Muito obrigado por chegar até aqui. Neste episódio, conversamos com o Luciano Freitas, que fez parte do crescimento de startups como a Facily, BxBlue, AirBnB, Uber e Hotmart. Luciano é formado em Regência com pós graduação em Neurociência e Paicologia Aplicada. Luciano consegue aplicar a ciência acadêmica nas empresas de tecnologia e nos mostra de forma simples e clara, que temos um grande desafio nos cargos de liderança nas empresas. E para entender melhor como lidar com esse desafio, você tem a oportunidade de acesso ao seu Masterclass: https://lucianofreitas.com/masterclass
Wagner Hayashida – Fundador Susumu Group
Neste episódio, o J1Talks conversou com Wagner Sussumu Hayashida, fundador do Susumu Group, que atua no ramo de transportes, empregos, serviços automotivos, seguros e finanças. Sussumu nos contou as dificuldades que passou na sua duríssima trajetória empreendedora. Desde o início em fábrica no Japão, passando pelo Brasil, até chegar ao Forex e seu estilo de investir e aprender com os desafios diários de empreender em alto nível. Uma aula de resiliência, coragem, determinação e muito risco. Muito obrigado por nos prestigiar e ouça os outros episódios com pessoas incríveis tanto do Japão como do Brasil. O J1Talks é uma produção da J1株式会社 ou J1 Corp. Startup japonesa de Marketing focada em Branding e que promove a percepção de valor de marcas brasileiras e japonesas.
Recomeço – como você lida com ele?
Todos nós temos na nossa vida mudanças, ajustes, adaptações e precisamos aprender a aceitar as diferentes etapas, pois ela segue e o NOVO deve ter um papel de nos impulsionar para frente.
São diversas as situações que nos trazem a possibilidade de recomeçar:
– Novo trabalho;
– Mudança de país ou cidade;
– Casamento ou separações;
– Nascimento ou falecimentos;
– Doença;
– Dificuldade financeira ou Sucesso profissional;
– Fases da vida;
– Término do ano e início de Ano Novo.
É comum quando nos deparamos com o NOVO, termos nossos alarmes acionados, medos, inseguranças, ansiedades. Acredito que estas sensações e sentimentos possuem uma função especial e muito importante do nos retirar de uma zona de conforto, comodismo e devem nos impulsionar, num caminho de avanços e melhorias contínuas. Para isto necessitamos acreditar em nós mesmos, não nos entregarmos às dificuldades ou inseguranças.
Afinal, sem o NOVO não haveriam descobertas, sermos surpreendidos com nossas superações, nosso autoconhecimento e crescimento em diversas áreas da vida. Quando buscamos aprender, melhorar, trazemos conosco as pessoas mais próximas afetivamente, este movimento deve fortalecer as relações, muitas vezes estes momentos de ajustes são vividos em família, o apoio mútuo, a sinceridade, companheirismo e respeito trazem o fortalecimento das relações familiares e de amizades.
Algumas pessoas quando se deparam com o desconhecido podem se sentir paralisadas, amedrontadas, inseguras. Estas reações as impede de avançar, aprender, experimentar. É preciso cuidar para que a nossa capacidade de enfrentar não tenha a sua importância diminuída.
Um aspecto que facilita enfrentar estes desafios e superá-los é reconhecer estes limites, o desconforto, mas mesmo assim se manter disponível para o aprendizado e a busca da superação.
Este pode ser o seu momento de mudar. Será que você esta percebendo isto? Valorizando isto como uma oportunidade de sair da sua zona de conforto e ampliar o que pensa sobre você mesmo.
Enfrente, Avance, Conquiste!
Carla Christiane Bavia Amaral Barros CRP 08/06111 – Graduada em Psicologia pela PUC-Paraná (1996), Formação em Terapia familiar Sistêmica e de Casal pelo INTERCEF (2004). Atuou no Brasil em Curitiba e Paranavaí até 2011, participou de intercâmbio profissional como Trainee pela CLAIR, no Programa LGOTP no Japão na Província de Gunma (maio de 2011/março 2012). Atua no Japão desde dezembro de 2012, é Fundadora e Coordenadora do Projeto Sakura, realiza palestras, atendimento e orientação psicológica, coordena equipe de psicólogas que atuam no Japão on line e pessoalmente.
Celebre à moda japonesa – Conheça as principais tradições de Fim de Ano realizadas no Japão
O Japão, com sua rica herança cultural, transforma o período de fim de ano em uma celebração única, onde cada prática é repleta de significados e de suma importância para os japoneses.
E em nosso itinerário de hoje, vamos conhecer algumas das principais tradições japonesas de fim de ano, desde a primeira visita ao templo às decorações festivas.
Estão a bordo? Então vamos lá!
Nengajo – Cartões de Ano-Novo:
Enviar cartões de Ano-Novo, conhecidos como “nengajo”, é uma prática que continua forte. As pessoas trocam votos de boa sorte e compartilham mensagens inspiradoras para fortalecer laços afetivos. Além disso, os correios japoneses oferecem um serviço especial: eles mantêm os cartões e os entregam pontualmente na manhã de 1º de janeiro, criando uma experiência única.
Kouhaku Uta Gassen – Batalha de canções:
Enquanto o mundo ocidental assiste a contagens regressivas, o Japão se diverte com uma competição musical única chamada Kouhaku Utagassen. Esse evento anual coloca os melhores artistas masculinos contra os femininos em uma batalha musical televisiva. Com uma audiência de milhões, essa tradição é uma parte querida das festividades, misturando a alegria da música com um toque de competição saudável.
Kadomatsu e Shimenawa- Decorações de Ano Novo:
Antes do Ano-Novo, casas e estabelecimentos comerciais exibem kadomatsu, arranjos de bambu e pinho, e shimenawa, cordas sagradas de arroz, na entrada. Essas decorações representam a purificação e a recepção de divindades de bom agouro. Manter esses enfeites simboliza a esperança de boas colheitas, prosperidade e boa sorte para o ano vindouro.
Oshogatsu: A celebração do Ano-Novo:
O Oshogatsu, ou Ano-Novo, é uma festa simbólica e de muitos significados no Japão. As famílias se reúnem para recepcionar o ano que se inicia com uma série de rituais. A ceia de Réveillon, chamada “osechi-ryori”, é preparada com pratos simbólicos, cada um representando desejos para o ano que chega. Outro ritual comemorado por muitos é o hatsumode, a primeira visita ao templo no ano. Esta é uma prática espiritual onde os fiéis fazem pedidos e expressam gratidão.
Bernardo Zamijovsky: a jornada de um visionário nos negócios e do marketing mundial.
Nesta edição da revista Guia JP, temos o prazer de apresentar a história e conquistas de Bernardo Zamijovsky, um dos profissionais mais destacados e multifacetados do cenário empresarial. Como diretor executivo da VR Investimentos, ele personifica a fusão da experiência como investidor, empreendedor e executivo, demonstrando um histórico sólido de investimentos bem-sucedidos, saídas estratégicas, fusões e aquisições impressionantes.
Mas Bernardo não é apenas um especialista em negócios; ele é um verdadeiro visionário que transcende os limites de sua carreira. Seus feitos executivos são marcados por prêmios prestigiosos em diversas áreas de expertise, desde um Cannes Bronze Lions em publicidade até um prêmio AMAUTA em marketing direto.
Além de sua incrível jornada no mundo dos negócios, Bernardo é um líder ativo no setor de marketing, contribuindo para associações influentes como a ABEMD (Associação Brasileira de Marketing de Dados) e a Câmara-e.net para E-Commerce, moldando ativamente o cenário do marketing no Brasil e além.
Mas sua influência não para por aí. Zamijovsky é também um apaixonado por causas sociais, envolvendo-se profundamente com organizações como: os amigos brasileiros da Universidade Hebraica de Jerusalém e a CBRU (União Brasileira de Rugby).
A entrevista exclusiva com Bernardo Zamijovsky promete inspirar e motivar, revelando os segredos de seu sucesso multifacetado e sua visão única no mercado de investimentos do futuro. Acompanhe a entrevista completa:
Parceria Brasil Japão: potencial de inovação e sustentabilidade e cases de sucesso
O Brasil, reconhecido por sua diversidade cultural e riqueza natural, experimenta atualmente uma revolução silenciosa que está moldando a paisagem empresarial como nunca antes. Nos corredores dos escritórios tradicionais e nas praças de coworking¹, uma nova geração de empreendedores está construindo empresas inovadoras que desafiam as convenções e inspiram o mundo dos negócios, as startups.
Para Bernardo: “Por toda complexidade, por ter muita microempresa, o Brasil é um bom celeiro para você desenvolver startups SaaS²”. Ele aponta ainda para a complexidade do mercado brasileiro, destacando que, embora as leis e integrações sejam diferentes no Japão, este último pode servir como uma oportunidade de distribuição valiosa para soluções SaaS brasileiras.
Trazendo sua brilhante visão de mercado, Zamijovsky destaca uma oportunidade colaborativa entre Brasil e Japão, onde o país tropical pode se tornar um importante “descarbonizador” do planeta, atraindo investimentos em agricultura biossustentável e gerando créditos de carbono.
“Então, você vender créditos de carbono brasileiros para as empresas japonesas, comprar em créditos, para pagar a conta climática, eu acho uma baita oportunidade”, ressalta Bernardo.
Por outro lado, o Japão, como uma ilha, enfrenta desafios de reciclagem, e Bernardo sugere que soluções japonesas de reciclagem podem ser trazidas para o Brasil: “Tem uma empresa japonesa Lime que faz um papel que não usa árvore, e acho que eles poderiam ir para o Brasil”, opina.
Zamijovsky traz em sua trajetória diversos cases quando o assunto é parcerias globais bem-sucedidas. Um exemplo notável é a ALME, uma empresa japonesa que encontrou sucesso no Brasil com sua solução inovadora chamada JOIN, um comunicador hospitalar.
“Eu fui sócio de uma startup com um japonês, sociedade esta em que a gente instalou a tecnologia no Chile, e o nosso grande objetivo era explorar o mercado brasileiro na área de um aplicativo de livros para crianças que monitorava o seu desenvolvimento cerebral enquanto elas liam as histórias”, relembra Bernardo.
Dificuldades e oportunidades no investimento em Venture Capital
Ao longo da conversa, Bernardo tece uma narrativa rica sobre as complexidades e oportunidades que cercam o Venture Capital no Brasil e como o país pode alavancar suas relações comerciais históricas com o Japão para promover colaborações bem-sucedidas.
Com um crescimento notável nos últimos anos, o investimento em Venture Capital no Brasil saltou de uma cifra modesta de menos de 1 bilhão para impressionantes 11 bilhões de dólares em 2021.
“Apesar de o Brasil ter uma taxa de juros muito alta, eu acho que levando em consideração a característica de juros do Japão (que é menor), faz com que seja interessante correr risco e investir em Venture Capital”, pondera Bernardo.
Bernardo traz à luz a importância da qualidade da programação e inovação nos dois países: “No ranking de melhores programadores do mundo, o Brasil está em 38º. Sabe em que lugar está o Japão? 6º“. Ele enfatiza a habilidade do Japão em inovação: “Está na frente de países como Alemanha, por exemplo, em qualidade de programação“.
Em sua visão esclarecedora, Bernardo disserta sobre a viabilidade de trazer tecnologia japonesa para o Brasil, bem como sobre a busca ativa por programadores brasileiros para oportunidades no Japão: “Empresas de games brasileiras estão se desenvolvendo bastante para trabalhar para o Japão, porque o Japão é muito melhor no marketing e no publishing”.
Por fim, ele enfatiza a relevância das relações comerciais historicamente sólidas entre Brasil e Japão, apontando para um futuro promissor de parcerias bilaterais nos campos de negócios e inovação: “Com características tão complementares, como as baixas taxas de juros no Japão e as taxas mais elevadas no Brasil, é essencial observar esse fluxo de juros“, conclui com otimismo Zamijovsky.
Vínculos culturais nos negócios: raízes ucranianas, judaísmo e cultura hebraica
Ao pronunciar seu sobrenome, Bernardo Zamijovsky faz questão de esclarecer: “O ‘J’ não se pronuncia, é um ‘I’, na verdade. Você pronuncia como um ‘I’'”. Sua identidade, como ele mesmo brinca: “é uma espécie de ‘Silva criptografado’“, e de quem descende de avós ucranianos.
Mas sua herança cultural, e comercial, vai muito além das fronteiras ucranianas: “Eu tenho bastante conexão com Israel. Eu sou hoje do Conselho da Confederação das Câmaras de Comércio de Israel. Tem investimentos que a gente faz no fundo de startups de lá”, explica Bernardo, que traz para o seu modelo de negócio, todos os valores e aprendizados da cultura hebraica.
Bernardo ressalta ainda a notável efervescência do cenário de startups em Israel, um país que, apesar de seu pequeno tamanho, abriga uma quantidade impressionante de startups de alta qualidade. “As startups de Israel são feitas para o mundo, porque Israel é muito pequeno“, afirma.
Para Bernardo, a cultura judaica é intrinsecamente ligada à habilidade de fazer perguntas, sendo esta, uma característica fundamental de sua própria evolução pessoal e profissional: “A nossa cultura judaica é muito de saber fazer perguntas; para nós, a inteligência é muito de perguntar“, afirma.
O empreendedor ressalta que essa mentalidade questionadora é um traço distintivo que também está profundamente enraizado na natureza das startups, onde tudo é alvo de investigação e compreensão, a fim de buscar entender o funcionamento intrincado das coisas.
“Você tem que questionar, questionar e questionar, porque sempre tem uma forma melhor de fazer. Sempre dá para melhorar.” – Bernardo Zamijovsky
Ainda sobre suas raízes culturais, Zamijovsky traça um paralelo fascinante entre a jornada de Israel e as oportunidades de inovação mundial: “Por exemplo, quando você fala de Israel, que era um deserto, e hoje, exporta a água. A Jordânia consome a água de Israel… água salgada que ele dessaliniza, usa e exporta”.
Além disso, o país se destaca na automação de carros, com grande parte da tecnologia nesse campo tendo origem israelense. Além de ocupar a segunda posição no mundo em patentes relacionadas a foodtechs, ou seja, tecnologia voltada para a indústria de alimentos.
Dentro deste contexto, parcerias entre Israel, Brasil e Japão é uma possibilidade viável?
Para Bernardo, há sim um interesse das startups israelenses em adentrarem no Japão, já que dadas as limitações de seu mercado interno tais negócios nascem com uma perspectiva global.
“Essa ponte com certeza pode ser construída. Não vejo ninguém fazendo isso de forma profissional”, afirma o empresário. E complementa “Se você desenvolver essa ponte, você vai ser bem sucedido”.
Japão na vanguarda no mercado de inovações
Ao ser questionado sobre desenvolvimento e o futuro dos negócios no Japão, Zamijovsky compartilha sua opinião: “Olhando para o futuro, o Japão está muito bem posicionado, o nível de educação das pessoas, a riqueza do país, a capacidade de investir. Vai ser muito difícil para países grandes, no futuro, competirem com países mais concentrados como o Japão”.
Bernardo destaca também o fato de o Japão possuir diversos atributos que o colocam à frente no jogo da inovação. O empreendedor menciona que, devido ao seu tamanho relativamente pequeno em comparação a nações maiores, o Japão pode adotar rapidamente tecnologias como carros e trens elétricos em toda sua extensão geográfica, facilitando a implementação de soluções de mobilidade sustentável.
Durante a conversa, destaca ainda o potencial da agricultura vertical em um país com limitações geográficas, onde a inovação agrícola pode desempenhar um papel fundamental na segurança alimentar.
“Então, se tem alguém que está preparado para o ‘inverno’ é o Japão”, conclui Bernardo.
Para você, o que é e como alcançar a inovação?
Na visão estrategista de Zamijovsky, criar um mercado do zero é uma tarefa árdua que poucos conseguem. Muitas vezes, o pioneiro que tem a ideia de criar um mercado novo não chega a ver o projeto completo e, em vez disso, abre caminho para outros que aprendem com seus esforços. “Custar caro criar um mercado“, observa o investidor.
No entanto, ele acredita que otimizar um mercado já existente ou aprimorar um processo estabelecido pode ser uma estratégia mais viável e eficaz e explica com um case real de sua trajetória:
“A gente investiu em uma companhia que fazia atendimento por e-mail e depois por chat. Então, eu lembro que, no começo dessa inovação, você tinha que chegar para as empresas e falar “olha, você tem atendimento por telefone”. Então agora, os seus clientes estão na internet, você também vai ter que ter atendimento por telefone e por chat, porque eles estão no site, no celular”, relembra.
No início, convencer estas empresas a adotar essa inovação era um desafio, pois exigia investimentos adicionais na infraestrutura de atendimento. “Era difícil convencer alguém a gastar mais“, relembra Bernardo.
Porém, ao longo do tempo, a inovação evoluiu. “Agora, seu atendimento pode ser totalmente automatizado“, destaca Bernardo. Essa evolução demonstra como otimizar um mercado existente pode ser uma estratégia mais acessível e eficiente do que criar algo inteiramente novo.
Nas palavras do empreendedor “A inovação que economiza, que acelera processos, isso é inovação. Inovação para dar certo tem que tornar mais eficiente, mais rápido, mais escalável, mais barato, senão ela não vinga”.
Principais requisitos para uma empresa entrar no radar de investidores
Para Bernardo Zamijovsky, investir em uma empresa não é apenas uma questão de intuição ou oportunidade. Ele segue um processo meticuloso de avaliação, onde cada etapa é fundamental para determinar o potencial de investimento.
“Primeiro, a gente olha o seguinte: ‘Qual o problema que se resolve?’. E aí, queremos entender, como investidor, ‘Qual o tamanho desse problema?’, porque o tamanho do problema é o potencial desse negócio. Problemas pequenos vão criar empresas pequenas”, afirma o estrategista.
Essa abordagem pragmática coloca a solução no centro das atenções, exigindo que as empresas demonstrem como suas propostas são únicas e capazes de abordar questões significativas.
Já na segunda etapa, é essencial decifrar o modelo de negócio da empresa. Para Zamijovsky, entender como a empresa gera receita e lucro é fundamental para determinar sua viabilidade em longo prazo.
Como último, mas não menos importante critério, Bernardo traz luz à importância de conhecer o “time por trás do negócio”. Ele indaga “O teu time é o time que vai para ganhar esse jogo?”. Ou seja, mesmo que a ideia e o modelo de negócio sejam promissores, a execução depende diretamente da equipe que está por trás do projeto.
E como podemos aprimorar este olhar para enxergar oportunidades de negócio?
Para Zamijovsky, esse discernimento não é algo que se adquire da noite para o dia. É fundamental estudar e compreender profundamente as tecnologias necessárias para a inovação. “O dinheiro flui, então a gente tem que entender onde estão essas mudanças”, explica.
Bernardo enfatiza que, ao entender profundamente as tecnologias e os processos envolvidos em um setor, é possível identificar oportunidades de investimento que podem resultar em economias significativas e melhorias na eficiência. Esse olhar afiado é um dos pilares que guiam suas decisões de investimento bem-sucedidas, e isso é resultado de muito estudo.
“Por exemplo, nos anos 90 eu comecei a entender que tinha um negócio que estava surgindo, chamado internet. O que eu fiz? Investi nos modens. Vem a internet, vai ter que conectar e todo mundo vai ter que comprar modem”, exemplifica.
E finaliza: “E aí, você entendendo esse ciclo, começa a entender melhor também o que você vai investir privado e o que você vai investir público”.
Qual setor ainda pode ser “disruptado”?
Para Bernardo Zamijovsky, a resposta é clara: todos os setores estão sujeitos a transformações contínuas e constantes.
“Toda empresa do mundo vai ser de tecnologia. Não é que vai ser ‘disruptada’. Vai ser constantemente ‘disruptada’. Melhorias contínuas e de repente tem um salto. Isso é natural o tempo todo“, enfatiza Zamijovsky.
Neste cenário, o empreendedor destaca como a evolução tecnológica pode afetar até mesmo setores tradicionais que antes pareciam imutáveis. Um exemplo disso é a indústria de papel carbono, que, em um passado não muito distante, era uma das maiores do mundo. Hoje, praticamente desapareceu devido à digitalização e à eliminação da necessidade de documentos impressos.
“Agora, nem apertar o botão mais no elevador você precisa. Você já programa dentro. Até o botão do elevador está perdendo emprego”, brinca.
Esses exemplos ilustram como a disrupção tecnológica está presente em todos os aspectos de nossas vidas, transformando gradualmente a forma como fazemos as coisas. Portanto, para acompanhar o ritmo acelerado do progresso tecnológico, é fundamental que empresas e indivíduos estejam preparados para se adaptar e inovar constantemente.
Para você, existe algum setor que pode ser “disruptado” no Brasil por um estrangeiro?
Usando o exemplo de David Vélez, o cofundador da Nubank, Zamijovsky enfatiza que a inovação não se trata apenas de inventar algo completamente novo, mas também de executar com excelência e eficiência. “Veles não inventou o que ele fez, só fez muito bem feito. Tinham pessoas que começaram antes que ele”, argumenta.
No entanto, o investidor também expressou suas preocupações com a dependência excessiva do Brasil em seu setor agrícola e a possível ameaça de disruptores estrangeiros.
Segundo Bernardo, “Eu acho que o Brasil tem que investir o tempo todo em reinventar a agricultura brasileira, porque nós temos uma dependência muito grande na nossa agricultura. E pode ser que a fazenda vertical de Tóquio, de Pequim e de Londres, seja o maior concorrente da agricultura brasileira, porque não precisa mais importar nada que se produz localmente em tecnologia”.
Essa dicotomia entre a promessa de ser o celeiro do mundo e a ameaça de ser superado por inovações estrangeiras é um desafio que o Brasil enfrenta, exigindo uma maior atenção em inovação e na adaptação contínua para garantir seu lugar no cenário global.
Análise do cenário atual: investidores brasileiros de capital de risco (VC) na Ásia
Nas últimas décadas, o Brasil tem se destacado como um dos países emergentes mais promissores em termos de tecnologia e inovação. Com uma crescente cena de startups e empreendedores talentosos, o país tem atraído investidores locais e estrangeiros. No entanto, quando se trata de investidores brasileiros de capital de risco (VC) com visão global e interesse na Ásia, a situação é complexa e está sujeita a várias influências.
Bernardo explica que, nos últimos anos, o foco de muitos investidores globais se voltou para a China, tornando-a um epicentro de atividades de VC. Entretanto, o cenário de negócios chinês enfrenta um momento delicado com lockdowns prolongados e mudanças nas regulamentações de VC que afetaram o mercado.
Em suma, o cenário de investimentos brasileiros de VC na Ásia é complexo e está em constante evolução. Enquanto a China enfrenta desafios, outros países asiáticos, como o Japão, podem se tornar destinos atraentes para investidores brasileiros em busca de oportunidades globais.
Para Bernado, “O índice de inovação no Japão é excelente. Devem ter projetos de energia interessantes, que atrairão capital. Já atrai, mas eu acho que é só vender melhor”, finaliza de forma visionária.
GLOSSÁRIO
Saas²: Software as a Service, traduzida ao pé da letra para o português, significa “software como serviço”. O termo trata-se, na prática, da disponibilização de soluções tecnológicas por meio da internet, dispensando a manutenção de hardwares e/ou softwares.
A NECESSIDADE DO ”ÓCIO”
Como está o seu tempo disponível para não fazer nada? Parece brincadeira, mas não é!!! Não fazer “absolutamente nada” é tão necessário e saudável quanto ser produtivo e realizar mil e uma atividades até sentir aquele cansaço físico e mental insuportável, sinônimo que o dia rendeu!
Rendeu? Sim, pode até ser, mas o grande problema começa quando nos culpamos por ter dias que não rendem, que não são tão produtivos ou em que não tenhamos nada que fazer e ficamos entregues ao tão temido “ócio”.
Por que rejeitamos tanto a ideia de simplesmente não fazer nada algumas vezes, como se isso significasse perder tempo, a ponto de buscar coisas, mesmo sem vontade, para justificar nossa existência? Por que exorcizamos nosso ócio e nos culpamos por ele?
E fácil chegar à causa de tudo isso se olharmos para o mundo que vivemos. Todos estão correndo atrás de coisas o tempo todo e não conseguem parar para se perguntar se tudo isso é realmente aquilo que se quer. Tem gente fazendo cursos que nunca quis fazer, somente para “constar no currículo”; outros saindo sem destino, bebendo e voltando para casa vazios, simplesmente para contar na segunda que“aproveitaram muito” o fim de semana, sentindo orgulho em dizer que não têm tempo para mais nada.Essa é nossa sociedade!
Se paramos, sentamos e respiramos, algo tão básico e primitivo para nós, logo vem uma sensação de que algo está errado, como se o relógio insistisse em mostrar que estamos perdendo. Mas perdendo o quê?
Na verdade, não estamos perdendo nada! Essa percepção de que o ócio é negativo, é tão somente uma PERCEPÇÃO! Sim, uma percepção! Permitir-se não fazer nada em alguns momentos da vida, sem culpas ou ansiedade, é tão necessário quanto se alimentar ou fazer exercícios! Nossa mente precisa de pausas, nosso corpo precisa de descanso… Desligar é essencial para o surgimento da criatividade e para a prevenção de algumas doenças, como transtornos causados por stress e depressão, porque esse é o momento em que nos encontramos com nós mesmos. É quando reabastecemos nossa mente e nosso corpo. Por isso, tente refletir sobre como você se relaciona com seu tempo livre e busque permitir-se vivenciá-lo sem tantas cobranças, entendendo que ele não é um vilão, mas sim, um aliado da sua saúde.
Psicóloga
Kenya Lucia Ciola
CRP 08/06155
Psicóloga formada pela PUC-PR, Neuropsicóloga, realiza orientação aos pais e também atendimento em espanhol. Psicóloga do Projeto Sakura desde 2016.
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Barato e no ar
Embora ainda para trás quando o assunto é low cost, o Japão tem, sim, formas de economizar no aéreo nas viagens domésticas.
Conhecida como a terra do trem-bala mais eficiente do mundo, o Shinkansen, o Japão também tem algumas das companhias aéreas mais bem avaliadas do planeta. O país também tem aeroportos em todos os pontos nacionais de relevância, incluindo ilhas mais remotas. Dependendo da distância, viajar pelo país de avião é mais vantajoso do que ir de trem ou de carro. Acontece que se deslocar pelo Japão de JAL ou de ANA — as duas principais companhias aéreas do país — pode provocar um rombo nas contas do viajante. Ocorre que, em bem menos do que vemos na Europa ou nos Estados Unidos, o Japão também tem companhias low cost, ou seja, com tarifas aéreas baixas. Nesta edição, o GUIA JP apresenta as principais empresas aéreas deste tipo para você viajar pelo país pelos ares sem pesar tanto nos bolsos.
Air Do
A companhia fundada em Hokkaido em 1998 liga o norte do Japão a diversos destinos em Honshu, a principal ilha do arquipélago japonês. Seus hubs — aeroportos principais — são Shin-Chitose (Sapporo) e Haneda (Tóquio). Com 12 aeronaves à disposição, a companhia opera voos de Tóquio, Nagoya, Kobe e Sendai para destinos como Sapporo, Asahikawa, Hakodate, Kushiro, Obihiro e Ozora, todos em Hokkaido. No momento da produção desta reportagem, um voo entre Nagoya e Sapporo pela Air Do para o dia 1 de dezembro de 2023 está saindo por ¥13.910 contra o valor de ¥49.910 cobrados pela ANA para o mesmo trecho.
Jetstar Japan
Tendo Narita como base e outros hubs como Osaka (Aeroporto de Kansai) e Nagoya (Aeroporto de Chubu), a companhia de origem australiana fincou os pés no Japão em 2012 e foi uma das low cost pioneiras a atuar no país. Com uma frota de 22 aeronaves, a Jetstar conecta Naha e Miyako em Okinawa; Fukuoka, Miyazaki e outros destinos em Kyushu. Além disso, a empresa opera voos internacionais para destinos na Austrália, em Taiwan e em Hong Kong. Para o início de dezembro, um voo entre Narita e Fukuoka sai na Jetstar por ¥5.880. Na JAL, que oferece o trecho partindo de Haneda, a viagem sai por ¥18.630.
Peach Aviation
Com uma frota de 37 aeronaves, a Peach Aviation é uma das maiores companhias low cost em operação no país. O gigantismo não é uma coincidência, a empresa é controlada pela ANA, uma das duas gigantes do Japão. Seu hub é o Aeroporto Internacional de Kansai, na província de Osaka. Tendo bases nos dois aeroportos internacionais de Tóquio, em Naha e em Sendai (Miyagi), a companhia oferece voos para diversas cidades do sudoeste do país, dentre elas Kagoshima e Nagasaki, além da ilha de Amami. Rotas internacionais também estão no cardápio da Peach que voa do Japão para a China, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Tailândia. Um voo entre Nagoya e Naha pela Peach, em 1º de dezembro, está custando a partir de ¥9.390. Na ANA, o mesmo trecho na mesma data custa pelo menos ¥17.620.
Solaseed Air
Baseada em Miyazaki, a Solaseed Air tem seu forte nos voos conectando destinos na ilha de Kyushu a Tokyo e Nagoya. Além disso, a empresa voa de Naha, em Okinawa, para Fukuoka e Kobe, dentre outros. Com 14 aeronaves, a empresa fundada em 2015 atua também em code share (voos operados em conjunto) com a ANA, além de realizar charters, voos excepcionais privados, entre algumas regiões do país. Para o primeiro dia de dezembro deste ano, a passagem entre Tokyo e Miyazaki pela Solaseed Air está saindo por ¥14.870 contra ¥19.270 cobrados pela ANA para o mesmo trajeto.
Skymark Airlines
Fundada em 1996 e com operações iniciadas dois anos depois, a Skymark tem como base principal o aeroporto de Haneda, em Tóquio, além de uma base secundária em Kobe (Hyogo). Além disso, a empresa é a única japonesa a operar voos regulares partindo do Aeroporto de Ibaraki. Com 29 aeronaves, a empresa atua em 11 destinos, mais notavelmente em Sapporo, Fukuoka e na ilha de Miyako, em Okinawa. A Skymark foi a primeira low cost do Japão e, durante um tempo, mudou seu foco para serviços premium, o que acabou levando a empresa à bancarrota. Atualmente recuperada, a companhia oferece voos de Haneda a Fukuoka a partir de ¥14.880. O mesmo trecho pela JAL sai por, pelo menos, ¥18.630.
Spring Japan
Com uma frota de 6 aeronaves, a Spring Japan teve como origem a chinesa Spring, que hoje detém apenas 30% das ações da companhia. A acionista com o restante é a Japan Airlines (JAL). A empresa tem como base o Aeroporto de Narita, de onde opera para Hiroshima, Saga e Sapporo. Além dessas rotas domésticas, a Spring Japan voa para três destinos na China. Um voo entre Narita e Sapporo, no início de dezembro, nesta companhia fundada no ano de 2012, sai por ¥5.680 ienes contra os ¥15.890 pagos pelo mesmo trecho para a JAL.
StarFlyer
Apresentando-se como uma opção híbrida entre uma low cost e uma companhia regular, a StarFlyer foi fundada em 2002 e tem como base o Aeroporto de Kitakyushu, na província de Fukuoka. A empresa ainda tem Haneda, em Tóquio, como uma base adicional. Com uma frota de 11 aeronaves, a StarFlyer oferece voos para os aeroportos de Nagoya (Chubu), Osaka (Kansai), Fukuoka e Naha. Além das rotas domésticas, a aérea conta ainda com linhas regulares para o Taipei (Taiwan) e voos charters para Muan, na Coreia do Sul. A empresa atua em code share com a ANA e a Solaseed Air. Um voo entre Nagoya e Fukuoka em 1º de dezembro sai por, no mínimo, ¥10.250. Já na ANA o mesmo voo, operado em conjunto, custa pelo menos ¥16.550.
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