Comida de Templo

Comida de Templo

Comida de Templo
Não basta só entrar o ano com o pé direito, tem que entrar de barriga cheia. Fazer o hatsumōde também pode ser uma experiência gastronômica em grande escala. Como em outros festivais ao longo do ano, os templos e santuários abrem suas portas para colaboradores que queiram oferecer iguarias para os visitantes em barraquinhas chamadas em japonês de yatai. Além do amazake, uma espécie de saquê doce e não-alcóolico, a visita ao templo se torna, também, uma boa oportunidade de conhecer as comidas de rua do Japão.


Yakissoba (焼きそば)

Considerada a iguaria número 1 por muitos frequentadores de festivais, o yakissoba já é velho conhecido dos brasileiros. No Japão, o tudão de macarrão leva legumes, pedaços de carne e outras coisinhas, tudo viradão na chapa mesmo, com um molho meio adocicado. E só fica com cara de templo se for servido naquela caixinha de plástico transparente que só fecha no elástico. Clássico!


Karaage (から揚げ)

Chamado de ‘frango a passarinha dos japoneses’, o karaage se difere do nosso clássico de boteco por ser levemente empanado. Nos melhores eventos de templo são vendidos em copos de papel, aqueles que poderiam ser usados para servir refrigerantes e sucos, no limite da tosqueira. Mas o bom karaage se faz presente na maioria dos festivais e deve ser crocante e bem temperado por fora e macio e suculento por dentro.


Ikayaki (イカ焼き)

Nada mais bizarro para marinheiros de primeira viagem do que ver uma lula inteira enfiada num palito. Mas não é preciso dizer que o ikayaki é, sim, uma das iguarias mais típicas dos festivais japoneses. O molusco é grelhado, muitas vezes na brasa, e, depois, saborizado com um molho agridoce feito com shoyu. É bem difícil de acertar mas, quando o yatai é bom, agrada de montão.


Takoyaki (たこ焼き)

O famoso bolinho de polvo é típico de Kansai mas acaba sendo encontrado em festivais e eventos de templos e santuários de todo o Japão. A razão para tal talvez seja o fato de que fazer takoyaki exija não somente dotes culinários mas, também, perícia. Ou você acha que é fácil usar dois palitinhos para transformar aquela massa líquida feita de farinha de trigo num bolinho redondinho? Além disso, uma porção de takoyaki vem coberta com molho especial, maionese, lascas de atum-bonito e salpicos de aonori, um tipo de alga. Talvez seja a comida de rua japonesa com o conceito mais próximo do visto nos dogões das festas de rua do Brasil.


Wataame (綿あめ)

Quem diria mas o nosso bom e velho algodão doce também é popular entre os japoneses. O modo de fazer é o mesmo: coloca-se açúcar cristal numa máquina que gira muito louca até esquentar os grãos e soltá-los em forma de fio para serem degustados num palito. Cores e sabores também podem ser acrescentados e os japoneses têm a manha de fazer até com chá verde.

Chokobanana (チョコバナナ)
Se no Brasil, a fruta principal das quermesses é a maçã, no Japão ninguém tira o lugar da banana no favoritismo da galera. Por aqui, a fruta é espetada num palito e mergulhada num chocolate derretido de qualidade duvidosa. Também tem a versão cor de rosa e, no final, todas acabam finalizadas com chocolate granulado. O resultado na boca acaba dependendo muito da banana. Se ela tiver mais madurinha, calha de fazer uma boa combinação com o chocolate e dar tudo certo. Mas se a bichinha tiver ainda meio verde é aquele gosto de trancar. E tome amazake para compensar!