Gifu além do Inverno – Rafting

Gifu além do Inverno – Rafting

Se perguntarmos a todo fã de esportes de inverno, quando mencionamos Gifu, a província é rapidamente relacionada à neve, ao esqui e ao snowboard. Porém, Gifu não se resume apenas a esportes de inverno. Com a natureza sempre presente, Gifu é um local que merece sua visita em qualquer época do ano.

É impossível resumir todos os pontos turísticos de Gifu em apenas uma edição, por isso, foi dada atenção maior às proximidades de Hirugano e também com presença do rio Nagaragawa. Basicamente destinos próximos às rotas 156 e 158. Para melhor aproveitar o passeio, é recomendado utilizar carros em vez de transporte público para locomoção.

Feriado, dia ensolarado, muita disposição e não sabe o que fazer? Vai aqui a nossa dica para o mês de junho:

O estado de Gifu, conhecido pelas estações de ski, possui também um dos melhores lugares do país para esportes radicais de verão. Um deles é o Rafting.

Mas, o que é Rafting?

É a maneira de desbravar corredeiras de rios, com muita adrenalina e a bordo de um bote inflável, geralmente para até 7 pessoas, cada uma delas com um remo.

O esporte criado pelo expedicionário americano John Wesley Powell, obviamente em sua época feito de maneira bem rústica comparado ao que temos nos dias de hoje. Em seu primeiro registro, relata uma expedição feita pelo rio Colorado nos Estados Unidos, em barcos de madeira com um remo central.

Os primeiros barcos infláveis como os atuais, surgiram na década de 30. Porém, a popularidade do esporte veio em meados da década de 80, com o surgimento do bote “self bailer”, confeccionado com materiais mais leves e resistentes.

Ao longo do período de evolução, o esporte ganhou algumas regras e sinais para comunicação entre os adeptos, durante a descida. Além disso, foi dividido em níveis que remetem ao grau de dificuldade das corredeiras, divididos da seguinte maneira:

 

Nível I: Indicado para pessoas que se “arriscarão” no esporte pela primeira vez. Geralmente com poucos obstáculos e pouca ondulação.

Nível II: Algumas águas agitadas, talvez algumas rochas; podem exigir manobras. Indicado aos iniciantes.

Nível III: Ondas pequenas, talvez uma pequena queda, mas sem perigo. Pode requerer habilidade de manobra significativa. Indicado aos intermediários.

Nível IV: Ondas médias a partir de 1 metro, presença de poucas pedras, com quedas consideráveis; manobras mais difíceis podem ser necessárias. Indicado às pessoas com uma certa experiência.

Nível V: Grandes ondas, possibilidade de grandes rochas, possibilidade de grandes quedas, há riscos e exige manobras precisas. A partir desse nível, é recomendável muita prática, ou seja, ser um expert no assunto.

Nível VI: Corredeiras extremamente perigosas, pedras e ondas enormes. O impacto da água pode até causar estragos no equipamento, é extremamente perigoso, pode machucar seriamente os praticantes ou até levá-los à morte. Completar esse percurso exige muita habilidade.

Na rota 156 da região que vai de Mino a Gujo/Hachiman, encontramos algumas empresas que oferecem essa aventura em um dos rios mais famosos do estado, o Nagaragawa. ( Ver página xxx).  Durante a temporada que vai geralmente de março a outubro, é possível desfrutar de graus de dificuldade geralmente entre os níveis I até IV.

Segue uma tabela com os possíveis valores aplicados na região:

Curso Dias de semana exceto feriados Finais de Semana
Preços para adultos Meio período

 

¥7.500 ¥8.500
Preços para adultos Rafting + BBQ ¥10.500 ¥11.500

Equipamentos sugeridos:

1- Toalha de banho

2- Tênis para Rafting

3- Roupa de nadar.

4- Troca de roupa.

Geralmente a empresa oferece equipamentos de segurança como capacete, colete salva-vidas e remo, inclusos no preço.

Tênis e roupas térmicas poderão ser alugados à parte. Caso utilize óculos, recomendamos usar fitas para segurá-los.

Seguindo a pista ao lado das montanhas, é possível apreciar uma paisagem exuberante, onde a natureza com a sua generosidade presenteia os expectadores com uma vista, que aparentemente foi desenhada por algum especialista em arquitetura japonesa. O verde é a cor predominante, dividido em mais de dez tonalidades distribuídas através dos pinheiros e árvores da região, arrozais e claro, o rio.

Vale o passeio com toda a família pois, mesmo os que resolverem não praticar o rafting, poderão apreciar caminhos e trilhas incríveis, com cachoeiras, pequenos animais selvagens e um ar realmente puro. Outra dica muito boa tanto para quem participará da aventura, quanto os que somente apreciarão a paisagem, são os onsens da região (ver pág. xx).

A região também oferece estrutura com hotéis e pequenos restaurantes. Devido a alta procura durante a temporada, nossa sugestão é que reserve antecipadamente a estadia e os botes para a descida.

Dicas de palavras chaves para busca de empresas de rafting na região de Gifu-Ken: Rafting em Gifu, Rafting em Minami, Rafting no Nagaragawa.

Acesso:

Carro:

De Nagoya → Ichinomia JCT → (Tokai Hokuriku Express) → Minami IC, em média 20 minutos pela rota 156 até a Base do Nagaragawa.

Trem: De Nagoya → Estação de Nagoya JR → (Tokaido Main Line) → Estação de Gifu JR (Takayama Main Line) → Estação de Aioi (18 minutos caminhando) → Base do Nagaragawa.