A arte de criar medíocres

A arte de criar medíocres

Antes de mais nada, diferente da forma como é normalmente utilizada, “medíocre” é relacionado a médio. Não deveria ser considerada ofensiva.

A convivência com fotógrafos tem mostrado alguns panoramas relacionados a como se comportam alguns professores. Conheço boa parte deles, infelizmente ainda não conheço todos.

Existem bons professores e outros nem tanto. Existem professores que focam na utilização de equipamento, outros na prática profissional, outros na teoria e outros vão para o caminho da fotografia autoral.

Qual o melhor caminho? Depende do aluno. Cada estudante de fotografia tem uma necessidade e um potencial a ser explorado. É exatamente neste ponto que tudo se  complica.

Quando os cursos são formatados de uma maneira padronizada e deixa-se de ter aulas relacionadas à criação de projetos autorais, exploração criativa, muitos alunos perdem o brilho inicial. A vontade de criar e experimentar transformam-se na solução mais fácil e mais rápida. Trabalhos inovadores transformam-se em algo sem graça, morno, mas “com a fotometria perfeita”.

Existe um agravante, alguns professores tomam o aluno como seu bem e impedem o intercâmbio com outras escolas. Utilizam críticas ao método de ensino, à personalidade do professor e até à qualidade dos outros alunos daquela escola. Mesmo que o curso em outra escola realmente não seja o ideal e o aluno se frustre com o conteúdo, o contato com outros fotógrafos é sempre válido.

Sair e olhar para os lados é sempre difícil no começo. Conhecer outros caminhos é a maneira de encontrar o próprio caminho.

OFF TOPIC:
Dia 14 de Julho, o Jstock-1 ministrará um curso sobre como tirar a ideia do papel e transformá-la em uma marca.  Será no Kokusai Center em Nagoya e a inscrição é gratuita mediante inscrição na fanpage.
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