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Falta um mês: Arte Brasil entra na reta final de preparativos para a abertura em Kariya

A contagem regressiva oficial começou. Falta exatamente um mês para a abertura do Arte Brasil 2026, o evento que vai transformar a cidade de Kariya, em Aichi, no ponto de encontro da produção cultural, artística e profissional da nossa comunidade no Japão. Entre os dias 1º e 5 de julho, o público poderá viver uma experiência que une identidade, criatividade e conexões essenciais para quem busca crescer e se inspirar no país.

Neste ano, a estrutura do evento ganha uma proporção ainda maior. Toda a programação será dividida entre dois complexos vizinhos: o Kariya Cultural Center IRIS e o Kariya City Art Museum. Conectados por uma caminhada rápida de apenas 8 minutos, os dois prédios vão abrigar galerias de arte, exposições de artistas plásticos e fotógrafos da comunidade, além de workshops interativos e apresentações especiais no auditório principal.

Pensado para receber famílias inteiras com total conforto, o espaço oferece acessibilidade completa para carrinhos de bebê e áreas de descanso. A melhor parte? O acesso a todas as exposições e atrações é 100% gratuito, permitindo que toda a comunidade participe e prestigie os talentos que elevam o nome do Brasil no exterior.

Cronograma e novidades a caminho

Nos bastidores, os preparativos avançam em ritmo acelerado. Com o apoio fundamental de parceiros e patrocinadores oficiais, como a Equipe Konishi, a montagem das estruturas e a curadoria das obras entram na fase de finalização para garantir uma entrega impecável.

Para quem já está organizando as caronas, combinando as viagens em grupo ou planejando a folga no trabalho, a organização do Arte Brasil confirmou que o cronograma oficial detalhado de cada dia de evento será lançado muito em breve nas redes sociais. A programação vai destrinchar os horários exatos de cada palestra, pintura ao vivo, oficinas e apresentações de palco.

Serviço:

  • Data: 1º a 5 de julho de 2026
  • Locais: Kariya Cultural Center IRIS & Kariya City Art Museum (Kariya, Aichi)
  • Horário das galerias: 09h00 às 17h00 (última entrada às 16h30)
  • Entrada: Gratuita
  • Acesso: Próximo à Estação de Kariya (Linhas JR Tokaido e Meitetsu Mikawa) e com estacionamento disponível na região para quem vem de carro.
  • Informações oficiais: Acompanhe as atualizações, novidades e a programação detalhada diretamente no site oficial do Arte Brasil artebrasil.jp e nos perfis oficiais das mídias sociais do evento (Instagram/Facebook).

O Bolso no Verão: Japão triplica taxa de saída internacional a partir de Julho 

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Se você está planejando aquelas merecidas férias para visitar a família no Brasil ou quer aproveitar o recesso de verão para viajar, é melhor correr com o planejamento. O bolso do trabalhador brasileiro no Japão vai sentir um novo impacto nos próximos meses, e quem tem família grande precisa agir rápido para evitar um gasto extra desnecessário.

O governo japonês confirmou uma mudança drástica no bolso dos viajantes: a taxa internacional de saída do país (o famoso “Imposto Sayonara”) vai triplicar de preço.

Abaixo, explicamos todos os detalhes práticos e trazemos a “pulo do gato” para você economizar antes que a nova regra entre em vigor.

1. O que é o Imposto Sayonara e o que muda?

Criado originalmente em 2019, o Imposto do Turista Internacional é uma taxa obrigatória cobrada de absolutamente qualquer pessoa que deixa o território japonês por vias aéreas ou marítimas. Ela se aplica a turistas, cidadãos japoneses e também a nós, estrangeiros residentes (portadores de visto de trabalho, permanente ou estudante).

  • Como funciona hoje: A taxa atual é de ¥1.000 por pessoa.
  • Como vai ficar: A partir de 1º de julho de 2026, o valor salta para ¥3.000 por pessoa.

Quem precisa pagar? Qualquer viajante com dois anos de idade ou mais. Apenas bebês menores de 2 anos e passageiros em trânsito internacional que fiquem menos de 24 horas no aeroporto estão isentos da cobrança.

2. O Impacto Real para Famílias de Fábrica

Para quem viaja sozinho, um aumento de ¥2.000 pode parecer pequeno (cerca de duas horas de trabalho na fábrica). O problema real aparece quando calculamos o custo para as famílias brasileiras, que costumam viajar juntas para o Brasil.

Faça as contas com a gente:

  • Uma família com 4 pessoas pagava ¥4.000 de taxa embutida. A partir de julho, passará a pagar ¥12.000.
  • Uma família com 5 pessoas verá o imposto total saltar para ¥15.000.

Essa taxa não é paga separadamente no balcão do aeroporto. Ela vem embutida de forma automática e “escondida” no preço final da sua passagem aérea no momento da compra. Por isso, muitas vezes os pais acham que a passagem simplesmente encareceu sem entender o motivo real.

3. A Regra de Transição: Como fugir do aumento?

Aqui está a informação de ouro que você precisa espalhar nos grupos de amigos e familiares da fábrica: o que determina o valor do imposto é a data de emissão da passagem, e não a data do voo!

De acordo com as diretrizes do governo japonês, haverá uma medida de transição:

  • Se você comprar e emitir a sua passagem aérea até o dia 30 de junho de 2026, você pagará a taxa antiga de ¥1.000, mesmo que o seu voo para o Brasil seja em agosto, dezembro ou no próximo ano.
  • Se você deixar para comprar a passagem do dia 1º de julho de 2026 em diante, o sistema das companhias aéreas aplicará automaticamente o novo valor de ¥3.000 por bilhete.

4. Dica do Blog: Planeje-se e Antecipe-se

O dinheiro ganho nas linhas de produção é fruto de muito esforço. Não deixe que ¥10.000 ou ¥15.000 extras sumam do orçamento da sua viagem por falta de aviso.

Se as férias de verão ou a viagem de fim de ano já estão nos planos da sua família, feche a compra dos bilhetes com a sua agência de viagens ou diretamente no site da companhia aérea antes de junho acabar.

O Japão alega que o aumento servirá para investir em melhorias de infraestrutura nos aeroportos e no turismo local, mas para quem está focado em economizar para ver os parentes no Brasil, cada iene conta!

Compartilhe com os amigos!

Você já estava sabendo desse aumento no preço das passagens? Já garantiu os bilhetes da sua família para as próximas férias?

Deixe seu comentário aqui embaixo e envie este artigo no grupo de WhatsApp da sua fábrica para que mais brasileiros fiquem sabendo a tempo de economizar!

Escola japonesa vs. Escola brasileira: a decisão que define o futuro do seu filho. 

O despertador toca antes das 5h da manhã. Você prepara o bento na pressa e, antes de sair para o turno da fábrica, olha para o seu filho dormindo. Aquela velha dúvida aperta o peito: “Será que estou escolhendo o caminho certo para o futuro dele aqui?”

Conciliar a rotina exaustiva do trabalho por hora (seja day shift ou night shift) com a educação das crianças é uma realidade dura para os pais brasileiros no Japão. A escolha entre a escola pública japonesa ou o sistema brasileiro homologado gera muitas incertezas.

Vamos direto aos fatos, custos reais e prós e contras de cada sistema.

1. Escola Pública Japonesa

É o caminho mais comum para as famílias que decidiram se estabelecer no país a longo prazo e querem a integração total da criança na sociedade local.

  • A vantagem real: Seu filho domina o idioma de forma nativa e aprende a escrita (Kanji). Isso garante acesso a universidades locais e a empregos qualificados no futuro, longe do trabalho braçal.
  • A rotina de autonomia: O sistema ensina independência cedo. Ir a pé em grupo à escola e limpar a própria sala constroem disciplina.
  • O alívio no bolso: O ensino é gratuito, o que ajuda a equilibrar o orçamento familiar no final do mês.

O outro lado da moeda:

  • A barreira para os pais: Recados na caderneta e reuniões acontecem apenas em japonês. Sem o domínio do idioma por parte dos pais, a comunicação trava.
  • O distanciamento em casa: Sem um incentivo no lar, a criança passa a se comunicar apenas em japonês, criando um afastamento cultural da própria família.
  • O desafio da adaptação: A dificuldade de integração ou o preconceito ainda são riscos reais que exigem atenção constante dos pais.
  • Os Custos Reais: A mensalidade é zero, mas existem custos obrigatórios. Você paga pelo almoço escolar, materiais didáticos e a famosa mochila (que custa entre ¥30.000 e ¥80.000). No ginásio, entram os gastos com os uniformes oficiais.
  • Média de extras: Cerca de ¥50.000 a ¥100.000 por ano.

2. Escola Brasileira Homologada

Esta opção atende quem planeja retornar ao Brasil a curto ou médio prazo, ou prioriza a preservação da identidade cultural da criança.

  • Língua e cultura protegidas: O currículo segue as normas do MEC. O aluno aprende a gramática em português, além da história e geografia do Brasil.
  • Zero barreira de comunicação: O ambiente é acolhedor e familiar. Os pais resolvem qualquer problema diretamente com a secretaria, sem necessidade de tradutor.
  • Retorno sem traumas: Se a família decidir voltar para o Brasil, a transição escolar do filho acontece sem atrasos ou quebras de aprendizado.

O outro lado da moeda:

  • O isolamento local: A criança cresce dentro de uma bolha e muitas vezes não aprende o japonês necessário para os exames de admissão do ensino médio japonês ou para vagas de emprego fora da fábrica.
  • Logística pesada: Como as escolas são poucas e espalhadas pelas províncias, o transporte diário em vans costuma ser longo e cansativo.
  • Impacto financeiro: O custo de uma escola particular pesa muito no orçamento de quem recebe por hora de trabalho.
  • Os Custos Reais: As mensalidades variam conforme a região e a série do aluno.
  • Mensalidade média: De ¥40.000 a ¥60.000 por mês por filho.
  • Extras: Apostilas importadas, uniformes e o transporte da van (que adiciona entre ¥10.000 e ¥15.000 mensais na conta).

3. O Risco Silencioso: O Semilinguismo

Muitos jovens brasileiros enfrentam o fenômeno do semilinguismo. Isso acontece quando a criança fala o português em casa (mas não domina a escrita ou a gramática) e usa o japonês na escola (mas apenas o básico do cotidiano, sem vocabulário técnico ou acadêmico).

Aos 18 anos, esse jovem encontra dificuldades: não consegue um cargo administrativo no Japão por falhas na escrita local, e enfrenta dificuldades no mercado brasileiro pelos erros graves em português. O resultado é a falta de oportunidades qualificadas em ambos os países por falta de domínio profundo de uma das línguas.

4. Direcionamento Prático para os Pais

Não existe uma escolha perfeita. Existe a decisão que se encaixa no planejamento atual da sua família. Seja qual for o caminho, adote algumas práticas:

  • Se escolheu a Escola Japonesa: Em casa, a regra precisa ser falar apenas português. Estimule a leitura, assista a conteúdos em nossa língua e preserve o idioma materno. Na escola, use as salas de apoio ao estrangeiro oferecidas pelas prefeituras para ajudar nas tarefas.
  • Se escolheu a Escola Brasileira: Evite que seu filho viva isolado. Matricule a criança em atividades do bairro (futebol, karatê, natação) para que ela conviva com crianças locais e pratique o japonês do dia a dia.

Qual sistema funciona melhor na sua realidade? Você optou pela escola pública local ou assumiu o custo da escola brasileira? Como gerencia o aprendizado dos filhos depois do turno de trabalho?

Deixe seu relato aqui nos comentários! Sua experiência pode clarear a decisão de outros pais que enfrentam esse mesmo dilema agora.

Guia do Reuso no Japão: Por que as Recycle Shops viraram febre entre os brasileiros.

Viver no Japão em 2026 exige estratégia. O consumo de itens de segunda mão, que antes gerava um pé atrás, hoje é uma força na economia, com previsão de movimentar 4,6 trilhões de ienes até 2030. Para nós, brasileiros, as Recycle Shops viraram ferramentas para economizar e garantir uma renda extra no fim do mês.

Entenda como aproveitar essas oportunidades com foco na nossa comunidade:

Por que o Reuso cresceu tanto? 

No Japão, o sistema de descarte de lixo (Sodai Gomi) é rigoroso e torna caro jogar objetos fora. Com a inflação e a subida nas contas de luz, o mercado de usados virou a solução lógica. É muito comum encontrar produtos em estado de novos, ou até lacrados, por um preço muito menor que o original.

Onde Garimpar: 

Além das opções digitais, você pode visitar pontos físicos para buscas específicas:

  • 2nd Street: foco total em moda. Trabalham com marcas básicas e grifes de luxo, com controle para garantir que o produto seja original.
  • Hard-Off: o lugar certo para quem procura tecnologia, câmeras, instrumentos musicais e ferramentas.
  • Off-House: ideal para mobiliar a casa, com geladeiras, fogões e móveis que costumam estar em excelente estado.
  • Book-Off: além de livros, é referência para achar videogames, consoles e itens colecionáveis.

Dicas para não errar na compra 

  • Olhe o Ranking: nas etiquetas, foque nos níveis S (novo) ou A (excelente estado). Evite o nível C ou itens marcados como Junk, a menos que você saiba consertar.
  • Documento na mão: para vender em qualquer loja física, você precisa apresentar seu Zairyu Card. É uma norma federal para evitar o comércio de itens roubados.
  • Bancada de Testes: use a área de check-in da loja para ligar aparelhos e testar todos os botões.
  • Atenção aos Hertz: em eletrodomésticos grandes, confirme se o item é 50/60Hz (dual) para funcionar em qualquer região do Japão.
  • Leia as Letras Miúdas: verifique se na etiqueta diz 付属品 (acessórios inclusos) ou 欠品 (faltando peças).

Loja JP (A Solução da Nossa Comunidade)

Se você busca facilidade e quer fugir das taxas ou da barreira do idioma em outros aplicativos, a loja.jp é a solução!

  • Compre e Venda com Facilidade: uma novidade que permite anunciar seus desapegos ou encontrar o que precisa direto com quem fala a sua língua.
  • Segurança e Conexão: você negocia dentro de um ambiente voltado para a nossa comunidade, facilitando a comunicação e a confiança na hora da entrega.
  • Economia Direta: sem as complicações de tradução ou processos travados de plataformas locais, você resolve tudo de forma rápida e segura.

O mercado de reuso é uma ferramenta direta de progresso. Seja para montar seu lar ou para revender, o foco é fazer seu dinheiro render mais! 

A Golden Week chegou: O que muda na sua rotina no Japão

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A Golden Week é o período de maior movimentação no país. Com a sequência de feriados nacionais, a rotina de serviços públicos, bancos e transportes sofre alterações importantes. Para que você não seja pego de surpresa, preparamos este guia com o que esperar dos próximos dias.

Serviços Públicos e Burocracia
Prefeituras e repartições públicas suspendem o atendimento presencial durante todos os feriados nacionais (29/04 e de 03/05 a 06/05). Se você precisa de documentos ou alteração de endereço, o atendimento regular só será retomado na quinta-feira, dia 7 de maio.

  • Dica: Utilize os terminais de autoatendimento em lojas de conveniência (konbini) para emitir atestados de residência (juminhyo) usando seu My Number Card, disponível das 6:30 às 23:00.

Bancos e Correios
As agências bancárias fecham nos feriados. Os caixas eletrônicos (ATMs) continuam funcionando, mas atenção: taxas extras de serviço costumam ser aplicadas em feriados e fins de semana. Transferências feitas nesses dias só cairão na conta do destinatário no próximo dia útil. Nos Correios (Yubin Kyoku), agências menores fecham, e as entregas podem atrasar devido ao alto volume logístico.

Comércio, Lazer e Transporte
Shoppings, restaurantes e parques operam normalmente e costumam estar lotados. Importante: Se for viajar, Shinkansens e ônibus expressos podem exigir reserva antecipada e os assentos esgotam rápido. Verifique os horários especiais nos sites oficiais antes de sair de casa para evitar encontrar portas fechadas ou horários reduzidos.

Emergências Médicas
O sistema de saúde funciona em regime de plantão. Clínicas comuns estarão fechadas, portanto, em caso de urgência, busque pelos centros de atendimento de feriados (Kyujitsu Shinryojo) ou pronto-atendimento da sua região. Em casos graves, ligue imediatamente para o 119.

JP GUIDE | Fique à frente: O planejamento garante que seu feriado seja focado no descanso, não na resolução de problemas.

Shinkansen na Golden Week 2026: O que mudou e por que você não pode viajar sem reserva. 

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O feriado mais aguardado do ano está chegando e, com ele, o movimento nos trens bala aumenta drasticamente. Para quem planeja viajar entre 24 de abril e 6 de maio , é fundamental entender que o sistema de embarque mudou e o improviso pode custar o seu passeio!

A regra do Nozomi: reserva obrigatória

Se o seu destino exige o uso do trem Nozomi (que faz a rota Tóquio, Osaka e Hiroshima), a atenção precisa ser redobrada. Durante toda a Golden Week, esse trem não terá nenhum vagão de assento livre (jiyuseki). Isso significa que todos os lugares serão reservados e, sem o bilhete marcado com antecedência, você simplesmente não consegue embarcar.

O risco de contar com a sorte

Outros trens, como o Hikari e o Kodama, ainda mantêm alguns vagões livres, mas a realidade física é de lotação máxima. Com um aumento de 14% nas reservas este ano, as chances de conseguir um lugar vazio na hora são mínimas. Optar por não reservar pode significar passar horas em pé no corredor ou ter que ver vários trens passarem na plataforma por falta de espaço.

Datas críticas e como se antecipar

O fluxo atinge o limite máximo nos dias 2 de maio (saída) e 5 e 6 de maio (retorno). A recomendação é resolver isso agora para garantir conforto, especialmente para quem viaja com a família.

Você pode fazer a reserva em qualquer guichê verde da JR (Midori no Madoguchi). Basta levar os dados da sua viagem e mostrar ao atendente. Lembre-se que, para embarcar, você precisa ter em mãos os dois bilhetes: o de transporte e o de reserva de assento.

JP GUIDE | Fique à frente: O que muda hoje na sua rotina.

TRENS MAIS CAROS NO JAPÃO: TUDO O QUE MUDA NA SUA TARIFA EM 2026.

Viver no Japão significa depender da pontualidade dos trens, mas a partir de agora, essa rotina terá um custo diferente. A JR East implementou a maior revisão tarifária desde a sua privatização em 1987. E esse não é um ajuste isolado; é uma mudança estrutural que mexe no bolso de quem usa o transporte para trabalhar, estudar ou passear.

O novo valor do seu trajeto

O aumento médio nas passagens é de 7,1%. Na prática, trajetos curtos que antes custavam ¥150 agora passam para o valor mínimo de ¥160. Se você utiliza linhas movimentadas como a Yamanote ou a Chuo, sentirá o reflexo desse reajuste em cada deslocamento. O objetivo da empresa com essa arrecadação extra (estimada em bilhões de ienes) é acelerar a instalação de portas de segurança nas plataformas, reduzindo acidentes e, consequentemente, aqueles atrasos que travam o dia a dia.

O fim da era do papel

A mudança não ficou somente nos ienes. A JR East está descontinuando os bilhetes físicos de ida e volta e passagens consecutivas de papel em diversos trechos. O foco agora é 100% digital. Isso significa que dominar o uso do Suica ou Pasmo no celular se tornou uma necessidade para quem quer agilidade e acesso às melhores tarifas. Quem insiste no bilhete de papel pode encontrar dificuldades ou até pagar taxas maiores em determinadas situações.

Passes e novas oportunidades

Para compensar o impacto nas viagens longas, a empresa unificou e reformulou passes regionais, como os de Tohoku e Nagano/Niigata. Surgiram novas opções de passes de 5 e 10 dias que podem valer a pena para o turismo interno, especialmente agora que as tarifas individuais subiram.

Como se organizar?

Se você recebe ajuda de custo de transporte da sua empresa, o primeiro passo é revisar o valor do seu Teikiken (passe mensal). Com os novos preços em vigor, é preciso atualizar o cadastro no RH para garantir o reembolso correto. Fique atento às máquinas de passagem e aos avisos nas estações. O Japão da “papelada” ficou para trás e a nova tarifa é a realidade que dita o ritmo dos trilhos a partir de agora!

BUROCRACIA ZERO: OS SERVIÇOS QUE VOCÊ JÁ PODE RESOLVER SEM SAIR DE CASA COM SEU MY NUMBER CARD.

Viver no Japão exige lidar com uma série de documentos e trâmites burocráticos que, até pouco tempo atrás, consumiam horas de espera em balcões de prefeituras (Shiyakusho). No entanto, a realidade mudou. Com a consolidação do My Number Card, o governo japonês digitalizou serviços essenciais, permitindo que o cidadão resolva pendências diretamente pelo smartphone ou em lojas de conveniência.

O que você resolve sem enfrentar filas?

A grande vantagem do cartão com chip não é apenas a identificação, mas o acesso ao portal MynaPortal. Através dele, é possível realizar tarefas que antes exigiam deslocamento:

  • Emissão de Certificados: Documentos como o Juminhyo (Atestado de Residência) e o Inkan Shomeisho (Certificado de Carimbo) podem ser impressos em qualquer loja de conveniência (7-Eleven, Lawson, FamilyMart) utilizando apenas o cartão e a sua senha de 4 dígitos.
  • Pedidos de Subsídios e Auxílios: O governo utiliza o sistema para processar pedidos de auxílio-infantil (Jido Teate) e outros subsídios governamentais de forma direta e segura.
  • Declaração de Imposto de Renda (e-Tax): A integração com o sistema de impostos facilita o envio da declaração anual, eliminando a necessidade de formulários de papel.
  • Histórico de Saúde e Receitas: O cartão agora funciona como integração para o Seguro de Saúde (Hokenjo), permitindo consultar histórico de medicamentos e gastos médicos.

Como acessar esses serviços?

Para transformar seu celular em um terminal da prefeitura, você precisa de três itens:

  1. O Cartão Físico: O My Number Card (com foto e chip).
  2. App MynaPortal: Disponível para iOS e Android.
  3. Senha de Acesso: Aquela definida no momento da retirada do cartão na prefeitura.

Por que usar a via digital?

Além da economia de tempo, o custo das taxas para emissão de documentos em conveniências costuma ser menor (cerca de ¥100 a ¥200 de desconto) em comparação ao valor cobrado no balcão da prefeitura. É uma estratégia de incentivo do governo para reduzir aglomerações e otimizar o serviço público.

O Japão da “papelada” está ficando para trás. Dominar as ferramentas do My Number é garantir mais autonomia e tranquilidade na sua rotina no arquipélago. Se você ainda não desbloqueou essas funções, o primeiro passo é baixar o aplicativo oficial e explorar os serviços disponíveis para a sua região.

Dica do Guia JP: Mantenha suas senhas anotadas em local seguro. O bloqueio do cartão por erro de senha exige uma visita presencial à prefeitura para o desbloqueio.

E se uma pergunta norteasse a sua viagem ao Japão?

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Sair de casa com mais perguntas que respostas pode ser o que você precisa na sua jornada pela Terra do Sol Nascente

Quando começamos a viajar, somos ensinados a sair de casa com respostas para tudo. Precisamos saber exatamente onde, quando e como vamos. Não ter isso tudo muito bem definido ainda é, para muita gente, sinônimo de uma viagem que não vai dar certo. Este tipo de comportamento é alimentado pelas redes sociais que nos abastecem de certezas. Se você for neste local, vai conseguir a foto perfeita. E se comer naquele restaurante, vai ter a melhor refeição da sua vida. Muita gente segue a receita a risca para não ter frustrações. O resultado são viagens sempre iguais: ricas em fotos para o Instagram, pobre em experiências pessoais.

Porém, como guia e consultor de turismo aqui no Japão, venho percebendo um novo movimento, ainda incipiente, de gente cansada deste modo de viajar. Também noto que, apesar disso, essas pessoas não conseguem pensar em outras formas de pensar a sua viagem. Elas ainda chegam aqui, depois de 30 horas de viagem, querendo ‘ver’. Pedem para ver um templo. Depois, pedem para ver o Cruzamento de Shibuya. Daí, pedem para ver o projeções em um museu. O resultado é uma viagem de imagens soltas, sem liga, sem sentido.

O tempo me ensinou que uma viagem só se completa quando ganha sentido. E não dá para encontrar sentido quando você sai de casa cheio de respostas. Fazer perguntas é o único meio de fazer uma viagem, em especial a um país tão distante quanto o Japão, ganhar significado e poder de transformação. Hoje, orientar os viajantes neste sentido é o que me move como jornalista e profissional do turismo.

Para começar, você já se perguntou por que está vindo ao Japão?

A resposta a essa indagação é um bom começo se você quer viajar com propósito. Não é que seja fácil, mas você vai perceber que caminhos que nortearão as suas escolhas vão começar a se abrir. Há muitos anos tive um cliente com uma clareza incrível sobre o motivo de vir para cá: comer. A gastronomia era o que o trazia ao país e pronto. Partindo disso, foi muito fácil para mim montar um roteiro para ele. Nossos caminhos passavam por mercados, feiras, museus gastronômicos, lojas de utensílios, espaços de produção e, claro, restaurantes. Sem templos ou santuários, sem Cruzamento de Shibuya. Sem concessões ao que se espera como roteiro de primeira viagem. No final, era claro para mim que ele estava extremamente satisfeito desta forma. Ele não ‘viu’, ele viveu o Japão.

Nem todo mundo tem tanta clareza, claro. E a maioria das pessoas tem interesses diversos. A diferença está no quão profundo é o seu autoconhecimento como viajante. Eu, particularmente, sou apaixonado por comunicação. Adoro registrar o que vivo (foto, vídeo, texto) e transformar as minhas viagens em histórias. A maioria delas fica guardada para mim. Outras, eu divido com o público nas minhas redes sociais ou no meu site.

Quando viajo, escolho lugares que me permitam ecoar a minha experiência. Facilmente abro mão do ponto turístico para me encontrar com pequenos produtores, por exemplo. Já visitei todo o tipo de fábrica, estúdio, ateliê que você possa imaginar. Também sou louco por cinema e teatro. Em Berlim, já me peguei na plateia de um espetáculo em alemão. Detalhe: não falo uma palavra do idioma. Assisti “O Segredo de Brokeback Mountain” em Bangkok. Assim, descobri que, pelo menos na época, os cinemas exibiam um noticiário sobre o rei e que as pessoas se levantavam em reverência quando ele aparecia em cena.

Para ter essas experiências, certamente tive que abrir mão de visitar algum ponto turístico famoso. Não sei qual poderia ter sido e, de verdade, não me arrependo. Não fez diferença para mim.

Por isso, quando você planejar a sua viagem ao Japão, te convido a sair de casa com mais perguntas que respostas. Desafie o senso comum de que existe uma lista segura de coisas imperdíveis a serem feitas. Assuma o risco de fazer uma viagem memorável, mesmo que seja só para você.

SEMINÁRIO EM NAGOYA ENSINA EMPREITEIRAS A SAÍREM DO CAOS DAS PLANILHAS E FECHAREM MAIS CONTRATOS

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Encontro gratuito no dia 7 de abril mostra como usar dados e marca para atrair candidatos e profissionalizar a gestão de RH no Japão.

No dia 7 de abril, Nagoya recebe um seminário técnico feito para quem decide o futuro das empreiteiras no Japão. O encontro, realizado pela J1Seeds e TECH CREW, vai direto ao ponto: por que algumas empresas crescem rápido enquanto outras vivem presas em processos lentos e falta de confiança do mercado?

O evento foca em resolver problemas, como a bagunça de dados espalhados em papéis e Excel, e a dificuldade de atrair trabalhadores mesmo oferecendo boas vagas.

O que será mostrado na prática

O seminário une dois pilares que determinam o lucro de uma empreiteira hoje:

  1. Dados que trazem lucro: Gustavo Dore Rodrigues (CEO da TECH CREW) mostra como sair do “achismo”. Ele vai apresentar como a inteligência de dados antecipa problemas de equipe antes que eles virem prejuízo no caixa. Haverá uma demonstração real da plataforma JinjiCREW.
  2. Marca que abre portas: Emmanuel Cáceres (Founder da J1Seeds) explica por que o trabalhador escolhe o seu concorrente e não você. O foco é construir uma reputação que traga segurança para as fábricas fecharem contratos maiores com a sua empresa.

Formato Bilíngue e Networking

O encontro é totalmente bilíngue (Português e Japonês), garantindo que a informação chegue com clareza a todos os gestores. Além do conteúdo técnico, o evento reserva um tempo para networking, permitindo a troca de experiências entre donos de empresas que enfrentam os mesmos desafios na região.

Sobre os Palestrantes

  • Gustavo Dore Rodrigues: Especialista em tecnologia para RH, com passagens por gigantes como Sony e Recruit.
  • Emmanuel Cáceres: Estrategista de branding focado no mercado de recrutamento japonês.

SERVIÇO

  • O que: Seminário Estratégico para Empreiteiras (BI, Branding e Tecnologia)
  • Data: 7 de Abril de 2026, das 10h às 15h
  • Local: Winc Aichi (ウインクあいち) – Próximo à Estação de Nagoya
  • Custo: 100% Gratuito
  • Vagas: Limitadas por ordem de inscrição
  • Inscrições: https://bi-branding.j1seeds.com/

Realização: J1株式会社 & TECH CREW 株式会社