relaxam.

Nabe – A iguaria que aquece a alma no inverno japonês

Preparem-se, amantes da culinária japonesa, para conhecer o Nabe, uma delícia que é a cara do inverno nipônico e aquece não só o corpo, mas também o coração.

Descobrindo o Nabe: Um banquete de inverno

O Nabe é mais do que um prato; é uma experiência compartilhada entre amigos e família. Imagine uma panela fervendo no centro da mesa, cheia de caldo quente e rodeada por uma variedade de ingredientes frescos. Pois é, estamos falando do Nabe, o caldeirão japonês que aquece tanto os corpos quanto os corações nos dias frios.

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A arte da preparação

Uma das coisas mais legais do Nabe é que não existe uma receita fixa. É totalmente customizável! Você escolhe os ingredientes que mais gosta, joga na panela e deixa a mágica acontecer. Desde fatias finas de carne até legumes coloridos, cogumelos e macarrão, o Nabe é como uma tela em branco, pronta para ser preenchida com os sabores que você mais ama.

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Um abraço quente no estômago

O caldo do Nabe é o verdadeiro protagonista. Feito à base de dashi, molho de soja e saquê, ele se transforma em um líquido dourado que é puro aconchego. À medida que os ingredientes cozinham, absorvem os sabores ricos desse caldo delicioso. Não é só comida, é um abraço quente para o seu estômago!

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Nabe: Mais que comida, um momento para compartilhar

O Nabe não é só sobre comer; é sobre compartilhar. Reunir amigos e familiares em torno da mesa, cada um dando uma espiadinha na panela, é uma tradição japonesa adorável. É uma experiência social, uma celebração do calor humano em meio ao frio do inverno.

Se você ainda não experimentou o Nabe, está perdendo uma das maravilhas da culinária japonesa. Então, que tal chamar a galera, preparar os ingredientes e mergulhar nessa experiência única? O Nabe vai além de um simples prato; é um ritual que celebra a união, a amizade e, é claro, os sabores incríveis que o Japão tem a oferecer.

#26 Angelica NKyn – Investidora Anjo, Mentora de Startups, CEO e Fundadora da Boom Ventures

Olá! Como está? Um ótimo final de ano e boas festas! E para fechar 2023 com chave de ouro, conversamos com a Angelica NKyn, uma mulher “SUGOI” (すごい). Já trabalhou em uma renomada consultoria internacional, é planejadora financeira, empreendeu no ramo de delivery, foi top 2 de vendas em SP, investidora e mentora de Startups, CEO e fundadora da venture builder Boom Ventures, e mais coisas que ela conta pessoalmente no episódio. Aprendemos muito nesse papo, em especial, como fazer a pergunta do milhão, e como conseguir aportes milionários. Uma aula! Muito obrigado e compartilhe com seus contatos. Uma produção https://j1seeds.com

#25 Luciano Freitas – Unicorn Maker Ex-AIRBNB / UBER / BXBLUE / FACILY / HOTMART

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Muito obrigado por chegar até aqui. Neste episódio, conversamos com o Luciano Freitas, que fez parte do crescimento de startups como a Facily, BxBlue, AirBnB, Uber e Hotmart. Luciano é formado em Regência com pós graduação em Neurociência e Paicologia Aplicada. Luciano consegue aplicar a ciência acadêmica nas empresas de tecnologia e nos mostra de forma simples e clara, que temos um grande desafio nos cargos de liderança nas empresas. E para entender melhor como lidar com esse desafio, você tem a oportunidade de acesso ao seu Masterclass: https://lucianofreitas.com/masterclass

Wagner Hayashida – Fundador Susumu Group

Neste episódio, o J1Talks conversou com Wagner Sussumu Hayashida, fundador do Susumu Group, que atua no ramo de transportes, empregos, serviços automotivos, seguros e finanças. Sussumu nos contou as dificuldades que passou na sua duríssima trajetória empreendedora. Desde o início em fábrica no Japão, passando pelo Brasil, até chegar ao Forex e seu estilo de investir e aprender com os desafios diários de empreender em alto nível. Uma aula de resiliência, coragem, determinação e muito risco. Muito obrigado por nos prestigiar e ouça os outros episódios com pessoas incríveis tanto do Japão como do Brasil. O J1Talks é uma produção da J1株式会社 ou J1 Corp. Startup japonesa de Marketing focada em Branding e que promove a percepção de valor de marcas brasileiras e japonesas.

Recomeço – como você lida com ele?    

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Todos nós temos na nossa vida mudanças, ajustes, adaptações e precisamos aprender a aceitar as diferentes etapas, pois ela segue e o NOVO deve ter um papel de nos impulsionar para frente.

São diversas as situações que nos trazem a possibilidade de recomeçar:

– Novo trabalho;

– Mudança de país ou cidade;

– Casamento ou separações;

– Nascimento ou falecimentos;

– Doença;

– Dificuldade financeira ou Sucesso profissional;

– Fases da vida;

– Término do ano e início de Ano Novo.

É comum quando nos deparamos com o NOVO, termos nossos alarmes acionados, medos, inseguranças, ansiedades. Acredito que estas sensações e sentimentos possuem uma função especial e muito importante do nos retirar de uma zona de conforto, comodismo e devem nos impulsionar, num caminho de avanços e melhorias contínuas. Para isto necessitamos acreditar em nós mesmos, não nos entregarmos às dificuldades ou inseguranças.

Afinal, sem o NOVO não haveriam descobertas, sermos surpreendidos com nossas superações, nosso autoconhecimento e crescimento em diversas áreas da vida. Quando buscamos aprender, melhorar, trazemos conosco as pessoas mais próximas afetivamente, este movimento deve fortalecer as relações, muitas vezes estes momentos de ajustes são vividos em família, o apoio mútuo, a sinceridade, companheirismo e respeito trazem o fortalecimento das relações familiares e de amizades.

Algumas pessoas quando se deparam com o desconhecido podem se sentir paralisadas, amedrontadas, inseguras. Estas reações as impede de avançar, aprender, experimentar. É preciso cuidar para que a nossa capacidade de enfrentar não tenha a sua importância diminuída.

Um aspecto que facilita enfrentar estes desafios e superá-los é reconhecer estes limites, o desconforto, mas mesmo assim se manter disponível para o aprendizado e a busca da superação.

Este pode ser o seu momento de mudar. Será que você esta percebendo isto? Valorizando isto como uma oportunidade de sair da sua zona de conforto e ampliar o que pensa sobre você mesmo.

Enfrente, Avance, Conquiste!

 

Carla Christiane Bavia Amaral Barros CRP 08/06111 – Graduada em Psicologia pela PUC-Paraná (1996), Formação em Terapia familiar Sistêmica e de Casal pelo INTERCEF (2004). Atuou no Brasil em Curitiba e Paranavaí até 2011, participou de intercâmbio profissional como Trainee pela CLAIR, no Programa LGOTP no Japão na Província de Gunma (maio de 2011/março 2012). Atua no Japão desde dezembro de 2012, é Fundadora e Coordenadora do Projeto Sakura, realiza palestras, atendimento e orientação psicológica, coordena equipe de psicólogas que atuam no Japão on line e pessoalmente.

 

 

Mudanças significativas – Como evitar frustações em suas resoluções de fim de ano

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Você costuma fazer lista de resoluções de ano novo? Acha isso algo muito antiquado, por isso nem liga? Ou não faz porque nunca dá certo? Em todo o caso, é bom que faça sim, e todos os anos. Pois isso dá sempre uma chance para você sair da zona de conforto e melhorar a cada ano. E procure melhorar a forma que realizar a resolução – quer dizer, a forma de conduzir e colocar em prática – para que dê certo e você sinta a sensação de missão cumprida, se animando para as novas resoluções mais eficazes para a sua vida, para os anos seguintes. Não fique somente no campo material como trocar de carro, comprar algum bem, mudar de emprego, mudar a aparência física etc. Pense também na sua evolução como pessoa.

Brasileiros no Japão

A grande maioria dos brasileiros no Japão que trabalha em fábricas, tem uma ótima renda, apesar de ser à custa de muito trabalho extenuante e grandes sacrifícios. O resultado disso é, primeiramente, a falta de tempo para tudo, que não seja para o trabalho. Inclusive falta de tempo para administrar o dia a dia, em especial a administração do dinheiro. Então a grande maioria dos brasileiros, além de não ter tempo, não tem controle sobre o dinheiro. Isso é muito frustrante e acaba sacrificando objetivos maiores, como ter uma ótima profissão ou negocio próprio, que dependem de tempo e dinheiro para conquistar. Por isso, a sugestão é listar as metas com base em conquista do tempo e controle do dinheiro, como base inicial. Daí, tudo fica mais fácil de realizar, pois começa a ter uma “folga” em tempo e finanças.

Como evitar frustrações

Para que as resoluções de ano novo sejam sempre eficazes e você tire o máximo proveito, melhorando a cada ano – as metas e a si próprio – aqui estão algumas dicas:

  • Evite metas muito difíceis de alcançar ou também as muito fáceis.

Metas muito difíceis de realizar, podem ser abandonadas no meio do caminho e as muito fáceis podem não dar a sensação de realização. Mesmo assim, é melhor do que não fazer nada.

  • Perceba o que te faz infeliz e trace a resolução.

Pode parecer obvio, mas é assim mesmo. Para que as resoluções sejam realizáveis, é preciso ter este “incentivo”, ou seja, trabalhar em busca de felicidade.

  • Não espere que dê certo logo nos primeiros meses do ano.

Parece que as resoluções de ano novo são somente para o “período do ano novo”, ou seja, os primeiros 2 ou 3 meses. Mas valem para o ano todo ou até passam do ano. Isso não importa muito, o importante é a realização das resoluções, mesmo que uma parte seja cumprida em outro ano.

  • Tenha consciência de que você está numa zona de conforto.

A grande maioria das pessoas se estaciona na zona de conforto. Por isso, é necessário ter consciência disso, perceber e traçar as metas para sair dela.

  • Revise periodicamente o andamento das resoluções.

Não se esqueça das resoluções ao longo do ano. Revise sempre e reprograme quantas vezes for necessário. Facilite para você mesmo a resolver logo suas metas.

  • Tenha foco nas suas resoluções para que dê um resultado eficaz.

Quando estamos no foco das metas e ações, tudo começa a ficar mais fácil e começa a encontrar soluções para atingir as metas, mais facilmente. Não perca o foco das coisas!

Vamos então aproveitar os últimos dias de 2017 para fazer um balanço e pensar como você quer chegar no final de 2018, para listar as suas resoluções de ano novo! Feliz 2018!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebre à moda japonesa – Conheça as principais tradições de Fim de Ano realizadas no Japão

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O Japão, com sua rica herança cultural, transforma o período de fim de ano em uma celebração única, onde cada prática é repleta de significados e de suma importância para os japoneses.

E em nosso itinerário de hoje, vamos conhecer algumas das principais tradições japonesas de fim de ano, desde a primeira visita ao templo às decorações festivas.

Estão a bordo? Então vamos lá!

Nengajo – Cartões de Ano-Novo:

Enviar cartões de Ano-Novo, conhecidos como “nengajo”, é uma prática que continua forte. As pessoas trocam votos de boa sorte e compartilham mensagens inspiradoras para fortalecer laços afetivos. Além disso, os correios japoneses oferecem um serviço especial: eles mantêm os cartões e os entregam pontualmente na manhã de 1º de janeiro, criando uma experiência única.

 

Kouhaku Uta Gassen – Batalha de canções:

Enquanto o mundo ocidental assiste a contagens regressivas, o Japão se diverte com uma competição musical única chamada Kouhaku Utagassen. Esse evento anual coloca os melhores artistas masculinos contra os femininos em uma batalha musical televisiva. Com uma audiência de milhões, essa tradição é uma parte querida das festividades, misturando a alegria da música com um toque de competição saudável.

 

Kadomatsu  e Shimenawa- Decorações de Ano Novo:

Antes do Ano-Novo, casas e estabelecimentos comerciais exibem kadomatsu, arranjos de bambu e pinho, e shimenawa, cordas sagradas de arroz, na entrada. Essas decorações representam a purificação e a recepção de divindades de bom agouro. Manter esses enfeites simboliza a esperança de boas colheitas, prosperidade e boa sorte para o ano vindouro.

Oshogatsu: A celebração do Ano-Novo:

O Oshogatsu, ou Ano-Novo, é uma festa simbólica e de muitos significados no Japão. As famílias se reúnem para recepcionar o ano que se inicia com uma série de rituais. A ceia de Réveillon, chamada “osechi-ryori”, é preparada com pratos simbólicos, cada um representando desejos para o ano que chega. Outro ritual comemorado por muitos é o hatsumode, a primeira visita ao templo no ano. Esta é uma prática espiritual onde os fiéis fazem pedidos e expressam gratidão.

 

 

Bernardo Zamijovsky: a jornada de um visionário nos negócios e do marketing mundial.

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Nesta edição da revista Guia JP, temos o prazer de apresentar a história e conquistas de Bernardo Zamijovsky, um dos profissionais mais destacados e multifacetados do cenário empresarial. Como diretor executivo da VR Investimentos, ele personifica a fusão da experiência como investidor, empreendedor e executivo, demonstrando um histórico sólido de investimentos bem-sucedidos, saídas estratégicas, fusões e aquisições impressionantes.

Mas Bernardo não é apenas um especialista em negócios; ele é um verdadeiro visionário que transcende os limites de sua carreira. Seus feitos executivos são marcados por prêmios prestigiosos em diversas áreas de expertise, desde um Cannes Bronze Lions em publicidade até um prêmio AMAUTA em marketing direto.

Além de sua incrível jornada no mundo dos negócios, Bernardo é um líder ativo no setor de marketing, contribuindo para associações influentes como a ABEMD (Associação Brasileira de Marketing de Dados) e a Câmara-e.net para E-Commerce, moldando ativamente o cenário do marketing no Brasil e além.

Mas sua influência não para por aí. Zamijovsky é também um apaixonado por causas sociais, envolvendo-se profundamente com organizações como: os amigos brasileiros da Universidade Hebraica de Jerusalém e a CBRU (União Brasileira de Rugby).

A entrevista exclusiva com Bernardo Zamijovsky promete inspirar e motivar, revelando os segredos de seu sucesso multifacetado e sua visão única no mercado de investimentos do futuro. Acompanhe a entrevista completa:

Parceria Brasil Japão: potencial de inovação e sustentabilidade e cases de sucesso

O Brasil, reconhecido por sua diversidade cultural e riqueza natural, experimenta atualmente uma revolução silenciosa que está moldando a paisagem empresarial como nunca antes. Nos corredores dos escritórios tradicionais e nas praças de coworking¹, uma nova geração de empreendedores está construindo empresas inovadoras que desafiam as convenções e inspiram o mundo dos negócios, as startups.

Para Bernardo: “Por toda complexidade, por ter muita microempresa, o Brasil é um bom celeiro para você desenvolver startups SaaS²”. Ele aponta ainda para a complexidade do mercado brasileiro, destacando que, embora as leis e integrações sejam diferentes no Japão, este último pode servir como uma oportunidade de distribuição valiosa para soluções SaaS brasileiras.

Trazendo sua brilhante visão de mercado, Zamijovsky destaca uma oportunidade colaborativa entre Brasil e Japão, onde o país tropical pode se tornar um importante “descarbonizador” do planeta, atraindo investimentos em agricultura biossustentável e gerando créditos de carbono.

“Então, você vender créditos de carbono brasileiros para as empresas japonesas, comprar em créditos, para pagar a conta climática, eu acho uma baita oportunidade”, ressalta Bernardo.

Por outro lado, o Japão, como uma ilha, enfrenta desafios de reciclagem, e Bernardo sugere que soluções japonesas de reciclagem podem ser trazidas para o Brasil: “Tem uma empresa japonesa Lime que faz um papel que não usa árvore, e acho que eles poderiam ir para o Brasil”, opina.

Zamijovsky traz em sua trajetória diversos cases quando o assunto é parcerias globais bem-sucedidas. Um exemplo notável é a ALME, uma empresa japonesa que encontrou sucesso no Brasil com sua solução inovadora chamada JOIN, um comunicador hospitalar.

“Eu fui sócio de uma startup com um japonês, sociedade esta em que a gente instalou a tecnologia no Chile, e o nosso grande objetivo era explorar o mercado brasileiro na área de um aplicativo de livros para crianças que monitorava o seu desenvolvimento cerebral enquanto elas liam as histórias”, relembra Bernardo.

Dificuldades e oportunidades no investimento em Venture Capital

Ao longo da conversa, Bernardo tece uma narrativa rica sobre as complexidades e oportunidades que cercam o Venture Capital no Brasil e como o país pode alavancar suas relações comerciais históricas com o Japão para promover colaborações bem-sucedidas.

Com um crescimento notável nos últimos anos, o investimento em Venture Capital no Brasil saltou de uma cifra modesta de menos de 1 bilhão para impressionantes 11 bilhões de dólares em 2021.

Apesar de o Brasil ter uma taxa de juros muito alta, eu acho que levando em consideração a característica de juros do Japão (que é menor), faz com que seja interessante correr risco e investir em Venture Capital”, pondera Bernardo.

Bernardo traz à luz a importância da qualidade da programação e inovação nos dois países: “No ranking de melhores programadores do mundo, o Brasil está em 38º. Sabe em que lugar está o Japão? 6º“. Ele enfatiza a habilidade do Japão em inovação: “Está na frente de países como Alemanha, por exemplo, em qualidade de programação“.

Em sua visão esclarecedora, Bernardo disserta sobre a viabilidade de trazer tecnologia japonesa para o Brasil, bem como sobre a busca ativa por programadores brasileiros para oportunidades no Japão: “Empresas de games brasileiras estão se desenvolvendo bastante para trabalhar para o Japão, porque o Japão é muito melhor no marketing e no publishing”.

Por fim, ele enfatiza a relevância das relações comerciais historicamente sólidas entre Brasil e Japão, apontando para um futuro promissor de parcerias bilaterais nos campos de negócios e inovação: “Com características tão complementares, como as baixas taxas de juros no Japão e as taxas mais elevadas no Brasil, é essencial observar esse fluxo de juros“, conclui com otimismo Zamijovsky.

 

Vínculos culturais nos negócios: raízes ucranianas, judaísmo e cultura hebraica

Ao pronunciar seu sobrenome, Bernardo Zamijovsky faz questão de esclarecer: “O ‘J’ não se pronuncia, é um ‘I’, na verdade. Você pronuncia como um ‘I’'”. Sua identidade, como ele mesmo brinca: “é uma espécie de ‘Silva criptografado’“, e de quem descende de avós ucranianos.

Mas sua herança cultural, e comercial, vai muito além das fronteiras ucranianas: “Eu tenho bastante conexão com Israel. Eu sou hoje do Conselho da Confederação das Câmaras de Comércio de Israel. Tem investimentos que a gente faz no fundo de startups de lá”, explica Bernardo, que traz para o seu modelo de negócio, todos os valores e aprendizados da cultura hebraica.

Bernardo ressalta ainda a notável efervescência do cenário de startups em Israel, um país que, apesar de seu pequeno tamanho, abriga uma quantidade impressionante de startups de alta qualidade. “As startups de Israel são feitas para o mundo, porque Israel é muito pequeno“, afirma.

Para Bernardo, a cultura judaica é intrinsecamente ligada à habilidade de fazer perguntas, sendo esta, uma característica fundamental de sua própria evolução pessoal e profissional: “A nossa cultura judaica é muito de saber fazer perguntas; para nós, a inteligência é muito de perguntar“, afirma.

O empreendedor ressalta que essa mentalidade questionadora é um traço distintivo que também está profundamente enraizado na natureza das startups, onde tudo é alvo de investigação e compreensão, a fim de buscar entender o funcionamento intrincado das coisas.

“Você tem que questionar, questionar e questionar, porque sempre tem uma forma melhor de fazer. Sempre dá para melhorar.” – Bernardo Zamijovsky

Ainda sobre suas raízes culturais, Zamijovsky traça um paralelo fascinante entre a jornada de Israel e as oportunidades de inovação mundial: “Por exemplo, quando você fala de Israel, que era um deserto, e hoje, exporta a água. A Jordânia consome a água de Israel… água salgada que ele dessaliniza, usa e exporta”.

Além disso, o país se destaca na automação de carros, com grande parte da tecnologia nesse campo tendo origem israelense. Além de ocupar a segunda posição no mundo em patentes relacionadas a foodtechs, ou seja, tecnologia voltada para a indústria de alimentos.

Dentro deste contexto, parcerias entre Israel, Brasil e Japão é uma possibilidade viável?

Para Bernardo, há sim um interesse das startups israelenses em adentrarem no Japão, já que dadas as limitações de seu mercado interno tais negócios nascem com uma perspectiva global.

Essa ponte com certeza pode ser construída. Não vejo ninguém fazendo isso de forma profissional”, afirma o empresário. E complementa “Se você desenvolver essa ponte, você vai ser bem sucedido”.

 

Japão na vanguarda no mercado de inovações

Ao ser questionado sobre desenvolvimento e o futuro dos negócios no Japão, Zamijovsky compartilha sua opinião: “Olhando para o futuro, o Japão está muito bem posicionado, o nível de educação das pessoas, a riqueza do país, a capacidade de investir. Vai ser muito difícil para países grandes, no futuro, competirem com países mais concentrados como o Japão”.

Bernardo destaca também o fato de o Japão possuir diversos atributos que o colocam à frente no jogo da inovação. O empreendedor menciona que, devido ao seu tamanho relativamente pequeno em comparação a nações maiores, o Japão pode adotar rapidamente tecnologias como carros e trens elétricos em toda sua extensão geográfica, facilitando a implementação de soluções de mobilidade sustentável.

Durante a conversa, destaca ainda o potencial da agricultura vertical em um país com limitações geográficas, onde a inovação agrícola pode desempenhar um papel fundamental na segurança alimentar.

Então, se tem alguém que está preparado para o ‘inverno’ é o Japão”, conclui Bernardo.

 

Para você, o que é e como alcançar a inovação?

Na visão estrategista de Zamijovsky, criar um mercado do zero é uma tarefa árdua que poucos conseguem. Muitas vezes, o pioneiro que tem a ideia de criar um mercado novo não chega a ver o projeto completo e, em vez disso, abre caminho para outros que aprendem com seus esforços. “Custar caro criar um mercado“, observa o investidor.

No entanto, ele acredita que otimizar um mercado já existente ou aprimorar um processo estabelecido pode ser uma estratégia mais viável e eficaz e explica com um case real de sua trajetória:

A gente investiu em uma companhia que fazia atendimento por e-mail e depois por chat. Então, eu lembro que, no começo dessa inovação, você tinha que chegar para as empresas e falar “olha, você tem atendimento por telefone”. Então agora, os seus clientes estão na internet, você também vai ter que ter atendimento por telefone e por chat, porque eles estão no site, no celular”, relembra.

No início, convencer estas empresas a adotar essa inovação era um desafio, pois exigia investimentos adicionais na infraestrutura de atendimento. “Era difícil convencer alguém a gastar mais“, relembra Bernardo.

Porém, ao longo do tempo, a inovação evoluiu. “Agora, seu atendimento pode ser totalmente automatizado“, destaca Bernardo. Essa evolução demonstra como otimizar um mercado existente pode ser uma estratégia mais acessível e eficiente do que criar algo inteiramente novo.

Nas palavras do empreendedor “A inovação que economiza, que acelera processos, isso é inovação. Inovação para dar certo tem que tornar mais eficiente, mais rápido, mais escalável, mais barato, senão ela não vinga”.

 

Principais requisitos para uma empresa entrar no radar de investidores

Para Bernardo Zamijovsky, investir em uma empresa não é apenas uma questão de intuição ou oportunidade. Ele segue um processo meticuloso de avaliação, onde cada etapa é fundamental para determinar o potencial de investimento.

Primeiro, a gente olha o seguinte: ‘Qual o problema que se resolve?’. E aí, queremos entender, como investidor, ‘Qual o tamanho desse problema?’, porque o tamanho do problema é o potencial desse negócio. Problemas pequenos vão criar empresas pequenas”, afirma o estrategista.

Essa abordagem pragmática coloca a solução no centro das atenções, exigindo que as empresas demonstrem como suas propostas são únicas e capazes de abordar questões significativas.

Já na segunda etapa, é essencial decifrar o modelo de negócio da empresa. Para Zamijovsky, entender como a empresa gera receita e lucro é fundamental para determinar sua viabilidade em longo prazo.

Como último, mas não menos importante critério, Bernardo traz luz à importância de conhecer o “time por trás do negócio”. Ele indaga “O teu time é o time que vai para ganhar esse jogo?”. Ou seja, mesmo que a ideia e o modelo de negócio sejam promissores, a execução depende diretamente da equipe que está por trás do projeto.

E como podemos aprimorar este olhar para enxergar oportunidades de negócio?

Para Zamijovsky, esse discernimento não é algo que se adquire da noite para o dia. É fundamental estudar e compreender profundamente as tecnologias necessárias para a inovação. “O dinheiro flui, então a gente tem que entender onde estão essas mudanças”, explica.

Bernardo enfatiza que, ao entender profundamente as tecnologias e os processos envolvidos em um setor, é possível identificar oportunidades de investimento que podem resultar em economias significativas e melhorias na eficiência. Esse olhar afiado é um dos pilares que guiam suas decisões de investimento bem-sucedidas, e isso é resultado de muito estudo.

Por exemplo, nos anos 90 eu comecei a entender que tinha um negócio que estava surgindo, chamado internet. O que eu fiz? Investi nos modens. Vem a internet, vai ter que conectar e todo mundo vai ter que comprar modem”, exemplifica.

E finaliza: “E aí, você entendendo esse ciclo, começa a entender melhor também o que você vai investir privado e o que você vai investir público”.

Qual setor ainda pode ser “disruptado”?

Para Bernardo Zamijovsky, a resposta é clara: todos os setores estão sujeitos a transformações contínuas e constantes.

Toda empresa do mundo vai ser de tecnologia. Não é que vai ser ‘disruptada’. Vai ser constantemente ‘disruptada’. Melhorias contínuas e de repente tem um salto. Isso é natural o tempo todo“, enfatiza Zamijovsky.

Neste cenário, o empreendedor destaca como a evolução tecnológica pode afetar até mesmo setores tradicionais que antes pareciam imutáveis. Um exemplo disso é a indústria de papel carbono, que, em um passado não muito distante, era uma das maiores do mundo. Hoje, praticamente desapareceu devido à digitalização e à eliminação da necessidade de documentos impressos.

Agora, nem apertar o botão mais no elevador você precisa. Você já programa dentro. Até o botão do elevador está perdendo emprego”, brinca.

Esses exemplos ilustram como a disrupção tecnológica está presente em todos os aspectos de nossas vidas, transformando gradualmente a forma como fazemos as coisas. Portanto, para acompanhar o ritmo acelerado do progresso tecnológico, é fundamental que empresas e indivíduos estejam preparados para se adaptar e inovar constantemente.

 

Para você, existe algum setor que pode ser “disruptado” no Brasil por um estrangeiro?

Usando o exemplo de David Vélez, o cofundador da Nubank, Zamijovsky enfatiza que a inovação não se trata apenas de inventar algo completamente novo, mas também de executar com excelência e eficiência. “Veles não inventou o que ele fez, só fez muito bem feito. Tinham pessoas que começaram antes que ele”, argumenta.

No entanto, o investidor também expressou suas preocupações com a dependência excessiva do Brasil em seu setor agrícola e a possível ameaça de disruptores estrangeiros.

Segundo Bernardo, “Eu acho que o Brasil tem que investir o tempo todo em reinventar a agricultura brasileira, porque nós temos uma dependência muito grande na nossa agricultura. E pode ser que a fazenda vertical de Tóquio, de Pequim e de Londres, seja o maior concorrente da agricultura brasileira, porque não precisa mais importar nada que se produz localmente em tecnologia”.

Essa dicotomia entre a promessa de ser o celeiro do mundo e a ameaça de ser superado por inovações estrangeiras é um desafio que o Brasil enfrenta, exigindo uma maior atenção em inovação e na adaptação contínua para garantir seu lugar no cenário global.

 

Análise do cenário atual: investidores brasileiros de capital de risco (VC) na Ásia

Nas últimas décadas, o Brasil tem se destacado como um dos países emergentes mais promissores em termos de tecnologia e inovação. Com uma crescente cena de startups e empreendedores talentosos, o país tem atraído investidores locais e estrangeiros. No entanto, quando se trata de investidores brasileiros de capital de risco (VC) com visão global e interesse na Ásia, a situação é complexa e está sujeita a várias influências.

Bernardo explica que, nos últimos anos, o foco de muitos investidores globais se voltou para a China, tornando-a um epicentro de atividades de VC. Entretanto, o cenário de negócios chinês enfrenta um momento delicado com lockdowns prolongados e mudanças nas regulamentações de VC que afetaram o mercado.

Em suma, o cenário de investimentos brasileiros de VC na Ásia é complexo e está em constante evolução. Enquanto a China enfrenta desafios, outros países asiáticos, como o Japão, podem se tornar destinos atraentes para investidores brasileiros em busca de oportunidades globais.

Para Bernado, “O índice de inovação no Japão é excelente. Devem ter projetos de energia interessantes, que atrairão capital. Já atrai, mas eu acho que é só vender melhor”, finaliza de forma visionária.

 

GLOSSÁRIO

Saas²: Software as a Service, traduzida ao pé da letra para o português, significa “software como serviço”. O termo trata-se, na prática, da disponibilização de soluções tecnológicas por meio da internet, dispensando a manutenção de hardwares e/ou softwares.