Você sabe dizer não?

Você sabe dizer não?

Quantas vezes você se pegou arrependido por ter aceitado situações ou pedidos, por não ter conseguido dizer não?

Esta é uma dificuldade comum entre muitas pessoas e pode estar relacionada com os motivos apresentados abaixo:

– Para não magoar o outro; Algumas pessoas acreditam que para serem aceitas deve corresponder a expectativa dos outros, mesmo que isto lhes custe abrir mão de fazer o que realmente deseja.

– Acredita que é uma maneira de ser valorizado ou reconhecido; (quando a pessoa que pede argumenta que você faz melhor do que ele).

– Prefere aceitar a ter que falar o que pensa e correr o risco de não ser aceito;

– Medo da outra pessoa se afastar; (não acredita em si mesmo, que é uma pessoa agradável e por isto precisa agradar para ter pessoas por perto).

Esta dificuldade pode ter a sua raiz na infância, quando nossos pais, professores ensinaram que demonstrar nossos sentimentos, de tristeza, alegria, descontentamento, pode não ser legal. Pais que perguntavam do que gostávamos ou por que ficamos tristes, estavam na verdade nos ajudando no nosso autoconhecimento, na nossa auto percepção.

Por este motivo existem tantos adultos com travas emocionais, se sentindo com:

  •             – Insegurança;
  •             – Baixa autoestima, perde o respeito por si mesmo;
  •             – Humilhação, sentindo-se vítima ou injustiçado;
  •             – Necessidade de ser aceito, valorizado;
  •             – Necessidade de ser amado;

Quando aprendemos a entender nossas fragilidades emocionais, começamos a experimentar fazer diferente e enfrentar situações. Sermos assertivos, mais objetivos, mais claros. Mas corremos o risco de ouvir o que não queremos, faz parte, isto não precisa ser um conflito.

Algumas dicas para exercitar sua capacidade de dizer não:

– Analise a situação, pense o que realmente gostaria de falar;

– Esta sua fala teria qual objetivo? Esclarecer o que você quer ou agradar o outro?

– Preste atenção ao seu tom de voz, gestos, expressão facial, se estarão coerentes com o que sente;

– Observe a reação da pessoa;

– Observe a sua reação, perceba os seus sentimentos.

Quanto maior é a capacidade de adaptação ao meio que vivemos, melhor é a saúde mental e nossa qualidade de vida.

 

 

Psicóloga Carla C. B. Amaral Barros, CRP 08/06111, Psicóloga, atua no Japão a 7 anos, formada pela PUC-PR, especializada em Atendimento de Crianças e Adolescentes, Terapia Familiar e de Casal. Realiza Atendimento, Orientação, Aconselhamento e Apoio Psicológico, Orientação Profissional e Palestras aos Brasileiros residentes no Japão e retornados ao Brasil pelo Projeto SAKURA.