Kanagawa – Entre o mar e a montanha

Kanagawa – Entre o mar e a montanha

Poucos lugares são um resumo tão fiel do Japão quanto Kanagawa. Seu território é formado por mar e montanha, como o conjunto do arquipélago japonês. Yokohama, a capital, é uma das maiores cidades do país, com tudo o que tem direito, inclusive um porto enorme e estratégico, como o de Tóquio. Como no resto do Japão, tem suas maiores cidades localizadas no litoral, deixando o interior como uma reserva de natureza, para onde escapam os citadinos, em busca de um pouco de refresco durante o calor infernal do verão ou um pouso de águas termais durante o inverno.

Kanagawa é o lar de uma ex-capital nacional (Kamakura), de um dos cinco maiores portos de desembarque de atum do país (Misaki), de uma das mais badaladas estâncias de águas termais termais (Hakone), da maior base estratégica naval norte-americana do Pacífico Ocidental (Yokosuka), do primeiro e do sétimo município mais populoso do Japão (Yokohama e Kawasaki, respectivamente) e do terceiro maior porto do país em volume de contêineres (Yokohama).

Como se ser rica e importante não fosse suficiente, a província também tem opções de lazer e entretenimento que agradam tanto os mais tradicionais quanto os descolados. Quer passar um fim de semana isolado do mundo, numa típica pousada japonesa, comendo apenas comida kaiseki? Vá para Hakone. Curte uma onda e está com a prancha parada em casa? Que tal Enoshima? Está atrás dos melhores museus de arte e exposições de tirar o fôlego? Corre para Yokohama. Gosta de história? Deslumbre-se com o Minka-en, um museu a céu aberto em Kawasaki. Tem interesse em guerreiros samurai? Olha Odawara aí com o seu castelo… Nesta edição, o Guia JP vai te deixar com cinco dicas para você aproveitar muito a província de Kanagawa. Confere agora!

1 Faça uma viagem no tempo

Em 1957, a cidade de Kawasaki inaugurou um museu a céu aberto que transporta o visitante para outras eras. Chamado Minka-en, o espaço abriga construções trazidas de diversas partes do país e salvas do total desmantelamento para fazer parte o museu. São 25 edificações, dentre residências, oficinas, depósitos e até um antigo moinho movido à tração da água e um palco de teatro kabuki.

Algumas das construções são tão importantes que são tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional, mesmo tendo sido realocadas. Uma delas é Residência Sakuda que data do final do século 17 e veio da província de Chiba. Era a casa de um animoto, um líder dos pescadores da Praia de Kujukuri, na Pensínsula de Boso.

Outro destaque é Residência Yamashita (foto), uma bela construção no estilo gassho, conhecido mundialmente pelas casas da vila de Shirakawago, na província de Gifu, a construção foi, inicialmente, relocada para Kawasaki para ser usada como sede de um restaurante e passou a fazer parte do acervo do Minka-en em 1970.

Além das antigas construções, o museu realiza exposições contando a histórias das casas e mostrando artesanato tradicional de diversas partes do Japão. Quem quiser botar a mão na massa (ou melhor, na tinta), pode participar dos workshops de aizomê realizados num ateliê. Aizomê é tradicional técnica de tingimento de tecidos usando índigo. Sem corantes artificiais ou outros tipos de produtos químicos manufaturados, a tinta é feita através da fermentação do extrato da planta e confere ao tecido diversas tonalidades de azul. O espaço oferece lenços (¥620) e bandanas (¥800) em branco para o visitante fazer a experiência. Também é possível levar você mesmo o tecido e o uso da tinta e do espaço é cobrado a partir do peso do material a ser tingido (¥18/grama). Reservar é recomendado.

Nihon Minka-en

Kawasaki-shi Tama-ku Masugata 7-1-1

9:30 – 17:00 (março a outubro) ; 9:30 – 16:30 (novembro a fevereiro)
fechado às segundas (exceto feriados), vésperas de feriado e de 29/12 a 03/01
¥500 (adultos), ¥300 (estudantes, maiores de 65 anos), franca para moradores da cidade de Kawasaki, estudantes até o ensino fundamental e portadores de necessidades especiais.